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Empréstimo pessoal: quanto você devolve de juros em 2026

Estudo ValorFinal sobre o custo do empréstimo pessoal em 2026: a uma taxa de referência de 6% ao mês, pegar R$ 5.000 emprestados para pagar em 36 meses significa devolver cerca de R$ 12.300, mais que o dobro. Mostra o efeito do prazo, a diferença para o consignado e como comparar a sua taxa com a média do mercado.

Metodologia ValorFinalValorFinal (modelagem própria, sistema PRICE); Banco Central do Brasil (taxas médias do crédito pessoal)
2,5 vezesé quanto você devolve ao pegar R$ 5.000 de empréstimo pessoal a 6% ao mês para pagar em 36 meses: cerca de R$ 12.300, mais que o dobro do emprestado.

Principais conclusões

  • A uma taxa de referência de 6% ao mês, R$ 5.000 pagos em 36 meses viram cerca de R$ 12.300: você devolve quase 2,5 vezes o valor emprestado.
  • Quanto mais longo o prazo, menor a parcela, mas maior o total de juros: alongar a dívida barateia o mês e encarece o todo.
  • O empréstimo consignado, com desconto em folha, costuma ter juros bem menores que o pessoal comum, por ter menos risco para o banco.
  • Antes de assinar, compare a taxa oferecida com a média de mercado: uma diferença de poucos pontos ao mês muda milhares de reais no total.

Pegar um empréstimo pessoal resolve um aperto hoje, mas a conta de amanhã quase sempre é maior do que parece. Neste estudo, o ValorFinal calculou quanto se devolve ao tomar um empréstimo pessoal em 2026, usando a engine da nossa calculadora de empréstimo pessoal, sobre um valor de R$ 5.000 a uma taxa de referência de 6% ao mês.

O número incomoda: em 36 meses, os R$ 5.000 viram cerca de R$ 12.310,92, dos quais R$ 7.310,92 são só juros. Você devolve quase duas vezes e meia o que pegou. E quanto mais longo o prazo, maior essa proporção.

O exemplo do estudo

Partimos de R$ 5.000 emprestados a 6% ao mês, pagos pela tabela PRICE, de parcelas fixas. 6% ao mês equivale a cerca de 101% ao ano por causa dos juros compostos. É uma ordem de grandeza de mercado para o crédito pessoal não consignado; o consignado, com desconto em folha, costuma ser bem mais barato.

Quanto você devolve, por prazo

A tabela mostra, para cada prazo, a parcela, o total pago e quanto disso é juro.

PrazoParcelaTotal pagoSó de jurosQuantas vezes
6 mesesR$ 1.016,81R$ 6.100,86R$ 1.100,861,2x
12 mesesR$ 596,39R$ 7.156,68R$ 2.156,681,4x
24 mesesR$ 398,40R$ 9.561,60R$ 4.561,601,9x
36 mesesR$ 341,97R$ 12.310,92R$ 7.310,922,5x
48 mesesR$ 319,49R$ 15.335,52R$ 10.335,523,1x

A armadilha do prazo longo é vender a parcela, não o custo. Uma parcela de R$ 319,49 cabe melhor no orçamento que uma de R$ 596,39, mas custa R$ 10.335,52 de juros contra R$ 2.156,68. Para o bolso, o que importa é o total, e o total cresce com o prazo.

Por que o total cresce com o prazo

Você paga juros por todo o tempo em que fica devendo. Em um prazo longo, o saldo devedor demora mais para cair, então o juro incide sobre um valor alto por mais meses. É o mesmo mecanismo dos juros compostos que faz o rotativo do cartão explodir, só que aqui em um ritmo menor, porque a taxa é menor e há amortização a cada parcela.

Pessoal x consignado: a diferença que pesa

O empréstimo consignado é descontado direto da folha de pagamento, da aposentadoria ou do benefício. Como o banco recebe antes de o dinheiro chegar ao cliente, o risco de calote é baixo, e a taxa cai bastante. O pessoal comum não tem essa garantia e cobra mais. Para quem tem acesso ao consignado, ele costuma ser a opção mais barata de crédito sem garantia real. Vale checar antes de aceitar um empréstimo pessoal mais caro.

Como pagar menos juros

Simule o seu caso na calculadora de empréstimo pessoal. E, se a ideia é trocar uma dívida cara, veja como o rotativo do cartão se comporta no estudo sobre os juros do rotativo do cartão.

Os custos que não aparecem na parcela

Quando o banco apresenta um empréstimo, o número que mais salta aos olhos é o valor da parcela. Mas a parcela esconde uma série de custos que só aparecem quando você soma tudo o que vai desembolsar até o fim do contrato. O primeiro deles é o imposto sobre operações financeiras, o IOF, cobrado sobre o valor liberado e sobre cada dia do empréstimo. O segundo costuma ser o seguro prestamista, vendido junto com o crédito, que cobre o saldo em caso de morte ou invalidez e nem sempre é obrigatório. Há ainda a tarifa de cadastro, cobrada uma vez no início, e outras despesas administrativas que variam de banco para banco.

Todos esses valores entram no Custo Efetivo Total. É por isso que dois empréstimos com a mesma taxa de juros podem ter custos finais bem diferentes: o que tem tarifas e seguros mais altos sai mais caro, mesmo que a taxa anunciada seja igual. Quando alguém compara propostas olhando só a taxa de juros, corre o risco de escolher a opção que parece mais barata na vitrine e é mais cara no bolso. Pedir o Custo Efetivo Total de cada proposta, por escrito, é a forma de comparar maçãs com maçãs.

Sinais de que você está pagando caro demais

Alguns sinais ajudam a perceber que um empréstimo está acima do que seria razoável. O primeiro é a taxa muito acima da média de mercado para aquela modalidade. Outro sinal é a pressão para fechar na hora, sem tempo de ler o contrato ou comparar com outro banco. Vendedores que insistem em falar apenas no valor da parcela, e desconversam quando você pergunta o total a pagar ou o Custo Efetivo Total, costumam estar escondendo um custo alto. A oferta de crédito muito fácil, sem análise, em geral vem acompanhada de juros muito altos, porque o banco precifica o risco que está correndo.

Também vale desconfiar de empréstimos que prometem resolver todos os problemas de uma vez, juntando várias dívidas em uma só parcela longa. Em alguns casos isso ajuda, ao trocar dívidas caras por uma mais barata. Em outros, apenas alonga a dívida, reduz a parcela e aumenta muito o total de juros, dando a falsa sensação de alívio enquanto o custo cresce. A diferença entre um caso e outro está sempre nos números: vale a pena fazer a conta antes de assinar, e não confiar só na sensação de que a parcela ficou menor.

Três perguntas antes de assinar

Antes de fechar qualquer empréstimo, três perguntas simples evitam a maior parte dos arrependimentos. A primeira: para que exatamente é este dinheiro, e o que ele vai fazer por mim que justifique o custo? Crédito para uma emergência real, para uma oportunidade que se paga ou para trocar uma dívida cara por uma barata tem sentido. Crédito para um consumo que não se paga sozinho costuma ser uma armadilha.

A segunda pergunta: qual é o total que vou devolver, e não apenas o valor da parcela? Ver o número final, somando todas as parcelas, costuma ser um banho de realidade que a parcela mensal disfarça. A terceira: existe uma opção mais barata que eu ainda não considerei, como o consignado, a portabilidade da dívida para outro banco, ou simplesmente esperar e juntar o valor? Responder essas três perguntas com calma, fora da loja e sem pressão de vendedor, é o que separa uma decisão financeira de um impulso caro.

Metodologia e limitações

Os números são calculados em tempo de build pela engine da calculadora de empréstimo pessoal, pela tabela PRICE, sobre R$ 5.000 a 6% ao mês. Não incluímos IOF, seguro e tarifas, que entram no CET e aumentam o custo. A taxa real varia muito por banco, perfil e modalidade. Entenda nossa abordagem em como validamos os cálculos.

Fontes oficiais

Conclusão

Um empréstimo pessoal de R$ 5.000 a 6% ao mês custa de R$ 2.156,68 a R$ 10.335,52 de juros conforme o prazo, e em 36 meses você devolve quase duas vezes e meia o emprestado. Prazo curto, comparação de taxa e preferência pelo consignado são o que reduz a conta. Simule na calculadora de empréstimo pessoal e veja os demais estudos do ValorFinal com dados livres para citação.

Como citar esta página

Vai usar este dado em uma matéria, post ou trabalho? Copie a referência pronta. O número vem do ValorFinal (metodologia própria sobre dados oficiais); a página é atualizada automaticamente.

ValorFinal. Juros do empréstimo pessoal hoje: 2,5 vezes. Disponível em: https://valorfinal.com.br/estudos/emprestimo-pessoal-quanto-voce-devolve-de-juros. Fonte do dado: ValorFinal (metodologia própria sobre dados oficiais). Acesso em: 01/01/2026.

Para imprensa, blogs e professores

Os números deste estudo são livres para citação com crédito ao ValorFinal (licença Creative Commons BY 4.0). Você pode reproduzir as tabelas e o gráfico em uma matéria, post ou trabalho, desde que cite a fonte e o link desta página. Precisa de um recorte específico ou quer falar com a equipe? Veja a central de estudos e dados ou os widgets gratuitos para incorporar.

Calcule o seu caso

Como calculamos

Os números deste estudo são estimativas calculadas pelas mesmas engines abertas que movem as calculadoras do ValorFinal, a partir de tabelas oficiais (ValorFinal (modelagem própria, sistema PRICE); Banco Central do Brasil (taxas médias do crédito pessoal)). Eles podem variar conforme a situação individual, convenção coletiva e atualizações da legislação. Entenda nossa metodologia em como validamos os cálculos.

Perguntas frequentes

Quanto se devolve em um empréstimo pessoal?
Depende do prazo e da taxa. No nosso cenário, a 6% ao mês, pegar R$ 5.000 para pagar em 36 meses significa devolver cerca de R$ 12.310,92, dos quais R$ 7.310,92 são juros: quase 2,5 vezes o valor emprestado.
O prazo maior deixa o empréstimo mais barato?
Não, deixa a parcela menor, mas o total maior. A parcela cai de R$ 596,39 em 12 meses para R$ 319,49 em 48 meses, e os juros sobem de R$ 2.156,68 para R$ 10.335,52. Alongar o prazo alivia o mês e encarece o todo.
Qual a diferença entre empréstimo pessoal e consignado?
O consignado é descontado direto da folha de pagamento ou do benefício, o que reduz o risco de calote para o banco e, por isso, costuma ter juros bem menores. O empréstimo pessoal comum não tem essa garantia e é mais caro. Para quem tem acesso ao consignado, ele quase sempre vence na comparação de juros.
Como saber se a minha taxa está cara?
Compare a taxa oferecida com a média de mercado divulgada pelo Banco Central para aquela modalidade. Uma diferença de poucos pontos ao mês muda milhares de reais no total. A calculadora do ValorFinal que compara a sua taxa com a média ajuda a enxergar isso antes de assinar.
Vale a pena pegar empréstimo para quitar dívida do cartão?
Costuma valer quando a taxa do empréstimo é bem menor que a do cartão. Trocar uma dívida de rotativo, que pode passar de 400% ao ano, por um empréstimo pessoal mais barato reduz muito o custo. O cuidado é não usar o crédito liberado para gastar de novo e acabar com as duas dívidas.
O que é o CET do empréstimo?
O Custo Efetivo Total reúne juros, IOF, tarifas e seguros num único número, sempre maior que a taxa de juros anunciada. É o CET que permite comparar propostas de forma justa. Por lei, o banco precisa informar o CET antes da contratação. Olhe o CET, não só a taxa nominal.
Posso quitar o empréstimo antes e pagar menos juros?
Pode. A legislação garante o direito de quitação ou amortização antecipada com redução proporcional dos juros futuros. Como você paga juros pelo tempo em que fica devendo, antecipar parcelas reduz o total. Sempre peça ao banco o valor para quitação antecipada.
Empréstimo é sempre ruim?
Não. Crédito tem uso legítimo: uma emergência, uma oportunidade que se paga, a troca de uma dívida cara por uma barata. O problema é o crédito caro usado para consumo que não se paga sozinho. A pergunta certa é se o que você vai fazer com o dinheiro rende mais que os juros que vai pagar.
Esses números valem para o meu caso?
Usamos R$ 5.000 a 6% ao mês, pela tabela PRICE. O seu caso muda com o valor, a taxa e o prazo. Simule na calculadora de empréstimo pessoal do ValorFinal, que mostra a parcela e o total a pagar.
Posso citar estes números?
Pode. Os números são livres para citação com crédito ao ValorFinal, sob licença Creative Commons BY 4.0. Reproduza a tabela citando a fonte e o link da página. São valores calculados pela engine da nossa calculadora de empréstimo pessoal.