Nebulosa de reflexão
Nebulosa de Serpens
Um berçário estelar onde o James Webb flagrou jatos de estrelas recém-nascidas todos apontando na mesma direção.

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, K. Pontoppidan (NASA’s Jet Propulsion Laboratory), J. Green (Space Telescope Science Institute) ESA/Webb CC BY 4.0
- Tipo
- Nebulosa de reflexãoSIMBAD: RNe
- Distância
- 1.300 anos-luz
- Constelação
- SerpenteSer
- Tamanho no céu
- Observado por
- James Webb Space Telescope, Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- junho de 2024
- Original do acervo
- 12.682 × 8.036 px102 megapixels
A Nebulosa de Serpens é uma nuvem de formação estelar relativamente próxima, com apenas um ou dois milhões de anos, o que é muito jovem. Ela abriga um aglomerado denso de protoestrelas ainda envolvidas no gás de que se formaram.
Quando o James Webb a observou, encontrou algo que os modelos previam mas ninguém tinha visto com clareza: dezenas de jatos saindo de estrelas recém-nascidas, todos alinhados na mesma direção. Isso é evidência direta de que as estrelas de uma mesma nuvem herdam o eixo de rotação do material do qual se formaram.
Esses jatos, chamados de objetos de Herbig-Haro quando batem no gás em volta, são um subproduto do processo de formação. Ao mesmo tempo em que a estrela puxa material para dentro, ela expele parte dele pelos polos.
O que reparar nesta imagem
- Os jatos alinhadosFilamentos avermelhados saindo em pares de vários pontos, todos inclinados na mesma direção. É a assinatura da rotação herdada da nuvem-mãe.
- As protoestrelasPontos brilhantes envoltos em nuvem. São estrelas ainda em montagem, sem fusão nuclear estável.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulinfravermelho · NIRCam1,4 µminvisível ao olho
- Cianoinfravermelho · NIRCam · methane2,1 µminvisível ao olho
- Laranjainfravermelho · NIRCam3,6 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · NIRCam4,8 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 4,7 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 6,6 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
A luz desta imagem levou 1.300 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 34° de altura, na direção L.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 65 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
O alinhamento dos jatos era previsto pela teoria há décadas e só foi observado com esta clareza em 2024, pelo James Webb.
Hubble e James Webb, lado a lado
Este objeto foi fotografado pelos dois telescópios. Como cada um enxerga faixas diferentes de luz, as imagens não são a mesma coisa em qualidade diferente: são informações diferentes.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, K. Pontoppidan (NASA’s Jet Propulsion Laboratory), J. Green (Space Telescope Science Institute) ESA/Webb CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia
- Aglomerado NGC 6604
- Nebulosa de Órion
Crédito NASA, ESA, M. Robberto ( Space Telescope Science Institute/ESA) and the Hubble Space Telescope Orion Treasury Project Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa de Carina
Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Nebulosa Cabeça de Cavalo
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Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, T. Temim (Princeton University) ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa da Lagoa
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Nebulosa de Serpens. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nebulosa-de-serpens. Consultado em: 23/08/2026.






