Planeta
Saturno
O planeta dos anéis, que não são sólidos e provavelmente não estavam lá quando os dinossauros existiam.

Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Planeta
- Observado por
- Hubble Space Telescope, Very Large Telescope
- Imagem publicada
- setembro de 2019
- Original do acervo
- 6.000 × 3.500 px21 megapixels
Saturno é o objeto que mais converte gente em interessada por astronomia. A primeira vez que alguém vê os anéis num telescópio, mesmo pequeno, costuma ser memorável: eles são nítidos, separados do planeta, e parecem impossíveis.
Os anéis não são sólidos. São bilhões de pedaços de gelo de água, do tamanho de grãos de areia até o de casas, cada um em sua própria órbita. Eles são extraordinariamente finos: com mais de 280 mil quilômetros de extensão, têm em média algumas dezenas de metros de espessura. Na proporção, seriam mais finos que uma folha de papel do tamanho de um campo de futebol.
A idade deles é assunto de debate recente. Dados da sonda Cassini sugerem que os anéis podem ter apenas algumas centenas de milhões de anos, o que significa que eles não existiam quando os dinossauros andavam pela Terra. E eles estão sendo perdidos: material cai continuamente na atmosfera do planeta.
A inclinação dos anéis muda ao longo dos 29 anos que Saturno leva para orbitar o Sol. Em certos momentos eles ficam de perfil e praticamente somem, o que confundiu Galileu, que os viu e depois não os encontrou mais.
O que reparar nesta imagem
- A Divisão de CassiniA faixa escura que separa os dois anéis principais. Não é vazia: é uma região de baixa densidade mantida pela influência gravitacional de uma lua.
- A sombra do planeta nos anéisUm dos detalhes que mais dá sensação de tridimensionalidade nas imagens.
- As faixas na atmosferaMenos contrastadas que as de Júpiter, porque uma camada de neblina cobre o planeta.
Por que esta imagem tem essas cores
As cores desta imagem se aproximam do que um olho humano veria, se ele fosse sensível o bastante: cada filtro registrou luz visível e recebeu uma cor coerente com o próprio comprimento de onda.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · WFC3 · Ca II395 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · WFC3 · O III502 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · WFC3 · O I631 nmolho enxerga
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Dá para ver isso daqui?
Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.
Uma coisa que quase ninguém sabe
Saturno tem a menor densidade de todos os planetas do Sistema Solar. Se houvesse uma banheira grande o suficiente, ele flutuaria na água.
Outras imagens deste objeto


Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) and the OPAL team ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito ESA/Hubble, NASA & L. Ben-Jaffel ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, A. Simon (GSFC) and the OPAL Team, and J. DePasquale (STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito ESA/Hubble, NASA, A. Simon (GSFC) and the OPAL Team, J. DePasquale (STScI), L. Lamy (Observatoire de Paris) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito Hubble Heritage Team (AURA/STScI/NASA/ESA) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito Erich Karkoschka (University of Arizona), and NASA/ESA ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Júpiter
- Grande Mancha Vermelha
Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Urano
Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) and the OPAL team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Marte
- Vênus
Perguntas frequentes
Dá para ver os anéis de Saturno com telescópio amador?
Dá, e é o momento clássico de quem começa. Um telescópio de 60 a 70 mm já mostra os anéis como uma estrutura separada do planeta. A partir de 150 mm, em noite estável, a Divisão de Cassini aparece.
Por que às vezes os anéis somem?
Porque ao longo da órbita de 29 anos a inclinação deles em relação à Terra muda. Quando ficam exatamente de perfil, a espessura é pequena demais para ser vista, e eles desaparecem por alguns meses.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Saturno. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/saturno. Consultado em: 23/08/2026.




