Gerador e Validador de CPF e CNPJ para teste
Gere CPF e CNPJ válidos pelo dígito verificador para testar sistema, e confira documentos em lote. Inclui o CNPJ alfanumérico, o formato novo da Receita Federal em uso desde 31/07/2026.

crypto.getRandomValues) e nada é enviado para servidor. O que você colar para conferir também não sai do seu computador.De 1 a 100 por vez.
A ferramenta gera CPF e CNPJ sintéticos válidos pelo dígito verificador, para você testar formulário, validação e banco de dados sem usar o documento de uma pessoa real. Também confere documentos em lote e já aceita o CNPJ alfanumérico, o formato com letras que a Receita Federal começou a emitir em 31/07/2026.
Como funciona este cálculo
Os dois documentos usam o mesmo princípio: uma base de algarismos e dígitos verificadores calculados por módulo 11. A base é multiplicada por pesos, a soma é dividida por 11, e o dígito é 11 menos o resto (ou 0 quando o resto é 0 ou 1). O que muda de um para o outro são os pesos, e esse é o detalhe que mais gera bug.
No CPF, os pesos são decrescentes: 10 a 2 para o primeiro dígito e 11 a 2 para o segundo. No CNPJ, os pesos ciclam de 2 a 9 da direita para a esquerda, o que dá a sequência 5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2. Reaproveitar a regra de um no outro produz dígito errado silenciosamente.
No CNPJ alfanumérico, a conta é a mesma do CNPJ de sempre. A única diferença é como cada caractere vira número: usa-se o código ASCII menos 48. Isso mantém o algarismo com o próprio valor (o ASCII de zero é 48) e dá 17 para a letra A e 42 para a Z. A consequência prática é que a regra nova também calcula corretamente o CNPJ antigo, então não é preciso manter duas implementações.
O sorteio usa crypto.getRandomValues, o gerador criptográfico do navegador, com descarte da faixa que sobra para não enviesar o resultado. Bases com todos os caracteres iguais são rejeitadas.
O passo a passo da migração está no guia CNPJ alfanumérico e o cálculo do dígito verificador. Para ver a situação cadastral real de uma empresa, use a consulta de CNPJ.
Fórmula
CPF, 1º dígito: soma = Σ (algarismo[i] × peso[i]), pesos 10..2
CNPJ: soma = Σ (valor[i] × peso[i]), pesos 5,4,3,2,9,8,7,6,5,4,3,2
valor[i] = código ASCII do caractere − 48 (A = 17, Z = 42)
dígito = resto(soma ÷ 11) < 2 ? 0 : 11 − resto(soma ÷ 11)
Regra do dígito verificador conforme a Instrução Normativa RFB 2.229/2024 e o Manual de Cálculo do DV do CNPJ, da Receita Federal. Veja também como validamos os cálculos e as ferramentas.
Limitações
- Documento de teste, não documento real. Os números não pertencem a ninguém e não têm valor legal. Usar documento de terceiro para se passar por outra pessoa é crime (Código Penal, artigos 307 e 171).
- O dígito verificador prova apenas que o número é bem formado. Ele não diz se o documento foi emitido, se está ativo ou de quem é.
- A ferramenta não consulta a base da Receita Federal e não informa situação cadastral, nome ou endereço.
- A geração alfanumérica sorteia letras livremente na base. A Receita atribui os caracteres por critério próprio, então um número gerado aqui serve para testar o seu sistema, não para prever inscrições futuras.
- A validação em lote processa até 1.000 linhas por vez, para não travar o navegador.
Calculadoras relacionadas
Cálculo auditável, com fórmula e fontes transparentes
Atualizado em . Fontes: Receita Federal (IN RFB 2.229/2024 e Manual de Cálculo do DV do CNPJ).
Fontes oficiais
- Receita Federal, página do projeto
- Receita Federal, notícia de implantação
- Receita Federal, primeiro CNPJ gerado
- Nota Técnica Conjunta CNPJ Alfanumérico 2025.001
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Perguntas frequentes
Para que serve um gerador de CPF e CNPJ?
Para testar software. Quem desenvolve ou homologa um sistema precisa preencher formulários, popular banco de dados e verificar se a validação recusa documento malformado. Usar o CPF de uma pessoa real nesse cenário expõe dado pessoal sem necessidade e contraria a LGPD, que manda usar o mínimo de dado possível. Um documento sintético resolve o teste sem envolver ninguém.
Os números gerados pertencem a alguém?
Eles são sorteados e passam no dígito verificador, mas não são consultados em base nenhuma e não têm valor legal. Como o espaço de CPF é finito, um número sorteado pode coincidir com um documento emitido, do mesmo jeito que um número de telefone inventado pode existir. Por isso a regra é simples e inegociável: use apenas em ambiente de teste. Usar documento de terceiro para se passar por outra pessoa é crime, previsto nos artigos 307 e 171 do Código Penal.
Como funciona o dígito verificador do CPF?
O CPF tem 9 algarismos de base e 2 dígitos verificadores. O primeiro dígito sai da soma de cada algarismo multiplicado por pesos decrescentes de 10 a 2. Essa soma é dividida por 11 e, se o resto for 0 ou 1, o dígito é 0; caso contrário, é 11 menos o resto. O segundo dígito repete a conta incluindo o primeiro dígito na base, com pesos de 11 a 2. É por isso que trocar um algarismo de lugar quase sempre invalida o documento.
O que é o CNPJ alfanumérico e desde quando ele vale?
É o formato novo do CNPJ, criado pela Instrução Normativa RFB 2.229/2024, em que as 12 primeiras posições passam a aceitar letras de A a Z além de algarismos. O total continua com 14 caracteres e os 2 dígitos verificadores continuam sempre numéricos. A Receita Federal gerou o primeiro CNPJ alfanumérico em 31 de julho de 2026, e ele é atribuído apenas a inscrições novas. Os CNPJ numéricos que já existem continuam válidos para sempre, e os dois formatos convivem.
Como se calcula o dígito verificador do CNPJ alfanumérico?
Continua sendo módulo 11, com pesos 5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2 lidos da esquerda para a direita. A única mudança é a conversão do caractere: em vez de usar o algarismo, usa-se o código ASCII menos 48. Como o ASCII de zero é 48, o algarismo 0 vale 0 e o 9 vale 9, enquanto a letra A (ASCII 65) vale 17 e a Z vale 42. Isso torna a regra retrocompatível: aplicada a um CNPJ numérico, ela devolve exatamente os mesmos dígitos de sempre.
O que preciso mudar no meu sistema por causa do CNPJ alfanumérico?
Três frentes. Primeiro, o armazenamento: campo numérico não serve mais, o CNPJ precisa virar texto de 14 posições. Segundo, a validação: a máscara e a expressão regular que aceitavam só dígitos precisam aceitar letras nas 12 primeiras posições, e o cálculo do dígito precisa usar o ASCII menos 48. Terceiro, a exibição: a máscara continua no formato 00.000.000/0000-00, mas com letras nas posições da raiz e da ordem. Gere um CNPJ alfanumérico aqui e passe pelo seu sistema para ver o que quebra.
O dígito verificador prova que o CPF ou o CNPJ existe?
Não. O dígito verificador é uma conta de consistência: ele detecta erro de digitação e algarismo trocado de lugar, e nada mais. Um documento pode passar na validação e nunca ter sido emitido, ou existir e estar cancelado, suspenso ou baixado. Para saber a situação real de uma empresa, é preciso consultar a base da Receita Federal.
Por que sequências como 111.111.111-11 são recusadas?
Porque a conta do módulo 11 aceita esses números por coincidência matemática, e eles são o erro de preenchimento mais comum, além do chute mais óbvio em fraude. Por convenção, todo validador sério recusa CPF e CNPJ com todos os caracteres iguais, e esta ferramenta faz o mesmo, tanto na validação quanto na geração.
Os dados que eu colo aqui são enviados para algum servidor?
Não. Tanto a geração quanto a validação rodam inteiramente no seu navegador, em JavaScript. O sorteio usa crypto.getRandomValues, o gerador criptográfico do próprio navegador, e nada é transmitido. Você pode desconectar da internet e a ferramenta continua funcionando normalmente.