Galáxia
Galáxia do Cata-vento do Sul
Uma espiral barrada de frente, campeã em supernovas registradas e um dos alvos favoritos dos telescópios do Chile.

- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: SBG
- Distância
- 15 milhões de anos-luz
- Constelação
- Hidra FêmeaHya
- Tamanho no céu
- 14 minutos de arco
- Classificação
- SAB(s)c
- Observado por
- MPG/ESO 2.2-metre telescope, Very Large Telescope, James Webb Space Telescope
- Imagem publicada
- setembro de 2008
- Original do acervo
- 4.432 × 4.432 px20 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,002
Messier 83 fica no hemisfério celeste sul, o que a torna especialmente acessível de observatórios no Chile e do Brasil. Ela é uma espiral barrada, ou seja, tem uma estrutura alongada de estrelas atravessando o núcleo, e os braços partem das pontas dessa barra em vez de saírem direto do centro.
A barra não é enfeite. Ela funciona como um canal que empurra gás das regiões externas para o centro, alimentando formação de estrelas no miolo da galáxia. Boa parte das espirais tem barra, inclusive a Via Láctea, e entender esse mecanismo é entender como galáxias regulam o próprio crescimento.
Ela também é notável pela quantidade de supernovas registradas: seis desde o início do século 20, o que a coloca entre as galáxias mais prolíficas nesse quesito. Isso combina com a alta taxa de formação estelar, porque estrelas massivas nascem e explodem em poucos milhões de anos.
O que reparar nesta imagem
- A barra centralA estrutura alongada de estrelas que atravessa o núcleo. Os braços começam nas pontas dela, não no centro.
- Os pontos rosados nos braçosRegiões de hidrogênio ionizado. A quantidade delas indica uma galáxia formando estrelas em ritmo acelerado.
Que tamanho é isso, de verdade
Cerca de 1,8 recortes como este caberiam lado a lado dentro da Lua cheia. O recorte fotografado mede 18 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 60.214 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 15 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, bem alto, a 70° de altura, na direção SO.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 84 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Uma coisa que quase ninguém sabe
O apelido de Cata-vento do Sul existe para diferenciá-la de Messier 101, o Cata-vento do norte. As duas são parecidas de forma e ficam em hemisférios opostos do céu.
Outras imagens deste objeto

Crédito ESO/M. Gieles.Acknowledgement: Mischa Schirmer ESO CC BY 4.0

Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, A. Adamo (Stockholm University) and the FEAST JWST team ESA/Webb CC BY 4.0
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Arp 142, o Pinguim e o Ovo
- Galáxia Teia de Aranha
- Protoaglomerado Teia de Aranha
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, H. Dannerbauer ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Andrômeda
Crédito NASA, ESA, J. Dalcanton (University of Washington, USA), B. F. Williams (University of Washington, USA), L. C. Johnson (University of Washington, USA), the PHAT team, and R. Gendler. ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito Image: European Space Agency & NASA Acknowledgements: Project Investigators for the original Hubble data: K.D. Kuntz (GSFC), F. Bresolin (University of Hawaii), J. Trauger (JPL), J. Mould (NOAO), and Y.-H. Chu (University of Illinois, Urbana) Image processing: Davide De Martin (ESA/Hubble) CFHT image: Canada-France-Hawaii Telescope/J.-C. Cuillandre/Coelum NOAO image: George Jacoby, Bruce Bohannan, Mark Hanna/NOAO/AURA/NSF ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito NASA, ESA, A. Zezas (CfA), and A. Filippenko (UC Berkeley) Acknowledgment: Hubble Heritage Team (STScI/AURA) & O. Fox (University of California, Berkeley) ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia do Cata-vento do Sul. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-do-cata-vento-do-sul. Consultado em: 23/08/2026.








