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Galáxias em interação

Arp 273, a rosa de galáxias

Duas galáxias em interação cuja geometria formou uma figura que lembra uma rosa.

Arp 273, a rosa de galáxias, galáxias em interação registrada pelo Hubble Space Telescope
“A rose made of galaxies”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
Galáxias em interaçãoSIMBAD: IG
Distância
300 milhões de anos-luz
Constelação
AndrômedaAnd
Tamanho no céu
1,2 minutos de arco
Classificação
Sb:
Observado por
Hubble Space Telescope
Imagem publicada
abril de 2011
Original do acervo
7.887 × 7.994 px63 megapixels
Desvio para o vermelho
z = 0,025

Arp 273 é um par em que a galáxia maior teve o disco puxado e distorcido pela menor. O resultado é uma forma assimétrica, com um braço espiral bem mais aberto e estendido que os outros, que combinado com a companheira produz a silhueta que rendeu o apelido de rosa cósmica.

O padrão sugere que a galáxia menor atravessou o disco da maior. Encontros desse tipo produzem estruturas em anel ou espirais fortemente assimétricas, porque a perturbação gravitacional se propaga como uma onda pelo disco.

O braço externo azulado da galáxia maior está cheio de estrelas jovens e quentes, formadas pela compressão do gás durante o encontro.

Halton Arp montou seu catálogo de galáxias peculiares nos anos 1960 justamente para reunir o que não se encaixava na classificação padrão. Ele acreditava que aquelas formas indicavam um problema na cosmologia aceita, hipótese que não se sustentou. O catálogo sobreviveu à teoria: hoje sabemos que aquelas formas são etapas normais de fusões, e a lista continua sendo usada todo dia.

O que reparar nesta imagem

  • O braço azul exageradoMuito mais extenso e brilhante que os demais. É o efeito direto da passagem da galáxia menor.
  • A companheira compactaMenor e mais densa, com sua própria formação estelar acelerada pelo encontro.

Por que esta imagem tem essas cores

As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulultravioleta · WFC3 · U390 nmolho enxerga
  • Verdeluz visível · WFC3 · B475 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · WFC3 · R600 nmolho enxerga

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 12 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,6 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 104.720 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 300 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os dinossauros não voadores ainda dominavam a Terra, que se extinguiram há cerca de 66 milhões de anos.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 27° de altura daqui.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 27 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Galáxia de Andrômeda

    Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Par de galáxias NGC 2207 e IC 2163

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI ESA/Webb CC BY 4.0

  • Arp 142, o Pinguim e o Ovo

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI ESA/Webb CC BY 4.0

  • Quinteto de Stephan

    Crédito NASA, ESA and the Hubble SM4 ERO Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxias das Antenas

    Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Arp 107, o par que sorri

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI ESA/Webb CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Arp 273, a rosa de galáxias. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/arp-273. Consultado em: 23/08/2026.