Galáxia
Galáxia NGC 1365
A grande espiral barrada da Fornalha: uma barra de estrelas que empurra gás para o centro e alimenta um núcleo ativo.

Crédito Dark Energy Survey/DOE/FNAL/DECam/CTIO/NOIRLab/NSF/AURAImage processing: Travis Rector (University of Alaska Anchorage/NSF NOIRLab), Jen Miller (Gemini Observatory/NSF NOIRLab), Mahdi Zamani & Davide de Martin (NSF NOIRLab) NOIRLab CC BY 4.0
- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: Sy1
- Distância
- 58,9 milhões de anos-luz
- Constelação
- FornalhaFor
- Tamanho no céu
- 7,6 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
- Classificação
- SB(s)b
- Observado por
- NSF Víctor M. Blanco 4-meter Telescope, Very Large Telescope, Other
- Imagem publicada
- julho de 2021
- Original do acervo
- 3.383 × 3.263 px11 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,005
Veja Galáxia NGC 1365 pelo Hubble e pelo James Webb
Os dois fotografaram este objeto, e o resultado não é a mesma imagem em qualidade diferente. O Hubble registra sobretudo a luz que o olho enxerga; o Webb enxerga infravermelho, que atravessa a poeira e mostra o que estava escondido atrás dela. Arraste a divisória e veja a poeira sumir.
Comparar as duas imagens
Crédito ESA/Hubble & NASA, J. Lee and the PHANGS-HST TeamAcknowledgement: Judy Schmidt (Geckzilla) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Lee (STScI), T. Williams (Oxford), PHANGS Team ESA/Webb CC BY 4.0
A Galáxia NGC 1365 fica na constelação da Fornalha, a cerca de 58,9 milhões de anos-luz da Terra segundo a distância declarada pelo publicador das imagens deste acervo. No céu ela ocupa 7,56 minutos de arco, medida registrada no SIMBAD, algo em torno de um quarto da largura aparente da Lua cheia. Combinando esse tamanho aparente com aquela distância, chega-se a uma extensão da ordem de 130 mil anos-luz, o que a coloca entre as espirais grandes do universo próximo, maior que a Via Láctea. É por isso que ela costuma ser chamada de Grande Galáxia Espiral Barrada.
O que salta aos olhos em qualquer imagem dela é a barra. Em vez de os braços saírem de um bojo redondo, eles saem das duas pontas de uma estrutura reta e alongada que atravessa o centro de lado a lado. O SIMBAD classifica a morfologia como SB(s)b. O S indica espiral, o B indica barrada, o (s) indica que os braços emergem diretamente das extremidades da barra sem um anel interno entre eles, e o b situa o grau de enrolamento dos braços num ponto intermediário. Essa combinação, num objeto grande, próximo e visto quase de frente, é a razão de NGC 1365 aparecer em livro-texto sempre que o assunto é barra galáctica.
O centro dela não é apenas um amontoado de estrelas velhas. O SIMBAD registra o objeto como Sy1, ou seja, galáxia Seyfert de tipo 1, uma das categorias de núcleo galáctico ativo: há um buraco negro supermassivo consumindo matéria ali, e a energia liberada nesse processo domina o brilho da região central. Para quem observa do Brasil, há um detalhe prático: com declinação de menos 36 graus, NGC 1365 passa a quase 80 graus de altura no céu de São Paulo, quase no zênite. Ela é uma galáxia do hemisfério sul no sentido mais literal, e boa parte das melhores imagens dela vem de telescópios instalados no Chile.
O que a barra faz numa galáxia?
A barra é feita de estrelas, não de gás. Num disco em rotação, as estrelas percorrem órbitas que, em condições normais, ficam distribuídas de forma mais ou menos circular. Sob certas condições de massa e de rotação, essas órbitas passam a se alinhar entre si e o disco desenvolve uma estrutura alongada que gira como se fosse um corpo rígido. Nenhuma estrela fica presa na barra para sempre: elas entram e saem do padrão, e o que persiste é o padrão, não o elenco de estrelas.
A consequência importante não é a forma, e sim o que a forma faz com o gás. A gravidade de uma barra não é simétrica em torno do eixo, e uma nuvem de gás que cruza essa região sente um puxão que não aponta para o centro. Esse puxão retira momento angular do gás. Sem momento angular suficiente para se manter em órbita larga, a nuvem escorrega para dentro. Onde o gás se comprime e desacelera de repente aparecem choques, e é neles que a poeira se acumula. Nas imagens de luz visível de NGC 1365 isso aparece com clareza: duas faixas escuras quase retas correm ao longo da barra, uma de cada lado, e não são defeito da foto.
O destino do gás transportado assim é a região central. Ele se acumula ali, aumenta a densidade e acende formação de estrelas concentrada num raio pequeno em torno do núcleo, muito mais intensa por unidade de área do que a do disco em volta. Uma barra, portanto, é um mecanismo de redistribuição: pega matéria-prima espalhada por dezenas de milhares de anos-luz e concentra parte dela num punhado de anos-luz.
Por que o núcleo dela é ativo?
Galáxia Seyfert é o nome dado a uma galáxia comum, com disco e braços bem visíveis, cujo núcleo brilha muito mais do que a soma das estrelas dali poderia explicar. A fonte desse excesso é um buraco negro supermassivo cercado por matéria em queda. O material não cai direto: forma um disco, esquenta por atrito e emite em faixas que vão do infravermelho aos raios X. O subtipo 1, que é o registrado para NGC 1365 no SIMBAD, corresponde ao caso em que o espectro mostra linhas de emissão muito largas, alargadas pela velocidade altíssima do gás mais próximo do buraco negro.
A relação entre a barra e o núcleo ativo é tentadora e não está resolvida. A barra entrega gás à região central, e núcleo ativo precisa de gás. O problema é de escala. O transporte pela barra funciona bem até a vizinhança do centro, uma região ainda muito maior que a esfera de influência do buraco negro. O último trecho do caminho, dessa vizinhança até o disco de acreção, exige outros mecanismos, e é onde o consenso desaparece. NGC 1365 é útil justamente por juntar as duas coisas num objeto próximo o bastante para ser dissecado.
Há ainda o efeito do que está no meio do caminho. Em muitos núcleos ativos, incluindo este, a quantidade de material entre a fonte central e quem observa não é constante: nuvens densas passam na frente e mudam o quanto de radiação escapa. Por causa disso, a classificação exata do subtipo Seyfert de NGC 1365 já foi anotada de maneiras diferentes ao longo das décadas, dependendo de quando e em que faixa a observação foi feita. O objeto não mudou; mudou o que estava atravessado na linha de visada.
O que o infravermelho revela aqui?
A poeira que torna as faixas da barra tão visíveis é também o que atrapalha. Grãos de poeira espalham e absorvem luz visível com muito mais eficiência do que absorvem luz de comprimento de onda longo, e o resultado é que boa parte da estrutura interna de NGC 1365 fica escondida numa foto comum. O acervo tem duas imagens do ESO feitas para atacar exatamente esse ponto: uma com o instrumento HAWK-I, no Very Large Telescope, e outra com o ISAAC, apontada para a região central. Em infravermelho próximo o que domina a cena é a população de estrelas velhas, e a barra aparece como a estrutura de massa que ela realmente é, sem a interferência das nuvens escuras.
Mais adiante no espectro a lógica se inverte. Nas imagens do James Webb com o instrumento MIRI, o que brilha não são as estrelas e sim a própria poeira aquecida. Os filtros usados contam essa história: 7.700 e 11.300 nanômetros captam bandas de emissão de moléculas orgânicas grandes, os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, que absorvem radiação ultravioleta das estrelas jovens e devolvem energia no infravermelho médio. O filtro em 10.000 nanômetros cobre a região do espectro onde os grãos de silicato deixam sua marca, e o de 21.000 nanômetros mede a poeira mais quente. O que sai disso não é um retrato de estrelas, e sim um mapa de onde está o material que ainda pode virar estrela.
A imagem mais recente do Webb no acervo combina NIRCam e MIRI e cobre de 3.000 até 21.000 nanômetros. Nessa faixa larga, a mesma galáxia que na luz visível parece um desenho limpo de dois braços vira uma trama de filamentos e bolhas: cavidades abertas por estrelas massivas, bordas comprimidas onde o gás foi empurrado e uma sequência de aglomerados jovens acompanhando os braços. O ESO publicou também uma imagem que coloca a versão visível e a versão infravermelha lado a lado, e é o jeito mais direto de perceber que as duas mostram coisas diferentes do mesmo lugar.
Por que ela serve de régua cósmica?
Medir distância é o problema difícil por trás de quase todo o resto da astronomia. NGC 1365 entrou nessa conta porque reúne condições raras: é próxima o suficiente para que estrelas individuais sejam separadas por um telescópio espacial, grande o bastante para conter muitas dessas estrelas e está pouco inclinada, o que facilita enxergar o disco inteiro. Nos anos 1990, o Hubble mediu nela estrelas variáveis do tipo Cefeida dentro do programa dedicado a fixar a escala de distâncias extragalácticas e, com isso, a taxa de expansão do universo. Cefeidas funcionam como marcador porque o período de variação do brilho está ligado ao brilho real da estrela, e comparar brilho real com brilho aparente dá a distância.
A segunda razão é a quantidade de supernovas registradas nela ao longo das últimas décadas. Uma galáxia grande, com formação de estrelas ativa e bem monitorada por observatórios do hemisfério sul, acaba produzindo esses eventos com frequência acima da média. Supernovas de um tipo específico, resultantes da detonação de uma anã branca, têm brilho máximo previsível o bastante para servirem de referência de distância a escalas muito maiores. Quando uma dessas explode numa galáxia cuja distância já foi medida por Cefeidas, é possível amarrar os dois métodos e verificar se eles concordam.
Há um terceiro papel, mais discreto. NGC 1365 pertence ao aglomerado de galáxias de Fornax, um dos aglomerados mais próximos, que ocupa boa parte da mesma constelação e emprestou dela o nome. Fixar a distância de uma galáxia membro ajuda a fixar a distância do aglomerado inteiro, e a distância do aglomerado é usada como degrau em cadeias de medição que vão muito além dele.
O que cada telescópio enxerga desta galáxia?
O acervo tem doze imagens, e a diferença entre elas começa pelo tamanho do pedaço de céu que cada uma cobre. A imagem feita com a DECam, a câmera instalada num telescópio do Chile e construída para o levantamento de energia escura, abrange 14,8 por 14,3 minutos de arco. Com 7,56 minutos de arco de extensão, a galáxia cabe inteira nesse quadro com folga, e ainda sobra campo em volta. A imagem feita com o instrumento DFOSC vai além e cobre 23,4 por 17,6 minutos de arco, um campo mais de três vezes mais largo que o objeto.
As imagens do James Webb ficam no extremo oposto. A do MIRI cobre 3,7 por 2,5 minutos de arco e a que combina NIRCam com MIRI cobre 2,7 por 2,2 minutos de arco, ou seja, cerca de um terço da largura da galáxia. Não é limitação, é escolha: trocar campo por resolução é o que permite separar aglomerados de estrelas individuais e acompanhar filamento por filamento a estrutura da poeira. Quem procura o retrato da galáxia inteira olha as imagens de campo largo; quem quer ver o que está acontecendo dentro dos braços olha as do Webb.
No meio do caminho estão as imagens do ESO com o FORS1, em 6,8 por 6,8 minutos de arco, e a do Hubble com a câmera WFC3, em 2,6 por 2,5 minutos de arco. A do Hubble é a mais rica em filtros: cinco faixas, de 275 nanômetros no ultravioleta até 814 nanômetros já na fronteira do infravermelho próximo, passando por 336, 438 e 555. O ultravioleta é o mais informativo do conjunto, porque só estrelas jovens e quentes brilham forte nessa faixa, e um mapa em 275 nanômetros é quase um mapa de onde a galáxia está formando estrelas agora. Há ainda uma imagem do ESO feita só com filtro H-alfa, a linha do hidrogênio ionizado, que marca as regiões onde estrelas massivas estão acendendo o gás em volta.
Os números deste objeto
| Distância | 58,9 milhões de anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens |
|---|---|
| Constelação | Fornalha (For) |
| Identificação principal | NGC 1365SIMBAD |
| Outros nomes | IRAS 03317-3618 |
| Classificação | Sy1, galáxia Seyfert de tipo 1, tratada aqui como galáxiaSIMBAD |
| Morfologia | SB(s)bSIMBAD |
| Tamanho aparente | 7,56 minutos de arcoSIMBAD |
| Coordenadas J2000 | AR 53,4019 graus, Dec -36,1407 graus |
| Desvio para o vermelho | z = 0,00509 |
| Observações no arquivo MAST | Hubble 438, James Webb 51, GALEX 9 |
| Imagens no acervo | 12 |
O que reparar nesta imagem
- A barra atravessando o centroRepare que os braços não saem de um bojo redondo. Eles nascem nas duas pontas de uma estrutura reta e alongada de estrelas que corta a galáxia de lado a lado, e é essa estrutura que dá nome a uma espiral barrada.
- As duas faixas escuras ao longo da barraCorrendo pela barra, uma de cada lado, aparecem duas linhas de poeira quase retas. Elas marcam onde o gás está sendo freado e desviado para dentro, e são a evidência visual do transporte de matéria rumo ao centro.
- O ponto brilhante no meioA concentração muito clara no centro não é só um amontoado de estrelas. Ali está o núcleo ativo, alimentado por um buraco negro supermassivo, e a região de formação estelar intensa que se acumulou em volta dele.
- A mesma galáxia em faixas diferentesCompare a imagem em luz visível com as do infravermelho. Na primeira a poeira aparece como sombra, na segunda ela é a própria fonte de luz, e o que está escondido num caso vira protagonista no outro.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Verdeluz visível · DECam · g477 nmolho enxerga
- Azulluz visível · DECam · g477 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · DECam · r646 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · DECam · r646 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · DECam · i785 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio NOIRLab junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 2,1 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 15 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 129.544 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 58,9 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 49° de altura, na direção SE.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 77 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Quanto já se olhou para aqui
- 438registros do Hubble
- 51registros do James Webb
- 9registros do GALEX
Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 3,8 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.
O que ainda não se sabe
Não está resolvido como o gás entregue pela barra completa o último trecho até o buraco negro central. A barra dá conta do transporte em grande escala, mas o material ainda precisa perder muito momento angular numa região pequena demais para ser observada em detalhe a essa distância, e as propostas em disputa vão de barras secundárias internas a instabilidades no próprio gás e ao efeito de fusões passadas. Também segue em aberto quanto do brilho da região central vem do núcleo ativo e quanto vem da formação de estrelas ao redor, porque as duas fontes se misturam nas mesmas faixas do espectro. E como a quantidade de material atravessado na linha de visada varia, medidas do núcleo feitas em épocas distintas nem sempre concordam entre si.
Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.
Uma coisa que quase ninguém sabe
NGC 1365 foi um dos alvos escolhidos para a estreia da DECam, a câmera construída para caçar sinais de energia escura e instalada num telescópio no Chile. A imagem divulgada em setembro de 2012, entre os primeiros registros feitos pelo instrumento, é uma das que estão neste acervo.
Outras imagens deste objeto



Crédito Allan Sandage (The Observatories of the Carnegie Institution of Washington) and John Bedke (Computer Sciences Corporation and the Space Telescope Science Institute ) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito ESO/IDA/Danish 1.5 m/ R. Gendler, J-E. Ovaldsen, C. Thöne, and C. Feron. ESO CC BY 4.0



Crédito NASA, ESA, and Reynier Peletier (University of Nottingham, United Kingdom) ESA/Hubble CC BY 4.0



Crédito Allan Sandage (The Observatories of the Carnegie Institution of Washington) and John Bedke (Computer Sciences Corporation and the Space Telescope Science Institute ) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito ESA/Hubble & NASA, J. Lee and the PHANGS-HST TeamAcknowledgement: Judy Schmidt (Geckzilla) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Lee (STScI), T. Williams (Oxford), PHANGS Team ESA/Webb CC BY 4.0
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Campo Ultraprofundo do Hubble
Crédito NASA, ESA, and S. Beckwith (STScI) and the HUDF Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Campo Profundo Chandra Sul
Crédito NASA, ESA, G. Illingworth and D. Magee (University of California, Santa Cruz), K. Whitaker (University of Connecticut), R. Bouwens (Leiden University), P. Oesch (University of Geneva), and the Hubble Legacy Field team. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Campo GOODS Sul
Crédito NASA, ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia NGC 1097
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- Galáxia de Andrômeda
Crédito ESA/Hubble & Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
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Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito ESA/Hubble and Digitized Sky Survey 2. Acknowledgements: Davide De Martin (ESA/Hubble ) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito ESA/INT/DSS2 ESA/Hubble CC BY 4.0
Perguntas frequentes
- O que é a Galáxia NGC 1365?
- NGC 1365 é uma galáxia espiral barrada a cerca de 58,9 milhões de anos-luz da Terra, na constelação da Fornalha, integrante do aglomerado de galáxias de Fornax. Ocupa 7,56 minutos de arco no céu, o que corresponde a uma extensão da ordem de 130 mil anos-luz, maior que a Via Láctea. Também é conhecida como Grande Galáxia Espiral Barrada, por causa da barra de estrelas que atravessa o centro dela de lado a lado, e tem um núcleo ativo, classificado no SIMBAD como Seyfert de tipo 1.
- Por que NGC 1365 é chamada de espiral barrada?
- NGC 1365 recebe esse nome porque os braços espirais dela não partem de um bojo central arredondado, e sim das duas extremidades de uma estrutura reta e alongada feita de estrelas, que cruza o centro da galáxia. Essa estrutura é a barra. Ela se forma quando as órbitas das estrelas de um disco em rotação se alinham entre si e passam a girar como um padrão único. A barra de NGC 1365 é grande, bem definida e vista quase de frente, o que fez da galáxia um exemplo recorrente em livros de astronomia.
- O que significa a classificação SB(s)b?
- SB(s)b é a morfologia registrada no SIMBAD para NGC 1365, escrita no sistema de classificação de galáxias por aparência. O S indica que é uma espiral. O B indica que é barrada. O (s) informa que os braços saem direto das pontas da barra, sem um anel interno separando as duas coisas, em oposição ao caso (r), em que esse anel existe. A letra b final situa o grau de enrolamento dos braços e o tamanho relativo do bojo num ponto intermediário da sequência, entre os tipos a e c.
- NGC 1365 tem um buraco negro no centro?
- Sim. O SIMBAD classifica NGC 1365 como Sy1, ou seja, galáxia Seyfert de tipo 1, e essa classificação significa justamente que existe um buraco negro supermassivo consumindo matéria no centro dela. O material em queda forma um disco, aquece por atrito e emite radiação em faixas que vão do infravermelho aos raios X, com brilho muito maior do que as estrelas daquela região poderiam produzir. O tipo 1 corresponde ao caso em que o espectro mostra linhas de emissão bem largas, alargadas pela velocidade do gás mais próximo do buraco negro.
- Para que serve a barra de uma galáxia?
- A barra funciona como um mecanismo de transporte de gás. A gravidade de uma estrutura alongada não é simétrica em torno do eixo de rotação, então nuvens de gás que atravessam a barra recebem um puxão que não aponta para o centro e acabam perdendo momento angular. Sem isso, elas não se sustentam em órbitas largas e escorregam para dentro. Em NGC 1365 o efeito aparece na imagem: as duas faixas escuras de poeira ao longo da barra marcam onde o gás está sendo comprimido e desviado rumo à região central, onde alimenta formação de estrelas.
- Dá para ver NGC 1365 do Brasil?
- Sim, com equipamento adequado e céu escuro. NGC 1365 fica na constelação da Fornalha, com declinação de menos 36 graus, e por isso passa muito alto no céu brasileiro, a quase 80 graus de altura na latitude de São Paulo. As noites de dezembro e janeiro são boas para procurá-la. Num telescópio amador de bom porte a galáxia aparece como uma mancha oval difusa com um centro mais claro; a barra e os braços só surgem em fotografia com longa exposição, longe da poluição luminosa das cidades.
- O que a imagem do James Webb mostra em NGC 1365?
- As imagens do James Webb neste acervo cobrem faixas do infravermelho entre 3.000 e 21.000 nanômetros e mostram a poeira da galáxia como fonte de luz, e não como sombra. Vários dos filtros usados captam bandas de emissão de moléculas orgânicas grandes, aquecidas pela radiação de estrelas jovens. O resultado é uma trama de filamentos, bolhas e cavidades abertas por estrelas massivas, junto com aglomerados jovens acompanhando os braços. Os campos são estreitos, de cerca de 3 por 2 minutos de arco, e cobrem apenas a parte central da galáxia.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia NGC 1365. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-ngc-1365. Consultado em: 23/08/2026.










