Módulo 6 - Permissões e segurança
Os modos de permissão
9 min de leitura · por Cesar Gargiulo, revisão editorial da equipe ValorFinal · Atualizado em 25/09/2026
O que você vai aprender
- Nomear os principais modos de permissão.
- Entender o que cada modo libera sem perguntar.
- Alternar de modo conforme a confiança na tarefa.
- Escolher mais cautela para trabalho sensível.
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Resumo da aula: Os modos de permissão.
Os objetivos desta aula. Nomear os principais modos de permissão. Entender o que cada modo libera sem perguntar. Alternar de modo conforme a confiança na tarefa. Escolher mais cautela para trabalho sensível.
Veja o essencial, parte por parte.
Um controle entre cautela e autonomia. O modo de permissão controla o quanto o Claude Code pausa para pedir aprovação.
Conhecendo os modos, um a um. Além do manual, vale conhecer os principais.
Alternar de modo na hora certa. Comece no plano ou no manual para entender e revisar cada passo.
Esse foi o resumo do essencial. Para se aprofundar, leia a aula completa e responda os exercícios.
Um controle entre cautela e autonomia
Você já sabe que o Claude Code pede aprovação antes de agir. O modo de permissão é o botão que regula o quanto ele pede. Pense num controle deslizante entre dois extremos. De um lado, a cautela máxima: ele pergunta antes de cada ação que muda algo, e você revisa tudo. Do outro, a autonomia: ele trabalha em trechos longos sem interromper e só volta para relatar no fim. Nenhum extremo é certo ou errado por si; o acerto é casar o modo com a tarefa. Trabalho delicado pede cautela; tarefa repetitiva em que você confia no rumo pede menos interrupção.
Nas versões recentes, a sessão no terminal e no VS Code já abre no modo automático: a documentação oficial registra a mudança a partir da versão 2.1.283, e antes dela só alguns planos pagos começavam assim. Para aprender, o melhor ponto de partida é o modo manual. Nele, o agente faz livremente as leituras, que não mudam nada, e pede a sua aprovação para qualquer edição, criação ou comando que altere algo. É o modo mais seguro e o certo para quem está começando e para qualquer trabalho sensível, porque nada acontece sem o seu aval. Para entrar nele, aperte Shift+Tab (vindo do automático, a primeira tecla já leva ao manual) ou abra a ferramenta com claude --permission-mode manual. A partir dele, você pode afrouxar quando fizer sentido. Começar cauteloso e aprender o comportamento do agente antes de dar mais autonomia é o caminho recomendado, e não o contrário.
Conhecendo os modos, um a um
Além do manual, vale conhecer os principais. O modo plano faz o agente só explorar e propor um plano, sem editar nada, ótimo para entender um projeto ou desenhar uma abordagem antes de mexer. O modo aceitar edições libera as edições de arquivo e alguns comandos comuns de sistema sem perguntar, mantendo você revisando depois, pelo resultado, em vez de a cada passo, bom para iterar rápido num código que você vai conferir. O modo automático deixa o agente agir sem as interrupções de rotina, com uma checagem de segurança em segundo plano, útil em tarefas longas para reduzir a fadiga de tanto aprovar.
| Modo | O que roda sem perguntar | Bom para |
|---|---|---|
| Manual | Só leituras | Começar e trabalho sensível |
| Plano | Só leituras (explora e propõe) | Entender antes de mudar |
| Aceitar edições | Leituras e edições de arquivo | Iterar num código que você revisa |
| Automático | Quase tudo, com checagem de segurança | Tarefas longas, menos interrupção |
| Sem freios | Tudo, sem checagem | Só em ambiente isolado (container) |
Do mais cauteloso ao mais solto. Nas versões recentes, a sessão abre no automático. Há ainda um modo só pré-aprovados, para automação (CI).
🎮 Jogo da aula
Qual modo para cada situação?
Classifique cada situação conforme ela pede mais cautela ou mais autonomia no modo de permissão.
Há dois modos extremos que merecem cuidado especial e que a terceira aula deste módulo detalha. O modo só pré-aprovados serve para automação sem ninguém por perto, como em servidores de integração, liberando apenas o que você autorizou de antemão. E o modo sem freios pula todas as checagens, executando qualquer coisa na hora, o que só é aceitável em ambientes isolados, como um container descartável. Por ora, guarde que eles existem e que não são para o uso comum do dia a dia na sua máquina de trabalho.
Alternar de modo na hora certa
A boa notícia é que você não fica preso a um modo. Dentro da sessão, o atalho Shift+Tab circula pelos modos principais, deixando você apertar o freio ou soltar a autonomia conforme a tarefa muda. Dá também para iniciar a ferramenta já num modo específico e para definir um modo padrão para um projeto, nas configurações. Na prática, muita gente começa no plano para o agente entender e propor, aprova o plano, passa a revisar as edições uma a uma e, quando ganha confiança naquela tarefa, afrouxa um pouco. Trocar de modo no meio do caminho é normal e faz parte de dirigir bem.
O erro mais comum de iniciante é o oposto do que a intuição sugere: não é afrouxar cedo demais por preguiça de aprovar, e sim confiar no modo automático como se fosse um piloto infalível. Ele tem uma checagem de segurança, mas não é garantia, e a revisão continua sendo sua. A regra de ouro atravessa todo este módulo: o modo controla as interrupções, não a sua responsabilidade. Mesmo no modo mais solto, o que vai para produção passa pelo seu julgamento. As próximas aulas mostram como refinar esse controle com regras e como se proteger de verdade.
Teste rápido
No modo manual, o que o Claude Code faz sem pedir a sua aprovação?
Perguntas frequentes
- Qual modo devo usar como iniciante?
- Comece no modo manual, que pede aprovação para tudo que muda algo. Nas versões recentes a sessão abre no automático, então aperte Shift+Tab uma vez ou abra com claude --permission-mode manual. Assim você aprende o comportamento do agente revisando cada ação. O modo plano também é ótimo no início, porque o agente só explora e propõe sem mexer. Afrouxe só quando ganhar confiança naquela tarefa.
- Qual a diferença entre aceitar edições e automático?
- No aceitar edições, o agente edita arquivos sem perguntar, mas outras ações ainda passam por você, e a ideia é revisar pelo resultado. No automático, ele age em quase tudo sem interromper, com uma checagem de segurança em segundo plano. O automático dá mais autonomia e pede mais confiança da sua parte.
- Como troco de modo no meio de uma sessão?
- O atalho Shift+Tab circula pelos modos principais dentro da sessão, então você ajusta na hora conforme a tarefa muda. Dá também para iniciar a ferramenta já num modo e definir um padrão por projeto nas configurações. Trocar de modo durante o trabalho é comum e recomendado.
- O modo automático é seguro para tudo?
- Ele reduz as interrupções com uma checagem de segurança, mas não é garantia. Use-o para tarefas em que você confia na direção, nunca como substituto da revisão em operações sensíveis. O modo controla as interrupções, não a sua responsabilidade pelo resultado, que continua sendo sua.
- Preciso decorar todos os modos?
- Não. Para o dia a dia, dominar o manual, o plano e o aceitar edições já resolve a maioria dos casos. O automático, o só pré-aprovados e o sem freios atendem a cenários específicos, como tarefas longas, automação e ambientes isolados. Você aprende quando cada um faz sentido com a prática.
Fontes
Seu progresso fica salvo neste aparelho. Assinantes sincronizam entre os aparelhos.