Galáxia
Galáxia Messier 66
A maior do Trio do Leão tem braços tortos e o núcleo fora do lugar. As vizinhas puxaram, e a galáxia ficou com a marca do encontro.

Crédito ESO/INAF-VST/OmegaCAM. Acknowledgement: OmegaCen/Astro-WISE/Kapteyn Institute ESO CC BY 4.0
- Tipo
- GaláxiaSIMBAD: AGN
- Distância
- 35 milhões de anos-luz
- Constelação
- LeãoLeo
- Tamanho no céu
- 11 minutos de arcoextensão catalogada no SIMBAD
- Classificação
- SA_B
- Observado por
- VLT Survey Telescope, DSS, Very Large Telescope
- Imagem publicada
- julho de 2011
- Original do acervo
- 1.280 × 1.036 px1 megapixels
- Desvio para o vermelho
- z = 0,002
Veja Galáxia Messier 66 pelo Hubble e pelo James Webb
Os dois fotografaram este objeto, e o resultado não é a mesma imagem em qualidade diferente. O Hubble registra sobretudo a luz que o olho enxerga; o Webb enxerga infravermelho, que atravessa a poeira e mostra o que estava escondido atrás dela. Arraste a divisória e veja a poeira sumir.
Comparar as duas imagens
Crédito NASA, ESA, and the LEGUS team ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Lee (STScI), T. Williams (Oxford), PHANGS Team ESA/Webb CC BY 4.0
Messier 66 não anda sozinha. Ela divide um pedaço pequeno do céu com Messier 65 e NGC 3628, e as três formam o que os astrônomos chamam de Trio do Leão: um grupo de espirais em interação gravitacional, perto o bastante umas das outras para que cada uma sinta o puxão das outras duas. M 66 é a maior das três, com cerca de 100.000 anos-luz de ponta a ponta, o tamanho da Via Láctea.
Essa convivência deixou marca. O ESA/Hubble descreve a anatomia dela como peculiar por dois motivos concretos: os braços espirais são assimétricos, e o núcleo parece deslocado do centro. Nenhuma das duas coisas acontece numa espiral que evoluiu em paz. A explicação mais provável, segundo o mesmo publicador, é a atração gravitacional das outras duas galáxias do trio.
Isso faz de M 66 um objeto de estudo em vez de um retrato bonito, e é por isso que ela aparece em tantos programas diferentes. Está no LEGUS do Hubble, que investiga formação de estrelas e de aglomerados. Está no PHANGS, que junta Webb, VLT e ALMA sobre as mesmas galáxias próximas. As doze imagens desta página vêm dessas campanhas, e cada instrumento mostra uma camada distinta do mesmo disco.
O que o Trio do Leão fez com ela
Numa espiral que evolui isolada, os dois braços saem do centro com curvatura parecida e o núcleo fica onde se espera: no meio. M 66 falha nos dois testes. Os braços têm formatos e extensões diferentes um do outro, e o núcleo aparece fora da posição central que a simetria do disco pediria.
A causa apontada pelo ESA/Hubble é a gravidade das companheiras. Quando duas galáxias passam perto, a força que uma exerce sobre a outra não é a mesma em todos os pontos do disco: o lado voltado para a vizinha é puxado mais forte que o lado oposto. Essa diferença estica o disco de um lado, comprime do outro, e desloca o centro de massa aparente. O efeito sobrevive por centenas de milhões de anos.
Vale notar que o trio não é uma colisão em curso, e sim uma vizinhança apertada. As três galáxias continuam separadas e reconhecíveis, cada uma com seu disco. O que se vê em M 66 não é destruição: é deformação, o registro de que a gravidade das vizinhas trabalhou sobre ela por muito tempo.
O gás frio que parece fogo
Uma das imagens deste acervo mostra o que parecem labaredas saindo dos braços espirais. Não é fogo nem nada quente: é o contrário. As chamas marcam nuvens de gás molecular frio, registradas pelo ALMA, o conjunto de antenas milimétricas no deserto do Atacama, do qual o ESO é parceiro.
Gás molecular frio é a matéria-prima de estrelas. Uma estrela só nasce quando uma nuvem fica densa e fria o bastante para que a própria gravidade vença a pressão interna e a faça desabar. Mapear onde esse gás está é mapear onde a galáxia ainda pode formar estrelas, e é por isso que ele merece um instrumento próprio: em luz visível, nuvem fria não brilha, ela apenas bloqueia o que está atrás.
Na mesma imagem, as regiões azuladas ao fundo vêm do MUSE, no Very Large Telescope, e mostram a população de estrelas já formadas. As duas camadas juntas contam a história em ordem: onde a galáxia já fez estrelas, e onde ainda tem material para fazer mais.
Por que as cores parecem erradas
Algumas imagens de M 66 neste acervo têm cores que ninguém veria com o olho, e isso não é liberdade artística. Numa das Pictures of the Week do ESO, o que aparece não são as estrelas, e sim o gás ionizado por estrelas recém-nascidas: hidrogênio em vermelho, oxigênio em azul e enxofre em laranja. Cada cor é um elemento químico específico, escolhido pelo comprimento de onda em que ele emite.
A vista de campo largo do VST vai mais longe na inversão. Ali a luz do infravermelho próximo foi pintada de vermelho, a luz vermelha virou verde, e a luz verde virou magenta. O deslocamento inteiro serve para caber num monitor uma faixa que o olho não alcança, sem descartar informação.
A lição vale para o acervo todo. Cor em astronomia é uma legenda, não uma fotografia do que se veria de perto. Quando a paleta é declarada no metadado, como aqui, dá para ler a imagem como um mapa: cada tom aponta uma substância ou uma faixa de energia, e a beleza é consequência do dado, não do enfeite.
Quem foi Charles Messier e por que isso importa
M 66 é o objeto de número 66 no catálogo do astrônomo francês Charles Messier, que viveu de 1730 a 1817. O detalhe curioso é que Messier não estava catalogando galáxias: ele caçava cometas. As manchas difusas que ele registrava eram, para ele, um estorvo, coisas que pareciam cometas no telescópio e não eram.
O catálogo nasceu, portanto, como uma lista de falsos alarmes, feita para que ele e outros caçadores não perdessem tempo com os mesmos borrões. A ironia é que os cometas de Messier foram esquecidos e a lista de estorvos virou o roteiro de observação mais usado da astronomia amadora, três séculos depois.
Isso explica um traço do catálogo que confunde iniciantes: ele mistura coisas que não têm relação nenhuma entre si. Aglomerados de estrelas, restos de supernova, nebulosas e galáxias inteiras aparecem lado a lado, porque o critério nunca foi o que o objeto é, e sim como ele se parecia num telescópio do século 18: uma mancha que não se movia.
O que cada telescópio enxerga aqui
As doze imagens desta página cobrem uma faixa enorme de escala e de comprimento de onda. A mais aberta é a vista do VST, com quase 52 minutos de arco, e é ela que abre a página, porque mostra M 66 inteira e ainda situa as três galáxias do trio no mesmo quadro. Mais abaixo há um campo ainda maior, de mais de três graus, útil para ver quanta coisa existe naquela direção do céu.
No detalhe entram Hubble e Webb. A imagem do Hubble reúne cinco filtros que vão do ultravioleta em 275 nanômetros ao infravermelho próximo em 814, e faz parte do LEGUS, cujo objetivo é justamente resolver estrelas e aglomerados individuais em galáxias próximas o bastante para isso.
A do Webb combina NIRCam e MIRI em oito filtros, vários deles mirando bandas de PAH, moléculas grandes de carbono que brilham quando aquecidas por estrelas próximas, e uma mirando a assinatura de silicatos, que é poeira mineral. Enquanto o Hubble separa as estrelas, o Webb desenha a poeira que as cerca. As duas imagens são do mesmo disco, e quase não têm nada em comum na aparência.
Os números deste objeto
| Também catalogada como | NGC 3627SIMBAD |
|---|---|
| Constelação | Leão (Leo)IAU |
| Distância | cerca de 35 milhões de anos-luzESA/Hubble e ESO |
| Extensão declarada | 100.000 anos-luzESA/Hubble |
| Tamanho aparente | 11,43 minutos de arcoSIMBAD |
| Desvio para o vermelho | z = 0,00242SIMBAD |
| Grupo | Trio do Leão, com M 65 e NGC 3628ESA/Hubble |
O que reparar nesta imagem
- Qual das três é a Messier 66A foto de abertura mostra o Trio do Leão inteiro. Messier 66 é a maior das três e a que exibe os braços mais irregulares, com faixas de poeira bem marcadas cruzando o disco.
- Os braços que não combinamCompare um braço com o outro na imagem do Hubble. Eles têm curvatura e extensão diferentes, e essa assimetria é a marca deixada pela gravidade das vizinhas.
- As labaredas que são geloNa imagem feita com o ALMA, o que parece fogo saindo dos braços é gás molecular frio, a matéria-prima de estrelas que ainda não nasceram.
- O mesmo disco, duas carasColoque a imagem do Hubble ao lado da do Webb. Uma separa estrelas, a outra desenha a poeira em volta delas, e a galáxia parece dois objetos diferentes.
Por que esta imagem tem essas cores
Estas cores não são as que seus olhos veriam. Parte da luz registrada está fora da faixa visível, então cada filtro recebeu uma cor para que a informação pudesse aparecer numa tela.
ultravioletainfravermelho e ondas de rádio
- Azulluz visível · OmegaCAM · G480 nmolho enxerga
- Verdeluz visível · OmegaCAM · R625 nmolho enxerga
- Vermelhoinfravermelho · OmegaCAM · I770 nminvisível ao olho
Estes dados vêm do metadado publicado pelo próprio ESO junto com a imagem, filtro por filtro. Nada aqui é estimativa nossa.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu é cerca de 1,7 vezes mais largo que a Lua cheia. O recorte fotografado mede 52 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 116.409 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 35 milhões de anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era quando os primeiros representantes do gênero Homo apareciam na África.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 38° de altura, na direção NE.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 53 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
Quanto já se olhou para aqui
- 572registros do Hubble
- 75registros do James Webb
- 8registros do GALEX
Contagem de observações arquivadas no Mikulski Archive for Space Telescopes, o repositório público operado pelo Space Telescope Science Institute, para uma busca num raio de 5,7 minutos de arco em torno da coordenada deste objeto. Um registro é um produto de observação, e não uma noite de telescópio nem uma fotografia: uma única campanha científica costuma render dezenas deles. O número serve para comparar a atenção que cada objeto recebeu, não para contar fotos.
O que ainda não se sabe
A ordem exata dos encontros dentro do Trio do Leão não está estabelecida: não se sabe qual galáxia passou perto de qual, nem quando, e reconstruir isso exigiria medir o movimento de cada uma de lado, e não só na linha de visada, o que ainda não se faz com precisão suficiente a 35 milhões de anos-luz. Também segue em discussão se o núcleo de Messier 66 está de fato deslocado do centro de massa ou se a aparência vem da distribuição irregular de poeira na frente dele, questão que depende de modelar a extinção ao longo do disco. E a distância declarada varia entre publicadores, de 31 a 36 milhões de anos-luz conforme o método e a campanha, diferença que se propaga para tudo o que é calculado a partir dela, inclusive a extensão física da galáxia.
Divulgação que só conta o que já está resolvido dá a impressão errada de que a astronomia acabou. Ela não acabou, e este bloco existe para separar o que está estabelecido do que continua em disputa entre pesquisadores.
Uma coisa que quase ninguém sabe
Charles Messier montou o catálogo em que esta galáxia é o número 66 para NÃO perder tempo com ela. Ele caçava cometas, e as manchas difusas do céu profundo eram falsos alarmes que atrapalhavam a busca. A lista de estorvos sobreviveu aos cometas dele e virou o roteiro de observação mais usado por astrônomos amadores no mundo inteiro.
Outras imagens deste objeto

Crédito NASA, ESA and and Digitized Sky Survey 2 . Acknowledgment: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0






Crédito NASA, ESA and the Hubble Heritage (STScI/AURA)-ESA/Hubble Collaboration. Acknowledgement: Davide De Martin and Robert Gendler ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, and the LEGUS team ESA/Hubble CC BY 4.0

Crédito NASA, ESA, CSA, STScI, J. Lee (STScI), T. Williams (Oxford), PHANGS Team ESA/Webb CC BY 4.0


Vídeo de Galáxia Messier 66
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Galáxia de Andrômeda
Crédito ESA/Hubble & Digitized Sky Survey 2. Acknowledgment: Davide De Martin (ESA/Hubble) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Sombrero
Crédito ESA/Hubble & NASA, K. Noll ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Redemoinho
Crédito NASA, ESA, S. Beckwith (STScI), and The Hubble Heritage Team (STScI/AURA) ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Cata-vento
Crédito NASA, ESA, CXC, SSC and STScI ESA/Hubble CC BY 4.0
- Galáxia do Charuto
Crédito NASA, ESA, CSA, A. Smercina (STScI), T. Williams (University of Manchester). Image processing: A. Pagan (STScI). ESA/Webb CC BY 4.0
- Galáxia de Bode
Crédito ESA/INT/DSS2 ESA/Hubble CC BY 4.0
Perguntas frequentes
- O que é o Trio do Leão?
- O Trio do Leão é um grupo de três galáxias espirais em interação gravitacional na constelação do Leão: Messier 65, Messier 66 e NGC 3628. As três estão próximas o bastante para que cada uma sinta a atração das outras, e essa convivência deformou os discos delas. Messier 66 é a maior das três, com cerca de 100.000 anos-luz de extensão segundo o ESA/Hubble.
- Por que os braços de Messier 66 são assimétricos?
- Messier 66 tem braços espirais de formatos e extensões diferentes, e um núcleo que parece deslocado do centro. Segundo o ESA/Hubble, a causa mais provável é a atração gravitacional das outras duas galáxias do Trio do Leão. Quando galáxias passam perto, a força que uma exerce sobre a outra varia ao longo do disco, e essa diferença estica um lado e comprime o outro, deixando marcas que duram centenas de milhões de anos.
- A que distância fica Messier 66?
- Messier 66 fica a cerca de 35 milhões de anos-luz da Terra, valor declarado pelo ESA/Hubble e pelo ESO nas imagens deste acervo. Vale registrar que os publicadores não convergem para um número único: campanhas mais recentes do programa PHANGS declaram aproximadamente 31 milhões, e a equipe do James Webb declara 36 milhões. Diferenças dessa ordem são normais em medidas de distância extragaláctica.
- Por que as cores das imagens de Messier 66 parecem estranhas?
- Porque várias delas não mostram estrelas, e sim gás. Numa das imagens do ESO, o vermelho é hidrogênio, o azul é oxigênio e o laranja é enxofre, cada cor escolhida pelo comprimento de onda em que aquele elemento emite. Na vista de campo largo do VST, a luz infravermelha foi pintada de vermelho, a vermelha de verde e a verde de magenta. Cor em astronomia é uma legenda do dado, não um retrato do que o olho veria.
- O que o ALMA mostra nesta galáxia?
- O ALMA, conjunto de antenas milimétricas no deserto do Atacama, mapeia o gás molecular frio de Messier 66, que aparece nas imagens como se fossem labaredas saindo dos braços espirais. Esse gás é a matéria-prima das estrelas: só nasce estrela onde uma nuvem está fria e densa o bastante para desabar sob a própria gravidade. Em luz visível esse material não brilha, apenas bloqueia o que está atrás dele.
- Quem foi Charles Messier?
- Charles Messier foi um astrônomo francês que viveu de 1730 a 1817 e caçava cometas. Para não confundir cometas com manchas difusas fixas no céu, ele catalogou essas manchas, e a lista virou o catálogo Messier. Por isso o catálogo mistura objetos sem relação entre si, como aglomerados, nebulosas e galáxias: o critério nunca foi o que o objeto é, e sim a aparência dele num telescópio do século 18.
- Dá para ver Messier 66 com telescópio amador?
- Messier 66 é um alvo acessível para telescópios amadores de porte médio sob céu escuro, e uma das atrações é que as três galáxias do Trio do Leão cabem juntas no campo de oculares de baixa ampliação. Ela aparece como uma mancha oval difusa, com o centro mais brilhante. Os braços assimétricos e as faixas de poeira que dão nome à história desta página só surgem em fotografia de longa exposição.
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Galáxia Messier 66. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/galaxia-messier-66. Consultado em: 23/08/2026.






