Galáxia
Galáxia Fantasma
Uma espiral quase perfeitamente simétrica, e um dos melhores exemplos do que muda entre a visão do Hubble e a do James Webb.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, A. Adamo (Stockholm University) and the FEAST JWST team ESA/Webb CC BY 4.0
- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: G
- Distância
- 26,7 milhões de anos-luz
- Constelação
- PeixesPsc
- Tamanho no céu
- 6,7 minutos de arco
- Classificação
- Sc
- Observado por
- James Webb Space Telescope, Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- outubro de 2024
- Original do acervo
- 8.575 × 2.629 px23 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,002
Messier 74 é chamada de Galáxia Fantasma pelos observadores porque, apesar de estar em todas as listas de objetos bonitos, ela é difícil de ver. O brilho é baixo e espalhado por uma área grande, o que a torna quase invisível em céu com poluição luminosa. Em compensação, ela é considerada um dos exemplos mais bem comportados de espiral de grande desenho, com dois braços claros e simétricos partindo do núcleo.
Ela virou um caso didático quando o James Webb a fotografou. Na imagem do Hubble, em luz visível, os braços aparecem pontilhados por aglomerados azuis de estrelas jovens. Na do Webb, em infravermelho, as estrelas somem quase por completo e o que aparece é a estrutura de poeira e gás: filamentos finos, cavidades e uma teia que desenha os braços com uma precisão que a luz visível não alcança.
As duas imagens não competem. A do Hubble mostra onde as estrelas já se acenderam; a do Webb mostra o material de que as próximas serão feitas, e como ele está organizado.
O que reparar nesta imagem
- A simetria dos dois braçosPoucas espirais são tão regulares. Isso sugere que ela não passou por encontros gravitacionais fortes recentemente.
- O aglomerado no centro, em infravermelhoNa imagem do Webb, o núcleo mostra um aglomerado compacto de gás que a poeira esconde completamente na luz visível.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulinfravermelho · NIRCam1,15 µminvisível ao olho
- Azulinfravermelho · NIRCam1,5 µminvisível ao olho
- Cianoinfravermelho · NIRCam · P-alpha1,87 µminvisível ao olho
- Cianoinfravermelho · NIRCam2 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · NIRCam2,77 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · NIRCam · PAH3,35 µminvisível ao olho
- Amareloinfravermelho · NIRCam · Br-alpha4,05 µminvisível ao olho
- Laranjainfravermelho · NIRCam4,44 µminvisível ao olho
- Laranjainfravermelho · MIRI5,6 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · MIRI · PAH7,7 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 5,4 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 5,7 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 52.155 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 26,7 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 51° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 51 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
Duas supernovas foram registradas nela em menos de dez anos, em 2002 e 2013, o que é bastante para uma galáxia relativamente tranquila.
Hubble e James Webb, lado a lado
Este objeto foi fotografado pelos dois telescópios. Como cada um enxerga faixas diferentes de luz, as imagens não são a mesma coisa em qualidade diferente: são informações diferentes.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. Lee and the PHANGS-JWST Team. Acknowledgement: J. Schmidt ESA/Webb CC BY 4.0
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Galáxia de Andrômeda
Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia Fantasma. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-fantasma. Consultado em: 23/08/2026.





