Quasar
Quasar SDSS J1652
Um quasar do universo jovem cujo vento está desmontando a própria galáxia que o abriga.

- Tipo
- QuasarSIMBAD: QSO
- Distância
- 2,9 anos-luz
- Constelação
- HérculesHer
- Tamanho no céu
- Observado por
- Hubble Space Telescope, James Webb Space Telescope
- Imagem publicada
- outubro de 2022
- Original do acervo
- 1.878 × 1.878 px4 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 2,942
Este quasar é visto como era quando o universo tinha cerca de três bilhões de anos, uma época em que a formação de estrelas estava no auge. Ele está numa galáxia que forma estrelas em ritmo extremo e que abriga um buraco negro supermassivo em plena atividade.
O James Webb observou o sistema e mediu o vento que sai do quasar: gás sendo expelido a velocidades altíssimas, carregando matéria para fora da galáxia. Esse é o mecanismo que os modelos chamam de retroalimentação, e é considerado essencial para explicar por que galáxias param de formar estrelas.
A lógica é a seguinte: sem esse freio, as galáxias teriam consumido todo o gás disponível e formado muito mais estrelas do que se observa. O quasar, ao soprar o gás para fora, corta o próprio suprimento e o da galáxia inteira.
O que reparar nesta imagem
- A fonte central intensaO disco de matéria em torno do buraco negro, brilhando mais que a galáxia inteira.
- A galáxia hospedeiraDifícil de ver contra o brilho do quasar. Separá-la é um dos motivos de este alvo exigir o James Webb.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Cianoluz visível · ACS · I814 nminvisível ao olho
- Laranjainfravermelho · WFC3 · H1,6 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 20 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,6 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 2,9 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era há poucos anos.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 41° de altura, na direção NE.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 49 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Hubble e James Webb, lado a lado
Este objeto foi fotografado pelos dois telescópios. Como cada um enxerga faixas diferentes de luz, as imagens não são a mesma coisa em qualidade diferente: são informações diferentes.
Outras imagens deste objeto

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, D. Wylezalek, A. Vayner & the Q3D Team ESA/Webb CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Galáxia espiral barrada NGC 1300
Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Sagittarius A*
Crédito NASA, ESA, SSC, CXC and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Quasar SDSS J1652. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/quasar-sdss-j1652. Consultado em: 23/08/2026.

