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Objeto de Herbig-Haro

Objeto de Herbig-Haro 797

Jatos de matéria expelidos por estrelas recém-nascidas, batendo no gás em volta a centenas de quilômetros por segundo.

Objeto de Herbig-Haro 797, objeto de herbig-haro registrada pelo James Webb Space Telescope
“A prominent protostar in Perseus”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, T. Ray (Dublin Institute for Advanced Studies) ESA/Webb CC BY 4.0

Tipo
Objeto de Herbig-HaroSIMBAD: HH
Distância
1.000 anos-luz
Constelação
PerseuPer
Tamanho no céu
Observado por
James Webb Space Telescope
Imagem publicada
novembro de 2023
Original do acervo
4.632 × 4.488 px21 megapixels

Objetos de Herbig-Haro são um subproduto do nascimento de estrelas. Enquanto uma protoestrela puxa material de um disco em volta de si, parte desse material é ejetada pelos polos em jatos estreitos e rápidos. Quando esses jatos batem no gás circundante, produzem choques que brilham.

HH 797 fica numa nuvem molecular na constelação de Perseu e foi observado pelo James Webb em infravermelho. Os dados mostraram que o que parecia uma fonte única é na verdade um sistema com mais de uma protoestrela, cada uma com seu próprio jato.

Esses objetos duram pouco em escala astronômica, alguns milhares de anos, e por isso são uma janela estreita: só existem enquanto a estrela ainda está se montando.

George Herbig e Guillermo Haro descreveram esses objetos de forma independente nos anos 1950, e por muito tempo ninguém sabia o que eram. A explicação como jatos de protoestrelas só se firmou décadas depois, com observações que mostraram o movimento do material ao longo dos anos. É um caso típico de fenômeno catalogado muito antes de ser compreendido.

O que reparar nesta imagem

  • Os jatos alaranjadosGás molecular aquecido pelo choque do jato contra o material em volta. A cor vem da emissão do hidrogênio molecular.
  • A simetria em paresJatos saem em duas direções opostas, porque a protoestrela expele pelos dois polos.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Roxoinfravermelho · NIRCam1,5 µminvisível ao olho
  • Roxoinfravermelho · NIRCam · Fe II1,64 µminvisível ao olho
  • Azulinfravermelho · NIRCam · methane2,1 µminvisível ao olho
  • Azulinfravermelho · NIRCam · molecular hydrogen2,12 µminvisível ao olho
  • Cianoinfravermelho · NIRCam · molecular hydrogen3,23 µminvisível ao olho
  • Verdefiltro não detalhado3,35 µminvisível ao olho
  • Laranjainfravermelho · NIRCam · PAH4,6 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · NIRCam · CO4,7 µminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 13 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,4 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 1.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 34° de altura daqui.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 34 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

Outros objetos em Perseu

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Galáxia NGC 1275, no coração de Perseu

    Crédito NASA, ESA and Andy Fabian (University of Cambridge, UK) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa Messier 76

    Crédito NASA, ESA, STScI, A. Pagan (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado IC 348

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, and K. Luhman (Penn State University) and C. Alves de Oliveira (European Space Agency) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Nebulosa de Órion

    Crédito NASA, ESA, M. Robberto ( Space Telescope Science Institute/ESA) and the Hubble Space Telescope Orion Treasury Project Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa de Carina

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa Cabeça de Cavalo

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa do Caranguejo

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, T. Temim (Princeton University) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Nebulosa da Lagoa

    Crédito ESO CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Objeto de Herbig-Haro 797. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/objeto-herbig-haro-797. Consultado em: 23/08/2026.