Teste de Velocidade da Internet

Meça download, upload, ping, jitter e a latência com a rede cheia. Veja se a conexão aguenta chamada de vídeo, 4K e jogo online, e quanto do plano contratado chegou.

Atualizado automaticamenteRevisão técnica: Cesar Gargiulo (segurança da informação)
Valim, o mascote do ValorFinal, representando a categoria Tecnologia

Seu IP
Identificando a sua conexão
Operadora
Servidor de teste

Download

sem medidaMbps

Upload

sem medidaMbps

Mede download, upload, latência e jitter em até 35 segundos, e só começa quando você aperta o botão.

Quanto de dados o teste pode usar

O completo dá um número mais firme numa conexão rápida. No celular com franquia, prefira o econômico.

O que dá para fazer com essa internet

O que cada uso pede, segundo o próprio serviço. Depois do teste, cada linha mostra se a sua conexão atende.

  • Videochamada (Meet, Zoom, Teams)

    Em grupo e em Full HD: 3,8 Mbps de envio e 4 Mbps de recebimento.

  • Streaming (Netflix, YouTube)

    Full HD: 5 Mbps. 4K: 15 Mbps na Netflix e 20 Mbps no YouTube.

  • Jogos online e na nuvem

    Menos de 80 ms de latência, o teto do GeForce NOW e o corte da Anatel para a banda larga fixa. Jogo na nuvem em 1080p pede 25 Mbps.

  • Home office

    Reunião em Full HD com alguém vendo vídeo na mesma rede: 9 Mbps para receber e 3,8 Mbps para enviar.

  • Casa com várias pessoas

    Some os usos: cada vídeo em Full HD pede 5 Mbps e cada câmera em Full HD numa chamada, 3,8 Mbps de envio.

Fontes: central de ajuda da Netflix, do YouTube, do Google Meet, do Zoom e do Microsoft Teams, requisitos do GeForce NOW (NVIDIA) e recomendação ITU-T G.114. Conferidas em 23/09/2026.

Compare com o plano que você contratou

Digite a velocidade do seu plano e, se quiser, a mínima e a média que a oferta ou o contrato informam. A comparação aparece depois do teste, e o plano fica guardado só neste navegador.

Mbps

Planos anunciados em mega usam Mbps: 500 mega é 500 Mbps.

Mbps

Confira no contrato: o upload pode ser diferente do download.

%

Está na oferta ou no contrato. Se vier em Mbps, divida pelo plano: 200 de 500 Mbps são 40%.

%

A média vale para o conjunto das medições do mês, e não para um teste só.

Rode o teste e digite o download do seu plano para ver quanto dele chegou.

É o Wi-Fi ou a operadora?

Meça em dois ou três lugares e a página compara. Cada teste leva uns 20 segundos. O cabo é a referência mais firme: ele mostra o que chega ao roteador sem o Wi-Fi no meio.

  • Onde você costuma usar

    No cômodo onde você usa a internet no dia a dia.

  • Perto do roteador

    No mesmo cômodo do roteador, sem parede no meio.

  • No cabo

    Computador ligado no roteador por cabo de rede, com o Wi-Fi desligado.

Leve uma série de testes para a operadora

Um teste só pode pegar um momento ruim. A série mede 3 vezes, com 1 minuto entre uma e outra, e monta um relatório com horários, médias e o método, para imprimir ou salvar em PDF. Nada vai para o servidor.

Usa até 4.500 MB no modo escolhido lá em cima.

Quanto tempo leva para baixar um arquivo

GB

1 GB = 1.000 MB. O Windows mostra em GiB, que é 7,4% maior.

Mbps

100 Mbps são 12,5 MB/s, porque 1 byte tem 8 bits.

Tempo estimado

13 min 20 s

Conta pura: tamanho em GB x 8.000 ÷ velocidade em Mbps. Na prática o protocolo gasta alguns por cento a mais, e o servidor de onde vem o arquivo pode ser mais lento que a sua conexão.

Quantos Mbps contratar para a sua casa

Marque o que acontece ao mesmo tempo na casa. A conta soma o que cada serviço pede e acrescenta a folga que a lista de usos exige.

Vídeos em 4K

20 Mbps cada

1

Vídeos em Full HD

5 Mbps cada

1

Pessoas em chamada com câmera

4 Mbps para receber e 3,8 para enviar, cada

2

Jogos na nuvem em 1080p

25 Mbps cada

0

Procure um plano com pelo menos

49,5 Mbps de download

e 11,4 Mbps de upload

A soma dos pedidos dá 33 Mbps para receber e 7,6 Mbps para enviar. A folga de 1,5 vez sobre a soma é o critério desta página para a perda do Wi-Fi e o horário de pico. Requisitos das páginas de ajuda de Netflix, YouTube, Google Meet, Zoom e NVIDIA, conferidos em 23/09/2026.

Quanto demora para baixar 1, 10 e 50 GB em cada plano

Deslize a tabela para o lado: são 5 colunas.

Tempo mínimo para baixar arquivos de 1, 10 e 50 GB em planos de 10 a 1.000 Mbps, e a velocidade de cada plano em megabytes por segundo
PlanoEm MB/s1 GB10 GBJogo de 50 GB
10 Mbps1,2513 min 20 s2 h 13 min11 h 06 min
50 Mbps6,252 min 40 s26 min 40 s2 h 13 min
100 Mbps12,51 min 20 s13 min 20 s1 h 06 min
300 Mbps37,527 s4 min 27 s22 min 13 s
500 Mbps62,516 s2 min 40 s13 min 20 s
1.000 Mbps1258 s1 min 20 s6 min 40 s

Conta pura: tamanho em GB x 8.000 ÷ velocidade em Mbps, sem as perdas do protocolo. 1 GB = 1.000.000.000 bytes; o Windows mostra tamanhos em unidades binárias (GiB), 7,4% maiores que o GB.

O que cada serviço pede da sua internet

Velocidade e latência que Netflix, YouTube, Google Meet, Zoom, Microsoft Teams, NVIDIA GeForce NOW e a recomendação ITU-T G.114 indicam para cada uso
UsoO que pedeFonte
Vídeo em HD (720p)3 Mbps na Netflix; 2,5 Mbps no YouTubeNetflix; YouTube
Vídeo em Full HD (1080p)5 MbpsNetflix e YouTube
Vídeo em 4K15 Mbps na Netflix; 20 Mbps no YouTubeNetflix; YouTube
Chamada em 720paté 1,7 Mbps em cada sentido; em grupo, 2,6 de envio e 1,8 de recebimentoGoogle Meet; Zoom
Chamada em 1080paté 3,6 Mbps; 3,8 de envio e 3 de recebimento; em reunião, 2,5 e 4Google Meet; Zoom; Microsoft Teams
Jogo na nuvem, 1080p a 60 quadros25 Mbps e menos de 80 msNVIDIA GeForce NOW
Conversa por vozabaixo de 150 ms numa direção, no caminho inteiroITU-T G.114

Números das páginas de ajuda de cada serviço, conferidos em 23/09/2026. O veredito da ferramenta usa o maior valor quando os serviços divergem.

Cinco casas de exemplo e o plano que cada uma pede

Deslize a tabela para o lado: são 5 colunas.

Soma do que cada serviço pede em 5 combinações de uso ao mesmo tempo, e a velocidade a contratar com a folga de 1,5 vez
O que acontece ao mesmo tempoSoma no downloadSoma no uploadPlano de downloadPlano de upload
Uma pessoa: série em Full HD e uma chamada9 Mbps3,8 Mbps13,5 Mbps5,7 Mbps
Casal em home office, com vídeo ao lado13 Mbps7,6 Mbps19,5 Mbps11,4 Mbps
Família: TV em 4K, dois celulares em Full HD e uma reunião34 Mbps3,8 Mbps51 Mbps5,7 Mbps
Casa com jogo na nuvem, TV em 4K e uma reunião54 Mbps3,8 Mbps81 Mbps5,7 Mbps
Casa cheia: duas TVs em 4K, dois vídeos em Full HD, duas reuniões e um jogo na nuvem83 Mbps7,6 Mbps124,5 Mbps11,4 Mbps

Cada vídeo em 4K conta 20 Mbps, cada vídeo em Full HD 5, cada pessoa em chamada com câmera 4 para receber e 3,8 para enviar, e cada jogo na nuvem 25 de download (a NVIDIA não publica o upload). As colunas de plano somam a folga de 1,5 vez que a lista de usos exige para dizer Atende. Para a sua casa, use o bloco Quantos Mbps contratar, dentro da ferramenta.

Em resumo

O teste mede download, upload, ping, jitter e a latência com a rede cheia, até o datacenter da Cloudflare mais próximo, e só começa quando você aperta o botão. No modo completo ele usa até 1.500 MB; no econômico, até 250 MB. Para ler o resultado, lembre que o plano é vendido em megabits: 100 Mbps baixam 12,5 MB por segundo, e um jogo de 50 GB leva pelo menos 1 h 06 min nessa velocidade.

Vídeo em 4K pede 20 Mbps no YouTube, e cada pessoa com câmera em Full HD numa chamada envia 3,8 Mbps. Uma casa com um filme em 4K, um vídeo em Full HD e duas reuniões soma 33 Mbps para receber; com a folga de 1,5 vez, procure pelo menos 49,5 Mbps. A Anatel não fixa mais um percentual mínimo da velocidade contratada: a regra de 40% e 80% foi revogada, e vale a mínima e a média que a oferta e o contrato informam. Requisitos conferidos nas páginas de ajuda dos serviços em 23/09/2026.

Outras ferramentas de internet e conexão

  • Meu IPVeja o seu endereço IP público, o país do acesso, a versão do TLS e do HTTP e o que a sua conexão revela, com o horário da consulta na tela. A leitura vem do próprio valorfinal.com.br, sem serviço de terceiro.
  • Calculadora de sub-rede IPv4Calcule máscara de sub-rede, endereço de rede, broadcast, primeiro e último IP utilizável e total de hosts a partir de um IP e prefixo CIDR.
  • Letras diferentesTransforme seu texto em letras diferentes para copiar e colar no Instagram, no WhatsApp ou no nick, e veja em cada estilo se o acento do português (é, ã, ç) continua no lugar.
  • Horário de BrasíliaRelógio com a hora certa de Brasília, sincronizado pelo servidor. Mostra quanto o relógio do seu celular ou computador está adiantado ou atrasado e a hora nos quatro fusos do Brasil.
  • Cronômetro onlineCronômetro online com centésimos e voltas: parcial, total, a volta mais rápida e a mais lenta, cópia para planilha e CSV, tela cheia e atalhos de teclado. Mede pelo relógio interno do navegador e não atrasa com a aba em segundo plano.
  • Gerador de QR CodeGere QR Code grátis de link, WhatsApp, Pix, Wi-Fi, texto, e-mail, telefone, SMS e contato, escolha cor, margem e tamanho e baixe em PNG ou SVG. O código é estático: não expira e não passa por servidor.

As ferramentas de tecnologia mais procuradas no Google: roleta de sorteio, gerador de CPF, símbolos para copiar, tela branca, link do WhatsApp, timer online, sorteador e contador de caracteres.

Todas as ferramentas, por tarefa, estão em ferramentas de tecnologia online.

Aperte Medir minha internet e, em até 35 segundos, a página mede o download, o upload, a latência (ping), o jitter e a latência com a rede cheia, que mostra se a chamada de vídeo e o jogo aguentam um download ao lado, com uma nota de A+ a F. Antes do botão, ela já mostra o seu IP, o nome reverso dele e a operadora, para você conferir qual conexão está medindo. Depois do teste, ela diz o que dá para fazer com a conexão, quanto do plano contratado chegou e quanto tempo leva para baixar um arquivo. A medida vai até o datacenter da Cloudflare mais próximo; a medição oficial da Anatel é a do Brasil Banda Larga.

Como o teste mede a sua conexão

O que cada número quer dizer

MedidaO que éQuando atrapalha
DownloadQuanto chega por segundo, em megabitsVídeo travando, site lento, atualização demorada
UploadQuanto sai por segundoSua câmera ruim na chamada, backup e envio de arquivo lentos
Latência (ping)Tempo de ida e volta de um pedido pequeno, em milissegundosAtraso na conversa, personagem que reage tarde no jogo
JitterQuanto a latência varia de uma medida para a outraVoz picotada e vídeo que engasga
Latência sob cargaA latência enquanto a conexão está cheiaChamada que trava quando alguém da casa baixa um arquivo
Nota do bufferbloatO aumento da latência com a rede cheia, em nota de A+ a FCom nota C ou pior, jogo e chamada sentem qualquer download ao lado
Perda de pacotesA fração dos pacotes que se perdem no caminho e precisam ser reenviadosVoz robotizada e jogo que trava; este teste não mede, a medição oficial da ESAQ mede

O que é um ping bom em cada uso, de onde vem a latência e como reduzir o jitter estão no guia ping, jitter e latência.

Como a medição funciona

O teste começa pedindo uma sessão ao servidor, que responde com o datacenter da Cloudflare que vai medir, a operadora pelo número do sistema autônomo (AS) e um passe temporário, que vale por dez minutos e só serve para as medições deste teste. Depois vêm 20 medidas de latência com a conexão parada (12 no modo econômico). A primeira aquece a conexão e sai da conta, e a latência é a mediana das outras. Cada medida é o tempo entre o pedido sair e o primeiro byte da resposta chegar, registrado pelo próprio navegador (a especificação Resource Timing, do W3C), no endereço de diagnóstico que a borda da Cloudflare responde sozinha, sem passar pelo servidor de teste: assim o tempo de processamento do servidor não entra na latência.

O download abre 4 conexões WebSocket em paralelo, cada uma sobre um TCP próprio, e soma os bytes de todas em caixas de 100 milissegundos. O servidor manda os dados em mensagens, e o navegador confirma o que já recebeu: cada conexão pode ter mandado e ainda não confirmado o equivalente a 250 ms da própria vazão (ou 3 voltas, se a latência for alta), entre 0,5 e 4,2 MB. Essa janela protege a memória do servidor sem frear a transferência, e no fim da fase deixa pouco dado na fila: o navegador avisa o fim e espera o servidor fechar. Se dobrar o número de conexões aumenta a velocidade em pelo menos 3%, o teste tenta dobrar de novo, até 16 conexões no modo completo. Numa linha com perda de pacotes cada conexão fica presa a poucos Mbps, e é ali que mais conexões rendem. Se a velocidade fica igual, as conexões novas ficam: desfazer a dobra não sai de graça, porque as conexões que sobram estão ajustadas para a parte da linha que dividiam e levam segundos para encher de novo. O teste só volta ao número anterior quando a velocidade cai mais de 4% e fica lá em dois trechos seguidos de pelo menos 1 segundo, porque em algumas operadoras conexão a mais rende menos. Se ela ainda está caindo ou subindo, é a transição da dobra, e as conexões ficam; numa linha em que a velocidade nunca firma um patamar, como a que perde pacotes, também ficam, porque ali ela sobe e desce sozinha e a comparação não diz nada. E, se a latência medida durante a transferência já subiu 5 ms ou um quarto da latência parada (o que for maior), a linha está cheia e o teste nem tenta dobrar. Antes da primeira dobra, ele espera essas medidas (até 4 segundos de fase), em vez de dobrar sem saber se a fila já se formou. Abaixo de 2 Mbps também não: cada conexão ficaria com tão poucos pacotes a caminho que uma perda viraria espera. Também não tenta quando a fase não tem mais tempo ou dados para abrir as conexões novas, testar a dobra e ainda medir 3 segundos depois dela, o que acontece nas conexões mais rápidas, que chegam antes ao teto de dados, e nas de latência alta, em que abrir uma conexão leva três voltas. O motor roda num Web Worker, uma linha de execução separada da página, para a leitura dos dados não disputar o processador com a tela.

Por que WebSocket, e não os pedidos comuns do navegador? Com a Cloudflare, a maioria dos navegadores usa o HTTP/3, que roda sobre o protocolo QUIC. Na linha em que o método foi ajustado, o download pelo HTTP/3 oscilava até 40% de um décimo de segundo para outro e ficava de 5% a 7% abaixo do mesmo download por TCP, e o upload chegava ao servidor aos trancos. O WebSocket abre uma conexão TCP nova para cada fluxo. Se a rede bloquear WebSocket, o que acontece em algumas redes de empresa, o teste mede pelos pedidos comuns do navegador, com pedidos de cerca de 1 segundo na velocidade medida até ali e no máximo 12 conexões no download e 8 no upload, porque cada pedido conta no limite por minuto do servidor.

O começo de cada fase é a rampa, quando a conexão ainda está acelerando. Ela não tem tamanho fixo: acaba quando a média de uma janela de 300 ms (ou duas vezes o tempo de ida e volta, se ele for maior) muda menos de 5% em relação à janela anterior e já passou de 90% do maior patamar visto. Numa conexão com latência alta a rampa demora mais, e o motor espera por ela. No fim da fase, esse ponto é conferido contra o nível que a conexão sustentou, a média da segunda metade. Numa linha que oscila, as duas médias podem só concordar por acaso, quase no fim, e a janela ficaria com dois segundos em vez de dez; depois de uma queda, elas concordam no patamar baixo, antes de a vazão voltar. Nesses casos, a janela começa quando duas médias seguidas passam de 90% do nível sustentado. Uma média acima de 1,5 vez o nível por menos de 0,5 segundo não conta: é a rajada dos dados que esperavam uma retransmissão, e começar nela contaria de novo o que chegou antes da janela. Numa linha abaixo de 50 Mbps, a janela do download também não começa antes de 1,5 segundo depois da abertura da última conexão: enquanto uma conexão abre, o navegador segura a entrega das outras por alguns décimos de segundo e depois solta tudo de uma vez, e começar ali contaria dentro da janela o que passou pela linha antes dela. Numa linha de 10 Mbps, isso punha o resultado de 0,6% a 2,4% acima do que a linha entregou. Nas linhas mais rápidas, a espera não mudou o erro no laboratório e só alongava o teste.

Depois da rampa, o resultado é a média das caixas. O teste para quando essa média fica firme: as caixas são agrupadas em lotes de pelo menos 1 segundo, e, com 3 lotes ou mais, o intervalo de confiança de 95% da média (distribuição t de Student) precisa caber em ±2% (4% no econômico), depois de pelo menos 3 segundos medidos e nunca antes de 6 segundos de fase (4 no econômico). Se não firmar, a fase para em 12 segundos (7 no econômico) ou no teto de dados, e a tela mostra a margem de erro que sobrou.

Algumas operadoras liberam um reforço no começo de cada transferência: a conexão corre bem acima do plano por um ou dois segundos e depois cai para a velocidade que sustenta. Na linha em que o método foi ajustado, o upload chegava a 480 Mbps por 2 segundos e depois ficava em 255 Mbps até o fim. Para achar isso, o motor resume as caixas em lotes de 500 ms e procura o ponto em que a média muda de vez, com diferença de pelo menos 20% e firme o bastante para não ser ruído (estatística t de pelo menos 5), com pelo menos 2 segundos depois da mudança. Só vale como reforço a primeira mudança, e só quando ela é uma queda, acontece na primeira parte da fase (até 60% do trecho medido) e tem forma de degrau: a distância entre as medianas dos dois trechos precisa passar de 3 vezes a oscilação típica das caixas, e o patamar de baixo precisa ser plano, sem a subida lenta de quem está se recuperando de uma queda. Numa linha com perda de pacotes a velocidade sobe e desce sozinha, e, sem essa exigência, 6% das medições simuladas ganhavam um reforço que não existia. O número publicado é a média depois do reforço, porque é ela que a conexão entrega numa transferência longa, e o reforço aparece à parte no resultado, com a velocidade e a duração. É também por isso que a fase não para antes de 6 segundos: um reforço de 3 segundos pareceria um patamar firme. E a janela nunca começa antes de o reforço acabar, mesmo quando o teste muda o número de conexões no meio dele.

No upload, o navegador gera uma vez um bloco de bytes aleatórios, que não se comprimem, e manda por até 16 conexões WebSocket. A cada 100 ms o servidor avisa quantos bytes já chegaram, pelo relógio dele, e o número publicado sai desses avisos, e não do que saiu do aparelho, que ainda pode estar parado numa fila do caminho. Quando o download ficou abaixo de 5 Mbps, o upload começa com 2 conexões, e não 4: numa linha lenta, cada conexão a mais divide uma fila curta, perde pacote o tempo todo, e o servidor passa segundos esperando a retransmissão antes de contar o que já tinha chegado. E o envio só começa quando as conexões do começo abrem, no máximo 2 segundos depois: enviando pela primeira que abre, o aperto de mão das outras ficava na fila atrás desse dado. Em cada conexão o navegador mantém uma fila curta, de cerca de 200 ms de dados: o bastante para o TCP nunca ficar sem o que mandar, e pouco para o fim da fase não demorar a esvaziar. Antes do primeiro aviso do servidor, essa fila começa pela velocidade do download que acabou de ser medida: com uma fila de partida fixa e grande, numa linha de 1 Mbps a fase inteira era a fila inicial. As mensagens têm cerca de 20 ms de dados, com no mínimo 4 kB: o servidor só conta a mensagem que chegou inteira, e numa linha lenta mensagem grande deixa a borda da conta imprecisa. A janela do upload termina no instante em que a fase parou, levado para o relógio do servidor. Depois dele, o que ainda está na fila do navegador não entra no resultado: abaixo de 50 Mbps, as conexões fecham assim que o servidor avisa que contou até esse instante, em vez de esperar a fila esvaziar, o que a 1 Mbps levava até 4 segundos. A janela recomeça depois da última mudança no número de conexões, como no download. Abaixo de 50 Mbps, depois de uma mudança a janela ainda espera 1,5 segundo desde a abertura da última conexão nova: no começo, as conexões novas perdem pacotes, o servidor segura o que chegou depois de cada pacote perdido até a retransmissão e então conta tudo de uma vez. Numa linha de 5 Mbps, começar antes punha o upload até 2,5% acima do que a linha entregou. Quando o upload precisa ir pelos pedidos comuns, o servidor devolve a linha do tempo de cada envio, e um envio interrompido no fim da fase faz a conta parar antes dele, para não contar tempo sem os bytes correspondentes.

Durante o download e o upload, outras medidas de latência correm a cada 300 ms (400 ms no econômico), numa conexão diferente da que está transferindo, como faria uma chamada de vídeo aberta ao lado de um download. O aumento da mediana com a rede cheia em relação à latência parada vira a nota do bufferbloat: A+ abaixo de 5 ms, A abaixo de 30 ms, B abaixo de 60 ms, C abaixo de 200 ms, D abaixo de 400 ms e F a partir de 400 ms. O A+ vem do CoDel, algoritmo de gestão de fila descrito na RFC 8289, que mira 5 ms de fila; a partir de C, quem joga ou está em chamada já sente o aumento.

O teste também se vigia. Se a aba ficar escondida, se o aparelho atrasar a leitura em mais de 40 ms (processador ocupado), se a rede trocar no meio, se outros conteúdos da página usarem mais de 2% dos dados da fase ou se algo no caminho comprimir os bytes, o resultado sai com um aviso e o convite para medir de novo. Com VPN, iCloud Private Relay ou Cloudflare WARP ligados, a tela avisa que a medida é do serviço, e não da operadora.

O teto de dados conta tudo o que já foi pedido ao servidor, e não só o que chegou: no modo completo são 1.000 MB de download e 500 MB de upload, no máximo; no econômico, 160 MB e 90 MB. Numa conexão de 100 Mbps, o teste para bem antes disso, porque a média firma em poucos segundos. Quem quiser os números crus de cada medição pode abrir o painel Como chegamos nesses números depois do teste.

Por que o resultado fica abaixo do plano

  • O Wi-Fi é a perda mais comum. A faixa de 2,4 GHz alcança mais longe, mas sofre interferência de outros aparelhos que usam a mesma faixa; a de 5 GHz é mais rápida e perde força com paredes e distância.
  • Uma porta de rede de 100 Mbps (Fast Ethernet) nunca passa de 100 Mbps, mesmo num plano de 500. Acima disso, placa de rede, cabo e roteador precisam ser gigabit.
  • TV em streaming, backup do celular e atualização do console dividem a mesma banda enquanto você mede.
  • À noite a rede da operadora fica mais cheia. Celular antigo ou computador com o processador ocupado também não dão conta de receber tudo.
  • Com VPN, todo o tráfego passa pelo servidor dela, que pode estar longe ou lotado.

Para saber o que a operadora entrega, feche os outros programas, ligue o computador no roteador por cabo e repita o teste em dias e horários diferentes.

A regra da Anatel sobre velocidade contratada

A regra dos 40% e 80% vinha do Regulamento de Gestão da Qualidade da banda larga fixa (RGQ-SCM, Resolução 574/2011): pelo menos 40% da velocidade máxima contratada em 95% das medições instantâneas do horário de maior tráfego, e 80% na média do mês. A Resolução 717/2019, que aprovou o Regulamento de Qualidade dos Serviços de Telecomunicações (RQUAL), revogou esse regulamento, os dois percentuais saíram junto, e a coleta dos indicadores antigos terminou com os resultados de fevereiro de 2022.

Hoje, segundo a página de direitos do consumidor da Anatel, a prestadora tem de informar antes da contratação as velocidades mínima e média de conexão, e o consumidor deve receber a velocidade acordada em contrato. É por isso que a comparação desta página não usa percentual fixo: ela compara o teste com a mínima e a média que você digita, lidas da sua oferta ou do seu contrato. O Regulamento Geral de Direitos do Consumidor (Resolução 765/2023), em vigor desde 1º de setembro de 2025, proíbe a multa de fidelidade quando a prestadora descumpre o contrato (artigo 37). O mesmo artigo conta como descumprimento a operadora cair para o selo D ou E do RQUAL no seu município depois da contratação, e diz que, na banda larga fixa, o consumidor pode comprovar o descumprimento conforme o Manual Operacional do RQUAL.

O RQUAL não olha percentual do plano. Os indicadores de rede contam quantas medições alcançam valores de corte fixos. Na banda larga fixa, a Resolução Interna 444/2025 usa dois cortes de velocidade (5 Mbps de download com 1 Mbps de upload, e 25 Mbps com 5 Mbps), 80 ms de latência, 40 ms de jitter e 2% de perda de pacotes. Na banda larga móvel, os cortes de latência e de jitter são 100 ms e 25 ms. Esses números avaliam a rede da operadora em cada município, e não o contrato de uma pessoa, mas servem de régua para ler o seu resultado. As medições oficiais são as da ESAQ, no site Brasil Banda Larga e no aplicativo ESAQ. O guia Banda larga e as regras da Anatel explica onde achar a mínima e a média na oferta e como reclamar.

Como reclamar da velocidade

  1. Meça no cabo, em dias e horários diferentes, aqui e no Brasil Banda Larga. Guarde os resultados.
  2. Fale com a operadora e anote o número de protocolo.
  3. Sem solução, procure a ouvidoria da operadora e anote o novo protocolo.
  4. Registre a reclamação na Anatel pelo telefone 1331 (grátis, dias úteis, das 8h às 20h), pelo site ou aplicativo Anatel Consumidor ou pelo WhatsApp da agência (0800 61 0 1331), que só atende quem já tem cadastro no Anatel Consumidor. A operadora tem dez dias corridos para responder.

O que acontece com os dados do teste

O que vai para o servidor do portal são bytes aleatórios gerados na hora pelo navegador; o servidor conta quantos chegaram e os descarta. A velocidade do plano e os percentuais do contrato que você digita ficam no navegador. A borda da Cloudflare, que entrega o site inteiro, enxerga o endereço de quem faz o teste, como enxerga qualquer visita, e é daí que vêm o IP, a operadora e o datacenter do painel. O nome reverso sai de uma consulta ao DNS público da própria Cloudflare, feita pelo servidor de teste só com o seu próprio endereço; se ela não responder, o campo fica de fora, sem consultar mais ninguém. Nada disso é gravado no servidor. Os resultados ficam só neste navegador, na lista Seus testes neste aparelho, sem o IP, e o botão Apagar histórico limpa tudo. Para saber o que mais o seu endereço revela, use o Meu IP. Antes de uma chamada importante, vale também passar pelo teste de microfone e pelo teste de webcam.

Método

Velocidade = média das caixas de 100 ms depois da rampa (e do reforço inicial, quando há), com parada quando o intervalo de confiança de 95% fica dentro de ±2%

Download = bytes que chegaram ao navegador ÷ tempo, por conexões WebSocket (TCP)

Upload = bytes que chegaram ao servidor ÷ tempo, pela conta que o servidor manda a cada 100 ms

Reforço inicial = degrau no começo da fase: patamar pelo menos 20% acima do seguinte, com a queda maior que 3 vezes a oscilação típica das caixas, mostrado à parte

Latência = mediana do tempo entre o pedido e o primeiro byte da resposta, com a conexão parada

Jitter = média de |latência(i) - latência(i-1)|

Nota do bufferbloat = aumento da latência com a rede cheia: A+ abaixo de 5 ms, A abaixo de 30 ms, B abaixo de 60 ms, C abaixo de 200 ms, D abaixo de 400 ms e F a partir de 400 ms

Tempo para baixar = tamanho em GB x 8.000 ÷ velocidade em Mbps

Base: Anatel (RQUAL, Resolução Interna 444/2025, Regulamento Geral de Direitos do Consumidor e a Resolução 574/2011, revogada), ESAQ, W3C Resource Timing, RFC 5481, NIST e-Handbook, ITU-T G.114 e as páginas de requisitos de Netflix, YouTube, Google Meet, Zoom, Microsoft Teams e NVIDIA, conferidas em 23/09/2026. Teste de velocidade do Google com o M-Lab conforme a ajuda da Pesquisa Google (support.google.com/websearch/answer/6283840), conferida em 06/11/2026.

Internet de 100 mega baixa 100 MB por segundo?

Não. 100 Mbps são 12,5 MB por segundo, oito vezes menos, porque o plano conta bits e o navegador conta bytes.

  1. Um byte tem 8 bits. O b minúsculo de Mbps é bit, e o B maiúsculo de MB é byte. Nos prefixos do SI, mega vale um milhão nos dois casos, então a conta é só dividir por 8: 100 ÷ 8 = 12,5 MB/s.
  2. Se 100 mega fossem 100 MB por segundo, um arquivo de 10 GB baixaria em 1 min 40 s. A conta certa, 10 GB x 8.000 ÷ 100 Mbps, dá 13 min 20 s, e esse é o mínimo teórico, sem as perdas do protocolo.
  3. Para o navegador mostrar 100 MB/s, o plano precisa entregar 800 Mbps. É por isso que uma internet de 1 giga aparece como 125 MB/s na loja de jogos.
  4. Dá para conferir aqui: depois do teste, a linha embaixo do número de download mostra a mesma medida em MB/s. E o Windows conta arquivos em unidades binárias (GiB, 7,4% maiores que o GB), então o mesmo arquivo aparece com um número um pouco menor lá.
A tabela de tempo para baixar, logo depois da ferramenta, faz essa conta para planos de 10 Mbps a 1 Gbps. O guia Banda larga e as regras da Anatel mostra quanto cada uso pede e por que o teste costuma dar menos que o plano.

Limitações

  • Mede o caminho até o datacenter da Cloudflare mais próximo, e não até o site, o jogo ou o serviço de vídeo que você usa. Latência até o servidor de teste não é a latência até o servidor do seu jogo.
  • Wi-Fi, aparelho, navegador e outras abas influenciam o resultado. No cabo, o número se aproxima do que chega ao roteador. Perto de 1 Gbps, o próprio aparelho pode não dar conta de receber tudo pelo navegador, e a página avisa quando percebe isso.
  • Não mede perda de pacotes. A medição oficial da ESAQ mede.
  • Em rede que bloqueia WebSocket, comum em algumas empresas, o teste mede pelos pedidos comuns do navegador. Pelo HTTP/3 essa medida oscila mais, e a margem de erro mostrada no resultado fica maior.
  • No modo completo, o download para em 1.000 MB e o upload em 500 MB. Acima de uns 660 Mbps de download, o teto pode encerrar a fase antes dos 12 segundos, e a margem de erro fica maior. O modo econômico mede por menos tempo e é menos preciso em conexões rápidas: numa linha rápida com reforço inicial, o teto dele pode acabar antes do reforço, e o número sai com parte do pico. Para separar os dois, use o modo completo.
  • O servidor limita quantos testes cada conexão faz por minuto. Quem divide o endereço IP com outros clientes da operadora (CGNAT) pode ter de esperar um minuto.
  • Um teste só se compara com a velocidade mínima do contrato. A média do contrato vale para o conjunto das medições do mês, e um teste isolado não a comprova. A série de 3 testes desta página ajuda, mas também não é a medição oficial.
  • Não é a medição oficial da Anatel. Para reclamar, junte também medições do site Brasil Banda Larga, como explica o guia da velocidade de internet.

Guia completo

Banda larga: o que a Anatel exige e quanto você realmente precisa

Quantos Mbps cada uso pede, com os números de Netflix, YouTube, Meet, Zoom e Teams, o que medem download, upload, ping e jitter, por que o teste dá menos que o plano e o que a Anatel exige da operadora hoje.

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Atualizado automaticamente. Fontes: Anatel (RQUAL, Resolução Interna 444/2025 e Regulamento Geral de Direitos do Consumidor), ESAQ, W3C Resource Timing, ITU-T G.114 e requisitos de Netflix, YouTube, Google Meet, Zoom, Microsoft Teams e NVIDIA.

Como validamos

Fontes e referências

Links externos para o que foi consultado na construção desta página, com a natureza de cada fonte identificada. O conteúdo delas pode mudar sem aviso; em caso de divergência, vale sempre a fonte primária.

Perguntas frequentes

Qual a velocidade de internet ideal para uma casa?

A velocidade ideal depende do que acontece ao mesmo tempo, e não do número de moradores. Cada vídeo em Full HD pede 5 Mbps, cada vídeo em 4K pede 20 Mbps no YouTube e cada pessoa com câmera em Full HD numa chamada envia 3,8 Mbps e recebe 4. Uma casa com um filme em 4K, um vídeo em Full HD e duas reuniões soma 33 Mbps de download e 7,6 de upload. Com a folga de 1,5 vez, procure pelo menos 49,5 e 11,4 Mbps.

Como fazer o teste de velocidade do Wi-Fi?

Rode o teste no aparelho conectado ao Wi-Fi, primeiro perto do roteador e depois no cômodo onde você usa a internet, e compare os dois números. Se puder, meça também com um computador no cabo, direto no roteador: a diferença entre o cabo e o Wi-Fi é a perda da rede sem fio da sua casa, e não da operadora. Quando o roteador mostra duas redes, teste as duas: a de 2,4 GHz alcança mais longe, mas é mais lenta e sofre interferência, e a de 5 GHz é mais rápida e perde força com parede.

Este teste de velocidade funciona com Vivo, Claro, TIM e provedores regionais?

Funciona com qualquer operadora e qualquer tecnologia, fibra, cabo, rádio, 4G ou 5G, porque mede a conexão que o aparelho estiver usando, sem depender de quem a fornece. O painel mostra, antes do teste, o nome da operadora pelo registro do endereço. O que muda de um teste para outro é o destino da medida: este vai até o datacenter da Cloudflare mais próximo, e testes indicados por operadoras podem medir até servidores dentro da rede da própria empresa, mais perto de você. Para reclamar, o que vale é a medição oficial do Brasil Banda Larga.

O Google tem teste de velocidade?

Tem. Ao buscar teste de velocidade da internet no Google, aparece a opção de executar o teste, feito em parceria com o Measurement Lab (M-Lab), que mede download, upload e latência. A ajuda do Google informa que o seu IP é compartilhado com o M-Lab e que o resultado entra na base pública de medições deles. Este teste do ValorFinal mede até o datacenter da Cloudflare mais próximo, mostra também o jitter e a latência com a rede cheia, e não grava o resultado em servidor.

Como testar a velocidade de um site?

Para saber quão rápido um site carrega, o teste certo é outro: o PageSpeed Insights, do Google, que avalia a página e mostra métricas como o tempo até o maior conteúdo aparecer na tela (LCP). Este teste mede a velocidade da sua conexão com a internet, e não a de um site específico. Se um site está lento só para você, rode este teste primeiro: com a conexão boa, a lentidão está no site ou no caminho até ele; com a conexão ruim, o problema começa na sua rede.

Qual é um ping bom para jogar e fazer chamada de vídeo?

Para jogar, uma boa referência é ficar abaixo de 80 ms: é o teto que a NVIDIA pede para o GeForce NOW e o valor de corte de latência que a Anatel usa nos indicadores da banda larga fixa. Para conversa, a recomendação ITU-T G.114 registra que, abaixo de 150 ms numa direção, no caminho inteiro, a maioria das aplicações não sente o atraso, e fixa 400 ms como teto de planejamento. Pesa mais o ping com a rede cheia: se ele sobe 60 ms ou mais durante um download, chamada e jogo sofrem.

Por que o teste de velocidade dá menos que o contratado?

O teste de velocidade costuma dar menos que o contratado por causa do Wi-Fi, que é a perda mais comum: a faixa de 2,4 GHz sofre interferência de outros aparelhos e a de 5 GHz perde força com paredes. Porta de rede de 100 Mbps, cabo velho, VPN, outros aparelhos baixando e horário de pico também derrubam o número. Para saber o que a operadora entrega, meça com o computador no cabo, direto no roteador, em horários diferentes.

Qual a diferença entre Mbps e MB/s?

Mbps é megabit por segundo, a unidade dos planos de internet. MB/s é megabyte por segundo, a unidade que o navegador e as lojas de jogos mostram ao baixar. Um byte tem 8 bits, então basta dividir por 8: 100 Mbps são 12,5 MB/s, e 500 Mbps são 62,5 MB/s. Por isso um download em 12 MB/s numa internet de 100 mega está usando praticamente o plano todo, e ver 100 MB/s exige um plano de 800 Mbps.

A operadora é obrigada a entregar quanto da velocidade contratada?

A operadora tem de entregar a velocidade que informou na oferta e no contrato. A regra de 40% da velocidade contratada nas medições instantâneas e 80% na média do mês era da Resolução 574/2011 da Anatel, revogada pela Resolução 717/2019, que criou o RQUAL; a coleta desses indicadores terminou em fevereiro de 2022. Hoje a Anatel diz que as velocidades mínima e média são informadas antes da contratação e que o consumidor deve receber a velocidade acordada. Digite a mínima do seu contrato na comparação da página.

Qual é o teste de velocidade oficial da Anatel?

O teste oficial é o da Entidade de Suporte à Aferição da Qualidade (ESAQ), no site Brasil Banda Larga e no aplicativo gratuito ESAQ, para Android e iOS. Ele mede download, upload, latência, jitter e perda de pacotes. Segundo a ESAQ, as medições feitas pelo aplicativo para Android entram no cálculo dos indicadores de qualidade da Anatel e ajudam a fiscalizar as operadoras abrangidas pelo RQUAL. O teste do ValorFinal serve para diagnosticar a sua rede, mas não substitui a medição oficial.

Como reclamar da velocidade da internet na Anatel?

Para reclamar na Anatel, primeiro fale com a operadora e anote o número de protocolo. Se não resolver, procure a ouvidoria da empresa e anote o novo protocolo. Com ele, registre a reclamação pelo telefone 1331 (grátis, dias úteis, das 8h às 20h), pelo site ou aplicativo Anatel Consumidor ou pelo WhatsApp da agência (0800 61 0 1331), que atende quem já tem cadastro. A operadora tem dez dias corridos para responder. Leve medições feitas no cabo, em dias e horários diferentes.

O que é jitter e o que é latência sob carga?

Jitter é quanto a latência varia de uma medida para a seguinte: com jitter alto, a voz picota e o vídeo engasga mesmo com banda sobrando. Latência sob carga é o ping medido enquanto a conexão está cheia, durante o download e o upload. Quando ela sobe muito em relação ao ping parado, o roteador ou o modem está acumulando fila, efeito conhecido como bufferbloat, e qualquer download ao lado atrapalha chamada e jogo.

Quantos dados o teste de velocidade gasta?

O consumo do teste de velocidade depende da conexão, porque ele mede até a média firmar e para. No modo completo o teto é de 1.500 MB, somando download e upload, e só conexões muito rápidas chegam perto dele. No laboratório, numa linha de 100 Mbps de download e 50 de upload, o teste completo usou cerca de 90 MB. O modo econômico para em 250 MB e foi feito para rede móvel. A tela mostra antes o máximo de cada modo e, no fim, quantos megabytes o teste recebeu e enviou.

Por que cada site de teste de velocidade mostra um número diferente?

Cada teste mede um caminho diferente e resume as amostras de um jeito. O servidor fica num lugar diferente, e um servidor mais distante ou mais cheio entrega menos. O número de conexões em paralelo muda o quanto a linha enche. A estatística também pesa: há teste que publica o pico, há teste que descarta os momentos lentos, e este publica a média do trecho estável, depois da rampa, com a margem de erro ao lado. O painel Como chegamos nesses números mostra também o percentil 90, para comparar com quem usa essa conta. Para comparar dois testes, meça no cabo, um logo depois do outro.

Por que meu resultado é diferente do Speedtest ou de outro teste?

O Speedtest, da Ookla, usa o servidor próximo de menor ping, muitas vezes dentro da própria operadora, e descarta as amostras mais lentas, o que puxa o número para cima. O fast.com mede até servidores de vídeo da Netflix, que também podem estar dentro da operadora. Este teste mede até o datacenter da Cloudflare mais próximo e publica a média do trecho estável, sem descartar os momentos lentos. Se a operadora dá um reforço no começo, o número principal é o que a conexão sustenta depois dele, e o reforço aparece à parte. Para comparar, rode os dois no cabo, um logo depois do outro.

Por que a internet começa rápida e depois cai durante o teste?

Algumas operadoras liberam um reforço no começo de cada transferência: a conexão passa bem do plano por um ou dois segundos e depois cai para a velocidade que sustenta. Numa linha de fibra medida pelo ValorFinal em setembro de 2026, o upload chegou a 480 Mbps por 2 segundos e depois ficou em 255 Mbps até o fim. O teste separa os dois patamares: o número principal é o que a conexão sustenta numa transferência longa, e o reforço aparece à parte, com a velocidade e quanto tempo durou. Um teste que mistura os dois na média mostra um número entre um e outro.

O que é bufferbloat e o que significa a nota do teste?

Bufferbloat é a fila que se forma no roteador ou no modem quando a conexão enche: os pacotes esperam na fila, e a latência sobe mesmo com banda sobrando. O teste mede a latência com a conexão parada e de novo durante o download e o upload, e o aumento vira a nota: A+ abaixo de 5 ms, A abaixo de 30 ms, B abaixo de 60 ms, C abaixo de 200 ms, D abaixo de 400 ms e F a partir de 400 ms. Com nota C ou pior, quem joga ou está em chamada sente quando alguém da casa baixa algo. Roteador com gestão de fila ativada (SQM, com fq_codel ou CAKE) costuma resolver sem trocar de plano.

O que significam Atende, No limite e Não atende na lista de usos?

Atende, No limite e Não atende são os selos da lista O que dá para fazer com essa internet. Atende quer dizer que a medida passou do que o serviço pede com folga de 1,5 vez, critério desta página para absorver a perda do Wi-Fi e o horário de pico. No limite quer dizer que passa sem essa folga, só na qualidade menor (Full HD em vez de 4K) ou com a latência subindo demais quando a rede enche. Não atende quer dizer que ficou abaixo do que o próprio serviço pede na página de ajuda dele.

Como ver meu IP e minha operadora no teste de velocidade?

O IP, o nome reverso e a operadora aparecem no painel do teste assim que a página abre, antes de você apertar o botão. O IP é o endereço que chegou ao servidor de teste, o mesmo que vai ser medido. O nome reverso é o registro PTR que a operadora publica para esse endereço, algo como 203-0-113-47.exemplo.net.br, que muitas vezes já traz o nome da rede. A operadora sai do registro do sistema autônomo (AS) do endereço: a tela mostra o nome comercial, como Vivo, com o nome registrado e o número do AS. Com VPN ou Cloudflare WARP ligados, aparecem os dados do serviço, e não os da sua internet.