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Buraco negro supermassivo

Sagittarius A*

O buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, cuja massa foi medida acompanhando estrelas em órbita por décadas.

Sagittarius A*, buraco negro supermassivo registrada pelo Chandra
“Hubble and other Great Observatories examine the galactic centre region”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito NASA, ESA, SSC, CXC and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0

Tipo
Buraco negro supermassivoSIMBAD: X
Distância
26.000 anos-luz
Constelação
SagitárioSgr
Tamanho no céu
Observado por
Chandra, Hubble Space Telescope, Spitzer Space Telescope
Imagem publicada
novembro de 2009
Original do acervo
9.725 × 4.862 px47 megapixels

Sagittarius A* fica no centro exato da Via Láctea, a cerca de 26 mil anos-luz da Terra, e é um buraco negro supermassivo com aproximadamente quatro milhões de vezes a massa do Sol.

A prova da existência dele é uma das mais elegantes da astronomia moderna. Dois grupos independentes acompanharam, por mais de vinte anos, o movimento de estrelas orbitando o centro da galáxia. Uma delas, chamada S2, completa uma órbita a cada dezesseis anos e chega a passar a poucas horas-luz do centro, movendo-se a milhares de quilômetros por segundo.

Conhecendo a órbita, calcula-se a massa que está no foco dela. O resultado exige quatro milhões de massas solares concentradas num volume menor que o do Sistema Solar. Não existe nada além de um buraco negro que caiba nessa descrição. O trabalho rendeu o Nobel de Física de 2020.

Ele está quieto hoje, consumindo pouquíssima matéria. Se estivesse ativo como o de um quasar, o centro da galáxia seria um lugar bem diferente.

O que reparar nesta imagem

  • A densidade de estrelasO centro da galáxia é um dos lugares mais lotados que existem. Ali as estrelas ficam a frações de ano-luz umas das outras.
  • O avermelhamentoA poeira entre nós e o centro galáctico absorve quase toda a luz visível. Só o infravermelho atravessa.

Que tamanho é isso, de verdade

Este recorte do céu tem quase o mesmo tamanho aparente da Lua cheia. O recorte fotografado mede 32 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 26.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta do fim da última era glacial.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 53° de altura, na direção L.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 85 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Uma coisa que quase ninguém sabe

A estrela S2 chega a se mover a cerca de 3% da velocidade da luz no ponto mais próximo da órbita. O desvio da trajetória dela em relação à física de Newton confirmou previsões da relatividade geral.

Outras imagens deste objeto

Sagittarius A*, buraco negro supermassivo registrada pelo Hubble Space Telescope
Hubble Space Telescope, instrumento WFC3.

Crédito NASA, ESA, and G. Brammer ESA/Hubble CC BY 4.0

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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Sagittarius A*. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/sagittarius-a-estrela. Consultado em: 23/08/2026.