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Nebulosa de emissão

Nebulosa Trífida

Três tipos de nebulosa no mesmo objeto: emissão, reflexão e absorção, separadas por faixas de poeira.

Nebulosa Trífida, nebulosa de emissão registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
“The Trifid Nebula”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESO CC BY 4.0

Tipo
Nebulosa de emissãoSIMBAD: OpC
Distância
5.400 anos-luz
Constelação
SagitárioSgr
Tamanho no céu
28 minutos de arco
Observado por
MPG/ESO 2.2-metre telescope
Imagem publicada
agosto de 2009
Original do acervo
3.497 × 5.752 px20 megapixels

Messier 20 é um objeto didático porque exibe, num único campo, os três tipos clássicos de nebulosa. A parte avermelhada é uma nebulosa de emissão: hidrogênio ionizado brilhando por conta própria. A parte azulada é de reflexão: poeira espalhando a luz de estrelas próximas, do mesmo jeito que o céu da Terra fica azul. E as faixas escuras que cortam a nebulosa são nuvens de absorção, poeira densa bloqueando a luz de trás.

São essas faixas escuras, que dividem a parte vermelha em três lóbulos, que dão o nome de Trífida.

Ela fica na constelação de Sagitário, na direção do centro da galáxia, e é vizinha de céu da Nebulosa da Lagoa. Do Brasil, as duas aparecem juntas no céu de inverno.

O que reparar nesta imagem

  • As três faixas escurasPoeira em primeiro plano dividindo a região vermelha. É delas que vem o nome do objeto.
  • O contraste vermelho e azulVermelho é gás brilhando sozinho. Azul é poeira refletindo luz de estrelas. Dois processos físicos diferentes lado a lado.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 2,2 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 14 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 44 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 5.400 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 49° de altura, na direção L.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 89 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Nebulosa da Lagoa

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa Ômega

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa da Aranha Vermelha

    Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, J. H. Kastner (Rochester Institute of Technology) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Aglomerado Messier 54

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Terzan 5

    Crédito ESO/F. Ferraro ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado Messier 18

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa de Órion

    Crédito NASA, ESA, M. Robberto ( Space Telescope Science Institute/ESA) and the Hubble Space Telescope Orion Treasury Project Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Glóbulos de Thackeray

    Crédito ESO/VPHAS+ team. Acknowledgement: CASU ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa NGC 3603

    Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration ESA/Hubble CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Nebulosa Trífida. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-trifida. Consultado em: 23/08/2026.