Módulo 5 - CLAUDE.md e memória de projeto
Regras e imports: organizando projetos maiores
8 min de leitura · por Cesar Gargiulo, revisado pela equipe ValorFinal e GuardiaSec · Atualizado em 13/07/2026
O que você vai aprender
- Usar regras por tipo de arquivo que carregam só quando aplicaveis.
- Trazer outros arquivos para o CLAUDE.md com imports.
- Escolher entre CLAUDE.md, regra e skill conforme o caso.
- Manter o contexto enxuto em projetos grandes.
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Resumo da aula: Regras e imports: organizando projetos maiores.
Os objetivos desta aula. Usar regras por tipo de arquivo que carregam só quando aplicaveis. Trazer outros arquivos para o CLAUDE.md com imports. Escolher entre CLAUDE.md, regra e skill conforme o caso. Manter o contexto enxuto em projetos grandes.
Veja o essencial, parte por parte.
Regras que carregam só quando importam. Regras por tipo de arquivo ficam na pasta de regras do projeto e carregam só quando o agente toca em arquivos que casam com um padrão.
Imports: quebrar o conteúdo em pedacos. A segunda ferramenta são os imports.
CLAUDE.md, regra ou skill: qual usar. Com três ferramentas na mesa, o CLAUDE.md, as regras e as skills, vale um mapa de quando usar cada uma.
Esse foi o resumo do essencial. Para se aprofundar, leia a aula completa e responda os exercícios.
Regras que carregam só quando importam
Em projetos grandes, colocar tudo no CLAUDE.md principal estoura o tamanho recomendado e enche o contexto de coisas que nem sempre importam. A primeira solução são as regras por tipo de arquivo. Você cria arquivos de instruções numa pasta de regras do projeto, cada um sobre um tema, e pode amarrar cada regra a um padrão de arquivos. Assim, uma regra sobre a parte de interface só entra no contexto quando o agente trabalha com arquivos de interface; uma regra sobre a parte de banco de dados só entra quando ele toca no banco. O essencial fica sempre visivel, e o específico aparece só na hora certa.
A lógica e economizar contexto e reduzir ruido. Uma regra de estilo de testes não precisa ocupar espaço enquanto o agente mexe numa tela; ela só faz sentido quando ele abre um arquivo de teste. Ao amarrar a regra a um padrão, como os arquivos que terminam em determinada extensão ou vivem numa certa pasta, você garante que a instrução chega exatamente quando e útil e some quando não é. Regras sem padrão definido, por outro lado, carregam sempre, com a mesma prioridade do CLAUDE.md, e servem para o que vale para o projeto todo mas você quer manter em arquivo separado por organização.
Imports: quebrar o conteúdo em pedacos
A segunda ferramenta são os imports. Dentro do CLAUDE.md, você pode referenciar outro arquivo escrevendo o simbolo de arroba antes do caminho dele, e o Claude Code traz o conteúdo desse arquivo para o contexto no início da sessão. Isso ajuda a organizar: em vez de um CLAUDE.md gigante, você mantem um principal enxuto que importa arquivos menores, como um de convencoes de git ou um de padrões de código. Um detalhe importante: o import traz o conteúdo para o contexto de qualquer forma, então ele organiza, mas não reduz o tamanho total carregado como as regras por caminho fazem.
# Instruções do projeto
Veja @README.md para a visao geral do projeto.
## Fluxo de trabalho
- convencoes de git em @docs/git.mdExemplo de imports no CLAUDE.md: o conteúdo referenciado entra no contexto no início da sessão.
🎮 Jogo da aula
Regra por caminho, import ou skill?
Para cada situação, escolha a ferramenta de organização mais adequada.
Um cuidado com imports: para mencionar um caminho no texto sem importar o arquivo, envolva-o em crase, o sinal de código em Markdown. Assim o Claude Code entende que é só uma citacao, e não um pedido para trazer o conteúdo. Sem esse cuidado, uma simples menção a um arquivo poderia carregar coisas que você não queria. E os imports podem referenciar outros imports, em cadeia, até um certo limite de profundidade, o que permite montar uma estrutura organizada de instruções sem transformar o CLAUDE.md principal num monstro.
CLAUDE.md, regra ou skill: qual usar
Com três ferramentas na mesa, o CLAUDE.md, as regras e as skills, vale um mapa de quando usar cada uma. O CLAUDE.md e para fatos permanentes e transversais, que valem para o projeto inteiro em toda sessão. As regras por caminho são para instruções que só valem para uma parte do projeto e que você quer carregar só quando o agente toca ali. E as skills, que tem um módulo próprio mais a frente, são para procedimentos de vários passos que nem sempre precisam estar no contexto e são acionados sob demanda, quando você chama ou quando o agente percebe que são relevantes.
| Precisa de | Ferramenta | Quando carrega |
|---|---|---|
| Fato do projeto todo, sempre | CLAUDE.md | Toda sessão |
| Instrução só de uma parte | Regra por caminho | Só ao tocar nos arquivos |
| Procedimento de vários passos | Skill | Sob demanda, quando acionada |
Cada ferramenta tem o seu lugar. Escolher certo mantem o contexto enxuto e as instruções no ponto.
Escolher a ferramenta certa e o que mantem projetos grandes gerenciaveis sem afogar o agente em contexto. Um erro comum e empilhar tudo no CLAUDE.md até ele virar um calhamaco que o agente mais ignora do que segue. Distribuir o conteúdo, o permanente no CLAUDE.md, o específico nas regras, o procedimental nas skills, mantem cada instrução afiada e carregada só quando faz diferença. Com isso, você fecha a parte de memória que você escreve. A última aula do módulo mostra o outro lado: a memória que o próprio Claude Code escreve sozinho.
Teste rápido
Você tem uma convencao que só vale para os arquivos de teste e não quer que ela ocupe contexto o tempo todo. Qual ferramenta usar?
Perguntas frequentes
- Qual a diferença entre uma regra por caminho e o CLAUDE.md?
- O CLAUDE.md carrega em toda sessão e serve para o que vale para o projeto inteiro. Uma regra por caminho fica na pasta de regras e, quando amarrada a um padrão, carrega só quando o agente toca em arquivos que casam com ele. Uma vale sempre; a outra só quando e relevante, economizando contexto.
- O import reduz o tamanho carregado no contexto?
- Não. O import organiza o conteúdo em arquivos separados, mas traz tudo para o contexto no início da sessão, então o total carregado e o mesmo. Para carregar só quando for relevante, e reduzir contexto de verdade, use regras por caminho, que ativam conforme os arquivos que o agente abre.
- Como menciono um arquivo sem importar o conteúdo dele?
- Envolva o caminho em crase, o sinal de código do Markdown. Assim o Claude Code entende que é uma citacao, não um pedido de import. Sem isso, uma menção com o simbolo de arroba antes do caminho traria o conteúdo para o contexto, o que nem sempre e o que você quer.
- Quando uso skill em vez de regra?
- Use skill para procedimentos de vários passos que não precisam estar sempre no contexto e são acionados sob demanda, quando você chama ou quando o agente percebe que são úteis. Use regra para instruções de contexto que devem estar presentes ao tocar em certos arquivos. Skills tem um módulo próprio no curso.
- Preciso usar regras e imports desde o começo?
- Não. Em projetos pequenos, um bom CLAUDE.md já basta. Regras e imports resolvem o problema de projetos maiores, onde o contexto específico cresce e o arquivo principal não deveria inchar. Adote-os quando sentir o CLAUDE.md ficando grande demais ou cheio de instruções que só valem para partes do projeto.
Fontes
Seu progresso fica salvo neste aparelho. Assinantes sincronizam entre os aparelhos.