Galáxia
Galáxia Messier 61
Uma espiral barrada do aglomerado de Virgem que já produziu oito supernovas registradas.

Crédito ESA/Hubble & NASA, ESO, J. Lee and the PHANGS-HST Team ESA/Hubble CC BY 4.0
- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: Sy2
- Distância
- 50 milhões de anos-luz
- Constelação
- VirgemVir
- Tamanho no céu
- 5,0 minutos de arco
- Classificação
- Sc(dSc)
- Observado por
- Very Large Telescope (VLT), Hubble Space Telescope, Very Large Telescope
- Imagem publicada
- abril de 2021
- Original do acervo
- 4.077 × 3.978 px16 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,005
Messier 61 pertence ao aglomerado de Virgem, um agrupamento com mais de mil galáxias que é a estrutura de massa dominante da nossa vizinhança cósmica. Ela é uma espiral barrada vista de frente, com braços cheios de regiões de formação estelar.
O que a destaca é a frequência de supernovas: oito registradas desde 1926, o que a coloca entre as campeãs. Isso não é acaso, e sim consequência direta de formar muitas estrelas massivas, que vivem pouco e terminam explodindo.
O núcleo dela é ativo e concentra um surto de formação de estrelas, um anel compacto de nuvens produzindo estrelas em torno do centro.
Ela também é uma das galáxias usadas para calibrar distâncias no aglomerado de Virgem. Como o aglomerado é a estrutura de massa dominante da nossa vizinhança, saber a que distância ele está é peça de uma cadeia que termina na medição da própria taxa de expansão do universo. Erros de poucos por cento aqui se propagam até lá, e é por isso que galáxias assim recebem tanto tempo de telescópio.
O que reparar nesta imagem
- A barra atravessando o núcleoÉ o canal que empurra gás das bordas para o centro, alimentando o surto do miolo.
- As manchas rosadas nos braçosNuvens de hidrogênio acesas por estrelas jovens, espalhadas ao longo de todo o disco.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Roxoultravioleta · WFC3 · UV275 nminvisível ao olho
- Azulluz visível · WFC3 · U336 nminvisível ao olho
- Cianoluz visível · WFC3 · B438 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · WFC3 · V555 nmolho enxerga
- Vermelholuz visível · FORS2 · H-alpha656 nmolho enxerga
- Laranjaluz visível · WFC3 · I814 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESA/Hubble junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 12 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 2,7 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 72.664 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 50 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 42° de altura, na direção NO.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 62 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Outras imagens deste objeto


Baixar esta imagem
A licença CC BY 4.0 permite usar a imagem, inclusive comercialmente, desde que o crédito apareça inteiro e visível junto dela. Copie o crédito acima junto com o arquivo.
Outros objetos em Virgem
Continue explorando
Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia de Andrômeda
Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
Continue explorando
Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia Messier 61. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-messier-61. Consultado em: 23/08/2026.





