Galáxias em interação
Arp 107, o par que sorri
Um par em colisão cuja geometria formou algo que se parece muito com um rosto sorrindo.

- Tipo
- Galáxias em interaçãoSIMBAD: Sy2
- Distância
- 465 milhões de anos-luz
- Constelação
- Leão MenorLMi
- Tamanho no céu
- 1,3 minutos de arco
- Classificação
- Sc+E
- Observado por
- James Webb Space Telescope
- Imagem publicada
- setembro de 2024
- Original do acervo
- 10.427 × 4.161 px43 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,035
Arp 107 é uma galáxia espiral que está colidindo com uma companheira menor. A passagem deformou o disco da maior e produziu um arco de formação estelar que, combinado com o núcleo brilhante e outra região luminosa, forma uma figura que muita gente lê como um rosto.
A pareidolia é acidente, mas a estrutura por trás dela não é. Colisões que atravessam o centro de uma galáxia disparam ondas de densidade que se propagam para fora como as ondas de uma pedra na água, comprimindo gás e acendendo estrelas ao longo de anéis e arcos.
O James Webb observou este par em infravermelho, revelando a poeira que conecta as duas galáxias e as regiões de formação estelar escondidas na luz visível.
Colisões que atravessam o centro de uma galáxia produzem estruturas em anel, e o exemplo extremo é a Galáxia da Roda de Carro. A onda de densidade se propaga para fora como as ondas de uma pedra na água, comprimindo gás numa frente circular e acendendo estrelas ao longo dela. Arp 107 é uma versão mais suave do mesmo processo.
O que reparar nesta imagem
- O arco de formação estelarA faixa curva e brilhante é uma onda de densidade provocada pela colisão, cheia de estrelas novas.
- A ponte de materialEm infravermelho aparece um filamento tênue ligando as duas galáxias, invisível em luz visível.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · NIRCam900 nminvisível ao olho
- Azulinfravermelho · NIRCam1,5 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · NIRCam2 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · NIRCam2,77 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · NIRCam3,56 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · NIRCam4,44 µminvisível ao olho
- Amareloinfravermelho · MIRI · PAH7,7 µminvisível ao olho
- Laranjainfravermelho · MIRI · Silicate10 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · MIRI15 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 5,7 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 5,4 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 174.814 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 465 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os dinossauros não voadores ainda dominavam a Terra, que se extinguiram há cerca de 66 milhões de anos.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 10° de altura, na direção NO.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 36 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Par de galáxias NGC 2207 e IC 2163
- Arp 142, o Pinguim e o Ovo
- Quinteto de Stephan
Crédito NASA, ESA and the Hubble SM4 ERO Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxias das Antenas
Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0
- Arp 273, a rosa de galáxias
Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Arp 107, o par que sorri. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/arp-107. Consultado em: 23/08/2026.




