Buracos negros e quasares: o que acontece na borda
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Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
Buraco negro não pode ser fotografado, por definição: nada que entra sai, nem a luz. O que aparece nestas imagens é sempre o efeito dele sobre a matéria em volta, e esse efeito é espetacular justamente porque a gravidade ali é extrema.
Quando gás cai em direção a um buraco negro supermassivo, ele não mergulha direto. Forma um disco que gira cada vez mais rápido, esquenta por atrito até milhões de graus e passa a brilhar mais que todas as estrelas da galáxia somadas. Esse é o motor de um quasar. Os mais distantes conhecidos estavam funcionando quando o universo tinha menos de um bilhão de anos.
Boa parte desse material é ejetada antes de cair, em jatos que saem perpendiculares ao disco quase à velocidade da luz e podem se estender por milhares de anos-luz. Centaurus A, a galáxia ativa mais próxima da Terra, mostra isso com clareza: uma faixa escura de poeira atravessando o centro e jatos saindo dos polos.
Praticamente toda galáxia grande tem um buraco negro supermassivo no centro, inclusive a nossa. Sagittarius A*, no centro da Via Láctea, tem cerca de quatro milhões de vezes a massa do Sol e está quieto hoje. A massa dele foi medida acompanhando por décadas a órbita de estrelas que passam perto, um trabalho que rendeu o Nobel de Física de 2020.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Galáxia espiral barrada NGC 1300
Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Sagittarius A*
Crédito NASA, ESA, SSC, CXC and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
- Quasar SDSS J1652
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Buracos negros e quasares. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/colecao/buracos-negros. Consultado em: 23/08/2026.


