Nebulosa de emissão
Nebulosa Trífida
A única nebulosa famosa que mostra emissão, reflexão e poeira escura na mesma imagem, cortada em três por faixas de pó em Sagitário.

- Tipo
- Nebulosa de emissãoSIMBAD: OpC
- Distância
- 5.400 anos-luzpublicadores declaram de 3.960 a 9.000 anos-luz; aqui vale o comunicado de 2009
- Constelação
- SagitárioSgr
- Tamanho no céu
- 28 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
- Observado por
- Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy, Simonyi Survey Telescope, MPG/ESO 2.2-metre telescope
- Imagem publicada
- fevereiro de 2015
- Original do acervo
- 5.102 × 3.596 px18 megapixels
A Nebulosa Trífida, catalogada como Messier 20, fica na constelação de Sagitário, a cerca de 5.400 anos-luz segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. Ela ocupa 28 minutos de arco no céu, quase o tamanho aparente da Lua cheia, e está numa das regiões mais densas da Via Láctea, onde a linha de visão atravessa braços espirais inteiros carregados de gás e estrelas.
O nome vem do que salta aos olhos em qualquer telescópio decente: faixas escuras de poeira dividem a parte brilhante em três lóbulos. Trífida quer dizer partida em três. As faixas não são rachaduras nem vazios: são nuvens densas de pó à frente do gás luminoso, bloqueando a luz que vem de trás. O corte é uma questão de perspectiva, não de estrutura interna.
O que torna a M20 especialmente útil para ensinar astronomia é reunir, no mesmo campo, os três tipos clássicos de nebulosa. A parte avermelhada é uma nebulosa de emissão, com hidrogênio ionizado brilhando por conta própria. A parte azulada é uma nebulosa de reflexão, poeira espalhando a luz de estrelas próximas. E as faixas são nebulosa escura, poeira suficientemente densa para bloquear tudo. Três mecanismos físicos distintos, lado a lado, numa única fotografia.
Qual a diferença entre emissão, reflexão e absorção?
Numa nebulosa de emissão, o gás produz luz própria. Estrelas quentes das proximidades emitem ultravioleta com energia suficiente para arrancar elétrons dos átomos de hidrogênio. Quando um elétron livre é recapturado por um próton, ele desce pelos níveis de energia do átomo emitindo luz em comprimentos de onda muito específicos. A transição mais visível está perto de 656 nanômetros, no vermelho, e é o que dá a cor característica dessas regiões.
Numa nebulosa de reflexão, não há emissão própria. Grãos de poeira simplesmente espalham a luz de estrelas vizinhas na nossa direção. O espalhamento é mais eficiente em comprimentos de onda curtos, então a luz azul é redirecionada com mais facilidade que a vermelha. É a mesma física que faz o céu da Terra ser azul, aplicada a grãos interestelares em vez de moléculas do ar.
Já a nebulosa escura não emite nem reflete de forma perceptível: ela absorve. A poeira é densa o bastante para bloquear a luz do que está atrás, e o resultado é uma silhueta recortada contra o fundo iluminado. Essas regiões não são vazias, ao contrário: são as partes mais densas e mais frias da nuvem, onde o gás molecular pode colapsar e formar estrelas.
Por que Sagitário concentra tantas nebulosas?
Olhar para Sagitário é olhar na direção do centro da Via Láctea. Isso significa atravessar a maior espessura de disco galáctico disponível a partir da nossa posição, cruzando braços espirais inteiros. Como as nebulosas de formação estelar se concentram nos braços, a densidade aparente delas nessa direção é a maior de todo o céu.
Uma das consequências aparece no próprio acervo. A imagem mais larga do conjunto, feita com a câmera LSSTCam e cobrindo cerca de 280 por 172 minutos de arco, contém a Trífida e a Nebulosa da Lagoa no mesmo quadro, além de campos densos de estrelas. Os metadados de imagens dessa região frequentemente listam os dois objetos juntos, o que explica a Lagoa aparecer entre os nomes alternativos registrados para a Trífida.
Para observadores do Brasil, a posição é favorável. A declinação de aproximadamente 23 graus negativos coloca Sagitário alto no céu do hemisfério sul durante o inverno, quando a região central da Via Láctea passa perto do zênite. Um binóculo em céu escuro já mostra dezenas de manchas nebulosas nessa faixa, e a Trífida é uma delas.
O que a câmera do Observatório Rubin acrescenta?
Três das quatro imagens do acervo vêm da LSSTCam, a câmera do levantamento do Observatório Vera C. Rubin, com registros datados de junho de 2025. Os filtros usados estão centrados em 372,4 nanômetros, no ultravioleta próximo, 480,7 no azul, 622,1 no vermelho e 755,9 no infravermelho muito próximo. É o conjunto padrão de bandas largas do levantamento, identificado pelas letras u, g, r e i.
A diferença em relação aos telescópios espaciais é de propósito. O Hubble e o Webb apontam para alvos individuais e entregam resolução altíssima em campos pequenos. O Rubin faz o oposto: cobre áreas enormes de céu repetidamente, com o mesmo conjunto de filtros, para detectar o que muda entre uma passagem e outra. É uma máquina de encontrar variação, não de detalhar um objeto.
Para uma nebulosa isso rende dois produtos diferentes. O campo estreito, de cerca de 25 por 25 minutos de arco, mostra a Trífida com os três lóbulos e as faixas escuras. O campo largo mostra a nebulosa como parte de um complexo muito maior, ao lado da Lagoa, e situa o objeto na estrutura da galáxia. A segunda vista é a que costuma faltar quando se conhece um objeto só por retratos fechados.
Por que o catálogo classifica a M20 como aglomerado aberto?
O SIMBAD registra o tipo OpC para a M20, isto é, aglomerado aberto. Quem chega pela fotografia estranha, porque a imagem mostra claramente uma nuvem de gás. A aparente contradição tem explicação simples: no mesmo lugar existem dois objetos sobrepostos, e cada catálogo prioriza um deles.
No centro da parte brilhante há um grupo de estrelas jovens e quentes, nascidas da própria nuvem. São elas que ionizam o gás e produzem a emissão avermelhada. Um catálogo estelar registra esse grupo como aglomerado aberto, porque é isso que ele é: um conjunto de estrelas jovens fisicamente associadas, ainda não dispersas pela rotação da galáxia.
A escolha editorial deste acervo é tratar a página como nebulosa de emissão, porque é a nuvem que aparece nas imagens e é dela que a pessoa está falando quando diz Trífida. As duas classificações estão certas e descrevem coisas diferentes que ocupam o mesmo pedaço de céu. Vale o mesmo raciocínio para outras regiões de formação estelar catalogadas por Messier.
Os números deste objeto
| Distância | 5.400 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens |
|---|---|
| Constelação | Sagitário (Sgr) |
| Identificação principal | M 20SIMBAD |
| Outros nomes | Trifid Nebula, M20 |
| Tipo no catálogo | OpC, aglomerado abertoSIMBAD |
| Tipo editorial adotado | nebulosa de emissão |
| Tamanho aparente | 28 minutos de arcoSIMBAD |
| Coordenadas J2000 | AR 270,675 graus, Dec -22,9717 graus |
| Desvio para o vermelho | z = -0,00001, valor negativo típico de objeto da própria Via Láctea |
| Maior campo no acervo | 279,9 por 171,6 minutos de arco, cerca de 4,7 graus de largura |
| Imagens no acervo | 4 |
O que reparar nesta imagem
- As três faixas escurasAs bandas que dividem a parte brilhante em três lóbulos são nuvens densas de poeira à frente do gás. Elas não são vazios: são as regiões mais frias e mais densas do conjunto.
- A metade avermelhada e a azuladaO vermelho vem de hidrogênio ionizado brilhando por conta própria. O azul vem de poeira espalhando a luz de estrelas próximas. São dois mecanismos físicos diferentes, no mesmo objeto.
- As estrelas quentes no centroO grupo compacto de estrelas no meio da região brilhante é o que ioniza o gás. É por causa dele que os catálogos estelares registram a M20 como aglomerado aberto.
- A Lagoa no campo largoNa imagem de quase 5 graus de largura, a Trífida aparece ao lado da Nebulosa da Lagoa. Ver as duas juntas mostra que ambas fazem parte de um complexo muito maior de gás.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu tem quase o mesmo tamanho aparente da Lua cheia. O recorte fotografado mede 29 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 44 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 5.400 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 89° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 89 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Quanto já se olhou para aqui
- 308registros do Hubble
Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 14 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.
O que ainda não se sabe
A distância até a Trífida é objeto de divergência antiga. Valores publicados por métodos diferentes variam de forma significativa, e como a distância entra ao quadrado no cálculo da luminosidade, essa incerteza se propaga para praticamente todas as grandezas físicas derivadas: massa da nuvem, idade das estrelas centrais e taxa de formação estelar. Medições de paralaxe de estrelas associadas ajudaram a estreitar a faixa nos últimos anos, mas ainda não há um valor único aceito sem ressalvas. Também segue em discussão qual foi o gatilho para a formação do aglomerado central e se a compressão veio de fora do complexo ou de dentro dele.
Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.
Uma coisa que quase ninguém sabe
A Trífida e a Nebulosa da Lagoa aparecem tão próximas no céu que muitos metadados de imagem listam as duas juntas, e é isso que faz o nome da Lagoa constar entre os nomes alternativos registrados para a M20. As duas são objetos distintos, com distâncias e histórias próprias, mas na mesma direção do céu e no mesmo braço espiral da Via Láctea.
Outras imagens deste objeto

Crédito RubinObs/NOIRLab/SLAC/NSF/DOE/AURA NOIRLab CC BY 4.0



Crédito NOAO ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito D. Malin and the Anglo Australian Observatory/Royal Observatory, Edinburgh ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NSF–DOE Vera C. Rubin Observatory/NOIRLab/SLAC/AURA NOIRLab CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, STScI. Image processing: J. DePasquale (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI ) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA/ESA and Jeff Hester (Arizona State University) ESA/Hubble CC BY 4.0
Vídeo de Nebulosa Trífida
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Outros objetos em Sagitário
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa da Lagoa
Crédito NSF–DOE Vera C. Rubin Observatory/NOIRLab/SLAC/AURA NOIRLab CC BY 4.0
- Nebulosa Ômega
Crédito NASA, H. Ford (JHU), G. Illingworth (UCSC/LO), M.Clampin (STScI), G. Hartig (STScI), the ACS Science Team, and ESAThe ACS Science Team: H. Ford, G. Illingworth, M. Clampin, G. Hartig, T. Allen, K. Anderson, F. Bartko, N. Benitez, J. Blakeslee, R. Bouwens, T. Broadhurst, R. Brown, C. Burrows, D. Campbell, E. Cheng, N. Cross, P. Feldman, M. Franx, D. Golimowski, C. Gronwall, R. Kimble, J. Krist, M. Lesser, D. Magee, A. Martel, W. J. McCann, G. Meurer, G. Miley, M. Postman, P. Rosati, M. Sirianni, W. Sparks, P. Sullivan, H. Tran, Z. Tsvetanov, R. White, and R. Woodruff. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa da Aranha Vermelha
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0
- Aglomerado Messier 54
- Terzan 5
Crédito NASA/ESA/Hubble/F. Ferraro ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado Messier 18
- Nebulosa de Órion
- Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia
Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Glóbulos de Thackeray
Crédito ESO/VPHAS+ team. Acknowledgement: CASU ESO CC BY 4.0
- Nebulosa NGC 3603
Perguntas frequentes
- Por que a nebulosa se chama Trífida?
- Trífida quer dizer partida em três. O nome descreve o que se enxerga em qualquer telescópio razoável: faixas escuras de poeira dividem a parte brilhante da nebulosa em três lóbulos. As faixas não são fendas nem vazios, e sim nuvens densas de pó posicionadas entre nós e o gás luminoso, bloqueando a luz que vem de trás. A divisão é resultado de perspectiva, não da estrutura interna da nuvem.
- Qual a diferença entre nebulosa de emissão e de reflexão?
- Numa nebulosa de emissão, o gás produz luz própria: a radiação ultravioleta de estrelas quentes ioniza o hidrogênio, e quando o elétron é recapturado ele emite luz em comprimentos de onda específicos, principalmente perto de 656 nanômetros, no vermelho. Numa nebulosa de reflexão não há emissão própria: grãos de poeira espalham a luz de estrelas vizinhas, com preferência pelos comprimentos de onda curtos, o que produz a cor azulada. A Trífida mostra os dois casos no mesmo campo.
- Dá para ver a Nebulosa Trífida a olho nu?
- Não em condições normais. Apesar de ocupar 28 minutos de arco, quase o tamanho aparente da Lua cheia, a Trífida tem brilho superficial baixo e some no fundo do céu sem instrumento. Com binóculo em céu escuro, ela aparece como uma mancha difusa perto da Nebulosa da Lagoa. Um telescópio pequeno já revela a divisão em lóbulos, e as faixas escuras ficam claras com abertura média e céu sem poluição luminosa.
- Por que os catálogos classificam a M20 como aglomerado aberto?
- No centro da parte brilhante existe um grupo de estrelas jovens e quentes, fisicamente associadas e nascidas da própria nuvem. É esse grupo que ioniza o gás e produz a emissão avermelhada. Catálogos estelares registram o conjunto como aglomerado aberto, e o SIMBAD adota o tipo OpC para a M20 por isso. A nuvem de gás e o aglomerado ocupam o mesmo lugar, então as duas classificações estão corretas e descrevem coisas diferentes.
- Por que a Nebulosa da Lagoa aparece junto da Trífida?
- As duas ficam na constelação de Sagitário, muito próximas em projeção no céu, dentro do mesmo trecho denso da Via Láctea. Imagens de campo largo, como a do acervo que cobre cerca de 280 por 172 minutos de arco, contêm as duas nebulosas no mesmo quadro. Por isso muitos metadados listam os dois nomes juntos, e a Lagoa acaba aparecendo entre os nomes alternativos registrados para a M20 em bases de imagem.
- O que são os filtros u, g, r e i usados nas imagens do Rubin?
- São as bandas largas do levantamento do Observatório Vera C. Rubin, centradas em 372,4 nanômetros no ultravioleta próximo, 480,7 no azul, 622,1 no vermelho e 755,9 no infravermelho muito próximo. Cada filtro deixa passar uma faixa ampla do espectro, ao contrário dos filtros estreitos que isolam uma linha de emissão. Bandas largas coletam mais luz e são mais adequadas para cobrir grandes áreas de céu repetidamente, que é o objetivo desse levantamento.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Nebulosa Trífida. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-trifida. Consultado em: 23/08/2026.









