Aglomerado de galáxias
El Gordo, o aglomerado gordo
O aglomerado de galáxias mais massivo conhecido no universo distante, resultado de uma colisão violenta.

Crédito ESA/Hubble & NASA, RELICS ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Aglomerado de galáxiasSIMBAD: ClG
- Distância
- 55.020 unidades astronômicas
- Constelação
- FênixPhe
- Tamanho no céu
- 1,0 minutos de arco
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- janeiro de 2018
- Original do acervo
- 7.791 × 4.784 px37 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,870
ACT-CL J0102-4915 recebeu o apelido de El Gordo por ser o aglomerado de galáxias mais massivo conhecido a essa distância. Ele reúne o equivalente a mais de dois quatrilhões de vezes a massa do Sol.
Ele é o produto de uma colisão entre dois aglomerados, e a violência do encontro é visível: o gás quente forma uma cauda alongada, e os componentes estão claramente separados.
A existência de um objeto tão massivo tão cedo na história do universo é um dado interessante para a cosmologia. Estruturas grandes levam tempo para se formar por gravidade, e encontrar uma dessas antes do esperado testa os modelos de formação de estrutura.
Colisões desse porte também servem para testar a natureza da matéria escura. Numa colisão, o gás quente das duas partes freia por atrito e fica para trás, enquanto as galáxias seguem quase sem interagir. Se a matéria escura interagisse consigo mesma, ela também ficaria para trás. Ela não fica, e isso impõe limites rígidos sobre o que ela pode ser.
O que reparar nesta imagem
- A separação dos componentesAs duas concentrações de galáxias já se atravessaram e seguem se afastando.
- Os arcos de lenteCom essa massa toda, a lente gravitacional é forte e distorce muitas galáxias de fundo.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · V606 nmolho enxerga
- Azulluz visível · ACS · r625 nmolho enxerga
- Cianoluz visível · ACS · i775 nminvisível ao olho
- Verdeluz visível · ACS · I814 nminvisível ao olho
- Laranjaluz visível · ACS · z850 nminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · WFC3 · J1,1 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · WFC3 · J1,25 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · WFC3 · J/H1,4 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · WFC3 · H1,6 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 7,9 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 3,9 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 16 unidades astronômicas de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 317,8 dias para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era naquela época.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 64° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 64 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Abell 2744, o Aglomerado de Pandora
Crédito NASA, ESA, and J. Lotz, M. Mountain, A. Koekemoer, and the HFF Team (STScI). ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado Abell 370
Crédito NASA, ESA, and B. Sunnquist and J. Mack (STScI)Acknowledgment: NASA, ESA, and J. Lotz (STScI) and the HFF Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado de Coma
Crédito NASA, ESA, J. Mack, and J. Madrid et al. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado MACS J0416
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Diego (Instituto de Física de Cantabria, Spain), J. D’Silva (U. Western Australia), A. Koekemoer (STScI), J. Summers & R. Windhorst (ASU), and H. Yan (U. Missouri) ESA/Webb CC BY 4.0
- Aglomerado MACS J0717
Crédito NASA, ESA, Harald Ebeling (University of Hawaii at Manoa) & Jean-Paul Kneib (LAM) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado Abell 2218
Crédito NASA, ESA, and Johan Richard (Caltech, USA)Acknowledgement: Davide de Martin & James Long (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. El Gordo, o aglomerado gordo. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-el-gordo. Consultado em: 23/08/2026.





