Galáxia
Galáxia IC 10
A única galáxia com surto de formação estelar do nosso grupo local, escondida atrás do disco da Via Láctea.

Crédito NASA, ESA and F. Bauer ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: rG
- Distância
- 2,2 milhões de anos-luz
- Constelação
- CassiopeiaCas
- Tamanho no céu
- 8,0 minutos de arco
- Classificação
- dIrr
- Observado por
- Hubble Space Telescope
- Imagem publicada
- junho de 2019
- Original do acervo
- 6.130 × 3.448 px21 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = -0,001
IC 10 é uma galáxia anã irregular do Grupo Local, e é a única do grupo que apresenta um surto de formação estelar em andamento. Ela produz estrelas num ritmo desproporcional ao seu tamanho.
Estudá-la é difícil por um motivo geográfico: ela fica quase na direção do plano da Via Láctea, atrás do disco da nossa própria galáxia. A poeira do nosso caminho absorve boa parte da luz dela, e foi por isso que sua natureza demorou a ser reconhecida.
Ela tem uma densidade fora do comum de estrelas Wolf-Rayet, um estágio final e curto da vida de estrelas muito massivas. Isso indica que o surto de formação estelar é recente.
Estrelas Wolf-Rayet são o estágio final de estrelas muito massivas, que já perderam as camadas externas e expõem o núcleo quente. Elas duram poucas centenas de milhares de anos e terminam em supernova. Encontrar muitas delas numa galáxia pequena como IC 10 indica que um surto de formação estelar aconteceu ali há poucos milhões de anos.
O que reparar nesta imagem
- As regiões de hidrogênioManchas avermelhadas de gás ionizado, sinal de estrelas quentes recém-formadas.
- O avermelhamento geralParte da cor vem da poeira da Via Láctea entre nós e ela, que absorve mais luz azul que vermelha.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · ACS · B435 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · ACS · V606 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · ACS · I814 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 6,1 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 5,1 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 5.120 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 2,2 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros Homo sapiens surgiam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está abaixo do horizonte de São Paulo, SP. Ele volta a subir mais tarde, e alcança no máximo 7° de altura daqui.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 7 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Cassiopeia A
Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, D. Milisavljevic (Purdue University), T. Temim (Princeton University), I. De Looze (University of Gent) ESA/Webb CC BY 4.0
- Nebulosa da Bolha
Crédito NASA, ESA, Hubble Heritage Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia de Andrômeda
Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia IC 10. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-ic-10. Consultado em: 23/08/2026.







