Galáxia
Galáxia NGC 1275, no coração de Perseu
A galáxia gigante no centro do aglomerado de Perseu, cercada por filamentos de gás que deveriam ter se desfeito e não se desfizeram.

Crédito NASA, ESA and Andy Fabian (University of Cambridge, UK) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: Bla
- Distância
- 237,1 milhões de anos-luzdeclarada pelo publicador da imagem, em 2008
- Constelação
- PerseuPer
- Tamanho no céu
- 2,6 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
- Classificação
- cD
- Observado por
- Hubble Space Telescope, Chandra, Other
- Imagem publicada
- agosto de 2008
- Original do acervo
- 4.633 × 3.590 px17 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,017
A NGC 1275 fica na constelação de Perseu, a cerca de 237 milhões de anos-luz segundo a distância declarada pelo publicador das imagens. Ela também é conhecida como Perseus A e como Caldwell 24, e a classificação morfológica registrada é cD, a sigla usada para as galáxias elípticas gigantes que ocupam o centro de aglomerados. Não é uma galáxia comum vista de longe: é a maior de um conjunto de centenas, sentada no fundo do poço gravitacional do aglomerado de Perseu.
Duas coisas fazem dela um dos objetos mais estudados do céu. A primeira é o núcleo, que abriga um buraco negro supermassivo em atividade e é uma das fontes de rádio mais brilhantes do céu, o que explica o nome Perseus A. O SIMBAD registra o tipo Bla, de blazar, categoria reservada a núcleos ativos cujo jato aponta aproximadamente na nossa direção.
A segunda é o que envolve a galáxia. Estendendo-se por dezenas de milhares de anos-luz a partir do centro, há uma rede de filamentos finos de gás relativamente frio, visíveis em luz do hidrogênio. Eles estão imersos em gás a milhões de graus e, pela física mais simples, deveriam ter se dissolvido há muito tempo. O fato de continuarem lá, com espessura pequena e forma coerente, é o argumento observacional mais citado a favor da presença de campos magnéticos organizados no meio intracluster.
O que é uma galáxia central de aglomerado?
Aglomerados de galáxias são as maiores estruturas do universo mantidas coesas pela própria gravidade. No centro deles, quase sempre, existe uma galáxia elíptica muito maior que as outras, classificada como cD. A letra c vem de supergigante e o D indica um envelope difuso e extenso que se estende muito além do que seria o corpo principal de uma elíptica comum.
Essas galáxias não nasceram grandes. Elas cresceram engolindo companheiras que afundaram para o centro do aglomerado ao longo de bilhões de anos, num processo cumulativo de fusões. O envelope difuso é, em boa parte, feito de estrelas que pertenceram a galáxias hoje desmanchadas e que continuam orbitando o centro do aglomerado sem estar presas a nenhum sistema em particular.
A posição no centro do poço gravitacional traz consequências. O gás quente do aglomerado converge para lá, o que fornece combustível ao buraco negro central e mantém o núcleo ativo. Ao mesmo tempo, a atividade do buraco negro devolve energia ao gás, num vaivém que ficou conhecido como retroalimentação e que é hoje uma peça central dos modelos de formação de galáxias.
Por que os filamentos de gás não se desfazem?
As imagens do Hubble de 2008 mostram longas linhas avermelhadas irradiando do centro da galáxia. Elas são gás a temperaturas de milhares de graus, e estão mergulhadas num meio a dezenas de milhões de graus. Um fio de gás frio dentro de um ambiente tão quente e turbulento deveria ser destruído rapidamente, por evaporação e por instabilidades hidrodinâmicas, na escala de alguns milhões de anos.
O fato de os filamentos existirem com espessura pequena, comprimento enorme e forma organizada exige alguma coisa segurando o material. A explicação mais aceita envolve campos magnéticos alinhados ao longo dos fios, que fornecem tensão suficiente para impedir que o gás se espalhe lateralmente e retardam a troca de calor com o entorno. Nesse cenário, os filamentos funcionam como cabos de campo magnético preenchidos por gás.
A origem do material é outra parte da história. A ideia mais discutida é que o gás quente do aglomerado, ao se resfriar perto do centro, cai em direção à galáxia e é arrastado para fora de novo por bolhas infladas pelos jatos do buraco negro. Os filamentos seriam, então, o rastro visível desse movimento de subida e descida, um registro direto do vaivém de matéria em volta do núcleo ativo.
O que os raios X mostram no aglomerado de Perseu?
Uma das imagens do acervo é uma composição em múltiplos comprimentos de onda que soma dados do instrumento ACIS, do observatório de raios X Chandra, aos dados em luz visível do Hubble. Isso importa porque em raios X aparece a componente dominante em massa do aglomerado depois da matéria escura: o gás quente que preenche todo o espaço entre as galáxias.
Nesse gás, observações de raios X revelam cavidades, bolhas relativamente vazias, posicionadas de forma coerente com a direção dos jatos que saem do núcleo da NGC 1275. Elas são interpretadas como bolhas de plasma sopradas pelos jatos, que empurram o gás quente para os lados enquanto sobem. Cada bolha é uma marca de um episódio de atividade do buraco negro.
Ao redor das cavidades, o gás mostra ondulações concêntricas, com aparência de ondas em uma superfície de água. A interpretação mais aceita é que sejam ondas de pressão propagando-se pelo meio, ou seja, som em escala galáctica. Essas ondas transportam energia do núcleo para o gás do aglomerado e são hoje o candidato preferido para explicar por que o gás central não esfria tanto quanto deveria.
Existe mais de uma galáxia na mesma imagem?
Observações espectroscópicas antigas já mostravam algo estranho na direção da NGC 1275: gás com dois desvios para o vermelho bem distintos. Parte do material acompanha o valor da galáxia central. Outra parte aparece com desvio menor, indicando um sistema que se move em relação à galáxia principal em velocidade alta.
A interpretação estabelecida é que existe uma segunda galáxia, mais próxima de nós, caindo em direção ao aglomerado e passando na frente da NGC 1275. Ela é frequentemente chamada de sistema de alta velocidade. As faixas de poeira que aparecem recortadas contra o brilho da galáxia central, em imagens de alta resolução como a do Hubble de 2003, pertencem a esse sistema em queda.
A distinção não é detalhe técnico. Ela evita atribuir à galáxia central estruturas que na verdade pertencem a outro objeto, e explica por que a região mostra aglomerados de estrelas azuis recém-formadas: a compressão do gás na aproximação entre os dois sistemas dispara formação estelar. Ler a imagem sem essa informação leva a conclusões erradas sobre o que é uma coisa só.
Os números deste objeto
| Distância | 237.115.686 anos-luzdeclarada pelo publicador das imagens |
|---|---|
| Constelação | Perseu (Per) |
| Identificação principal | NGC 1275SIMBAD |
| Outros nomes | Perseus A, Caldwell 24 |
| Classificação morfológica | cD, elíptica supergiganteSIMBAD |
| Tipo no catálogo | Bla, blazarSIMBAD |
| Tamanho aparente | 2,63 minutos de arcoSIMBAD |
| Coordenadas J2000 | AR 49,9507 graus, Dec 41,5117 graus |
| Desvio para o vermelho | z = 0,01681 |
| Imagens no acervo | 3 |
O que reparar nesta imagem
- Os fios vermelhos irradiando do centroCada filamento é gás relativamente frio suspenso dentro de um meio a milhões de graus. A espessura pequena e a forma organizada são o principal indício de campos magnéticos segurando o material.
- As faixas escuras recortadasAs bandas de poeira que cruzam o brilho central pertencem a outra galáxia, mais próxima de nós, que está caindo em direção ao aglomerado e passando na frente.
- Os pontos azuis espalhadosConcentrações azuladas ao redor do núcleo são aglomerados de estrelas jovens. A compressão do gás durante a aproximação entre os dois sistemas dispara formação estelar.
- O halo difuso sem borda definidaO brilho que se estende para fora sem limite claro é o envelope de uma galáxia cD, feito em parte de estrelas que pertenceram a galáxias já desmanchadas pelo aglomerado.
Por que esta imagem tem essas cores
As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · B435 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · ACS · V550 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · ACS · R625 nmolho enxerga
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 8 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 3,9 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 181.402 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 237,1 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os dinossauros não voadores ainda dominavam a Terra, que se extinguiram há cerca de 66 milhões de anos.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 8° de altura, na direção NO.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 25 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Quanto já se olhou para aqui
- 461registros do Hubble
- 341registros do James Webb
- 38registros do GALEX
Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 1,3 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.
O que ainda não se sabe
O chamado problema do fluxo de resfriamento continua sem solução completa. O gás no centro do aglomerado de Perseu emite tanta energia em raios X que deveria esfriar e formar estrelas num ritmo muito maior do que o observado. A retroalimentação do buraco negro central, por meio de jatos, bolhas e ondas de pressão, é o mecanismo preferido para explicar o aquecimento que impede esse resfriamento, mas o acoplamento exato entre a energia injetada e o gás aquecido ainda não é bem compreendido. Também segue em discussão como campos magnéticos conseguem estabilizar os filamentos ao longo de dezenas de milhares de anos-luz sem se desorganizar.
Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.
Uma coisa que quase ninguém sabe
As ondulações no gás quente do aglomerado de Perseu, detectadas em raios X, correspondem a ondas de pressão, ou seja, som se propagando pelo meio. A frequência dessas ondas é tão baixa que ficaria dezenas de oitavas abaixo da nota mais grave que um ouvido humano consegue perceber. Nenhum instrumento musical chega perto, e nenhum ouvido jamais escutaria: é uma nota que só existe como variação de pressão detectada por telescópio.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA/ESA and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, NRAO and L. Frattare (STScI). Science Credit: X-ray: NASA/CXC/IoA/A.Fabian et al.; Radio: NRAO/VLA/G. Taylor; Optical: NASA, ESA, the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration, and A. Fabian (Institute of Astronomy, University of Cambridge, UK) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito A. Fujii ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and the Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA/ESA and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito J. Holtzman/NASA/ESA ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA/ESA and L. Frattare (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito Jon Holtzman (UCSC)1 Sandra M. Faber (UCSC), Edward Shaya (U. Maryland)) Tad R. Lauer (NOAO), Edward Groth (IAS, Princeton), Deidre Hunter (1owell Obs.) and the Wide Field Planetary Camera Instrument Team ESA/Hubble CC BY 4.0
Vídeo de Galáxia NGC 1275, no coração de Perseu
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Nebulosa Messier 76
Crédito NASA, ESA, STScI, A. Pagan (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Objeto de Herbig-Haro 797
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, T. Ray (Dublin Institute for Advanced Studies) ESA/Webb CC BY 4.0
- Aglomerado IC 348
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Crédito ESA/Hubble & Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
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Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
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Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito ESA/INT/DSS2 ESA/Hubble CC BY 4.0
Perguntas frequentes
- O que é a galáxia NGC 1275?
- A NGC 1275 é a galáxia elíptica supergigante que ocupa o centro do aglomerado de galáxias de Perseu, a cerca de 237 milhões de anos-luz segundo o publicador das imagens. Ela também é chamada de Perseus A por ser uma das fontes de rádio mais brilhantes do céu, e de Caldwell 24. Abriga um buraco negro supermassivo em atividade e é cercada por uma rede de filamentos de gás que se estendem por dezenas de milhares de anos-luz.
- O que são os filamentos vermelhos ao redor da NGC 1275?
- Os filamentos são fios de gás relativamente frio, com temperaturas de milhares de graus, mergulhados no gás do aglomerado, que está a dezenas de milhões de graus. Pela física simples de fluidos, eles deveriam ser destruídos por evaporação e turbulência em poucos milhões de anos. A explicação mais aceita para a sobrevivência deles envolve campos magnéticos alinhados ao longo dos fios, que fornecem tensão e retardam a troca de calor com o meio em volta.
- Por que a galáxia também se chama Perseus A?
- A convenção de nomear a fonte de rádio mais brilhante de uma constelação com a letra A vem dos primeiros levantamentos em radiofrequência, feitos antes que fosse possível identificar a contraparte óptica de cada fonte. A NGC 1275 é a fonte de rádio dominante na direção de Perseu, alimentada por jatos que saem do buraco negro supermassivo central. O SIMBAD registra o tipo blazar, categoria de núcleo ativo cujo jato aponta aproximadamente na nossa direção.
- O que o buraco negro central faz com o aglomerado inteiro?
- Os jatos que saem do núcleo inflam bolhas de plasma no gás quente do aglomerado, empurrando o meio para os lados. Essas bolhas aparecem em raios X como cavidades, e ao redor delas o gás mostra ondulações concêntricas interpretadas como ondas de pressão. O efeito líquido é injetar energia no gás central e impedir que ele esfrie tanto quanto a taxa de emissão em raios X sugeriria. Esse mecanismo é chamado de retroalimentação.
- A NGC 1275 é uma galáxia só?
- Nas imagens aparecem dois sistemas sobrepostos. Além da galáxia central do aglomerado, existe outra galáxia mais próxima de nós, caindo em direção ao conjunto e passando na frente. Ela é identificada pelo desvio para o vermelho diferente, medido por espectroscopia. As faixas escuras de poeira recortadas contra o brilho central pertencem a esse segundo sistema, e a compressão do gás durante a aproximação explica os aglomerados de estrelas azuis na região.
- Dá para ver a NGC 1275 com telescópio amador?
- É possível, mas exige telescópio de bom porte e céu escuro. A galáxia ocupa cerca de 2,6 minutos de arco e aparece apenas como uma mancha fraca e sem estrutura, na região da constelação de Perseu onde se concentram vários membros do aglomerado. Nenhum dos filamentos de gás é acessível visualmente. O interesse observacional está em identificar várias galáxias do aglomerado no mesmo campo, não em detalhar esta em particular.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia NGC 1275, no coração de Perseu. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-ngc-1275. Consultado em: 23/08/2026.








