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ObservatórioAstronomia

Objeto de Herbig-Haro

Objeto de Herbig-Haro 797

Jatos disparados por estrelas recém-nascidas escondidas na poeira de Perseu, revelados pelo James Webb em cores que só existem no infravermelho.

Objeto de Herbig-Haro 797, objeto de herbig-haro, em imagem do James Webb Space Telescope
"A prominent protostar in Perseus", como o acervo nomeou esta imagem.Esta nova Imagem do Mês do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA revela detalhes intrincados do objeto Herbig Haro número 797 (HH 797). Objetos de Herbig-Haro são regiões luminosas que cercam estrelas recém-nascidas (conhecidas como protoestrelas) e se formam quando ventos estelares ou jatos de gás expelidos por essas estrelas recém-nascidas geram ondas de choque que colidem em alta velocidade com o gás e a poeira próximos.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, T. Ray (Dublin Institute for Advanced Studies) ESA/Webb CC BY 4.0

Tipo
Objeto de Herbig-HaroSIMBAD: HH
Distância
1.000 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2023
Constelação
PerseuPer
Observado por
James Webb Space Telescope
Imagem publicada
novembro de 2023
Original do acervo
4.632 × 4.488 px21 megapixels

O Objeto de Herbig-Haro 797 fica na constelação de Perseu, a cerca de 1.000 anos-luz da Terra segundo a distância declarada pelo publicador da imagem. O SIMBAD registra a identificação canônica HH 797A e o classifica com o código HH, de objeto de Herbig-Haro. A categoria descreve um fenômeno específico: gás brilhando por causa do choque entre um jato lançado por uma estrela em formação e a nuvem em volta.

Objetos assim são sinais de nascimento, não de morte. Quando uma nuvem molecular desaba sobre si mesma, o material não cai direto no centro. Ele forma um disco em rotação, e parte da matéria que se aproxima acaba relançada em duas direções opostas, ao longo do eixo do disco, em jatos estreitos e velozes. Esses jatos varrem o gás circundante e produzem regiões de choque que brilham.

A imagem do acervo foi feita pelo James Webb com a câmera NIRCam e publicada em 2023. A escolha de filtros é o que a torna especial: além de bandas largas, ela usa filtros centrados em linhas de emissão específicas do ferro ionizado, do hidrogênio molecular, do metano, do monóxido de carbono e de moléculas orgânicas grandes. Cada cor da imagem corresponde a uma dessas assinaturas químicas.

O que é um objeto de Herbig-Haro

A definição é operacional e vem da observação. Nos anos 1940 e 1950, dois astrônomos que trabalhavam separadamente notaram pequenas manchas nebulosas em regiões de formação estelar cujo espectro não batia com o de nebulosas comuns iluminadas por estrelas. Aquelas manchas brilhavam por outra razão.

A explicação que se consolidou é que o brilho vem de choque. Um jato lançado por uma estrela jovem viaja a velocidades muito altas e atinge o gás mais lento à frente. A colisão comprime e aquece o material, que depois esfria emitindo em linhas espectrais características. Não é gás iluminado de fora: é gás excitado por impacto.

A consequência prática é que objetos de Herbig-Haro são transitórios e mutáveis. Como o jato avança, as regiões de choque se deslocam ao longo de anos e décadas, e imagens do mesmo objeto separadas por tempo suficiente mostram diferenças perceptíveis. É um dos poucos fenômenos astronômicos em que se acompanha o movimento dentro de uma vida humana.

Por que só o infravermelho enxerga isso

A estrela que lança o jato está enterrada na nuvem que a formou. Poeira interestelar bloqueia luz visível com muita eficiência, e por isso a protoestrela em si é invisível em imagens ópticas, por mais longa que seja a exposição.

Comprimentos de onda maiores atravessam melhor. A poeira que é opaca no visível fica parcialmente transparente no infravermelho, e é isso que permite ao Webb enxergar tanto o objeto central quanto a estrutura interna do jato. A mesma região, fotografada em luz visível, mostraria pouco mais do que uma mancha escura.

A imagem cobre de 1.500 a 4.700 nanômetros. Para comparar, o olho humano enxerga até cerca de 700. Tudo o que está no quadro é invisível para nós em termos literais, e as cores foram atribuídas no processamento para tornar a informação legível.

O que cada filtro está rastreando

Dois filtros pegam hidrogênio molecular, em 2.120 e em 3.230 nanômetros. O hidrogênio molecular é o componente dominante de nuvens frias de formação estelar, e ele só emite nessas linhas quando é aquecido, tipicamente por choque. Onde essas cores acendem, há colisão acontecendo.

O filtro de 1.640 nanômetros pega ferro ionizado. Ionizar ferro exige energia bem maior do que excitar hidrogênio molecular, então esse traçador marca as partes mais violentas do fluxo, normalmente mais próximas da fonte ou nas frentes de choque mais rápidas. Comparar o mapa de ferro com o de hidrogênio molecular separa regiões por intensidade de choque.

Os filtros de 4.600 e 4.700 nanômetros pegam, respectivamente, moléculas orgânicas grandes e monóxido de carbono. Eles descrevem a química da nuvem, e não o choque. Um filtro em 2.100 nanômetros registra metano. O conjunto transforma a imagem num mapa simultâneo de duas coisas diferentes: onde há impacto e do que a nuvem é feita.

Por que o catálogo não traz tamanho

O SIMBAD não registra tamanho aparente para HH 797A, e esta página não estima nenhum. Registrar a ausência é a conduta correta: um valor zero num campo de tamanho significa dado não disponível, e não um objeto de dimensão nula.

A ausência tem explicação. Objetos de Herbig-Haro não têm borda definida. Um jato é uma estrutura alongada com nós de brilho distribuídos ao longo do caminho, e a extensão que se mede depende de qual instrumento, qual filtro e qual limite de sensibilidade se usa. Onde termina o objeto é uma decisão do observador, não uma propriedade do céu.

Além disso, esses objetos mudam. O material se move, novos nós de choque aparecem e outros se apagam. Um catálogo que fixasse um tamanho estaria fixando uma medida com prazo de validade. É mais honesto deixar o campo vazio e dizer por quê.

Onde HH 797 fica em relação a IC 348

As coordenadas de HH 797 e do aglomerado IC 348 estão muito próximas no céu. Fazendo a conta com os valores do catálogo, a separação angular entre os dois é da ordem de dez minutos de arco, ou seja, cerca de um terço do diâmetro aparente da Lua cheia.

A proximidade não é coincidência de projeção. Os dois objetos compartilham a mesma distância declarada, 1.000 anos-luz, e a mesma constelação. Ambos fazem parte do grande complexo de nuvens moleculares de Perseu, uma das regiões de formação estelar mais próximas do Sistema Solar.

Entender essa vizinhança muda a leitura das duas páginas. IC 348 mostra o produto do processo, um aglomerado de estrelas jovens já formadas e visíveis. HH 797 mostra o processo em andamento, no material que ainda está caindo. São dois estágios do mesmo fenômeno, separados por pouco espaço e por alguns milhões de anos.

Os números deste objeto

Distância1.000 anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem
ConstelaçãoPerseu (Per)
Identificação principalHH 797ASIMBAD
ClassificaçãoHH, objeto de Herbig-HaroSIMBAD
Coordenadas J2000AR 55,981 graus, Dec 32,071 graus
Tamanho aparentenão registrado no SIMBAD
Faixa observadade 1.500 a 4.700 nanômetrosfiltros da NIRCam nesta imagem
Campo da imagem2,4 por 2,3 minutos de arco
Imagens no acervo1

O que reparar nesta imagem

  • A faixa alongada de gás brilhanteA estrutura esticada que cruza o quadro é o fluxo em si. O brilho não vem de iluminação, e sim de choque: gás lançado em alta velocidade batendo no material mais lento à frente.
  • Os nós de brilho ao longo do jatoConcentrações mais luminosas distribuídas ao longo do fluxo marcam episódios distintos de ejeção. Cada nó registra um momento em que a estrela lançou material com mais força.
  • A poeira alaranjada em voltaOs tons mais quentes registram moléculas orgânicas grandes e monóxido de carbono, captados pelos filtros de 4.600 e 4.700 nanômetros. Eles desenham a nuvem que abriga a protoestrela.
  • As estrelas de fundo através da nuvemPontos de luz visíveis por trás do material denso só aparecem porque o infravermelho atravessa poeira. Em luz visível, essa mesma área seria uma mancha escura.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Roxoinfravermelho · NIRCam1,5 µminvisível ao olho
  • Roxoinfravermelho · NIRCam · Fe II1,64 µminvisível ao olho
  • Azulinfravermelho · NIRCam · methane2,1 µminvisível ao olho
  • Azulinfravermelho · NIRCam · molecular hydrogen2,12 µminvisível ao olho
  • Cianoinfravermelho · NIRCam · molecular hydrogen3,23 µminvisível ao olho
  • Verdefiltro não detalhado3,35 µminvisível ao olho
  • Laranjainfravermelho · NIRCam · PAH4,6 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · NIRCam · CO4,7 µminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 13 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,4 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 1.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 34° de altura daqui.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 34 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Quanto já se olhou para aqui

  • 68registros do Hubble
  • 58registros do James Webb

Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 1,2 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.

O que ainda não se sabe

A geometria da fonte que alimenta HH 797 continua em discussão. Observações em alta resolução levantaram a possibilidade de que o que parece um único fluxo venha na verdade de mais de uma protoestrela muito próxima, o que só se resolve separando as componentes com resolução ainda maior ou medindo velocidades distintas dentro do mesmo fluxo. Em nível mais geral, o mecanismo que colima os jatos de estrelas jovens em feixes tão estreitos ainda não está fechado: campos magnéticos ancorados no disco são a explicação mais aceita, mas a configuração exata desses campos e o ponto onde o jato é lançado permanecem difíceis de medir diretamente.

Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.

Uma coisa que quase ninguém sabe

Objetos de Herbig-Haro estão entre os poucos fenômenos astronômicos que mudam de aparência em escala de décadas. Comparando imagens da mesma região feitas com anos de intervalo, é possível ver os nós de choque se deslocando, o que permite medir a velocidade do jato diretamente pelo movimento no céu.

Outras imagens deste objeto

Objeto de Herbig-Haro 797, objeto de herbig-haro, em imagem do James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento NIRCam.Em destaque nesta imagem do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA está Herbig-Haro 211 (HH 211), um jato bipolar que viaja pelo espaço interestelar em velocidades supersônicas. A cerca de 1.000 anos-luz da Terra, na constelação de Perseu, o objeto é um dos fluxos protoestelares mais jovens e mais próximos, o que faz dele um alvo ideal para o Webb.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito ESA/Webb, NASA, CSA, T. Ray (Dublin Institute for Advanced Studies) ESA/Webb CC BY 4.0

Objeto de Herbig-Haro 797, objeto de herbig-haro, em imagem do James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento NIRCam.Em destaque nesta imagem do Telescópio Espacial James Webb da NASA/ESA/CSA está Herbig-Haro 211 (HH 211), um jato bipolar que viaja pelo espaço interestelar em velocidades supersônicas. A cerca de 1.000 anos-luz da Terra, na constelação de Perseu, o objeto é um dos fluxos protoestelares mais jovens e mais próximos, o que faz dele um alvo ideal para o Webb.Descrição do acervo ESA/Webb, traduzida.

Crédito ESA/Webb, NASA, CSA, T. Ray (Dublin Institute for Advanced Studies) ESA/Webb CC BY 4.0

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

Outros objetos em Perseu

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Galáxia NGC 1275, no coração de Perseu

    Crédito NASA, ESA and Andy Fabian (University of Cambridge, UK) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa Messier 76

    Crédito NASA, ESA, STScI, A. Pagan (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado IC 348

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, and K. Luhman (Penn State University) and C. Alves de Oliveira (European Space Agency) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Nebulosa de Órion

    Crédito ESO/G. Beccari ESO CC BY 4.0

  • Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia

    Crédito ESO/Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa de Carina

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa Cabeça de Cavalo

    Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa do Caranguejo

    Crédito NASA, ESA and Allison Loll/Jeff Hester (Arizona State University). Acknowledgement: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa da Lagoa

    Crédito NSF–DOE Vera C. Rubin Observatory/NOIRLab/SLAC/AURA NOIRLab CC BY 4.0

Perguntas frequentes

O que é o Objeto de Herbig-Haro 797?
O HH 797 é uma região de gás brilhante na constelação de Perseu, a cerca de 1.000 anos-luz da Terra, produzida pelo choque entre um jato lançado por uma estrela em formação e a nuvem ao redor. O nome vem da categoria de objetos descrita a partir dos anos 1940 por dois astrônomos que trabalhavam separadamente. O SIMBAD registra a identificação canônica como HH 797A. O que a imagem do Webb mostra é um processo de nascimento, não de morte estelar.
Por que uma estrela em formação lança jatos?
Porque o material não cai direto no centro. Quando uma nuvem molecular desaba, o gás em rotação forma um disco em torno do objeto central, e parte da matéria que se aproxima é redirecionada e relançada em duas direções opostas, ao longo do eixo do disco. Campos magnéticos ancorados no disco são a explicação mais aceita para colimar esse material em feixes estreitos. Os jatos ajudam o sistema a se livrar do excesso de rotação.
Por que a imagem do HH 797 foi feita em infravermelho?
Porque a estrela responsável está enterrada na nuvem que a formou, e a poeira interestelar bloqueia luz visível com muita eficiência. Comprimentos de onda maiores atravessam melhor esse material, então o infravermelho revela tanto a fonte quanto a estrutura interna do fluxo. A imagem do Webb cobre de 1.500 a 4.700 nanômetros, tudo além do que o olho humano percebe, que vai até cerca de 700 nanômetros.
O que significam as cores nesta imagem do Webb?
Cada cor corresponde a um filtro centrado numa assinatura diferente. Dois filtros registram hidrogênio molecular aquecido por choque, em 2.120 e 3.230 nanômetros. Um registra ferro ionizado em 1.640 nanômetros, que marca as regiões de choque mais violentas. Outros captam metano, moléculas orgânicas grandes e monóxido de carbono. O resultado é um mapa duplo: onde há impacto acontecendo e do que a nuvem em volta é feita.
Por que o catálogo não informa o tamanho do HH 797?
Porque o SIMBAD não registra tamanho aparente para este objeto, e um zero num campo de tamanho significa dado ausente, não dimensão nula. A ausência faz sentido: fluxos de Herbig-Haro não têm borda definida. A extensão medida depende do instrumento, do filtro e do limite de sensibilidade adotado. Além disso, esses objetos mudam de aparência ao longo de anos, então qualquer valor fixado teria prazo de validade curto.
Qual a relação entre HH 797 e o aglomerado IC 348?
Os dois ficam na mesma região do céu, separados por cerca de dez minutos de arco segundo as coordenadas do catálogo, e compartilham a mesma distância declarada de 1.000 anos-luz. Ambos pertencem ao complexo de nuvens moleculares de Perseu, uma das regiões de formação estelar mais próximas do Sistema Solar. IC 348 mostra estrelas jovens já formadas; HH 797 mostra o processo ainda em andamento no gás vizinho.
Objetos de Herbig-Haro duram muito tempo?
Não em termos astronômicos. São estruturas transitórias, ligadas à fase mais ativa de acreção de uma estrela em formação, que dura da ordem de dezenas a centenas de milhares de anos. Dentro desse intervalo, o próprio objeto muda de aparência: os nós de choque se deslocam, novos aparecem e outros se apagam. Comparar imagens da mesma região feitas com anos de intervalo permite ver esse movimento e medir a velocidade do jato.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Objeto de Herbig-Haro 797. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/objeto-herbig-haro-797. Consultado em: 23/08/2026.