Galáxia Seyfert tipo 2
Galáxia espiral barrada NGC 1300
O exemplo de livro-texto de galáxia espiral barrada, com uma barra tão nítida que parece desenhada.

Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- Galáxia Seyfert tipo 2SIMBAD: Sy2
- Distância
- 62,2 milhões de anos-luz
- Constelação
- EridanoEri
- Tamanho no céu
- 6,8 minutos de arco
- Classificação
- SB(rs)bc
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- janeiro de 2005
- Original do acervo
- 6.637 × 3.787 px25 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,005
NGC 1300 é a imagem que aparece em quase todo livro quando o assunto é galáxia espiral barrada. A barra é longa, reta e bem definida, e os braços saem exatamente das pontas dela, formando um S quase geométrico.
Barras se formam por instabilidade no disco: quando a distribuição de estrelas atinge certas condições, elas passam a orbitar de forma coordenada e a estrutura alongada emerge sozinha. Não é permanente. Barras podem se dissolver e se formar de novo ao longo da vida de uma galáxia.
O que uma barra faz de mais importante é transportar gás. Ela quebra a simetria circular do disco e cria um caminho pelo qual o gás perde momento angular e cai em direção ao centro. Em NGC 1300 existe, no miolo, uma estrutura espiral em miniatura com poucos milhares de anos-luz, resultado desse transporte.
O que reparar nesta imagem
- As faixas de poeira ao longo da barraElas marcam o caminho por onde o gás está sendo canalizado para o centro.
- A espiral dentro da espiralNo núcleo há uma estrutura espiral própria, bem menor, alimentada pelo gás que a barra trouxe.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 5,6 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 5,5 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 123.944 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 62,2 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 86° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 86 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Galáxia NGC 1232
- Aglomerado MACS J0416
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Diego (Instituto de Física de Cantabria, Spain), J. D’Silva (U. Western Australia), A. Koekemoer (STScI), J. Summers & R. Windhorst (ASU), and H. Yan (U. Missouri) ESA/Webb CC BY 4.0
- Sagittarius A*
Crédito NASA, ESA, SSC, CXC and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
- Quasar SDSS J1652
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia espiral barrada NGC 1300. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-ngc-1300. Consultado em: 23/08/2026.



