Galáxias em interação
Par de galáxias NGC 2207 e IC 2163
Duas galáxias espirais no começo de uma colisão que vai durar mais tempo do que a espécie humana existe.

- Tipo
- Galáxias em interaçãoSIMBAD: AG?
- Distância
- 114 milhões de anos-luz
- Constelação
- Cão MaiorCMa
- Tamanho no céu
- Classificação
- 4.0
- Observado por
- Hubble Space Telescope, James Webb Space Telescope
- Imagem publicada
- outubro de 2024
- Original do acervo
- 6.353 × 2.983 px19 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,009
NGC 2207 e IC 2163 estão se atravessando. A maior, à esquerda nas imagens, já deformou a menor com sua gravidade, esticando as estrelas dela numa cauda de maré alongada. O encontro começou há algumas dezenas de milhões de anos e vai continuar por muito tempo antes de as duas se fundirem numa só.
Colisões galácticas são frequentes e quase nunca envolvem estrelas batendo em estrelas. A distância média entre estrelas numa galáxia é milhões de vezes maior que o diâmetro delas. O que colide é o gás, e é isso que provoca as consequências visíveis: nuvens comprimidas colapsam e produzem estrelas novas em surtos.
Este par foi observado pelo Hubble e pelo James Webb, e a comparação é instrutiva. Em luz visível vemos os braços e os aglomerados jovens; em infravermelho aparece a estrutura de poeira que liga as duas e as regiões onde a formação estelar está mais intensa, escondidas atrás dessa mesma poeira.
O que reparar nesta imagem
- A cauda de maréA extensão de estrelas puxada para fora da galáxia menor. A gravidade da maior arrancou esse material.
- Os braços deformadosCompare a regularidade dos braços com a de uma espiral isolada. A assimetria aqui é o registro do encontro.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · WFPC2 · B439 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · WFPC2 · V555 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · WFPC2 · I814 nminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · MIRI · PAH7,7 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · MIRI · PAH11,3 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · MIRI15 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 6,4 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 4,8 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 114 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os dinossauros não voadores ainda dominavam a Terra, que se extinguiram há cerca de 66 milhões de anos.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 88° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 88 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
Sete supernovas foram detectadas neste par desde 1975, um número alto que reflete a formação acelerada de estrelas massivas provocada pela colisão.
Hubble e James Webb, lado a lado
Este objeto foi fotografado pelos dois telescópios. Como cada um enxerga faixas diferentes de luz, as imagens não são a mesma coisa em qualidade diferente: são informações diferentes.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA/ESA and The Hubble Heritage Team (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Arp 142, o Pinguim e o Ovo
- Quinteto de Stephan
Crédito NASA, ESA and the Hubble SM4 ERO Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxias das Antenas
Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0
- Arp 273, a rosa de galáxias
Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Arp 107, o par que sorri
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Par de galáxias NGC 2207 e IC 2163. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/par-ngc-2207-ic-2163. Consultado em: 23/08/2026.




