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ObservatórioAstronomia

Estrela

O Sol

A estrela que sustenta a vida na Terra, a oito minutos-luz de distância, e o único astro que jamais deve ser observado sem filtro adequado.

O Sol, estrela
"Highest resolution image of the 1919 solar eclipse", como o acervo nomeou esta imagem.Há quase exatamente 100 anos aconteceu um evento notável: um eclipse solar total. Esse eclipse foi especial de mais de uma maneira. Em primeiro lugar, com duração de pouco menos de sete minutos, foi o eclipse mais longo desse tipo em mais de 500 anos.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/Landessternwarte Heidelberg-Königstuhl/F. W. Dyson, A. S. Eddington, & C. Davidson ESO CC BY 4.0

Tipo
Estrela
Imagem publicada
julho de 2019
Original do acervo
23.800 × 14.191 px338 megapixels

O Sol é uma estrela comum. Não é a maior, nem a mais quente, nem a mais brilhante da vizinhança, e existem bilhões de estrelas parecidas com ela só na nossa galáxia. A diferença é a distância: a 150 milhões de quilômetros, ela é a única estrela cuja superfície conseguimos estudar em detalhe, e a única cuja atividade afeta diretamente a nossa tecnologia.

Ela concentra mais de 99% de toda a massa do Sistema Solar. Tudo o mais, os oito planetas, as luas, os asteroides e os cometas, é o que sobrou da nuvem que a formou. A luz que sai da superfície leva cerca de oito minutos e vinte segundos para chegar até aqui.

As imagens do Sol neste acervo têm uma característica em comum: quase nenhuma mostra o disco solar direto. São eclipses, fenômenos atmosféricos e registros do céu, porque observar o Sol exige equipamento específico e um cuidado que não vale para nenhum outro objeto. Essa é, aliás, a informação mais importante desta página, e ela vem antes de qualquer outra coisa que se possa dizer sobre a estrela.

O que mantém o Sol aceso?

No núcleo, sob pressão e temperatura extremas, núcleos de hidrogênio se fundem e formam hélio. Cada fusão converte uma fração minúscula de massa em energia, e é a repetição dessa reação em escala colossal que sustenta o brilho da estrela há bilhões de anos. O Sol é um equilíbrio em curso: a gravidade comprime tudo em direção ao centro, a pressão gerada pela fusão empurra tudo para fora, e as duas se cancelam com precisão notável.

Um detalhe pouco intuitivo: a energia produzida no núcleo não escapa rapidamente. O interior é tão denso que cada fóton é absorvido e reemitido incontáveis vezes, avançando em ziguezague, e o trajeto do centro até a superfície leva dezenas de milhares de anos. A luz que você sente no rosto atravessa os 150 milhões de quilômetros finais em oito minutos, mas levou muito mais tempo só para sair de dentro da estrela.

O equilíbrio também explica a estabilidade. Se a fusão acelerasse, o núcleo se expandiria um pouco, esfriaria e a taxa de reações cairia de novo; se caísse demais, a compressão gravitacional reativaria a fusão. É um termostato, e é ele que mantém o brilho quase constante por bilhões de anos.

Por que a coroa é mais quente?

A superfície visível do Sol, a fotosfera, está em torno de 5.500 graus Celsius. Acima dela, a atmosfera exterior, chamada coroa, passa de um milhão de graus. Isso é estranho porque a fonte de energia está no centro: afastar-se da fonte deveria esfriar, não aquecer.

O problema tem nome próprio na literatura, aquecimento coronal, e décadas de investigação. As explicações candidatas envolvem o campo magnético solar, que atravessa a superfície em arcos e se reconecta continuamente, liberando energia em pequenas erupções, e ondas magnéticas que depositam energia nas camadas altas. A coroa é justamente o que um eclipse total revela: como ela é milhões de vezes mais tênue que a fotosfera, só aparece quando o disco brilhante fica encoberto por completo.

Por isso os eclipses totais ainda têm valor científico. Durante a totalidade a coroa fica visível até perto da borda do disco, região difícil de alcançar com coronógrafos, que precisam bloquear uma área maior que o próprio Sol. As imagens de eclipse deste acervo mostram esse halo esbranquiçado.

Como observar o Sol com segurança?

Olhar diretamente para o Sol causa dano permanente à retina, e a retina não dói. Não há aviso: o prejuízo pode ser percebido horas depois e não é reversível. Com binóculo ou telescópio sem filtro adequado a lesão é praticamente instantânea, porque o instrumento concentra energia suficiente para queimar tecido.

Não servem como proteção óculos escuros, vidro fumê, radiografia, filme velado, CD, água nem fuligem em vidro. Nenhum desses materiais bloqueia infravermelho e ultravioleta de forma confiável, e o conforto que dão é enganoso, porque a pupila se dilata e deixa passar mais radiação. O que serve: filtro solar certificado instalado na frente da objetiva, nunca na ocular, ou óculos de eclipse dentro da validade e sem arranhões. Existe ainda um método seguro e gratuito, a projeção da imagem do Sol numa folha branca atrás da ocular.

Um cuidado extra vale para eclipses parciais e anulares: em nenhum momento é seguro olhar sem filtro, mesmo com o disco quase todo coberto. A parcela restante ainda machuca, e a penumbra faz a pupila abrir. A única exceção é a totalidade de um eclipse total, e ela termina sem aviso.

O eclipse que testou a relatividade

A relatividade geral prevê que a massa curva o espaço e que a luz de estrelas distantes, ao passar perto do Sol, muda ligeiramente de direção. O deslocamento previsto é minúsculo e, pior, só poderia ser medido se fosse possível fotografar estrelas na mesma direção do Sol, o que a luz do dia impede. Um eclipse total resolve o problema por alguns minutos.

Em 29 de maio de 1919, duas expedições britânicas se posicionaram na faixa de totalidade: uma em Sobral, no Ceará, e outra na ilha de Príncipe, na África. As chapas registraram estrelas ao redor do disco encoberto, e a posição delas foi comparada com registros das mesmas estrelas em outra época do ano. O deslocamento medido era compatível com a previsão da relatividade geral e maior que o valor esperado apenas pela gravitação newtoniana.

O acervo guarda a imagem de mais alta resolução divulgada daquele eclipse, publicada pelo ESO em 2019, no centenário da observação. Vale olhar sabendo o que se vê: um registro de cem anos atrás que serviu de teste experimental a uma teoria e levou a relatividade geral à primeira página dos jornais.

O que a atmosfera faz com a luz do Sol

Boa parte das imagens solares do acervo não mostra o Sol, e sim o que a atmosfera terrestre faz com a luz dele. O ar espalha a luz azul com muito mais eficiência que a vermelha, e é por isso que o céu é azul durante o dia. No nascer e no pôr do sol, a luz atravessa uma camada de ar muito mais espessa, quase todo o azul é espalhado para fora da linha de visão, e sobra o vermelho e o alaranjado.

A refração acrescenta outros efeitos. O ar desvia a luz que vem de baixo do horizonte, e por isso o Sol continua visível alguns minutos depois de já ter se posto, além de aparecer achatado quando está muito baixo. Como o desvio depende da cor, o limbo superior do disco fica azul-esverdeado e o inferior avermelhado, diferença normalmente invisível. Em condições raras, essa separação é amplificada e produz o lampejo verde que aparece numa das imagens do acervo.

Cristais de gelo em nuvens altas produzem outra família de fenômenos, os halos, anéis luminosos em torno do Sol. Cada cristal funciona como um prisma e desvia a luz num ângulo preferencial, e a soma de milhões deles desenha o anel. Nada disso é propriedade do Sol: é óptica da nossa atmosfera.

Os números deste objeto

Distância média da Terracerca de 150 milhões de km
Tempo de viagem da luz8 minutos e 20 segundos
Idade estimadacerca de 4,6 bilhões de anos
Temperatura da superfíciecerca de 5.500 graus Celsius
Temperatura da coroamais de 1 milhão de graus Celsius
Fração da massa do Sistema Solarmais de 99%
Ciclo de atividadeaproximadamente 11 anos
Imagens no acervo11
Eclipse histórico registrado no acervo29 de maio de 1919metadado da imagem publicada pelo ESO

O que reparar nesta imagem

  • A coroa nas fotos de eclipse totalO halo esbranquiçado em volta do disco negro é a atmosfera externa do Sol, visível apenas nos poucos minutos de totalidade.
  • O formato de crescente no eclipse parcialA Lua cobre parte do disco solar. Sob árvores, as frestas entre as folhas projetam no chão dezenas de crescentes iguais.
  • O raio verdeLampejo esverdeado no último instante do pôr do sol. A atmosfera funciona como prisma fraco e desvia o azul um pouco mais que o vermelho.
  • O halo em torno do discoAnel luminoso formado por cristais de gelo em nuvens altas, que desviam a luz solar num ângulo preferencial. É fenômeno da nossa atmosfera, não do Sol.

Dá para ver isso daqui?

O Sol é visível a olho nu, mas NUNCA olhe diretamente para ele sem filtro solar certificado. A observação exige equipamento próprio.

Ver isto no céu de hoje

O que ainda não se sabe

O aquecimento da coroa solar continua sem explicação definitiva, mesmo com sondas dedicadas atravessando a atmosfera externa do Sol. Prever a intensidade do próximo ciclo de atividade também segue fora de alcance: os modelos acertam a periodicidade aproximada de onze anos e erram sistematicamente a amplitude, o que importa porque tempestades solares intensas afetam satélites e redes elétricas. Há ainda uma divergência técnica não resolvida entre a composição química da superfície medida por espectroscopia e a que os modelos de estrutura interna exigem para reproduzir as vibrações observadas no Sol.

Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.

Uma coisa que quase ninguém sabe

Uma das confirmações observacionais mais importantes da relatividade geral foi obtida no Brasil. Durante o eclipse total de 29 de maio de 1919, uma expedição britânica montou equipamento em Sobral, no Ceará, e fotografou estrelas próximas ao disco solar encoberto, enquanto outra equipe fazia o mesmo na ilha de Príncipe. As chapas de Sobral estavam entre as melhores obtidas naquele dia.

Outras imagens deste objeto

O Sol, estrela
Esta imagem da semana mostra o eclipse solar parcial que ficou visível sobre o deserto do Atacama, no Chile, em 30 de abril de 2022. A fotografia foi feita em San Pedro de Atacama, acima do Valle de la Luna (Vale da Lua). Fica perto do sítio do Atacama Large Millimeter/sub-millimeter Array (ALMA), que é de copropriedade e cogestão do ESO em nome de seus parceiros europeus.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito P. Horálek/ESO CC BY 4.0

O Sol, estrela
Em 2 de julho de 2019, um eclipse solar total passou sobre o Observatório La Silla do ESO, no Chile. O eclipse durou cerca de duas horas e meia, com quase dois minutos de totalidade às 20:39 UT, e foi visível ao longo de uma faixa estreita do Chile e da Argentina.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/M. Zamani ESO CC BY 4.0

O Sol, estrela
Em 2 de julho de 2019, um eclipse solar total passou sobre o Observatório La Silla do ESO, no Chile. O eclipse durou cerca de duas horas e meia, com quase dois minutos de totalidade às 20:39 UT, e foi visível ao longo de uma faixa estreita do Chile e da Argentina.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/M. Zamani ESO CC BY 4.0

O Sol, estrela
O que se esconde atrás das nuvens densas e empoeiradas desta vizinha galáctica? Ali está o coração movido a estrelas da galáxia Messier 82 (M82), também conhecida como Galáxia do Charuto. A apenas 12 milhões de anos-luz de distância, na constelação da Ursa Maior (A Ursa Grande), a Galáxia do Charuto é considerada uma galáxia próxima.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito B. Häußler/ESO CC BY 4.0

O Sol, estrela
Enquanto o Sol do fim da tarde some do ponto de observação no Cerro Pachón, uma luz verde aparece. Esse fenômeno é conhecido como raio verde, ou borda verde. O verde é resultado da refração atmosférica, quando a atmosfera da Terra separa a luz branca do Sol em seus comprimentos de onda constituintes.Descrição do acervo NOIRLab, traduzida.

Crédito NOIRLab/NSF/AURA/P. Horálek (Institute of Physics in Opava) NOIRLab CC BY 4.0

O Sol, estrela
Pode parecer a cena de abertura de O Rei Leão, mas esta impressionante Imagem da Semana foi feita, na verdade, no deserto chileno do Atacama, e não nas savanas africanas. No centro do palco está o Extremely Large Telescope (ELT) do ESO, ou pelo menos parte dele.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito E. Garcés/ESO. Ack.: N. Dubost ESO CC BY 4.0

O Sol, estrela
Esta imagem da semana mostra o caminho do Sol no céu visto do Observatório Paranal do ESO, no Chile. A imagem foi feita com uma câmera pinhole, com exposição de 8 meses, de 17 de abril a 11 de dezembro de 2018. A estrutura alta em primeiro plano é o "seeing monitor", que mede o borrão e a cintilação das estrelas causados pela turbulência atmosférica.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito D. López Calvin (solarigrafia.com), J. C. Muñoz Mateos / ESO. License: CC-BY-NC 4.0 ESO CC BY 4.0

Ilustração artística de O Sol, estrelaIlustração artística
Nascidas de nuvens de gás e poeira, estrelas como o nosso Sol passam a maior parte da vida queimando lentamente seu principal combustível nuclear, o hidrogênio, transformando-o no elemento mais pesado hélio. Depois de levar essa vida brilhante e luminosa por vários bilhões de anos, o combustível está quase esgotado e elas começam a inchar, empurrando as camadas externas para longe do que virou um núcleo pequeno e muito quente.Descrição do acervo ESO, traduzida.

Crédito ESO/S. Steinhöfel ESO CC BY 4.0

Montagem de várias imagens de O Sol, estrelaMontagem de várias imagens
Esta imagem notável e única do ônibus espacial Atlantis e do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA em silhueta contra o deslumbrante disco do Sol foi capturada do solo perto do início da Servicing Mission 4, em 13 de maio de 2009.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito Thierry Legault/NASA (www.astrophoto.fr) ESA/Hubble CC BY 4.0

Ilustração artística de O Sol, estrelaIlustração artística
A poderosa visão do Telescópio Espacial Hubble, da NASA, permitiu que os astrônomos estudassem pela primeira vez a estrutura em camadas da atmosfera de um planeta que orbita outra estrela. O Hubble descobriu uma camada superior densa de gás hidrogênio quente, onde a atmosfera do planeta superaquecido está vazando para o espaço.Descrição do acervo ESA/Hubble, traduzida.

Crédito NASA, ESA, and A. Feild (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Júpiter

    Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Saturno

    Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Urano

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. DePasquale (STScI) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Netuno

    Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Marte

    Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), J. Bell (ASU), and M. Wolff (Space Science Institute) ESA/Hubble CC BY 4.0

Perguntas frequentes

Por que nunca se deve olhar diretamente para o Sol?
Porque a radiação concentrada queima a retina, e a retina não tem receptores de dor. O dano pode ocorrer sem qualquer desconforto imediato e ser percebido apenas horas depois, quando já é permanente. Com binóculo ou telescópio desprotegido, a lesão é quase instantânea. A única forma segura de observação envolve filtro certificado instalado na frente da objetiva, óculos de eclipse íntegros ou projeção da imagem numa superfície branca.
Óculos escuros protegem durante um eclipse?
Não protegem em hipótese alguma. Óculos de sol comuns reduzem a luz visível, mas não bloqueiam de forma confiável o infravermelho e o ultravioleta, que são os responsáveis pelo dano. Pior: ao reduzir o brilho aparente, eles fazem a pupila dilatar e deixam entrar mais radiação nociva. Vidro fumê, radiografia, CD, filme velado e fuligem também não servem. Só filtro solar certificado ou óculos de eclipse próprios para isso oferecem proteção.
O que são manchas solares?
Manchas solares são regiões da superfície do Sol temporariamente mais frias que o entorno, e por isso aparecem escuras por contraste. A causa é magnética: campos intensos emergem da superfície e inibem localmente o transporte de calor vindo do interior. O número de manchas cresce e diminui num ciclo de aproximadamente onze anos, e serve como indicador da atividade solar, que se relaciona com erupções e tempestades geomagnéticas.
O Sol é uma estrela comum?
O Sol é uma estrela de sequência principal, ou seja, está na fase longa e estável em que a fusão de hidrogênio no núcleo sustenta o brilho. Nesse sentido é comum, e há bilhões de estrelas parecidas só na Via Láctea. Por outro lado, a maioria absoluta das estrelas da galáxia é bem menor e mais fria que o Sol, do tipo anã vermelha, então ele não é uma estrela mediana: está acima da média em massa e em temperatura, ainda que muito longe dos extremos.
Por que o céu é azul e o pôr do sol é vermelho?
A luz do Sol contém todas as cores, e as moléculas do ar espalham muito mais o azul que o vermelho. Durante o dia, esse azul espalhado chega aos olhos vindo de todas as direções do céu. No fim da tarde, a luz percorre um caminho bem mais longo dentro da atmosfera, quase todo o azul é espalhado para fora da linha de visão e sobram os tons quentes. É o mesmo fenômeno explicando as duas coisas, mudando apenas a quantidade de ar atravessada.
O que vai acontecer com o Sol no futuro?
Daqui a alguns bilhões de anos o hidrogênio do núcleo vai se esgotar, e o Sol começará a se expandir, tornando-se uma gigante vermelha capaz de engolir as órbitas dos planetas mais internos. Depois disso as camadas externas serão expelidas e formarão uma nebulosa planetária, deixando no centro uma anã branca, o núcleo remanescente, com tamanho aproximado ao da Terra, que vai esfriar lentamente. O Sol não tem massa suficiente para explodir como supernova.
Por que um eclipse total é raro num mesmo lugar?
Porque a sombra que a Lua projeta na Terra é estreita, com poucas centenas de quilômetros de largura, e varre apenas uma faixa fina do planeta. Eclipses totais acontecem com regularidade no mundo, mas a faixa de totalidade quase nunca repete a mesma região. Para um ponto fixo qualquer, a espera média entre dois eclipses totais visíveis dali é de séculos, o que explica por que tanta gente viaja o mundo para ver um.

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. O Sol. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/sol. Consultado em: 23/08/2026.