Razão: o que é e como simplificar

Aprenda razão no nível de uma aula particular: o que é, como simplificar, a relação com a fração, a conversão em decimal e porcentagem, razões de três termos, repartição proporcional, escalas e proporções, com exemplos e exercícios resolvidos.

Revisado pela equipe editorial ValorFinalOBMEP / IMPA (matemática) / BNCC / razões e proporções

A razão é um dos conceitos mais úteis da matemática, presente em receitas, mapas, misturas, velocidades e em quase todo problema que envolve comparar quantidades. Ela nos permite dizer, de forma simples, como uma quantidade se relaciona com outra, e está na base das proporções, da regra de três e das porcentagens. Saber simplificar e interpretar razões abre a porta para resolver muitos problemas do dia a dia e das provas. Neste guia, escrito como uma aula completa, vamos do conceito de razão até a sua simplificação, passando pela relação com a fração, pela conversão em decimal e porcentagem, pelas razões de três termos, pela repartição proporcional e pelas escalas. O conteúdo serve para quem está no ensino fundamental, para quem retoma os estudos na educação de jovens e adultos e para quem se prepara para o ENEM e para concursos. Para conferir cada simplificação enquanto lê, use a calculadora de razão.

Resposta rápida

  • Razão: comparação de duas quantidades por divisão (a : b).
  • Simplificar: dividir todos os termos pelo MDC.
  • Exemplo: 8 : 12 = 2 : 3.
  • Fração: a razão a : b equivale a a/b.
  • Partes: cada termo dividido pela soma dá a porcentagem.

O que é uma razão

Uma razão é a comparação entre duas quantidades feita por meio de uma divisão. Em vez de dizer apenas quanto vale cada quantidade, a razão diz como uma se relaciona com a outra. Escrevemos a razão entre a e b como a para b, ou com dois pontos, a dois pontos b. Por exemplo, se em uma sala há 8 meninas e 12 meninos, a razão entre o número de meninas e o número de meninos é 8 para 12.

Essa razão nos diz que, para cada grupo de meninas, há um grupo proporcional de meninos. Ao simplificá-la para 2 para 3, fica claro que, para cada 2 meninas, há 3 meninos. A razão não muda se multiplicarmos ou dividirmos os dois termos pelo mesmo número, pois a comparação entre eles permanece. Por isso, a forma mais simples da razão é a mais útil para enxergar a relação. A ordem dos termos importa: a razão de meninas para meninos, 2 para 3, é diferente da razão de meninos para meninas, 3 para 2. A calculadora simplifica qualquer razão e mostra a relação na forma mais clara.

Como ler e escrever uma razão

A razão a para b lê-se como a está para b. Cada quantidade comparada é chamada de termo: o primeiro é o antecedente e o segundo é o consequente. Podemos escrever a razão de várias formas equivalentes: com a palavra para, com dois pontos, ou como uma fração. Assim, a razão entre 2 e 3 pode aparecer como 2 para 3, como 2 dois pontos 3, ou como a fração dois terços, todas com o mesmo significado.

É importante ler a razão na ordem certa, pois ela compara as quantidades em uma sequência específica. Quando dizemos a razão de água para suco concentrado em uma mistura, o primeiro número se refere à água e o segundo ao concentrado. Inverter a ordem muda o significado. Além disso, as duas quantidades comparadas costumam estar na mesma unidade, para que a comparação faça sentido; comparar metros com metros, ou litros com litros. Quando as unidades são diferentes, como quilômetros e horas, a razão vira uma taxa, como a velocidade, um caso especial que estudamos à parte.

Como simplificar uma razão

Simplificar uma razão é escrevê-la com os menores números inteiros possíveis, mantendo a mesma comparação. O procedimento é dividir todos os termos pelo máximo divisor comum entre eles. Por exemplo, na razão 8 para 12, o MDC de 8 e 12 é 4; dividindo os dois por 4, chegamos a 2 para 3. A razão 2 para 3 é a forma simplificada, com termos primos entre si, ou seja, sem nenhum divisor comum maior que 1.

A razão simplificada é a mais fácil de interpretar, porque mostra a relação de forma direta. Em uma razão de três termos, como 10 para 20 para 30, fazemos o mesmo: o MDC dos três é 10, e dividindo todos por 10 chegamos a 1 para 2 para 3. Quando os termos têm decimais, primeiro os transformamos em inteiros, multiplicando todos pela mesma potência de dez, e depois simplificamos. Por exemplo, 1,5 para 3 vira 15 para 30, que simplifica para 1 para 2. Achar o MDC é a chave da simplificação, e a calculadora de MMC e MDC ajuda quando os números são grandes. A calculadora de razão faz toda essa simplificação, inclusive com decimais.

Razão e fração

A razão de dois termos e a fração são, do ponto de vista numérico, a mesma coisa. A razão a para b equivale à fração a sobre b. Por isso, simplificar uma razão de dois termos é o mesmo que simplificar a fração correspondente, e as duas chegam à mesma forma irredutível. A razão 8 para 12 e a fração oito doze simplificam ambas para 2 para 3 e dois terços.

A diferença entre os dois conceitos é mais de interpretação e de uso. A fração costuma representar uma parte de um todo, como três quartos de uma pizza. A razão compara duas quantidades que podem ser independentes, como o número de meninas e de meninos, sem que uma seja parte da outra. Mesmo assim, traduzir uma razão em fração é muito útil, porque permite usar tudo o que sabemos sobre frações, como simplificar, comparar e operar. Para simplificar a fração equivalente, a calculadora de simplificação de frações chega ao mesmo resultado pela ótica das frações.

Razão para decimal e porcentagem

Toda razão de dois termos pode ser escrita como um número decimal, bastando dividir o antecedente pelo consequente. Por exemplo, a razão 1 para 4 vira 1 dividido por 4, que dá 0,25. Esse decimal é outra forma de expressar a mesma comparação, útil para comparar razões rapidamente: a razão com maior decimal é a maior. Comparar 2 para 3 com 3 para 5 fica fácil ao ver que dão 0,667 e 0,6.

Para transformar uma razão em porcentagens das partes, somamos os termos e dividimos cada um pela soma. Na razão 1 para 3, o total é 4, então o primeiro termo é 1 dividido por 4, que dá 25 por cento, e o segundo é 3 dividido por 4, que dá 75 por cento. Essa leitura mostra como cada parte se distribui no todo, e é muito usada em gráficos e em divisões. A calculadora mostra a porcentagem de cada termo no total automaticamente, e para outras contas com porcentagem a calculadora de porcentagem é um bom apoio.

Razões de três termos

As razões não se limitam a duas quantidades. Uma razão de três termos compara três quantidades ao mesmo tempo, escrita como a para b para c. Elas aparecem em receitas, misturas e repartições. Por exemplo, uma massa pode pedir farinha, açúcar e manteiga na razão 3 para 2 para 1, indicando as proporções entre os três ingredientes.

Simplificar uma razão de três termos segue a mesma lógica das de dois: dividimos os três pelo MDC comum a todos. Na razão 4 para 8 para 12, o MDC dos três é 4, e dividindo todos por 4 chegamos a 1 para 2 para 3. Uma razão de três termos não corresponde a uma única fração, mas pode ser repartida em porcentagens do total, somando os três termos e dividindo cada um pela soma. Isso permite, por exemplo, descobrir que proporção do total cada ingrediente representa. Trabalhar com razões de três termos amplia muito as aplicações, e a calculadora simplifica os três termos e mostra a parte de cada um.

Repartição proporcional

Uma das aplicações mais importantes das razões é a repartição proporcional, que consiste em dividir uma quantidade em partes proporcionais a uma razão. Por exemplo, repartir 100 reais entre duas pessoas na razão 2 para 3 significa dividir o total em 2 mais 3, ou seja, 5 partes iguais, e dar 2 partes a uma pessoa e 3 à outra. Cada parte vale 100 dividido por 5, que dá 20 reais, então uma pessoa recebe 40 e a outra 60.

Esse tipo de divisão é justo porque distribui o total de acordo com a razão acordada, e aparece em sociedades, heranças, divisão de despesas e premiações. A repartição também funciona com razões de três ou mais termos: somamos todos os termos para achar o número de partes e distribuímos proporcionalmente. Por exemplo, repartir 120 na razão 1 para 2 para 3 dá 6 partes de 20, ou seja, 20, 40 e 60. Entender a repartição proporcional como uma aplicação direta das razões ajuda a resolver muitos problemas práticos de divisão justa.

Existe ainda a repartição proporcional inversa, em que as partes são proporcionais ao inverso de cada valor, comum em problemas que envolvem rapidez ou tempo. Por exemplo, ao dividir uma tarefa entre pessoas com ritmos diferentes, quem trabalha mais rápido pode receber uma parte menor do tempo. Nesses casos, montamos a razão com os inversos das quantidades antes de repartir. Embora seja um caso mais avançado, ele mostra que a ideia de repartir conforme uma razão é flexível e se adapta a diferentes situações. Na maioria dos problemas do dia a dia, porém, usamos a repartição direta, em que as partes seguem a própria razão dada, como na divisão de uma conta ou de um lucro entre sócios. Saber identificar quando a repartição é direta e quando é inversa evita erros e mostra um domínio mais profundo do conceito de razão aplicado a divisões.

Razões em escalas e mapas

As escalas de mapas, plantas e maquetes são razões entre a medida no desenho e a medida real. Uma escala de 1 para 100 significa que cada unidade no desenho corresponde a 100 unidades na realidade; assim, 1 centímetro no papel representa 100 centímetros, ou 1 metro, no mundo real. A escala permite representar coisas grandes em tamanho reduzido, mantendo as proporções corretas.

Saber ler escalas é muito útil. Em um mapa com escala 1 para 50000, uma distância de 4 centímetros no papel corresponde a 4 vezes 50000, ou seja, 200000 centímetros, que são 2 quilômetros na realidade. As escalas também aparecem em plantas de casas, em modelos e em desenhos técnicos. Em todos esses casos, a razão da escala é a chave para converter entre o desenho e a realidade, multiplicando ou dividindo pelas medidas conforme a necessidade. As escalas mostram como as razões organizam representações do mundo de forma precisa e proporcional.

Razão e proporção

É importante distinguir razão de proporção, dois conceitos que andam juntos. Uma razão compara duas quantidades, como 2 para 3. Uma proporção é a igualdade entre duas razões, como 2 para 3 igual a 4 para 6. A proporção afirma que duas comparações são equivalentes, o que é a base para resolver problemas em que falta um valor.

Quando temos uma proporção com um termo desconhecido, usamos a multiplicação cruzada para encontrá- lo, o que é a essência da regra de três. Por exemplo, se 2 para 3 é igual a x para 12, multiplicamos cruzado e descobrimos que x é 8. Assim, a razão é o ponto de partida, e a proporção é a ferramenta para resolver. Dominar bem as razões facilita muito o trabalho com proporções e regra de três. Para resolver o valor de x em uma proporção, a calculadora de proporção e a calculadora de regra de três são os próximos passos naturais.

Exemplos resolvidos

Vamos resolver alguns exemplos. Primeiro, simplifique a razão 18 para 24. O MDC de 18 e 24 é 6, e dividindo os dois por 6 chegamos a 3 para 4. Segundo, simplifique a razão 15 para 25. O MDC é 5, e o resultado é 3 para 5. Repare que, em ambos os casos, a razão simplificada tem termos primos entre si, ou seja, não há mais nenhum número que divida os dois ao mesmo tempo, e é por isso que paramos ali.

Terceiro, simplifique uma razão de três termos: 12 para 18 para 30. O MDC dos três é 6, e dividindo todos por 6 chegamos a 2 para 3 para 5. Quarto, trabalhe com decimais: a razão 2,5 para 4. Para eliminar o decimal, multiplicamos os dois termos por 2, obtendo 5 para 8, que já é irredutível. Esse exemplo mostra como os decimais são tratados antes da simplificação, transformando-se em inteiros sem alterar a comparação entre as quantidades.

Quinto, um problema de repartição: divida 250 reais na razão 3 para 2. A soma dos termos é 5, então cada parte vale 250 dividido por 5, que dá 50 reais. Uma pessoa recebe 3 partes, ou seja, 150 reais, e a outra recebe 2 partes, ou seja, 100 reais. Conferindo, 150 mais 100 dá 250, e a razão entre 150 e 100 é 3 para 2, como pedido. Resolver exemplos assim, ora simplificando, ora repartindo, ora lidando com decimais e três termos, fixa o conceito por completo e prepara para qualquer questão de razão.

Sexto, um exemplo de porcentagem do total: na razão 3 para 1 entre suco concentrado e água, o total é 4 partes, então o concentrado representa 3 dividido por 4, que dá 75 por cento, e a água 1 dividido por 4, que dá 25 por cento, da mistura. Note a diferença entre a razão entre as partes, que é 3 para 1, e a parte de cada uma no total, que é 75 por cento e 25 por cento. Confundir essas duas leituras é um erro comum, e o exemplo deixa claro que a razão 3 para 1 não significa 3 por cento e 1 por cento, mas sim a proporção entre as quantidades dentro de um total de 4 partes.

Razões no dia a dia

As razões aparecem em inúmeras situações cotidianas, muitas vezes sem que percebamos. Na cozinha, seguir uma receita é respeitar razões entre ingredientes; ao dobrar uma receita, mantemos as razões e dobramos cada quantidade. Em misturas, como tinta, suco concentrado e produtos de limpeza, a razão entre os componentes determina o resultado, e errá-la altera a cor, o sabor ou a eficácia.

No esporte, comparamos desempenhos por razões, como vitórias para derrotas ou gols a favor para gols contra. Em finanças, a razão entre dívida e renda ajuda a avaliar a saúde do orçamento, e a razão entre lucro e investimento mede o retorno de um negócio. Na saúde, índices como a relação entre peso e altura são razões que ajudam a interpretar medidas do corpo. Reconhecer todas essas situações como razões mostra como o conceito está presente em quase tudo que comparamos. Quem entende razões lê melhor esses números do cotidiano e toma decisões mais informadas, percebendo quando uma proporção está equilibrada e quando algo está fora do esperado. Essa leitura proporcional do mundo é uma das habilidades mais úteis que a matemática básica oferece.

Razões equivalentes

Assim como existem frações equivalentes, existem razões equivalentes, que são diferentes formas de escrever a mesma comparação. A razão 2 para 3 é equivalente a 4 para 6, a 6 para 9 e a 20 para 30, porque todas representam a mesma relação entre as quantidades. Obtemos razões equivalentes multiplicando ou dividindo os dois termos pelo mesmo número diferente de zero.

Esse conceito é a base das proporções, já que uma proporção é exatamente a igualdade entre duas razões equivalentes. Reconhecer razões equivalentes ajuda a resolver problemas, porque podemos ampliar ou reduzir uma razão para adequá-la a uma situação. Por exemplo, se uma receita usa a razão 2 para 3 de açúcar para farinha e queremos usar 6 unidades de açúcar, encontramos a razão equivalente 6 para 9, descobrindo que precisamos de 9 de farinha. A forma simplificada de uma razão é a representante mais simples de toda uma família de razões equivalentes, e é por isso que simplificar é tão útil: reduz qualquer razão à sua expressão mais clara, da qual todas as outras equivalentes podem ser obtidas. Para verificar se duas razões são equivalentes, basta simplificar as duas e comparar, ou usar a multiplicação cruzada.

Erros comuns com razões

O primeiro erro frequente é inverter a ordem dos termos. A razão a para b é diferente de b para a, então é preciso respeitar a ordem em que o problema apresenta as quantidades. O segundo é comparar quantidades em unidades diferentes sem perceber, o que torna a razão sem sentido; sempre use a mesma unidade nos dois termos, ou trate o caso como uma taxa.

O terceiro deslize é confundir a razão entre duas partes com a razão de uma parte para o total. Na razão 2 para 3 de meninas para meninos, a fração de meninas no total não é dois terços, e sim dois quintos, pois o total é 5. Misturar essas duas ideias leva a erros em repartições e porcentagens. Por fim, há quem esqueça de simplificar a razão, deixando-a em uma forma mais complicada que o necessário. Conferir os resultados na calculadora, que mostra tanto a razão entre as partes quanto a parte de cada uma no total, ajuda a evitar esses enganos enquanto se aprende.

A história e a notação das razões

A ideia de comparar quantidades por meio de razões é muito antiga e está presente na matemática grega, especialmente na geometria, em que as proporções entre segmentos eram estudadas com cuidado. Os antigos já percebiam que muitas relações da natureza e da arte podiam ser descritas por razões entre medidas, o que deu origem a conceitos como a proporção áurea. A razão era pensada, naquele tempo, mais como uma relação geométrica entre grandezas do que como uma simples divisão de números.

Com o desenvolvimento da álgebra e da notação moderna, as razões passaram a ser escritas com os símbolos que usamos hoje, como os dois pontos e a barra de fração. Essa padronização tornou mais fácil trabalhar com razões em contas, em proporções e em problemas do dia a dia. A própria palavra razão guarda a ideia de relação e de proporção, e ela aparece em expressões comuns, como dizer que algo está na razão direta ou inversa de outra coisa. Conhecer um pouco dessa história ajuda a entender por que as razões ocupam um lugar tão central na matemática, conectando a aritmética, a geometria e a álgebra. Elas são uma das pontes mais antigas e duradouras entre os números e o mundo real, e continuam sendo ensinadas justamente por essa enorme utilidade que atravessa os séculos.

Como praticar com segurança

A melhor forma de dominar as razões é praticar com situações reais. Comece simplificando razões de dois termos, achando o MDC e dividindo. Depois inclua razões de três termos e decimais, observando como a transformação em inteiros funciona. Em seguida, treine a conversão de razões em fração, decimal e porcentagem, e a repartição proporcional de um total em partes.

Quando ganhar confiança, resolva problemas do cotidiano: ajuste uma receita mantendo a razão entre os ingredientes, divida uma conta proporcionalmente entre amigos, ou interprete a escala de um mapa. Esses exercícios conectam as razões às proporções, às porcentagens e à regra de três, fixando o conceito de forma duradoura. A calculadora de razão simplifica a razão, converte em fração e decimal e mostra a porcentagem de cada parte, então você pode resolver primeiro no papel e usar a ferramenta só para conferir, que é a maneira mais eficiente de aprender de verdade.

Razões entre grandezas diferentes: as taxas

Até aqui, comparamos quantidades da mesma natureza, como meninas e meninos ou reais e reais. Mas também é possível formar razões entre grandezas de tipos diferentes, e essas razões especiais recebem o nome de taxas. A velocidade, por exemplo, é a razão entre uma distância e um tempo, como quilômetros por hora. A densidade é a razão entre massa e volume, como gramas por centímetro cúbico. O preço por quilo é a razão entre dinheiro e quantidade.

Nas taxas, a razão costuma ser reduzida à base de uma unidade da segunda grandeza, formando a chamada taxa unitária, como quilômetros por uma hora ou reais por um quilo. Essa redução à unidade é exatamente o que torna as taxas tão úteis para comparar: ao saber quantos quilômetros um carro faz por litro, podemos comparar diretamente o consumo de carros diferentes. As taxas estão por toda parte, da física à economia, e todas partem da mesma ideia de razão, apenas aplicada a grandezas de tipos distintos. Entender que velocidade, densidade e preço por unidade são razões ajuda a perceber a unidade por trás de muitos conceitos que parecem separados. Para o preço por unidade, a calculadora de preço unitário aplica essa ideia às compras, e para velocidade, a calculadora de velocidade, distância e tempo usa a razão entre distância e tempo.

Vale notar uma diferença importante: nas razões entre quantidades da mesma natureza, o resultado não tem unidade, porque as unidades se cancelam na divisão. Já nas taxas, o resultado tem uma unidade composta, como quilômetros por hora, justamente porque comparamos grandezas diferentes. Essa distinção ajuda a interpretar corretamente o que cada razão significa. Quando o resultado é um número puro, estamos comparando coisas do mesmo tipo; quando o resultado vem com uma unidade composta, estamos diante de uma taxa. Reconhecer essa diferença é mais um passo para usar as razões com segurança em qualquer contexto, seja comparando ingredientes de uma receita, seja medindo a velocidade de um veículo na estrada.

Resumo

A razão compara duas quantidades por meio de uma divisão, escrita como a para b, e simplificamos dividindo todos os termos pelo máximo divisor comum, até chegar a termos primos entre si. Uma razão de dois termos equivale a uma fração e pode virar decimal e porcentagem, enquanto razões de três termos comparam três quantidades e também se repartem em porcentagens do total. A repartição proporcional divide um total conforme uma razão, e as escalas usam razões para representar medidas. A razão é o ponto de partida das proporções e da regra de três, e dá origem às taxas, como velocidade e densidade, quando comparamos grandezas diferentes. Com aplicações em receitas, mapas, misturas, esportes, finanças e divisões, a razão é um conceito básico e muito poderoso, que vale a pena treinar até ficar natural. Pratique com a calculadora de razão e confira cada simplificação e cada repartição com calma.

Calculadoras deste guia

Como validamos os cálculos

Os valores citados neste guia são estimativos e baseados em fontes oficiais (OBMEP / IMPA (matemática) / BNCC / razões e proporções). Eles podem variar conforme convenção coletiva, situação individual e atualizações da legislação. Entenda nossa metodologia em como validamos os cálculos.

Perguntas frequentes

O que é uma razão?
É a comparação entre duas quantidades por meio de uma divisão, escrita como a para b, ou a dois pontos b. Por exemplo, se há 8 meninas e 12 meninos em uma sala, a razão entre meninas e meninos é 8 para 12, que simplifica para 2 para 3. A razão mostra como uma quantidade se relaciona com a outra, de forma simples e direta.
Como simplificar uma razão?
Divida todos os termos pelo máximo divisor comum entre eles. Por exemplo, a razão 8 para 12 tem MDC 4, então dividimos 8 e 12 por 4 e chegamos a 2 para 3. A razão simplificada tem termos primos entre si, sem divisor comum maior que 1, e representa a mesma comparação de forma mais clara.
Qual a diferença entre razão e fração?
São muito ligadas. Uma razão de dois termos a para b equivale à fração a sobre b. A diferença é de uso: a razão compara duas quantidades, enquanto a fração costuma representar parte de um todo. Por exemplo, a razão 2 para 3 e a fração dois terços têm o mesmo valor, com leituras um pouco diferentes.
Como ler uma razão?
A razão a para b lê-se assim mesmo, como a está para b, e indica que, para cada a unidades da primeira quantidade, há b da segunda. Na razão 2 para 3 de meninas para meninos, para cada 2 meninas há 3 meninos. A ordem importa muito: a razão 2 para 3 é diferente da razão 3 para 2.
Como transformar uma razão em porcentagem?
Some os termos para achar o total e divida cada termo pela soma. Na razão 1 para 3, o total é 4, então o primeiro termo é 1 dividido por 4, que dá 25 por cento, e o segundo é 3 dividido por 4, que dá 75 por cento. Assim, a razão mostra como cada parte se distribui no todo.
O que é uma razão de três termos?
É a comparação entre três quantidades ao mesmo tempo, escrita como a para b para c. Por exemplo, uma receita pode pedir farinha, açúcar e manteiga na razão 3 para 2 para 1. Simplificamos uma razão de três termos dividindo os três pelo MDC comum, e ela também pode ser repartida em porcentagens do total.
O que é repartição proporcional?
É dividir uma quantidade em partes proporcionais a uma razão. Por exemplo, repartir 100 reais na razão 2 para 3 significa dividir em 5 partes iguais, dando 2 partes a um e 3 a outro, ou seja, 40 e 60 reais. A repartição proporcional é uma aplicação direta das razões, muito usada em sociedades e divisões justas.
Como as razões aparecem em escalas?
A escala de um mapa ou planta é uma razão entre a medida no desenho e a medida real. Uma escala de 1 para 100 significa que 1 centímetro no papel corresponde a 100 centímetros reais. Assim, as razões permitem representar coisas grandes em tamanho reduzido, mantendo as proporções corretas entre as medidas.
Qual a diferença entre razão e proporção?
Uma razão compara duas quantidades, enquanto uma proporção é a igualdade entre duas razões. Por exemplo, 2 para 3 é uma razão, e dizer que 2 para 3 é igual a 4 para 6 é uma proporção. A proporção é usada para resolver problemas em que falta um valor, com a regra de três e a multiplicação cruzada.
A razão pode ter números decimais?
Pode, mas costuma-se transformá-la em termos inteiros para simplificar. Por exemplo, a razão 1,5 para 3 equivale a 1 para 2, multiplicando os dois termos por 2 para eliminar o decimal e depois simplificando. A calculadora aceita decimais e faz essa transformação automaticamente, entregando a razão já simplificada em números inteiros.
Para que servem as razões na prática?
As razões aparecem em receitas, misturas, escalas de mapas, velocidade, densidade, proporções e repartições. Saber simplificar e interpretar razões ajuda a comparar quantidades, repartir valores de forma justa e resolver problemas de proporcionalidade. É um conceito básico que se conecta a frações, porcentagens, taxas e regra de três, aparecendo em muitas áreas.
Existe uma calculadora de razão?
Sim. A calculadora de razão do ValorFinal simplifica uma razão de dois ou três termos à forma mais simples, converte a razão de dois termos em fração e decimal e mostra a porcentagem de cada parte no total. Use para conferir exercícios e entender como cada razão se distribui, com o passo a passo, resolvendo primeiro no papel e checando o resultado na ferramenta.