Galáxia
Galáxia NGC 1316
A elíptica gigante do aglomerado do Forno, uma das rádiofontes mais brilhantes do céu, com faixas de poeira que não deveriam estar ali.

- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: rG
- Distância
- 58,1 milhões de anos-luz
- Constelação
- FornalhaFor
- Tamanho no céu
- 9,7 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
- Classificação
- E
- Observado por
- MPG/ESO 2.2-metre telescope, Very Large Telescope, VLT Survey Telescope
- Imagem publicada
- abril de 2014
- Original do acervo
- 5.862 × 5.412 px32 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,006
NGC 1316 é uma galáxia elíptica gigante na constelação da Fornalha, a cerca de 58 milhões de anos-luz da Terra, segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. No céu ela ocupa 9,74 minutos de arco, medida registrada no SIMBAD, o que na distância declarada corresponde a algo em torno de 165 mil anos-luz de ponta a ponta. É maior que a Via Láctea, que tem por volta de 100 mil anos-luz, e não tem nada da estrutura que a palavra galáxia costuma evocar: nenhum braço espiral, nenhum disco fino, nenhuma faixa de poeira desenhando espirais. É uma massa difusa de estrelas velhas, muito brilhante no centro, que vai perdendo brilho para fora sem borda definida.
Ela aparece nos catálogos com dois nomes, e os dois se referem ao mesmo objeto. NGC 1316 é a designação óptica, do New General Catalogue. Fornax A é a designação de rádiofonte, e a letra ali não indica componente de um par: pela convenção dos primeiros levantamentos em rádio, a fonte mais brilhante de cada constelação recebeu a letra A. Fornax A é, portanto, a coisa mais brilhante em ondas de rádio na direção da Fornalha, do mesmo jeito que Centaurus A é no Centauro e Virgo A em Virgem.
O que faz desta galáxia um caso de estudo não é o tamanho nem o brilho em rádio, mas uma contradição visível. Galáxias elípticas são pobres em gás e em poeira, e é justamente por isso que quase não formam estrelas novas. NGC 1316 tem faixas escuras de poeira atravessando a região central, desalinhadas em relação a qualquer eixo do corpo da galáxia. Poeira ali não é detalhe decorativo: é matéria que veio de fora, e a única maneira conhecida de trazê-la é engolindo outra galáxia.
Por que poeira numa elíptica é estranha?
Uma galáxia espiral tem poeira organizada. Ela se concentra num disco fino, acompanha os braços e fica alinhada com o plano de rotação, porque o gás e a poeira perdem energia por colisão e assentam nesse plano. Quando se fotografa uma espiral de perfil, a poeira aparece como uma faixa reta cortando a galáxia ao meio, e essa geometria é previsível.
Numa elíptica não existe esse plano. As estrelas orbitam em direções variadas, o sistema é sustentado por movimento desordenado em vez de rotação organizada, e o gás que sobrou de qualquer episódio antigo de formação estelar já foi consumido ou expulso há bilhões de anos. Uma elíptica típica é vermelha, lisa e sem estrutura interna aparente. Poeira concentrada, em faixas, com orientação própria, não tem de onde sair.
As imagens do Hubble no acervo mostram exatamente isso em NGC 1316: laços e manchas escuras recortados contra o núcleo brilhante, num campo de pouco mais de dois minutos e meio de arco. A leitura corrente é que esse material chegou junto com uma galáxia menor, rica em gás, absorvida em algum momento do passado. A poeira ainda não teve tempo de se assentar nem de ser destruída, e por isso continua marcando o lugar onde entrou.
De onde vem a emissão em rádio?
A luz que os telescópios ópticos registram vem de estrelas. A emissão em rádio de uma galáxia como esta vem de outro lugar e por outro mecanismo: elétrons acelerados a velocidades próximas à da luz, espiralando em campos magnéticos. Esse processo não depende de estrela nenhuma, e é por isso que uma galáxia pode ser discreta no visível e imensa em rádio.
A fonte de energia é o buraco negro supermassivo no centro. Matéria que cai em direção a ele forma um disco, e parte do material é lançada para fora em jatos estreitos, perpendiculares ao disco. Longe da galáxia, esses jatos desaceleram contra o gás que preenche o espaço entre as galáxias e se espalham em duas grandes bolhas de partículas e campo magnético, chamadas lóbulos.
Em Fornax A os lóbulos são muito maiores do que a parte que se vê nas fotos ópticas. Isso cria uma situação curiosa para quem olha só imagem: as fotos do acervo mostram a galáxia, e a estrutura que dá a ela o nome de Fornax A fica inteiramente fora do quadro, num comprimento de onda que o olho não alcança. O portal não tem imagem em rádio dela, e vale dizer isso em vez de descrever o que não está aqui.
Como os aglomerados globulares contam a história?
Aglomerados globulares são grupos compactos de estrelas, muito antigos, que orbitam a galáxia em vez de ficar no disco dela. Cada um se formou de uma vez, num episódio único, e depois disso praticamente não ganhou estrelas novas. Isso os torna relógios: a população de estrelas dentro de um aglomerado tem uma idade, e essa idade pode ser estimada pela cor e pelo brilho das estrelas que sobraram.
Numa galáxia que nunca se fundiu com ninguém, esses relógios tendem a marcar mais ou menos a mesma hora, porque todos foram formados no mesmo período antigo. Quando duas galáxias se juntam, a colisão comprime gás e dispara a formação de aglomerados novos, e o sistema final passa a ter duas populações com idades diferentes convivendo em volta da mesma galáxia.
É esse tipo de assinatura que se procura em NGC 1316. Na imagem do FORS1 no acervo, alguns dos pontos que parecem estrelas isoladas no campo são aglomerados globulares pertencentes à galáxia, e não estrelas da nossa. Separar as duas coisas exige medida cuidadosa, porque à distância de 58 milhões de anos-luz um aglomerado com dezenas de milhares de estrelas se reduz a um ponto.
Onde ela vive e por que isso importa?
NGC 1316 não está isolada. Ela pertence ao aglomerado do Forno, uma concentração de galáxias relativamente próxima, e ocupa uma posição periférica nele. Ambiente denso é a condição que torna fusão frequente: quanto mais galáxias no mesmo volume, maior a chance de encontro, e cada encontro é uma oportunidade de a maior absorver a menor.
A imagem de campo largo do OmegaCAM no acervo cobre mais de três graus de céu, ou seja, cerca de 194 minutos de arco, e nela NGC 1316 aparece como uma entre muitas. Esse enquadramento explica o objeto melhor do que qualquer close-up: uma elíptica gigante com cicatrizes de fusão é o resultado esperado de bilhões de anos vividos num lugar cheio.
A companheira NGC 1317 aparece ao lado dela na imagem do telescópio de 2,2 metros, uma espiral bem menor e de aparência tranquila. A comparação entre as duas, no mesmo quadro, é a coisa mais didática desta página: mesma região, mesma distância, histórias diferentes.
O que cada telescópio enxerga daqui?
As dez imagens do acervo cobrem campos que variam por um fator de setenta, e essa variação é o que permite ver coisas diferentes. A imagem do OmegaCAM abre 194 minutos de arco e mostra o aglomerado inteiro. A do telescópio de 2,2 metros abre 23 minutos e enquadra o par com NGC 1317. A do FORS1 abre 6,5 minutos e chega perto da galáxia. As do Hubble abrem pouco mais de 2,5 minutos e resolvem as faixas de poeira.
Duas imagens do FORS1, de janeiro de 2000, não são retratos: são a mesma região fotografada em quatro datas diferentes, montadas lado a lado para mostrar o brilho de um objeto caindo ao longo de dez dias. Acompanhar a queda de brilho é como se identifica a natureza de um evento transitório, e é um tipo de dado que uma foto isolada não fornece.
Vale notar o que o acervo não tem. Não há imagem do James Webb nem imagem em rádio de NGC 1316 aqui, e a estrutura que dá nome a Fornax A é justamente a que aparece em rádio. A página descreve o que está nas fotos e diz onde a descrição termina.
Os números deste objeto
| Identificação principal | NGC 1316SIMBAD |
|---|---|
| Também conhecida como | Fornax Ametadado das imagens |
| Tipo | Radiogaláxia (rG)SIMBAD |
| Classificação morfológica | E, elípticaSIMBAD |
| Constelação | Fornalha (For)fronteiras da IAU |
| Coordenadas J2000 | AR 50,674 graus, Dec -37,208 grausSIMBAD |
| Distância | 58,1 milhões de anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens |
| Tamanho no céu | 9,74 minutos de arcoSIMBAD |
| Diâmetro estimado | cerca de 165 mil anos-luzcalculado do tamanho aparente e da distância |
| Desvio para o vermelho | z = 0,00603SIMBAD |
| Velocidade de afastamento | cerca de 1.800 km/sderivada de z multiplicado pela velocidade da luz |
| Imagens no acervo | 10acervo do portal |
O que reparar nesta imagem
- As faixas escuras contra o núcleoNas imagens do Hubble, procure as manchas e os laços escuros recortados contra o brilho central. Não são falhas da foto: é poeira bloqueando a luz das estrelas que estão atrás. Numa galáxia elíptica isso é anomalia, e é a evidência visual de que material veio de fora.
- A companheira ao lado, no mesmo quadroNa imagem do telescópio de 2,2 metros, NGC 1317 aparece à direita, bem menor e de aparência lisa. As duas estão à mesma distância e no mesmo ambiente, e a diferença entre elas é de história, não de lugar.
- Os pontos que não são estrelasNo campo da imagem do FORS1, parte dos pontos parecidos com estrelas são aglomerados globulares da própria galáxia, cada um com dezenas de milhares de estrelas reduzidas a um ponto pela distância.
- A queda de brilho em quatro datasDuas imagens do acervo montam a mesma região em 9, 12, 15 e 19 de janeiro de 2000. Compare os quadros: o objeto que enfraquece de um para o outro é o que estava sendo acompanhado.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 1,3 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 23 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 164.420 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 58,1 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 63° de altura, na direção SE.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 76 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
O que ainda não se sabe
A classificação de NGC 1316 não é consensual. O SIMBAD registra E, de elíptica, e parte da literatura a trata como lenticular, tipo S0, que é o caso intermediário entre elíptica e espiral. A diferença não é briga de rótulo: uma lenticular tem disco, e ter ou não disco muda o que se conclui sobre a história da galáxia. Também segue aberto quantas fusões produziram o que se vê hoje, quando cada uma ocorreu e qual delas trouxe a poeira. Estruturas de laços e arcos como as que aparecem nas imagens profundas se apagam com o tempo, e o número de episódios que sobreviveu na imagem é menor do que o número que realmente aconteceu.
Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.
Uma coisa que quase ninguém sabe
O sufixo A do nome Fornax A não vem de nenhuma característica da galáxia. Nos primeiros levantamentos em ondas de rádio, quando a resolução não permitia identificar de que objeto vinha o sinal, batizou-se cada fonte pela constelação em que aparecia mais a letra A para a mais brilhante, B para a seguinte, e assim por diante. Sagittarius A, Centaurus A e Virgo A vêm da mesma convenção. Em três desses quatro casos descobriu-se depois que a fonte era o buraco negro supermassivo de uma galáxia, ou o centro da nossa.
Outras imagens deste objeto






Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito Carl Grillmair (California Institute of Technology) and NASA/ESA ESA/Hubble CC BY 4.0


Baixar esta imagem
A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
Outros objetos em Fornalha
Continue explorando
Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Campo Ultraprofundo do Hubble
Crédito NASA, ESA, and S. Beckwith (STScI) and the HUDF Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Campo Profundo Chandra Sul
Crédito NASA, ESA, G. Illingworth and D. Magee (University of California, Santa Cruz), K. Whitaker (University of Connecticut), R. Bouwens (Leiden University), P. Oesch (University of Geneva), and the Hubble Legacy Field team. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Campo GOODS Sul
Crédito NASA, ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia NGC 1365
Crédito Dark Energy Survey/DOE/FNAL/DECam/CTIO/NOIRLab/NSF/AURAImage processing: Travis Rector (University of Alaska Anchorage/NSF NOIRLab), Jen Miller (Gemini Observatory/NSF NOIRLab), Mahdi Zamani & Davide de Martin (NSF NOIRLab) NOIRLab CC BY 4.0
- Galáxia NGC 1097
- Galáxia de Andrômeda
Crédito ESA/Hubble & Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito ESA/Hubble and Digitized Sky Survey 2. Acknowledgements: Davide De Martin (ESA/Hubble ) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito ESA/INT/DSS2 ESA/Hubble CC BY 4.0
Perguntas frequentes
- NGC 1316 e Fornax A são a mesma galáxia?
- Sim, são o mesmo objeto com dois nomes de catálogos diferentes. NGC 1316 é a designação óptica, do New General Catalogue. Fornax A é a designação de rádiofonte, criada quando os primeiros levantamentos em rádio batizavam a fonte mais brilhante de cada constelação com a letra A. O A não indica componente de um par nem parte de uma estrutura dupla.
- Por que faixas de poeira numa elíptica chamam atenção?
- Galáxias elípticas são pobres em gás e poeira, e é por isso que quase não formam estrelas novas. Elas também não têm um disco onde a poeira possa assentar. Encontrar poeira concentrada em faixas, com orientação própria, indica que esse material chegou de fora, e a maneira conhecida de trazê-lo é a absorção de uma galáxia menor rica em gás.
- O que faz uma galáxia ser uma radiogaláxia?
- A emissão em rádio vem de elétrons acelerados a velocidades próximas à da luz, espiralando em campos magnéticos, e não de estrelas. A energia vem do buraco negro supermassivo central, que lança jatos de partículas para fora. Longe da galáxia, esses jatos desaceleram e se espalham em lóbulos que podem ser muito maiores do que a parte visível em luz óptica.
- Dá para ver os lóbulos de rádio nas fotos desta página?
- Não. As imagens do acervo são em luz visível, e os lóbulos de rádio de Fornax A ficam muito além do que essas fotos enquadram, num comprimento de onda que câmeras ópticas não registram. A página descreve a galáxia que aparece nas fotos e a estrutura em rádio pelo mecanismo, sem descrever imagem que não está aqui.
- Por que os aglomerados globulares ajudam a reconstruir o passado?
- Aglomerados globulares se formam de uma vez e depois praticamente não ganham estrelas novas, o que faz cada um funcionar como um relógio de uma única hora. Uma galáxia sem fusões tende a ter aglomerados de idades parecidas. Fusões comprimem gás e produzem aglomerados novos, então a presença de populações com idades diferentes em volta da mesma galáxia registra encontros passados.
- NGC 1316 é elíptica ou lenticular?
- NGC 1316 aparece nos dois grupos conforme a fonte. O SIMBAD registra E, de elíptica, e parte da literatura a classifica como lenticular, tipo S0. A distinção importa porque uma lenticular tem disco e uma elíptica não, e isso muda a leitura de como a galáxia se formou. Esta página adota o registro do SIMBAD e sinaliza a divergência em vez de escolher um lado.
- Dá para ver NGC 1316 do Brasil?
- NGC 1316 fica na constelação da Fornalha, com declinação de aproximadamente 37 graus negativos, o que a coloca alta no céu de todo o Brasil. Na latitude de São Paulo ela chega a cerca de 76 graus de altura, quase no zênite. Mesmo assim não é alvo de olho nu: exige telescópio, e num instrumento pequeno aparece como uma manchinha difusa sem estrutura.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
Continue explorando
Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia NGC 1316. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-ngc-1316. Consultado em: 23/08/2026.










