Que dados existem para comparar cada governo

Para cada governo desde 1985, quantos dos 247 indicadores do observatório têm leitura, tema por tema, e por que falta o resto.

Contagem feita com a mesma conta das páginas de cada indicador, sobre a base coletada em 29/10/2026.

Quantos indicadores cada governo tem

Todos os temas têm algum indicador a partir de Dilma 1. Antes disso, algum tema fica vazio em cada governo, porque a pesquisa ainda não existia ou não tem dado num dos marcos do mandato.

  1. Sarney1985-199020 de 2473 parciais
  2. Collor1990-199254 de 24749 parciais
  3. Itamar1992-199457 de 2473 parciais
  4. FHC 11995-1998101 de 24744 parciais
  5. FHC 21999-2002149 de 24746 parciais
  6. Lula 12003-2006166 de 24717 parciais
  7. Lula 22007-2010188 de 24720 parciais
  8. Dilma 12011-2014220 de 24729 parciais
  9. Dilma 22015-2016232 de 2473 parciais
  10. Temer2016-2018234 de 247
  11. Bolsonaro2019-2022245 de 2474 parciais
  12. Lula 3*desde 2023241 de 247

* Mandato em andamento: lido até o último dado publicado de cada indicador.

Em palavras simples

O que esta página mostra?

Mostra quais números existem para cada governo. Muitas pesquisas só começaram nos anos 1990 ou depois. Por isso os governos mais antigos têm menos números para comparar.

Como ler a tabela

  • Cada linha é um tema, como saúde ou energia.
  • Cada coluna é um governo.
  • A célula diz quantos números do tema existem ali.

Por que falta número

  • A pesquisa ainda não existia na época.
  • A pesquisa mudou de método e não se emenda.
  • A fonte falhou na nossa conferência.

Cuidado ao ler

  • Ter mais números não quer dizer governo melhor.
  • Quando falta número, nada é estimado no lugar.

Tema por tema, em cada governo

Cada célula conta os indicadores do tema que têm leitura no mandato. Embaixo do número vem quantos deles são parciais. O azul marca o tema com todos os indicadores em leitura completa naquele governo.

Arraste a tabela para o lado para ver os outros governos.

Indicadores com leitura em cada mandato, por tema. Em cada célula, o total com leitura e, abaixo, quantos são parciais.
TemaSarney1985-1990Collor1990-1992Itamar1992-1994FHC 11995-1998FHC 21999-2002Lula 12003-2006Lula 22007-2010Dilma 12011-2014Dilma 22015-2016Temer2016-2018Bolsonaro2019-2022Lula 3*desde 2023
Custo de vida e inflação20 indicadores, desde 19802119 parciais1111198 parciais1919201 parcial20202020
Trabalho e renda14 indicadores, desde 1980111121 parcial22108 parciais133 parciais13141 parcial13
Desigualdade e pobreza8 indicadores, desde 199500044 parciais44033 parciais4588
Economia e PIB21 indicadores, desde 1948111 parcial11716 parciais192 parciais201 parcial20211 parcial20202121
Juros, crédito e câmbio30 indicadores, desde 198622 parciais253 parciais94 parciais134 parciais163 parciais204 parciais3010 parciais30303030
Contas públicas27 indicadores, desde 19950001717 parciais214 parciais21231 parcial2327272727
Proteção social3 indicadores, desde 1999000011 parcial32 parciais333333
Saúde e segurança20 indicadores, desde 1980122 parciais2286 parciais91 parcial101 parcial141414202 parciais19
Educação29 indicadores, desde 1980333 parciais3363 parciais62513 parciais2529292926
Energia6 indicadores, desde 1980111 parcial11165 parciais666666
Habitação4 indicadores, desde 200900000011 parcial21 parcial2341 parcial4
Agropecuária6 indicadores, desde 1974666 parciais6666666666
Meio ambiente5 indicadores, desde 198811 parcial11 parcial11154 parciais555555
Previdência8 indicadores, desde 1980111 parcial143 parciais73 parciais81 parcial777777
Ciência e tecnologia7 indicadores, desde 1998000075 parciais7777777
Transporte5 indicadores, desde 1980111 parcial1154 parciais5555555
Justiça5 indicadores, desde 2011000000055 parciais5555
Preços item a item (IPCA)29 indicadores, desde 199002424 parciais2424295 parciais29292829292829
Todos os temas247 indicadores203 parciais5449 parciais573 parciais10144 parciais14946 parciais16617 parciais18820 parciais22029 parciais2323 parciais2342454 parciais241

Os itens do IPCA entram como um tema à parte, como no painel do observatório. * Mandato em andamento. O detalhe de cada série, com fonte, código e último dado, está no catálogo de indicadores.

O que falta e por quê

Cada fonte investigada que não entrou, ou entrou com restrição, fica registrada aqui com o motivo. São 32 registros: 16 recusados, 5 bloqueados na fonte, 5 publicados com restrição e 6 em análise. Nenhuma lacuna é tapada com estimativa.

Tema ainda ausente

  • Telecomunicações: acessos de banda larga e de telefonia

    Bloqueado na fonte

    Fonte: Anatel, dados abertos de acessos. Investigado em 29/10/2026.

    A Anatel publica os acessos de telefonia móvel num único zip de 3,2 GB e os de banda larga fixa num de 1,05 GB (arquivos de 08/10/2026), com uma linha por município, empresa e mês. O Worker que atualiza o observatório tem 128 MB de memória e precisa abrir o zip inteiro, e baixar mais de 4 GB por mês só para somar o Brasil vai contra a regra de custo do portal. Sem arquivo nacional menor, a série não entra. Quando entrar, vai dizer que acesso não é pessoa: uma linha de celular não é um brasileiro com celular.

  • Recursos hídricos: nível dos reservatórios

    Recusado

    Fonte: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico. Investigado em 29/10/2026.

    A ANA acompanha cada reservatório no Sistema de Acompanhamento de Reservatórios, sem um índice nacional único. A energia armazenada do sistema elétrico é medida pelo Operador Nacional do Sistema, que é entidade privada, e o observatório só usa dado de órgão público.

  • Participação eleitoral: comparecimento e abstenção

    Recusado

    Fonte: Tribunal Superior Eleitoral, dados abertos. Investigado em 29/10/2026.

    Eleição acontece a cada dois anos, e a abstenção depende de regra eleitoral (voto facultativo, biometria, cadastro), não de gestão. Pôr comparecimento ao lado de indicadores de governo convidaria a ler voto como aprovação, o que o dado não mede.

Indicador ausente

  • Roubo de carga e apreensão de drogas (Sinesp)

    Recusado

    Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública, Sinesp VDE. Investigado em 29/10/2026.

    Em cada ano conferido desde 2018 há estado sem nenhum roubo de carga registrado no ano inteiro (Rondônia e Mato Grosso do Sul aparecem zerados em todos), e Minas Gerais e o Rio de Janeiro não têm apreensão de cocaína registrada em nenhum deles. Com estados faltando, a soma do Brasil seria falsa.

  • Armas de fogo apreendidas (Sinesp)

    Recusado

    Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública, Sinesp VDE. Investigado em 29/10/2026.

    Rondônia só registra a partir de 2021 e o Maranhão oscila de um terço ao triplo de um ano para o outro, sem nota. Com a série limpa só desde 2022, apenas um governo teria leitura, e a apreensão mede a atividade da polícia, não as armas em circulação.

  • Crimes violentos letais intencionais (soma)

    Recusado

    Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública, Sinesp VDE. Investigado em 29/10/2026.

    O ministério não publica essa soma como série oficial, e a lesão corporal seguida de morte, uma das partes, tem Rondônia e Acre sem registro em 2018 e 2023. Os componentes publicáveis estão separados na página de homicídios.

    No observatório: Homicídios registrados (Sinesp) e Latrocínios registrados (Sinesp).

  • Desmatamento no Cerrado (PRODES Cerrado)

    Bloqueado na fonte

    Fonte: INPE, TerraBrasilis. Investigado em 29/10/2026.

    Para a Amazônia o INPE publica o arquivo de taxas que o próprio painel lê; para o Cerrado, o painel monta o número por um serviço de mapas, sem arquivo oficial de taxas para baixar. Somar os polígonos não reproduz a taxa oficial, que tem correções próprias.

    No observatório: Focos de queimada no Cerrado.

  • Área queimada por ano

    Em análise

    Fonte: INPE, produto de área queimada. Investigado em 29/10/2026.

    O INPE publica a área queimada como mapa mensal, feito de imagens de satélite, e o observatório não achou uma série nacional em tabela. A página de queimadas usa os focos do satélite de referência e diz que foco não mede área.

    No observatório: Focos de queimada no Brasil.

  • Regimes próprios de Previdência dos servidores

    Em análise

    Fonte: Ministério da Previdência Social. Investigado em 29/10/2026.

    O observatório ainda não achou uma série nacional longa e comparável dos regimes de União, estados e municípios. A página de Previdência trata só o regime geral (INSS), e diz isso.

  • Taxa de conclusão do ensino superior

    Em análise

    Fonte: INEP, indicadores de trajetória da educação superior. Investigado em 29/10/2026.

    Dividir concluintes por ingressantes do mesmo ano mistura turmas diferentes, e o observatório não faz essa conta. O INEP mede a conclusão acompanhando a mesma turma, numa publicação própria, que ainda não foi conferida.

    No observatório: Concluintes do ensino superior.

  • Extensão da malha rodoviária federal pavimentada

    Bloqueado na fonte

    Fonte: DNIT, Plano Nacional de Viação e Sistema Nacional de Viação. Investigado em 29/10/2026.

    Na página oficial do PNV e do SNV, a evolução da malha federal pavimentada está num PDF (evolucaomalhapav-patrimonio.pdf), e não há planilha com a extensão pavimentada por edição. O observatório não lê número de PDF, porque a conferência automática não funciona nele. A série também teria de separar o trecho pavimentado do que está em obra ou foi concedido.

Histórico incompleto

  • Justiça: processos e congestionamento antes de 2011

    Publicado com restrição

    Fonte: Conselho Nacional de Justiça, base do Justiça em Números. Investigado em 29/10/2026.

    A base do CNJ começa em 2009, mas em 2009 e 2010 ainda não tem a Justiça Eleitoral nem a Militar, e a soma do Brasil sairia menor por falta de tribunais. A série do observatório começa em 2011. O Judiciário tem autonomia (Constituição, art. 99), e a página mostra a Justiça do país em cada período, nunca como resultado do governo federal.

    No observatório: Taxa de congestionamento e Casos novos na Justiça.

  • Carga nas ferrovias

    Em análise

    Fonte: ANTT; Ipeadata (AETT_FERRCARG). Investigado em 29/10/2026.

    A série de carga ferroviária do Ipeadata está marcada como inativa. A ANTT publica o histórico mensal de carga por concessionária no portal de dados abertos dela, mas em 29/10/2026 o portal não respondeu a nenhuma requisição (conexão encerrada sem resposta, também num navegador). Fica para quando a fonte voltar, com a soma do Brasil conferida contra o anuário da agência.

  • Ingressantes, concluintes e ensino a distância antes de 2014

    Em análise

    Fonte: INEP, Sinopses Estatísticas da Educação Superior. Investigado em 29/10/2026.

    As tabelas de divulgação trazem ingressantes, concluintes e ensino a distância só desde 2014. Os anos anteriores estão nas sinopses de cada edição, com leiaute que muda, e exigem um extrator por edição.

    No observatório: Ingressantes no ensino superior, Concluintes do ensino superior e Matrículas a distância.

  • Benefícios concedidos pelo INSS de 1995 a 1999

    Publicado com restrição

    Fonte: Anuário Estatístico da Previdência Social, Suplemento Histórico, tabela 1.4. Investigado em 29/10/2026.

    O boletim mensal da Previdência começa em 2000, e o Suplemento Histórico do Anuário tem os concedidos desde 1995. As duas publicações dão o mesmo número de 2000 a 2004, e só por isso a série junta os anos de 1995 a 1999 do Anuário; se um dia divergirem, a emenda sai sozinha. Antes de 1995 não há esta tabela, e Sarney, Collor e Itamar ficam sem esta leitura.

    No observatório: Benefícios concedidos pelo INSS.

Recorte mais fino na fonte

  • Recorte por estado das séries novas (Sinesp, INEP, ANAC, Previdência)

    Em análise

    Fonte: Os mesmos órgãos das séries nacionais. Investigado em 29/10/2026.

    As fontes trazem o estado, mas o observatório só publica recorte por estado onde a soma do Brasil fecha com os estados na mesma tabela, como já faz com a PNAD Contínua.

Metodologia partida

  • Estupro e estupro de vulnerável registrados (Sinesp)

    Recusado

    Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública, Sinesp VDE. Investigado em 29/10/2026.

    Em 2018, seis estados não tinham nenhum registro de estupro de vulnerável no ano, e Rondônia, Paraíba e Mato Grosso do Sul continuavam sem ele em 2023. Quando um estado passa a separar as duas categorias, os números mudam sem nota de método, e a soma do Brasil mudaria por registro, não por crime.

  • Tentativa de homicídio registrada (Sinesp)

    Recusado

    Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública, Sinesp VDE. Investigado em 29/10/2026.

    Pernambuco não registrou nenhuma em 2018, e o Espírito Santo cai à metade de 2022 para 2023 sem queda parecida nos homicídios. O salto entraria na conta de um governo.

  • Pessoas desaparecidas e localizadas (Sinesp)

    Recusado

    Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública, Sinesp VDE. Investigado em 29/10/2026.

    Os desaparecidos dobram na Bahia em 2022 e no Mato Grosso do Sul em 2026, e os localizados têm, em todo ano até 2023, meses com algum estado sem registro. Sem nota de método, a série não separa mudança de registro de mudança real.

  • Professores da educação básica com curso superior

    Recusado

    Fonte: INEP, indicadores educacionais. Investigado em 28/10/2026.

    A taxa salta de uma vez de 2018 para 2019, sem nota de método; publicar poria a quebra na conta de um governo.

  • Benefícios mantidos (1980 a 2003) e emitidos (desde 2000)

    Publicado com restrição

    Fonte: Ministério da Previdência Social. Investigado em 29/10/2026.

    São conceitos parecidos, mas diferentes: mantido é o benefício ativo no cadastro; emitido, o que teve pagamento no mês. As duas séries ficam separadas na página, sem emenda.

    No observatório: Benefícios mantidos, 1980 a 2003 e Benefícios pagos pelo INSS.

  • Pobreza, renda e desigualdade antes de 2012

    Publicado com restrição

    Fonte: Ipea, a partir da PNAD e da PNAD Contínua do IBGE. Investigado em 29/10/2026.

    A PNAD antiga e a PNAD Contínua são pesquisas diferentes. O Ipea publica séries longas que ajustam os anos antigos pelo fator que iguala as duas em 2012; elas entram como séries do Ipea, ao lado das oficiais do IBGE, e nunca no lugar delas.

    No observatório: Gini desde 1995, Pobreza desde 1995, Extrema pobreza desde 1995 e Renda por pessoa desde 1995.

  • Caged antigo (1999 a 2019) e Novo Caged (desde 2020)

    Publicado com restrição

    Fonte: Ministério do Trabalho, pelo Ipeadata. Investigado em 28/10/2026.

    Em 2020 a fonte do Caged passou a ser o eSocial, e as duas séries não se emendam. Elas aparecem separadas, e Bolsonaro tem leitura parcial nas duas.

    No observatório: Saldo do Caged antigo e Saldo do Novo Caged.

  • Contas públicas de Sarney, Collor e Itamar

    Recusado

    Fonte: Receita Federal, Tesouro Nacional e Banco Central. Investigado em 29/10/2026.

    As séries de contas públicas do observatório estão em reais ou em proporção do PIB e começam com o Real: a arrecadação federal, em julho de 1994, e o PIB de 12 meses em reais, usado como divisor, em junho de 1995. Entre 1985 e meados de 1994, o país usou cinco moedas (cruzeiro, cruzado, cruzado novo, de novo o cruzeiro e o cruzeiro real), e o observatório não converte valores entre elas.

    No observatório: Arrecadação federal.

Fonte que não passou na conferência

  • Capacidade instalada de geração elétrica

    Recusado

    Fonte: Balanço Energético Nacional, republicado pelo Ipeadata (MME_CAPINSTEE). Investigado em 29/10/2026.

    A série republicada dobra de uma vez de 2005 para 2006 e chega a 2025 com quase o dobro do parque gerador real, sem nota de método. A série direta da Empresa de Pesquisa Energética ainda não foi conferida.

    No observatório: Produção de energia primária.

  • Estoque de empregos formais e salário médio (RAIS)

    Bloqueado na fonte

    Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego. Investigado em 28/10/2026.

    Os microdados só saem por FTP, sem HTTPS, em arquivos 7z; o painel tem login. O saldo do Caged entrou pelo Ipeadata.

    No observatório: Saldo do Novo Caged e Saldo do Caged antigo.

  • Saneamento pelo cadastro das empresas (SNIS e SINISA)

    Bloqueado na fonte

    Fonte: Ministério das Cidades. Investigado em 28/10/2026.

    O portal do SNIS responde com certificado inválido e não tem arquivo para baixar; o SINISA tem só dois anos, com outra metodologia. A página de saneamento usa a PNAD Contínua do IBGE.

    No observatório: Água da rede geral e Esgoto na rede geral.

O dado não existe

  • Clima: temperatura média do país

    Recusado

    Fonte: INMET, Banco de Dados Meteorológicos. Investigado em 29/10/2026.

    O INMET publica séries por estação, não uma temperatura média do Brasil. Fazer a média das estações ignora que elas mudaram de lugar, abriram e fecharam e cobrem o território de forma desigual; sem série nacional homogeneizada por órgão oficial, o número seria inventado. E tendência do clima não é efeito de um governo.

  • Desemprego, renda e informalidade da PNAD Contínua antes de 2012

    Recusado

    Fonte: IBGE. Investigado em 29/10/2026.

    A PNAD Contínua começa em 2012. Antes dela, o desemprego mensal vinha da PME, que cobria só seis regiões metropolitanas: outra pesquisa, de outro tamanho. Sarney, Collor, Itamar, FHC e Lula ficam sem essas leituras, e a página diz isso em vez de emendar as duas.

  • Pobreza e desigualdade em 2000 e 2010

    Recusado

    Fonte: IBGE. Investigado em 29/10/2026.

    Nos anos de Censo não houve PNAD. Lula 2 e Dilma 1 têm um desses anos num dos marcos e ficam sem leitura nas séries longas do Ipea; nada é interpolado.

    No observatório: Gini desde 1995 e Pobreza desde 1995.

  • Registros das polícias (Sinesp) antes de 2018

    Recusado

    Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública, Sinesp VDE. Investigado em 28/10/2026.

    Goiás passou 2015 inteiro sem homicídio registrado na base, e Roraima ficou zerado em 2016 e 2017: somar esses anos daria um Brasil com estados faltando. Para os governos anteriores, a referência é a taxa de homicídios do Atlas da Violência, que vem dos atestados de óbito.

    No observatório: Homicídios.

  • Programas sociais nos governos de antes da criação deles

    Recusado

    Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Ministério das Cidades. Investigado em 29/10/2026.

    O Bolsa Família foi criado em 2003 e o Minha Casa, Minha Vida, em 2009. Os governos anteriores não têm essas séries, e o observatório não as emenda com programas antecessores, que tinham outras regras, outro público e outro valor.

    No observatório: Famílias no Bolsa Família e Moradias financiadas (FGTS).

Este observatório mede quanto os preços mudaram em cada período. Ele não diz que um governo causou a alta ou a queda: preço depende de safra, clima, câmbio, petróleo, tributos, custo de produção e mercado internacional, e separar o efeito de uma política exigiria um estudo causal próprio. Os mesmos critérios valem para todos os períodos, e qualquer pessoa pode refazer as contas com os dados das fontes abaixo.

Como a contagem é feita

A conta é a mesma da tabela por governo de cada indicador: o período vai do último mês completo antes da posse ao último mês completo no cargo. Série anual usa os anos civis inteiros do mandato, e série bienal, como o IDEB, compara duas edições.

A leitura é completa quando os dois marcos do mandato têm dado. É parcial quando a série começa depois da posse ou cobre menos de três quartos dos meses do mandato. Fica sem leitura quando falta dado num dos marcos, quando o período atravessa uma troca do produto medido ou quando a série ainda não existia.

Ter mais indicadores num governo não quer dizer que ele foi melhor, e ter menos não quer dizer que algo foi escondido: quer dizer que as pesquisas da época mediam mais ou menos coisas. Por isso a tabela não ordena governos nem soma uma nota.

A página se refaz a cada atualização do site, com a base do momento: quando uma fonte publica um ano novo, a contagem muda sozinha. As regras de cada cálculo estão na metodologia do observatório, e a comparação de governos lado a lado fica no comparador de governos.

Fontes oficiais

Fórmulas, regra de alinhamento dos meses e critérios de ranking: metodologia do observatório. Como o portal valida cálculos: como validamos os cálculos.

Perguntas sobre a cobertura dos dados

Por que os governos mais antigos têm menos dados?

Porque muitas pesquisas oficiais começaram depois deles. Dos 247 indicadores do observatório, 20 têm leitura para Sarney (1985-1990) e 241 para Lula 3 (desde 2023). A PNAD Contínua do IBGE, que mede desemprego, renda e informalidade, começa em 2012, e os registros das polícias estaduais no Sinesp só fecham a soma do Brasil a partir de 2018.

Quais temas não têm nenhum dado para Sarney, Collor e Itamar?

Na base de hoje, desigualdade e pobreza, contas públicas, proteção social, habitação, ciência e tecnologia e justiça não têm nenhum indicador com leitura nesses três governos. Nesses temas, a série mais antiga começa entre 1995 e 2011: são pesquisas e programas mais novos, ou contas que só existem em reais, desde o Plano Real.

O observatório estima o dado que falta?

Não. Quando a série não cobre o mandato, a célula conta menos indicadores e a página do indicador diz que não há leitura para aquele governo. Nenhum número é interpolado, emendado de outra pesquisa ou calculado por modelo para preencher o buraco.

O que quer dizer leitura parcial?

A série começa depois da posse, ou cobre menos de três quartos dos meses do mandato, como uma série anual que acabou no primeiro ano do governo. A leitura existe, mas descreve só a parte do período com dado, e a página do indicador escreve ao lado do número quanto do mandato ela cobre.

Por que alguns dados oficiais ficaram de fora?

Porque não passaram na conferência ou não estão disponíveis para baixar. Das 32 lacunas registradas nesta página, 16 são séries recusadas e 5 estão bloqueadas na fonte. Um exemplo: os registros de estupro do Sinesp mudam de categoria em vários estados sem nota de método, e a soma do Brasil mudaria por registro, não por crime.

Ter mais dados quer dizer que o governo foi melhor?

Não. A cobertura depende de quando cada pesquisa foi criada e de como ela é feita, não do desempenho de quem governava. Um governo com poucos números não foi escondido nem favorecido: as pesquisas da época mediam menos coisas, e algumas mudaram de método depois.

Por que Lula 3 aparece com asterisco?

Porque o mandato está em andamento. Cada indicador é lido até o último período que a fonte já publicou, e a contagem de Lula 3 pode mudar quando sair um dado novo ou quando uma série anual fechar o ano.