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Nebulosa

Nuvem de Camaleão I

Uma das nuvens de formação estelar mais próximas, onde o James Webb mediu o gelo que vira ingrediente de planeta.

Nuvem de Camaleão I, nebulosa registrada pelo James Webb Space Telescope
“Webb’s View of the Molecular Cloud Chameleon I”, como o acervo nomeou esta imagem.

Crédito NASA, ESA, CSA, and M. Zamani (ESA/Webb); Science: F. Sun (Steward Observatory), Z. Smith (Open University), and the Ice Age ERS Team. ESA/Webb CC BY 4.0

Tipo
NebulosaSIMBAD: MoC
Distância
630 anos-luz
Constelação
CamaleãoCha
Tamanho no céu
Observado por
James Webb Space Telescope
Imagem publicada
janeiro de 2023
Original do acervo
9.474 × 4.654 px44 megapixels

A nuvem de Camaleão I fica a cerca de 500 anos-luz e é uma das regiões de formação estelar mais próximas da Terra. Ela abriga dezenas de estrelas jovens ainda envolvidas no gás de que se formaram.

O James Webb a usou para um trabalho específico e importante: medir a composição do gelo interestelar. Grãos de poeira em nuvens frias se cobrem de gelo, e não apenas de água: há gelo de monóxido de carbono, amônia, metanol e moléculas orgânicas mais complexas.

Essa medição importa porque esses gelos são a matéria-prima dos cometas e, indiretamente, dos elementos que chegam à superfície de planetas jovens. Saber o que existe congelado numa nuvem é saber com que ingredientes um sistema planetário começa.

A composição do gelo interestelar importa por um motivo direto: cometas se formam desse material, e cometas trouxeram água e compostos orgânicos para a Terra jovem. Medir o que está congelado numa nuvem hoje é olhar a lista de ingredientes com que sistemas planetários começam, inclusive o nosso.

O que reparar nesta imagem

  • As protoestrelasPontos brilhantes envoltos em nuvem, aquecendo a poeira em volta.
  • A escuridão em voltaÉ onde o gelo está. A poeira coberta de gelo bloqueia a luz visível quase completamente.

Por que esta imagem tem essas cores

Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.

ultravioletainfravermelho e ondas de rádio

  • Cianoinfravermelho · NIRCam1,5 µminvisível ao olho
  • Laranjainfravermelho · NIRCam4,1 µminvisível ao olho

Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Webb junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.

Que tamanho é isso, de verdade

Cerca de 6,6 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 4,7 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.

A luz desta imagem levou 630 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da chegada das primeiras naus portuguesas ao litoral brasileiro.

Dá para ver isso daqui?

Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 29° de altura, na direção S.

Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 36 graus acima do horizonte, e ele nunca chega a se pôr.

Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.

Baixar esta imagem

A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.

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Créditos das imagens desta página

Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.

  • Objeto de Herbig-Haro 49 e 50

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI ESA/Webb CC BY 4.0

  • Nebulosa de Órion

    Crédito NASA, ESA, M. Robberto ( Space Telescope Science Institute/ESA) and the Hubble Space Telescope Orion Treasury Project Team ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa de Carina

    Crédito NASA, ESA, N. Smith (University of California, Berkeley), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0

  • Nebulosa Cabeça de Cavalo

    Crédito ESO CC BY 4.0

  • Nebulosa do Caranguejo

    Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, T. Temim (Princeton University) ESA/Webb CC BY 4.0

  • Nebulosa da Lagoa

    Crédito ESO CC BY 4.0

Fontes oficiais

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Como citar esta página

ValorFinal. Nuvem de Camaleão I. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/nuvem-de-camaleao-1. Consultado em: 23/08/2026.