Módulo 13 - MCP: conectando o Claude Code ao mundo

Conectando um servidor

8 min de leitura · por Cesar Gargiulo, revisado pela equipe ValorFinal e GuardiaSec · Atualizado em 13/07/2026

O que você vai aprender

  • Conhecer os tipos de conexão de um servidor MCP.
  • Usar o comando para adicionar um servidor.
  • Escolher o escopo: local, projeto ou usuário.
  • Entender onde a configuração é guardada.

Servidores locais e remotos

Servidores MCP vêm em duas formas, e conhecer a diferença ajuda a conectar cada um. Um servidor local é um programa que roda na sua própria máquina, útil para ferramentas que precisam de acesso direto ao seu sistema, como um servidor que lê arquivos locais ou opera um programa instalado. Um servidor remoto roda num endereço na internet, mantido por quem oferece o serviço, e o Claude Code se conecta a ele por uma URL. Muitos serviços populares oferecem servidores remotos prontos: você só aponta o Claude Code para a URL deles e pronto. A escolha entre local e remoto geralmente já vem definida pelo servidor que você quer conectar.

Para adicionar um servidor, o Claude Code oferece um comando próprio de linha de comando. Você informa um nome para o servidor e como conectar a ele. Para um servidor remoto, você passa a URL e o tipo de conexão. Para um local, você passa o comando que inicia o programa do servidor. Serviços que oferecem servidores prontos costumam dar, na documentação deles, a linha exata para você copiar, o que torna conectar um servidor conhecido uma questão de colar um comando. Se o servidor exige autenticação, você fornece a credencial na conexão, por exemplo, um token de acesso, e alguns servidores usam um fluxo de login pelo navegador.

claude mcp add --transport http <nome> <url-do-servico>

A ideia de adicionar um servidor MCP remoto: um nome e a URL do serviço (a linha exata vem da documentação do servidor).

O escopo decide onde o servidor vale

Como em outros recursos, a configuração de um servidor MCP tem um escopo, que decide onde ela vale, e a lógica é a mesma que você já domina da memória, dos comandos e dos subagentes. O escopo local, que costuma ser o padrão, deixa o servidor disponível só para você, só naquele projeto, ideal para configurações pessoais ou com credenciais que você não quer compartilhar. O escopo de projeto guarda a configuração num arquivo que viaja pelo controle de versão, disponibilizando o servidor para todo o time daquele projeto. O escopo de usuário deixa o servidor disponível para você em todos os seus projetos. A pergunta de sempre guia a escolha: quem deve ter acesso a este servidor?

EscopoQuem tem acessoBom para
LocalSó você, naquele projeto (padrão)Configurações pessoais, credenciais privadas
ProjetoO time todo, pelo controle de versãoServidores que a equipe compartilha
UsuárioVocê, em todos os seus projetosServidores que você usa em todo lugar

Os escopos de um servidor MCP, na mesma lógica de sempre: pessoal, do time ou seu em todo lugar.

🎮 Jogo da aula

Qual escopo para o servidor?

Classifique cada servidor conforme o escopo mais adequado.

Há um cuidado especial com o escopo de projeto: como ele viaja pelo controle de versão, a configuração do servidor fica visível para todo o time. Por isso, nunca coloque credenciais pessoais numa configuração de projeto, porque elas iriam parar no repositório, expostas. Segredos ficam em escopos pessoais ou em mecanismos seguros próprios. Essa é a mesma lição do módulo de segurança sobre não vazar segredos, aplicada às conexões MCP. Compartilhe com o time a informação de que existe o servidor e como conectá-lo, mas mantenha as credenciais de cada um em separado, seguras. Assim o time ganha as ferramentas sem ninguém expor os próprios acessos.

Gerenciar os servidores conectados

Depois de conectar, você gerencia os servidores por um comando próprio do Claude Code, que mostra quais estão conectados, o que cada um oferece e o estado da conexão. É por ali que você confere se um servidor está funcionando, reconecta se preciso e vê as ferramentas disponíveis. Como sempre, o jeito mais fácil de tudo isso pode ser pedir ao próprio Claude Code: descreva o servidor que quer conectar, e ele ajuda com o comando certo. E, para servidores de serviços conhecidos, a documentação do serviço costuma trazer a linha pronta. Conectar e gerenciar servidores MCP é, na maioria dos casos, mais uma questão de seguir instruções prontas do que de configurar algo complexo.

Com a conexão dominada, você sabe o caminho de dar ao Claude Code acesso a uma ferramenta externa. Mas há um tema que não pode ser deixado de lado ao conectar sistemas de fora: a segurança. Conectar um servidor MCP é dar ao agente acesso a algo externo, e nem todo servidor é confiável. A próxima aula é dedicada a isso, aos cuidados de segurança essenciais com o MCP, especialmente o risco de servidores que trazem conteúdo de fora e podem tentar enganar o agente. É a lição de segurança do módulo de permissões, agora aplicada às conexões com o mundo externo, e é indispensável antes de sair conectando servidores.

Teste rápido

Você tem um servidor MCP com uma credencial pessoal que não quer compartilhar. Qual escopo usar?

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre servidor MCP local e remoto?
Um servidor local roda como um programa na sua máquina, útil para ferramentas que precisam de acesso direto ao sistema. Um remoto roda num endereço na internet, ao qual o Claude Code se conecta por uma URL. Muitos serviços oferecem servidores remotos prontos; você só aponta o agente para a URL deles.
Como adiciono um servidor MCP?
Por um comando próprio do Claude Code, informando um nome e como conectar: uma URL e o tipo, para servidores remotos, ou o comando que inicia o programa, para locais. Serviços conhecidos costumam dar a linha exata na documentação, então conectar vira colar um comando. Credenciais são fornecidas na conexão.
O que decide o escopo de um servidor?
O escopo decide onde a configuração vale: local (só você, naquele projeto, o padrão), projeto (o time todo, pelo controle de versão) ou usuário (você, em todos os projetos). A lógica é a mesma da memória e dos comandos. A pergunta é quem deve ter acesso a este servidor.
Posso colocar credenciais numa configuração de projeto?
Não. Como o escopo de projeto viaja pelo controle de versão, as credenciais iriam parar no repositório, expostas. Segredos ficam em escopos pessoais ou em mecanismos seguros. Compartilhe com o time que o servidor existe e como conectá-lo, mas mantenha os acessos de cada um em separado.
Como gerencio os servidores conectados?
Por um comando próprio do Claude Code, que mostra quais servidores estão conectados, o que cada um oferece e o estado da conexão. É por ali que você confere, reconecta e vê as ferramentas disponíveis. O jeito mais fácil de conectar costuma ser copiar a linha pronta da documentação do serviço ou pedir ajuda ao agente.

Fontes

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