INSS do autônomo e facultativo: planos de 20%, 11% e 5% (2026)

Guia completo do INSS para quem paga por conta própria: contribuinte individual (autônomo) e facultativo, os planos de 20%, 11% e 5%, base de cálculo, códigos da GPS, impacto na aposentadoria e exemplos.

Revisado pela equipe editorial ValorFinalLei 8.212/1991 / Decreto 3.048/1999 / INSS

Quem trabalha por conta própria ou quer contribuir sem ter emprego paga o INSS de um jeito diferente do empregado CLT: por uma alíquota única sobre a base escolhida, e não pela tabela progressiva. Neste guia explicamos os planos de 20%, 11% e 5%, quem pode usar cada um e o impacto na aposentadoria. Para a conta automática, use a calculadora de INSS do autônomo.

Resposta rápida

Autônomo e facultativo pagam alíquota única sobre a base, sem tabela progressiva.

  • Plano normal: 20% sobre o salário de contribuição (R$ 1.621,00 a R$ 8.475,55).
  • Plano simplificado: 11% sobre 1 salário mínimo (R$ 178,31).
  • Facultativo baixa renda: 5% sobre 1 salário mínimo (R$ 81,05).
  • Só o plano de 20% conta para aposentadoria por tempo de contribuição.
  • O recolhimento é pela GPS, com vencimento no dia 15 do mês seguinte.

Contribuinte individual x facultativo

O contribuinte individual é quem trabalha por conta própria: autônomo, profissional liberal, sócio que recebe pró-labore. O facultativo é quem não exerce atividade remunerada mas quer contribuir, como estudante, dona ou dono de casa e desempregado. Ambos recolhem por conta própria, com as mesmas alíquotas, mudando o código da GPS.

Os três planos de contribuição

PlanoAlíquotaBaseValor sobre 1 SMAposentadoria por tempo?
Normal20%Salário de contribuição (R$ 1.621,00 a R$ 8.475,55)R$ 324,20Sim
Simplificado11%1 salário mínimoR$ 178,31Não (só por idade)
Facultativo baixa renda5%1 salário mínimoR$ 81,05Não (só por idade)

Como escolher o plano

Quem quer se aposentar por tempo de contribuição ou contribuir sobre um valor maior que o mínimo deve usar o plano de 20%. Quem quer apenas a cobertura básica sobre o salário mínimo, de forma mais barata, pode usar o 11%. O 5% é restrito ao facultativo de baixa renda (sem renda própria, família no CadÚnico). É possível migrar do 11% ou 5% para o 20% depois, complementando a diferença.

Exemplo passo a passo

Um autônomo que opta pelo plano normal com salário de contribuição de R$ 3.000:

  1. Base = R$ 3.000 (entre o piso e o teto).
  2. Alíquota = 20%.
  3. Contribuição = 3.000 × 20% = R$ 600,00 por mês, recolhida na GPS.

Se preferir o plano simplificado, pagaria R$ 178,31 (11% de 1 salário mínimo), mas sem contar para a aposentadoria por tempo de contribuição. Faça a conta na calculadora de INSS do autônomo.

Diferença para o INSS do CLT

No emprego CLT, o INSS é descontado pela tabela progressiva (7,5% a 14%) e a empresa recolhe. No autônomo e no facultativo, você mesmo recolhe por alíquota única. Veja o desconto do CLT na calculadora de INSS.

Limitações

Esta é uma estimativa educacional. Piso e teto são reajustados anualmente, e o recolhimento do contribuinte individual que presta serviço a empresas pode ter retenção própria. O conteúdo não substitui a orientação do INSS (Meu INSS) ou de um contador.

Fontes oficiais

Conclusão

O INSS do autônomo e do facultativo é por alíquota única: 20% (todos os benefícios), 11% ou 5% (sobre o salário mínimo, sem aposentadoria por tempo de contribuição). Para calcular, use a calculadora de INSS do autônomo, entenda o INSS do CLT, a calculadora de INSS e todas as calculadoras trabalhistas, além de como validamos os cálculos.

Calculadoras deste guia

Como validamos os cálculos

Os valores citados neste guia são estimativos e baseados em fontes oficiais (Lei 8.212/1991 / Decreto 3.048/1999 / INSS). Eles podem variar conforme convenção coletiva, situação individual e atualizações da legislação. Entenda nossa metodologia em como validamos os cálculos.

Perguntas frequentes

Quanto o autônomo paga de INSS por mês?
Depende do plano. No plano de 20%, paga 20% sobre o salário de contribuição que declarar (entre o piso de R$ 1.621,00 e o teto de R$ 8.475,55). No plano simplificado, paga 11% sobre 1 salário mínimo, ou seja, R$ 178,31.
Qual a diferença entre 20%, 11% e 5%?
O plano de 20% dá direito a todos os benefícios, inclusive aposentadoria por tempo de contribuição. O de 11% incide sobre 1 salário mínimo e só permite aposentadoria por idade. O de 5% é exclusivo do facultativo de baixa renda, também sobre 1 salário mínimo, com a mesma limitação do 11%.
Quem pode pagar 5% de INSS?
Apenas o segurado facultativo de baixa renda: pessoa sem renda própria que se dedica ao trabalho doméstico na própria casa e cuja família está inscrita no CadÚnico, com renda mensal de até dois salários mínimos. Não vale para o autônomo.
O INSS do autônomo segue a tabela progressiva?
Não. A tabela progressiva por faixas (7,5% a 14%) é só para empregado, doméstico e avulso. O contribuinte individual e o facultativo usam alíquota única (20%, 11% ou 5%) sobre a base escolhida.
O autônomo que presta serviço a empresa também recolhe?
Quando o contribuinte individual presta serviço a uma empresa, em geral a empresa retém 11% e recolhe a parte patronal, e o cálculo muda. Esta calculadora trata do recolhimento por conta própria (autônomo para pessoas físicas e facultativo).
Como emitir e pagar a GPS?
A Guia da Previdência Social (GPS) é gerada no Meu INSS ou no site da Previdência, com o código do plano. O vencimento costuma ser no dia 15 do mês seguinte. A calculadora indica o código de GPS sugerido para cada plano.
Posso mudar do plano de 11% para o de 20% depois?
Sim. É possível complementar as contribuições feitas a 11% (ou 5%) para alcançar os 20% e, assim, contar aquele período para a aposentadoria por tempo de contribuição. A complementação tem regras próprias no INSS.
Contribuir como facultativo conta para a aposentadoria?
Sim, conta como tempo de contribuição e dá direito aos benefícios do INSS, conforme o plano. O facultativo é justamente quem não tem atividade remunerada mas quer manter a cobertura previdenciária.
Qual o teto e o piso da contribuição em 2026?
O piso é o salário mínimo (R$ 1.621,00) e o teto do salário de contribuição é R$ 8.475,55. No plano de 20%, a base fica sempre dentro dessa faixa; valores informados abaixo do piso ou acima do teto são ajustados.
Vale a pena pagar INSS sendo autônomo?
Sim, para ter cobertura previdenciária (aposentadoria, auxílio por incapacidade, salário-maternidade, pensão por morte aos dependentes). Sem contribuir, o autônomo fica sem essa proteção. O plano ideal depende da renda e do objetivo de aposentadoria.