Galáxias em interação
Quinteto de Stephan
Um grupo compacto de galáxias, uma das primeiras imagens divulgadas do James Webb, e um dos poucos lugares onde se vê uma colisão em andamento.

Crédito NASA, ESA and the Hubble SM4 ERO Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Galáxias em interaçãoSIMBAD: CGG
- Distância
- 290 milhões de anos-luz
- Constelação
- PégasoPeg
- Tamanho no céu
- 3,2 minutos de arco
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- setembro de 2009
- Original do acervo
- 6.064 × 6.760 px41 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,021
O Quinteto de Stephan foi descoberto em 1877 e é o primeiro grupo compacto de galáxias já catalogado. O nome engana: das cinco galáxias visíveis, apenas quatro estão realmente juntas e interagindo. A quinta está muito mais próxima de nós e só coincide na linha de visão.
As quatro que de fato formam o grupo estão numa dança gravitacional violenta. Elas se atravessam repetidamente, arrancando caudas de estrelas umas das outras e comprimindo gás. Uma delas está mergulhando no grupo a milhões de quilômetros por hora e gerando uma onda de choque gigantesca no gás entre as galáxias, detectável em raios X.
Quando o James Webb divulgou suas primeiras imagens em julho de 2022, esta foi uma das cinco escolhidas. O infravermelho revelou o que a poeira escondia: regiões inteiras de formação estelar disparadas pelas colisões, além de detalhes do buraco negro ativo de uma das galáxias.
O que reparar nesta imagem
- A quinta galáxia, que não pertence ao grupoA galáxia mais à esquerda e mais azulada está cerca de sete vezes mais perto de nós que as outras. Ela só parece fazer parte do conjunto.
- As caudas de maréFaixas de estrelas arrancadas das galáxias pela gravidade das vizinhas durante as passagens.
- A onda de choqueEntre as galáxias há gás sendo violentamente comprimido por uma delas, que atravessa o grupo em alta velocidade.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · WFC3 · B438 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · WFC3 · V606 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · WFC3 · H-alpha657 nmolho enxerga
- Vermelhoinfravermelho · WFC3 · I814 nminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · WFC3 · Near-IR1,4 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 7,7 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 4,0 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 269.944 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 290 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os dinossauros não voadores ainda dominavam a Terra, que se extinguiram há cerca de 66 milhões de anos.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 32° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 32 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
Grupos compactos como este são raros e não duram. Em algumas centenas de milhões de anos, as quatro galáxias que interagem devem terminar fundidas numa só galáxia elíptica gigante.
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- LL Pegasi, a estrela espiral
Crédito ESA/NASA & R. Sahai ESA/Hubble CC BY 4.0
- Par de galáxias NGC 2207 e IC 2163
- Arp 142, o Pinguim e o Ovo
- Galáxias das Antenas
Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0
- Arp 273, a rosa de galáxias
Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Arp 107, o par que sorri
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Quinteto de Stephan. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/quinteto-de-stephan. Consultado em: 23/08/2026.





