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Galáxia com linhas de emissão

Galáxia NGC 1232

Uma espiral de frente, fotografada por um dos telescópios do ESO no Chile numa das primeiras imagens do Very Large Telescope.

Galáxia NGC 1232, galáxia com linhas de emissão registrada pelo Very Large Telescope
“Spiral galaxy NGC 1232”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito ESO CC BY 4.0

Tipo
Galáxia com linhas de emissãoSIMBAD: EmG
Distância
60 milhões de anos-luz
Constelação
EridanoEri
Tamanho no céu
5,1 minutos de arco
Classificação
SAB(rs)c
Observado por
Very Large Telescope
Imagem publicada
setembro de 1998
Original do acervo
10.027 × 10.105 px101 megapixels
Desvio para o vermelho
z = 0,006

NGC 1232 é uma espiral grande vista quase perfeitamente de frente, na constelação de Eridano. A imagem que a tornou conhecida foi feita pelo Very Large Telescope do ESO, no Chile, e serviu como demonstração da qualidade óptica daquele conjunto de telescópios.

Ela mostra bem a estratificação de cores que caracteriza uma espiral: centro amarelado de estrelas velhas, braços azulados onde estrelas jovens estão nascendo, e regiões rosadas de hidrogênio ionizado pontilhando esses braços.

Uma companheira menor e deformada aparece perto dela e provavelmente está sendo perturbada gravitacionalmente pela vizinha grande.

Galáxias vistas de frente como esta são disputadas justamente por isso. A maioria aparece inclinada, e a inclinação sobrepõe braços, esconde poeira atrás de estrelas e dificulta medir onde a formação estelar acontece. Aqui não há sobreposição: cada braço pode ser seguido do núcleo até a borda, e é isso que faz dela um alvo recorrente de estudos sobre como a estrutura espiral se mantém.

O que reparar nesta imagem

  • O gradiente de corDo amarelo no centro ao azul nas bordas. É a idade das estrelas mudando com a distância do núcleo.
  • A companheira deformadaA pequena galáxia próxima tem forma irregular, provavelmente por causa da atração da vizinha.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Verdeultravioleta · FORS1 · U360 nminvisível ao olho
  • Azulluz visível · FORS1 · B420 nmolho enxerga
  • Vermelholuz visível · FORS1 · R600 nmolho enxerga

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 4,6 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 6,8 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 88.522 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.

A luz desta imagem levou 60 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 87° de altura daqui.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 87 graus acima do horizonte.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Galáxia espiral barrada NGC 1300

    Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Aglomerado MACS J0416

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Diego (Instituto de Física de Cantabria, Spain), J. D’Silva (U. Western Australia), A. Koekemoer (STScI), J. Summers & R. Windhorst (ASU), and H. Yan (U. Missouri) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Galáxia de Andrômeda

    Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Sombrero

    Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Redemoinho

    Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Cata-vento

    Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Galáxia do Triângulo

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Galáxia do Charuto

    Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Galáxia NGC 1232. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-ngc-1232. Consultado em: 23/08/2026.