Galáxias em interação
Galáxias das Antenas
Duas galáxias em colisão avançada, com longas caudas de estrelas arrancadas que deram nome ao par.

Crédito ESA/Hubble & NASA ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Galáxias em interaçãoSIMBAD: IG
- Distância
- 65 milhões de anos-luz
- Constelação
- CorvoCrv
- Tamanho no céu
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- novembro de 2013
- Original do acervo
- 4.240 × 4.211 px18 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,005
As Antenas são o exemplo mais próximo e mais estudado de uma colisão galáctica em estágio avançado. Duas espirais começaram a se atravessar há algumas centenas de milhões de anos, e o encontro já destruiu a estrutura original das duas.
As caudas longas e finas que dão nome ao par são feitas de estrelas e gás arrancados pela maré gravitacional durante as primeiras passagens. Elas se estendem por centenas de milhares de anos-luz, muito além do corpo principal das galáxias.
No centro, onde o gás das duas se encontrou e comprimiu, está acontecendo um dos surtos de formação estelar mais intensos da nossa vizinhança. Milhares de aglomerados estelares jovens já foram contados ali, e boa parte deles é massiva o bastante para virar aglomerados globulares no futuro.
O que reparar nesta imagem
- As duas caudasNas imagens de campo largo, elas se estendem muito além do que a foto do núcleo mostra.
- Os aglomerados azuis no centroCada ponto azul brilhante é um aglomerado inteiro de estrelas recém-nascidas, não uma estrela só.
- As faixas escuras de poeiraO gás e a poeira das duas galáxias se misturaram e formaram nuvens densas onde nascem as estrelas novas.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulultravioleta · WFC3 · U336 nminvisível ao olho
- Azulultravioleta · ACS · B435 nmolho enxerga
- Cianoluz visível · ACS · V550 nmolho enxerga
- Cianoluz visível · WFC3 · V555 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · WFC3 · R625 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · ACS · H-alpha + N II658 nmolho enxerga
- Laranjainfravermelho · ACS · I814 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 11 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,8 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 65 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 47° de altura, na direção O.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 85 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
Este é o destino provável da Via Láctea e de Andrômeda. As Antenas mostram, num sistema real, como será aquele encontro.
Baixar esta imagem
A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
Continue explorando
Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Par de galáxias NGC 2207 e IC 2163
- Arp 142, o Pinguim e o Ovo
- Quinteto de Stephan
Crédito NASA, ESA and the Hubble SM4 ERO Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Arp 273, a rosa de galáxias
Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Arp 107, o par que sorri
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
Continue explorando
Como citar esta página
ValorFinal. Galáxias das Antenas. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxias-das-antenas. Consultado em: 23/08/2026.




