Dígito verificador do CPF: como calcular e validar

Como calcular os dois dígitos verificadores do CPF com os pesos de 10 a 2 e de 11 a 2, com exemplo resolvido, o que o 9º dígito diz sobre a região fiscal e por que um CPF gerado serve só para teste de sistema.

Revisão técnica: Cesar GargiuloReceita Federal: função TestaCPF da consulta de CPF
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Os dois últimos algarismos do CPF não são escolhidos na inscrição. Eles são calculados a partir dos nove primeiros por uma conta chamada módulo 11, a mesma que o sistema faz quando recusa um CPF digitado errado e que um gerador usa para criar números que passam na validação. A conta cabe numa folha de papel e tem limites: aceita dez números que os validadores recusam por uma regra à parte, deixa passar alguns erros de digitação e não sabe se o CPF foi emitido. Para conferir qualquer número enquanto lê, use o gerador e validador de CPF.

Resposta rápida

  • O CPF tem 11 algarismos: 9 de base e 2 dígitos verificadores, calculados por módulo 11.
  • 1º dígito: multiplique os 9 algarismos pelos pesos 10 a 2, some e divida por 11. Resto 0 ou 1 dá 0; os outros restos dão 11 menos o resto.
  • 2º dígito: a mesma conta com 10 algarismos (os 9 mais o 1º dígito) e os pesos 11 a 2.
  • A conta prova que o número é bem formado. Se o CPF existe e está regular, quem responde é a consulta da Receita Federal.

Como o número do CPF é formado

O número de inscrição no CPF tem 11 algarismos, escritos no formato 000.000.000-00. A Instrução Normativa RFB nº 2.172, de 9 de janeiro de 2024, que regula o cadastro, chama esse número de NI-CPF e proíbe dar mais de um número para a mesma pessoa. A Lei nº 14.534, de 2023, fez dele o número único e suficiente para identificar o cidadão nos bancos de dados de serviços públicos, e mandou que ele conste de documentos como a certidão de nascimento, o título de eleitor e a carteira de habilitação. Por isso o CPF aparece em quase todo formulário, e um algarismo trocado nele costuma dar trabalho depois.

Cada trecho do número tem um papel:

O que cada posição do CPF significa, com o CPF de exemplo 111.444.777-35
PosiçõesO que sãoNo exemplo 111.444.777-35
1ª a 8ªSequência atribuída na inscrição111.444.77
Região fiscal em que o CPF foi inscrito7
10ª1º dígito verificador, calculado sobre as posições 1 a 93
11ª2º dígito verificador, calculado sobre as posições 1 a 105

Os dois dígitos verificadores não guardam informação sobre a pessoa. Eles existem para pegar erro: quem digita um algarismo errado quase sempre produz um número cuja conta não fecha, e um formulário que valida o CPF recusa na hora, antes de o dado chegar ao banco.

Como calcular o primeiro dígito verificador do CPF

Pegue os 9 primeiros algarismos. No exemplo, 111.444.777. A conta tem quatro passos:

  1. Multiplique cada algarismo por um peso, começando em 10 no primeiro e descendo de um em um até 2 no nono.
  2. Some os nove produtos.
  3. Divida a soma por 11 e guarde o resto, que é o que sobra da divisão em números inteiros.
  4. Se o resto for 0 ou 1, o dígito é 0. Se for de 2 a 10, o dígito é 11 menos o resto.
Cálculo do 1º dígito verificador do CPF 111.444.777-35, com os pesos de 10 a 2
PosiçãoAlgarismoPesoProduto
1101 × 10 = 10
191 × 9 = 9
181 × 8 = 8
474 × 7 = 28
464 × 6 = 24
454 × 5 = 20
747 × 4 = 28
737 × 3 = 21
727 × 2 = 14
Soma162
Resto da divisão por 118
Dígito verificador3

A soma dá 162. Como 11 × 14 = 154, sobram 8, e o primeiro dígito é 11 menos 8, que dá 3. Ao refazer a conta com o seu próprio número, é fácil errar uma das nove multiplicações. Cole o número no validador de CPF online e compare: ele refaz a conta e mostra o dígito calculado junto do número que você colou. Na aba de geração, o painel de conferência abre a conta do primeiro número gerado, com cada algarismo multiplicado pelo seu peso, a soma e o resto.

Como calcular o segundo dígito verificador

O segundo dígito usa a mesma conta com duas diferenças. Entram 10 algarismos, os 9 da base e o primeiro dígito que você acabou de achar, e os pesos começam em 11. No exemplo, a sequência vira 1114447773, com pesos de 11 a 2.

Cálculo do 2º dígito verificador do CPF 111.444.777-35, com os pesos de 11 a 2
PosiçãoAlgarismoPesoProduto
1111 × 11 = 11
1101 × 10 = 10
191 × 9 = 9
484 × 8 = 32
474 × 7 = 28
464 × 6 = 24
757 × 5 = 35
747 × 4 = 28
737 × 3 = 21
10ª (1º dígito)323 × 2 = 6
Soma204
Resto da divisão por 116
Dígito verificador5

A soma dá 204. Como 11 × 18 = 198, o resto é 6, e o segundo dígito é 11 menos 6, que dá 5. O CPF completo fica 111.444.777-35.

Dois erros de implementação aparecem neste passo: deixar o primeiro dígito verificador fora da segunda soma e reaproveitar os pesos da primeira conta. Os dois devolvem um algarismo com cara de dígito certo, e o sistema passa a recusar boa parte dos CPFs válidos sem nenhuma mensagem que ajude a achar a causa.

Quando o resto é 0 ou 1: o caso do 123.456.789-09

A regra de 11 menos o resto tem um buraco. Com resto 0, o resultado seria 11; com resto 1, seria 10. Nenhum dos dois cabe numa posição de um algarismo, e os dois casos viram 0. É a única situação em que dois restos diferentes dão o mesmo dígito.

O CPF 123.456.789-09, que aparece como exemplo em muito material sobre o assunto, passa por esse caso. No primeiro dígito, a soma é 210 e o resto é 1, então o dígito é 0. No segundo, a soma é 255, o resto é 2 e o dígito é 11 menos 2, que dá 9.

O buraco tem um efeito que dá para medir. Entre todas as bases possíveis, que são 1 bilhão, o 0 é o primeiro dígito verificador de cerca de 18,2% delas, porque recebe dois restos, enquanto cada algarismo de 1 a 9 fica com cerca de 9,1%. Ver muitos CPFs com 0 depois do hífen não é sinal de problema no cadastro.

Três jeitos de escrever a mesma conta

Quem compara validadores de CPF na internet encontra códigos que parecem fazer contas diferentes. Quase sempre é a mesma conta escrita de outra forma, e as três abaixo chegam sempre ao mesmo dígito:

Para escrever a sua função, a versão abaixo segue a regra deste guia e também recusa as sequências de algarismos repetidos, que fecham a conta e mesmo assim não são aceitas, como explica a seção sobre o que a conta deixa passar:

function digitoCpf(numeros) {
  // pesos decrescentes: 10 a 2 no 1º dígito, 11 a 2 no 2º
  let soma = 0;
  for (let i = 0; i < numeros.length; i++) {
    soma += Number(numeros[i]) * (numeros.length + 1 - i);
  }
  const resto = soma % 11;
  return resto < 2 ? 0 : 11 - resto;
}

function validarCpf(entrada) {
  const cpf = String(entrada).replace(/[^0-9]/g, "");
  if (cpf.length !== 11) return false;
  if (cpf.split("").every((c) => c === cpf[0])) return false;
  const d1 = digitoCpf(cpf.slice(0, 9));
  const d2 = digitoCpf(cpf.slice(0, 9) + d1);
  return cpf[9] === String(d1) && cpf[10] === String(d2);
}

Antes de colocar a função em produção, gere uma massa de 100 números no gerador de CPF válido para teste e passe todos por ela. Qualquer recusa aponta erro de peso ou de resto. Depois troque um algarismo de alguns desses números e confira se a função passa a recusar quase todos. Se ela aceitar todos, não está comparando os dígitos.

O que o 9º dígito do CPF indica

O nono algarismo, o último antes do hífen, indica a região fiscal da Receita Federal em que a inscrição foi feita. A Receita divide o país em 10 regiões fiscais, cada uma com uma superintendência, e o algarismo corresponde ao número da região. O 0 fica com a 10ª, que é o Rio Grande do Sul.

Região fiscal da Receita Federal indicada pelo 9º dígito do CPF, com os estados de cada região
9º dígitoRegião fiscalEstados
11ª Região FiscalDF, GO, MS, MT e TO
22ª Região FiscalAC, AM, AP, PA, RO e RR
33ª Região FiscalCE, MA e PI
44ª Região FiscalAL, PB, PE e RN
55ª Região FiscalBA e SE
66ª Região FiscalMG
77ª Região FiscalES e RJ
88ª Região FiscalSP
99ª Região FiscalPR e SC
010ª Região FiscalRS

Os estados de cada região seguem a página das Superintendências Regionais da Receita Federal, conferida em 23/09/2026. Essa página lista as regiões, mas não liga cada uma a um algarismo do CPF: a correspondência da tabela é a convenção de numeração do documento, a mesma que os validadores usam.

No exemplo 111.444.777-35, o nono algarismo é 7, e a inscrição seria da 7ª Região Fiscal, que cobre Espírito Santo e Rio de Janeiro. O algarismo diz onde o CPF foi inscrito, e não onde a pessoa mora hoje: mudar de endereço é uma alteração de dados cadastrais, que não troca o número. A região também não muda a regra da validação. Um CPF com 8 nessa posição não é mais válido para quem mora em São Paulo do que um CPF com 3. Ao validar CPF no ValorFinal, a região fiscal aparece ao lado do resultado de cada número conferido.

O que o dígito verificador pega e o que deixa passar

A conta existe para pegar erro de digitação, e pega quase todos. Os pesos do primeiro dígito vão de 2 a 10, nenhum deles é múltiplo de 11, e 11 é primo: por isso um algarismo errado entre os nove primeiros sempre muda o resto da primeira soma. O que escapa é o caso em que o resto troca entre 0 e 1, os dois que viram dígito 0, e a segunda soma também não percebe a diferença.

O 123.456.789-09 e o 223.456.789-09 são um exemplo: os dois fecham a conta, e só o primeiro algarismo muda. No segundo número, a primeira soma é 220, com resto 0; no original, é 210, com resto 1. Os dois restos viram 0. Na segunda soma, o primeiro algarismo tem peso 11, que não mexe no resto, e os dois números terminam em 9.

O outro ponto cego é conhecido de quem programa. As dez sequências de algarismos repetidos, de 000.000.000-00 a 999.999.999-99, fecham a conta. Com todos os algarismos iguais a k, a primeira soma é 54 vezes k e a segunda é 65 vezes k, e as duas deixam o próprio k como dígito. A recusa dessas sequências é uma regra à parte, escrita antes da conta. O script da consulta da Receita recusa o 000.000.000-00 de forma explícita, e o validador do ValorFinal recusa as dez.

Tipos de erro no CPF e se o dígito verificador consegue detectar cada um
SituaçãoO dígito verificador pega?
Um algarismo errado entre os nove primeirosQuase sempre. Escapa quando o resto troca entre 0 e 1 e o segundo dígito também fica igual, como no par 123.456.789-09 e 223.456.789-09
Um dos dois dígitos verificadores digitado erradoSempre, porque a base não mudou e a conta devolve os dígitos originais
Dois algarismos vizinhos trocados de lugarQuase sempre. As trocas que escapam são de algarismos consecutivos, como 34 digitado 43, e só em parte dos números
Sequência de algarismos repetidosNão. A recusa depende de uma regra à parte
Número bem formado que nunca foi emitidoNão. Só a consulta da Receita Federal responde
CPF de outra pessoa digitado de propósitoNão. A conta olha o formato, não o dono

Dígito certo não quer dizer CPF emitido. Para conferir uma lista inteira de uma vez, dá para validar CPF em lote, até 1.000 linhas, mas a resposta continua sendo sobre o formato. Saber se um número existe e em que situação está é trabalho da Receita Federal, na consulta pública do Comprovante de Situação Cadastral no CPF, que pede o número e a data de nascimento do titular. O próprio comprovante avisa que se limita a comprovar a situação cadastral, e a Instrução Normativa 2.172 prevê seis situações: regular, pendente de regularização, suspensa, cancelada, titular falecido e nula.

Por que um CPF gerado só serve para teste

Um gerador de CPF sorteia os nove algarismos da base e calcula os dois dígitos. Existem 1 bilhão de bases possíveis, de 000.000.000 a 999.999.999, e cada uma tem exatamente um par de dígitos que fecha a conta. O gerador não tem como saber quais desses números a Receita já atribuiu a alguém, então um CPF gerado pode coincidir com o de uma pessoa real. A conta que faz o número passar no formulário não diz nada sobre quem é o dono dele.

Daí vem o uso correto: preencher formulário em ambiente de desenvolvimento, popular banco de homologação, escrever teste automatizado da validação. Fora disso, o número não tem utilidade legítima. Usar um CPF para se passar por outra pessoa, com o fim de obter vantagem ou causar dano, pode configurar o crime de falsa identidade do artigo 307 do Código Penal, punido com detenção de três meses a um ano, ou multa, se o fato não constituir elemento de crime mais grave.

O caminho inverso também tem problema. Copiar CPFs reais da produção para o ambiente de teste leva dado pessoal para um lugar que costuma ter menos controle de acesso. A LGPD define dado pessoal como a informação relacionada a pessoa natural identificada ou identificável, e o CPF identifica uma pessoa. O número gerado tem a forma que o sistema espera e não foi copiado do cadastro de ninguém. Para montar essa massa, o gerador de CPF válido para teste sorteia com o gerador criptográfico do navegador, descarta as bases de algarismos repetidos e entrega até 100 números por vez, com ou sem máscara, sem enviar nada para servidor.

Como usar a ferramenta do ValorFinal

O gerador de CPF e CNPJ tem duas abas. Em Gerar para teste, você escolhe CPF ou CNPJ, a quantidade e a máscara, e o painel de conferência mostra a conta dos dois dígitos do primeiro número. Em Validar documento, você cola um ou vários documentos, um por linha, e vê para cada um se o dígito confere, qual dígito a conta dá e, no CPF, a região fiscal.

O CNPJ usa pesos de 2 a 9 em ciclo e agora aceita letras, e o guia do dígito verificador do CNPJ alfanumérico mostra essa conta. Para ver a situação de uma empresa real, use a consulta de CNPJ, e para testar a expressão regular do campo de documento, o testador de regex. As demais ferramentas estão em ferramentas de tecnologia.

Fontes oficiais

Conclusão

O CPF se confere com uma conta de escola: pesos de 10 a 2, soma, resto da divisão por 11 e 11 menos o resto, com 0 para os restos 0 e 1. O segundo dígito repete a conta com um algarismo a mais e pesos de 11 a 2. A conta prova só o formato: aceita as dez sequências repetidas, não sabe quem é o dono do número e não substitui a consulta da Receita. Para testar a sua implementação, gere uma massa no gerador de CPF, confira os números que o seu sistema recusou e veja as demais ferramentas de tecnologia.

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Como citar esta página

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ValorFinal. Dígito verificador do CPF: como calcular e validar. Disponível em: https://valorfinal.com.br/guia/digito-verificador-do-cpf. Atualizado em: 24/09/2026.

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Como validamos este conteúdo

Base deste guia: Receita Federal: função TestaCPF da consulta de CPF. Padrões, APIs, versões e recomendações técnicas evoluem. O conteúdo reflete a documentação de referência na data de atualização; confira sempre a documentação oficial da versão que você usa. Entenda nossa metodologia em como validamos os cálculos.

Perguntas frequentes

Como calcular o dígito verificador do CPF?
Multiplique os 9 primeiros algarismos pelos pesos de 10 a 2, some tudo e divida por 11. Se o resto for 0 ou 1, o primeiro dígito é 0; se não, é 11 menos o resto. Para o segundo dígito, repita a conta com 10 algarismos, os 9 da base mais o primeiro dígito, e pesos de 11 a 2. No CPF 111.444.777-35, as somas são 162 e 204, os restos são 8 e 6, e os dígitos são 3 e 5.
Como saber se um CPF é válido?
Refaça a conta dos dois dígitos verificadores com os 9 primeiros algarismos e compare o resultado com os dois últimos do número. Se baterem e o número não for uma sequência de algarismos repetidos, como 111.111.111-11, o CPF é bem formado. Isso não prova que ele foi emitido: a existência e a situação do CPF só são confirmadas na consulta do Comprovante de Situação Cadastral no CPF, no site da Receita Federal, que pede o número e a data de nascimento.
O que significa o 9º dígito do CPF?
O nono algarismo, o último antes do hífen, indica a região fiscal da Receita Federal em que a inscrição foi feita. O 1 corresponde à 1ª Região Fiscal (DF, GO, MS, MT e TO), o 8 à 8ª (São Paulo) e o 9 à 9ª (Paraná e Santa Catarina). O 0 fica com a 10ª, o Rio Grande do Sul. O algarismo mostra onde o CPF foi inscrito, não onde a pessoa mora hoje, e entra na conta do dígito verificador como qualquer outro.
Por que o 111.111.111-11 é recusado se a conta fecha?
As dez sequências de algarismos repetidos, de 000.000.000-00 a 999.999.999-99, fecham a conta do dígito verificador. Com os nove algarismos iguais a um valor k, a primeira soma é 54 vezes k e a segunda é 65 vezes k, e as duas deixam o próprio k como dígito. Por isso a recusa delas é uma regra à parte, escrita antes da conta. O script da consulta pública da Receita recusa o 000.000.000-00 explicitamente, e o validador do ValorFinal recusa as dez.
Um CPF com dígito verificador certo existe de verdade?
Não necessariamente. O dígito verificador confirma só que o número é bem formado. Existem 1 bilhão de bases de nove algarismos, e cada uma tem um par de dígitos que fecha a conta, tenha sido emitida ou não. Para saber se um CPF foi atribuído a alguém e se está regular, pendente, suspenso, cancelado, nulo ou de titular falecido, a fonte é a consulta pública da Receita Federal, prevista no artigo 22 da Instrução Normativa RFB nº 2.172/2024.
Posso usar um CPF gerado para me cadastrar em site ou loja?
Não. Um CPF gerado serve para testar sistema: preencher formulário em desenvolvimento, popular banco de homologação e escrever teste automatizado. Como o gerador não sabe quais números a Receita Federal já emitiu, o número sorteado pode ser de uma pessoa real. Usá-lo para se passar por outra pessoa, com o objetivo de obter vantagem ou causar dano, pode configurar o crime de falsa identidade do artigo 307 do Código Penal.
O que é o resto da divisão por 11 na conta do CPF?
É o que sobra quando a soma dos produtos é dividida por 11 em números inteiros. Na soma 162, cabem 14 vezes o 11, que dão 154, e sobram 8. O resto vai de 0 a 10 e decide o dígito: de 2 a 10, o dígito é 11 menos o resto; com 0 ou 1, o dígito é 0, porque 11 e 10 não cabem numa posição de um algarismo. Em programação, o resto sai do operador %, como em 162 % 11.
O que são os pesos no cálculo do CPF?
Pesos são os multiplicadores de cada posição. No primeiro dígito, o primeiro algarismo é multiplicado por 10, o segundo por 9, e assim até o nono, multiplicado por 2. No segundo dígito, os pesos começam em 11 e vão até 2, porque a conta tem um algarismo a mais. Como cada posição tem um peso diferente, trocar dois algarismos vizinhos de lugar também muda a soma, e a conta pega quase todas as inversões de digitação.
Qual a diferença entre o cálculo do CPF e o do CNPJ?
Os dois usam módulo 11 com a mesma regra para o resto, mas os pesos mudam. No CPF, os pesos são decrescentes: 10 a 2 no primeiro dígito e 11 a 2 no segundo. No CNPJ, os pesos ciclam de 2 a 9 da direita para a esquerda, o que dá 5, 4, 3, 2, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2 no primeiro dígito, e cada caractere vale o código ASCII menos 48, por causa do CNPJ com letras. Aplicar a função de um no outro dá dígito errado sem erro aparente.
Por que dois validadores de CPF têm códigos diferentes?
A mesma conta pode ser escrita de mais de um jeito. O script da consulta de CPF da Receita Federal multiplica a soma por 10, tira o resto da divisão por 11 e troca o 10 por 0, o que dá sempre o mesmo dígito que a regra de 11 menos o resto. Outras versões calculam o segundo dígito sem o primeiro algarismo, com pesos de 10 a 2, e também acertam, porque o peso 11 é múltiplo de 11 e não altera o resto.