Planeta
Júpiter
O maior planeta do Sistema Solar, com o dobro da massa de todos os outros somados e uma atmosfera que muda de aparência a cada ano.

- Tipo
- Planeta
- Observado por
- Hubble Space Telescope, Very Large Telescope
- Imagem publicada
- novembro de 2021
- Original do acervo
- 29.926 × 7.918 px237 megapixels
Júpiter tem mais que o dobro da massa de todos os outros planetas somados. Ele é uma bola de hidrogênio e hélio sem superfície sólida: descer nele seria atravessar camadas cada vez mais densas até o gás virar líquido e depois algo que não tem equivalente na Terra, hidrogênio metálico, sob pressões de milhões de atmosferas.
As faixas que você vê são bandas de nuvens em latitudes diferentes, sopradas por ventos que chegam a centenas de quilômetros por hora e correm em direções opostas de uma faixa para a outra. As claras são chamadas de zonas e são regiões de gás subindo; as escuras são cinturões, onde o gás desce.
O Hubble fotografa Júpiter todo ano, num programa que acompanha a evolução da atmosfera. Isso já revelou mudanças reais: tempestades nascendo e sumindo, faixas trocando de cor e a Grande Mancha Vermelha encolhendo.
Ele tem quase cem luas conhecidas, e as quatro maiores, descobertas por Galileu em 1610, são visíveis com qualquer binóculo estável. Foi observando elas orbitarem Júpiter que Galileu concluiu que nem tudo girava em torno da Terra.
O que reparar nesta imagem
- As faixas claras e escurasZonas claras são gás subindo, cinturões escuros são gás descendo. Entre eles há ventos correndo em direções opostas.
- A Grande Mancha VermelhaUma tempestade observada há pelo menos 150 anos. Ela ainda cabe uma Terra inteira, mas está encolhendo.
- As tempestades menoresÓvalos brancos e manchas menores aparecem e desaparecem em escala de anos. Comparar imagens de anos diferentes mostra isso.
Dá para ver isso daqui?
Este é um dos poucos objetos do acervo que dá para encontrar a olho nu, em céu escuro. O que você vai ver é bem mais pálido e menor que a imagem: telescópios acumulam luz por horas, e o olho não.
Uma coisa que quase ninguém sabe
Júpiter emite mais calor do que recebe do Sol. Ele ainda está esfriando e encolhendo lentamente desde que se formou, e esse encolhimento libera energia.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) and the OPAL team ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0



Crédito ESO/F. Marchis, M. Wong, E. Marchetti, P. Amico, S. Tordo ESO CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M. H. Wong (University of California, Berkeley) and the OPAL team. ESA/Hubble CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
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- Grande Mancha Vermelha
Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Saturno
Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Urano
Crédito NASA, ESA, A. Simon (Goddard Space Flight Center), and M.H. Wong (University of California, Berkeley) and the OPAL team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Marte
- Vênus
Perguntas frequentes
Dá para ver Júpiter a olho nu?
Dá, e com facilidade. Quando está visível, ele é um dos objetos mais brilhantes do céu, mais que qualquer estrela. Diferente das estrelas, ele quase não cintila. Um binóculo estável já mostra as quatro luas principais como pontinhos alinhados.
Dá para ver a Grande Mancha Vermelha com telescópio pequeno?
Dá, num telescópio a partir de uns 100 mm de abertura, mas só quando ela está do lado voltado para a Terra. Júpiter gira em menos de dez horas, então a mancha aparece e some ao longo da noite.
Por que Júpiter não é uma estrela?
Porque não tem massa suficiente. Para acender fusão nuclear de hidrogênio, ele precisaria de cerca de oitenta vezes a massa que tem. É um planeta gasoso, não uma estrela que falhou por pouco.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Júpiter. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/jupiter. Consultado em: 23/08/2026.




