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Galáxia

Centaurus A

A galáxia ativa mais próxima da Terra, cortada por uma faixa de poeira que é a cicatriz de uma fusão.

Centaurus A, galáxia registrada pelo James Webb Space Telescope
“Centaurus A (MIRI + NIRCam image wide-field view)”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI. Image Processing: A. Pagan (STScI), J. Depasquale (STScI), M. Garcia Marin (ESA Office at STScI) ESA/Webb CC BY 4.0

Tipo
GaláxiaSIMBAD: BLL
Distância
11 milhões de anos-luz
Constelação
CentauroCen
Tamanho no céu
26 minutos de arco
Classificação
S0pec
Observado por
James Webb Space Telescope, MPG/ESO 2.2-metre telescope, Hubble Space Telescope
Imagem publicada
julho de 2026
Original do acervo
15.566 × 17.466 px272 megapixels
Desvio para o vermelho
z = 0,002

Centaurus A é estranha à primeira vista e a estranheza é o ponto. Ela tem a forma arredondada de uma galáxia elíptica, mas uma faixa espessa e caótica de poeira atravessa o meio dela, o que elípticas normais não têm. A explicação aceita é que ela engoliu uma galáxia espiral rica em gás, e essa faixa é o que restou da vítima.

Ela é a galáxia com núcleo ativo mais próxima de nós, o que a torna um laboratório privilegiado. O buraco negro central, com dezenas de milhões de massas solares, expele jatos de partículas quase à velocidade da luz que se estendem por mais de um milhão de anos-luz, muito além do corpo visível da galáxia. Esses jatos são intensos em ondas de rádio, e foi por rádio que ela chamou atenção pela primeira vez, ainda nos anos 1940.

Para quem observa do Brasil, ela é conveniente: fica na constelação do Centauro, alta no céu, e um telescópio amador razoável já mostra a faixa escura.

O que reparar nesta imagem

  • A faixa de poeiraNão é estrutura normal de galáxia elíptica. É o disco de uma espiral engolida, ainda em processo de ser digerido.
  • As regiões avermelhadas na borda da faixaA colisão comprimiu gás e disparou formação de estrelas. Essas manchas são nuvens de hidrogênio acesas por estrelas jovens.
  • O halo liso em voltaBilhões de estrelas velhas, distribuídas de forma quase esférica. É a parte antiga da galáxia, anterior à fusão.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Azulluz visível · NIRCam900 nminvisível ao olho
  • Azulinfravermelho · NIRCam · P-alpha1,87 µminvisível ao olho
  • Cianoinfravermelho · NIRCam2 µminvisível ao olho
  • Amareloinfravermelho · NIRCam2,77 µminvisível ao olho
  • Laranjainfravermelho · NIRCam · PAH3,35 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · NIRCam4,44 µminvisível ao olho
  • Amareloinfravermelho · MIRI5,6 µminvisível ao olho
  • Laranjainfravermelho · MIRI · PAH7,7 µminvisível ao olho
  • Vermelhoinfravermelho · MIRI · Silicate10 µminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 3,8 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 8,1 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 82.234 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 11 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 62° de altura, na direção SO.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 71 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Uma coisa que quase ninguém sabe

Os jatos de Centaurus A são tão longos que, se fossem visíveis a olho nu, ocupariam no céu uma área bem maior que a Lua cheia.

Hubble e James Webb, lado a lado

Este objeto foi fotografado pelos dois telescópios. Como cada um enxerga faixas diferentes de luz, as imagens não são a mesma coisa em qualidade diferente: são informações diferentes.

Outras imagens deste objeto

Centaurus A, galáxia registrada pelo James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento NIRCam.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI. Image Processing: A. Pagan (STScI), J. Depasquale (STScI), M. Garcia Marin (ESA Office at STScI) ESA/Webb CC BY 4.0

Centaurus A, galáxia registrada pelo James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento MIRI.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI. Image Processing: A. Pagan (STScI), J. Depasquale (STScI), M. Garcia Marin (ESA Office at STScI) ESA/Webb CC BY 4.0

Centaurus A, galáxia registrada pelo MPG/ESO 2.2-metre telescope
MPG/ESO 2.2-metre telescope, instrumento WFI.

Crédito ESO CC BY 4.0

Centaurus A, galáxia registrada pelo Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFC3.

Crédito NASA, ESA, and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration. Acknowledgment: R. O’Connell (University of Virginia) and the WFC3 Scientific Oversight Committee ESA/Hubble CC BY 4.0

Centaurus A, galáxia registrada pelo James Webb Space Telescope
James Webb Space Telescope, instrumento MIRI.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI. Image Processing: A. Pagan (STScI), J. Depasquale (STScI), M. Garcia Marin (ESA Office at STScI) ESA/Webb CC BY 4.0

Centaurus A, galáxia registrada pelo Chandra X-ray Observatory
Chandra X-ray Observatory, instrumento WFI.

Crédito ESO/WFI (Optical); MPIfR/ESO/APEX/A.Weiss et al. (Submillimetre); NASA/CXC/CfA/R.Kraft et al. (X-ray) ESO CC BY 4.0

Montagem de várias imagens de Centaurus A, galáxiaMontagem de várias imagens

Crédito ESO, NASA, ESA, CSA, STScI, ESO; Image Processing: A. Pagan (STScI) ESA/Webb CC BY 4.0

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

Outros objetos em Centauro

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Glóbulos de Thackeray

    Crédito ESO/VPHAS+ team. Acknowledgement: CASU ESO CC BY 4.0

  • Ômega Centauri

    Crédito ESA/Hubble & NASA, M. Häberle (MPIA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia NGC 4945

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Aglomerado NGC 3766

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Galáxia de Andrômeda

    Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Sombrero

    Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Redemoinho

    Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Cata-vento

    Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Charuto

    Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0

  • Galáxia de Bode

    Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Centaurus A. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/centaurus-a. Consultado em: 23/08/2026.