Variável RR Lyrae
RR Lyrae
A estrela que dá nome a uma classe inteira de variáveis usadas para medir distâncias na galáxia.

- Tipo
- Variável RR LyraeSIMBAD: RR*
- Constelação
- LiraLyr
- Tamanho no céu
- Observado por
- Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy
- Imagem publicada
- outubro de 2016
- Original do acervo
- 15.591 × 12.672 px198 megapixels
RR Lyrae é o protótipo de uma classe de estrelas variáveis fundamental para a astronomia. São estrelas velhas que pulsam com período curto, de horas, e que têm uma propriedade extremamente útil: o brilho verdadeiro delas é praticamente o mesmo para todas.
Isso as transforma em réguas. Se você sabe o brilho real de um objeto e mede o brilho aparente, a diferença dá a distância. Estrelas RR Lyrae são usadas assim para medir distâncias dentro da Via Láctea e para galáxias próximas.
Elas aparecem sobretudo em aglomerados globulares e no halo da galáxia, porque são velhas. São, junto com as cefeidas, um dos primeiros degraus da escada de distâncias cósmicas, que é a estrutura sobre a qual quase toda medida de distância no universo se apoia.
Henrietta Swan Leavitt descobriu, no começo do século 20, a relação entre período e luminosidade que transformou estrelas pulsantes em réguas cósmicas. Ela trabalhava catalogando placas fotográficas no observatório de Harvard, numa função considerada auxiliar na época. Foi essa relação que permitiu a Edwin Hubble medir a distância de Andrômeda e mostrar que o universo é muito maior do que se pensava.
O que reparar nesta imagem
- A pulsaçãoA estrela infla e murcha em ciclos de horas, mudando de tamanho, temperatura e brilho de forma regular.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulinfravermelho · VIRCAM · J1,25 µminvisível ao olho
- Verdeinfravermelho · VIRCAM · H1,65 µminvisível ao olho
- Vermelhoinfravermelho · VIRCAM · Ks2,15 µminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 2,9 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 1,5 graus de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, baixo, perto do horizonte, a 0° de altura, na direção NE.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 24 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Eta Carinae
- Betelgeuse
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/E. O’Gorman/P. Kervella ESO CC BY 4.0
- Fomalhaut
Crédito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO)/L. Matrà/M. A. MacGregor ESO CC BY 4.0
- Beta Pictoris
- V838 Monocerotis
Crédito NASA, ESA, and The Hubble Heritage Team (AURA/STScI) ESA/Hubble CC BY 4.0
- AG Carinae
Crédito NASA, ESA and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. RR Lyrae. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/rr-lyrae. Consultado em: 23/08/2026.





