Gerador e Validador de UUID

Gere UUIDs v4 localmente usando a Web Crypto API. Valide UUIDs informados e identifique a versão e variante. Processamento 100% local, nenhum UUID é enviado para servidor.

Revisão técnica: Cesar Gargiulo (segurança da informação)
Valim, o mascote do ValorFinal, representando a categoria Tecnologia

Operação

Qual a chance de um UUID v4 se repetir

Chance de existir pelo menos um par repetido entre N UUIDs versão 4, calculada pelo problema do aniversário sobre 2 elevado a 122 valores
UUIDs geradosChance de repetirEquivale a
1 mil9,4 × 10⁻³²1 em 1,1 × 10³¹
1 milhão9,4 × 10⁻²⁶1 em 1,1 × 10²⁵
1 bilhão9,4 × 10⁻²⁰1 em 10,6 quintilhões
1 trilhão9,4 × 10⁻¹⁴1 em 10,6 trilhões
1 quatrilhão9,4 × 10⁻⁸1 em 10,6 milhões
1 quintilhão8,98%1 em 11
2,71 quintilhões50%1 em 2
10 quintilhões99,99%praticamente certa

Conta sobre os 122 bits sorteados do UUID v4 (RFC 9562, seção 5.4), supondo gerador criptográfico. A linha em destaque é a da metade: 2,71 quintilhões de UUIDs.

Em resumo

Um UUID tem 128 bits, escritos em 32 dígitos hexadecimais no arranjo 8-4-4-4-12, com 36 caracteres contando os hífens. Na versão 4, a que esta página gera, 6 desses bits são fixos (4 marcam a versão e 2 a variante) e 122 bits saem do sorteio da Web Crypto API do navegador, o que dá 5,3 × 10³⁶ valores possíveis. A chance de repetir só chega a 50% depois de 2,71 quintilhões de UUIDs; gerando 1 bilhão por segundo, isso levaria cerca de 86 anos.

Na validação, a página lê o 13º caractere, que traz a versão (de 1 a 8), e o 17º, que traz a variante. Também reconhece o UUID nulo e o máximo, que a RFC 9562 define pelo nome. Essa norma foi publicada em maio de 2024 e substituiu a RFC 4122. UUID identifica, mas não protege: a própria RFC proíbe usá-lo como chave de acesso. Nenhum UUID sai do navegador.

Outras ferramentas de segurança e identidade

  • Gerador de SenhaSorteie uma senha forte, ou uma frase-senha de palavras em português que dá para decorar, e descubra por que uma senha parece segura e não é. Nada é salvo nem enviado.
  • Gerador de hash SHAGere hash criptográfico SHA-1, SHA-256, SHA-384 ou SHA-512 de qualquer texto. Verifique integridade comparando com hash esperado. Usa Web Crypto API, 100% local, sem envio de dados.
  • Hash de arquivoCalcule o SHA-256 de um arquivo no próprio navegador e compare com o hash publicado pelo autor do download. Sem upload, sem cadastro, com o comando equivalente para Linux, macOS e Windows.
  • Decodificador de JWTDecodifique tokens JWT (JSON Web Token) diretamente no navegador. Visualize o header, payload e datas de expiração. Processamento 100% local, nenhum token é enviado para servidor.
  • Teste de velocidadeMeça download, upload, ping, jitter e a latência com a rede cheia. Veja se a conexão aguenta chamada de vídeo, 4K e jogo online, e quanto do plano contratado chegou.
  • Cronômetro onlineCronômetro online com centésimos e voltas: parcial, total, a volta mais rápida e a mais lenta, cópia para planilha e CSV, tela cheia e atalhos de teclado. Mede pelo relógio interno do navegador e não atrasa com a aba em segundo plano.

Todas as ferramentas, por tarefa, estão em ferramentas de tecnologia online.

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Coloque no seu site

Um UUID é um número de 128 bits escrito em 32 dígitos hexadecimais, no arranjo 8-4-4-4-12. Esta página gera UUID v4 com a Web Crypto API do seu navegador e valida qualquer UUID informado, dizendo a versão e a variante que estão escritas nos bits dele.

Como funciona a geração e a validação de UUID

Na geração, os 128 bits vêm de crypto.randomUUID() ou, quando ele não existe, de crypto.getRandomValues(), as duas fontes criptograficamente seguras do navegador. Sobre os bits sorteados, quatro são sobrescritos com o número da versão (0100, ou seja, 4) e dois com a marca de variante (10). Sem Web Crypto disponível, a ferramenta recusa gerar: um identificador tirado do aleatório comum do JavaScript quebra justamente onde ele vira chave.

Na validação, o formato é conferido primeiro, e só depois versão e variante são lidas e informadas. Ler em vez de filtrar é o que permite reconhecer o UUID nulo, o UUID máximo e as variantes antigas, todos definidos na norma. Para gerar identificadores a partir de conteúdo, veja a calculadora de hash. Para dados de teste com documento brasileiro, use o gerador de CPF e CNPJ válidos.

Método

128 bits aleatórios da Web Crypto API

byte 6 = (byte 6 E 00001111) OU 01000000 (versão 4)

byte 8 = (byte 8 E 00111111) OU 10000000 (variante 1)

chance de repetir entre N = 1 - e^(-N(N-1) / 2^123)

Base: RFC 9562 (Universally Unique IDentifiers), que substituiu a RFC 4122, e a Web Crypto API do WHATWG. Geração e validação locais, nenhum UUID sai do navegador.

UUID v4 pode repetir? Pode, e a conta mostra quando

Pode, em teoria. Com um gerador criptográfico, a chance só chega a 1% perto de 327 quatrilhões de UUIDs, e quando a repetição aparece de verdade a culpa costuma ser da fonte de aleatoriedade. Quatro pontos que dá para conferir:

  1. São 122 bits sorteados. A RFC 9562 (seção 5.4) reserva 6 dos 128 bits para versão e variante, e o resto é sorteio: 2122, ou 5,3 × 10³⁶ valores possíveis.
  2. O risco cresce com o quadrado da quantidade, pelo problema do aniversário. Um banco com 1 trilhão de UUIDs tem chance de 9,4 × 10⁻¹⁴ de guardar algum repetido, 1 em 10,6 trilhões. A tabela acima mostra a conta para outras quantidades.
  3. A repetição só vira cara ou coroa perto de 2,71 quintilhões de UUIDs. Gerando 1 bilhão por segundo, sem parar, isso levaria cerca de 86 anos.
  4. A repetição que acontece de verdade vem do gerador. A RFC 9562, seção 6.9, recomenda um gerador pseudoaleatório criptograficamente seguro justamente para que o valor seja difícil de prever e raro de colidir. É por isso que esta página recusa gerar sem a Web Crypto API, em vez de cair no Math.random.
Se o seu sistema não pode aceitar nem essa chance, a proteção está no banco: uma restrição de unicidade na coluna recusa o valor repetido na hora de gravar.

Limitações

  • Gera apenas UUID v4. As versões de tempo (v1, v6 e v7) precisam de relógio e contador monotônico, que pertencem ao seu sistema, não a uma página.
  • Validação confere formato, versão e variante. Não há como verificar se um UUID é único no seu banco, nem se ele foi mesmo gerado por fonte segura.
  • UUID não é segredo. Ele identifica, não autentica: não use como senha, token de sessão nem chave criptográfica.
  • UUID v1 carrega tempo e endereço de rede, e v7 carrega o instante de criação. Os dois vazam informação em identificador público.

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Atualizado em . Fontes: RFC 4122 / Web Crypto API / MDN Web Docs.

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Perguntas frequentes

O que é UUID?

UUID (Universally Unique Identifier) é um identificador de 128 bits definido pela RFC 9562, que substituiu a RFC 4122 em maio de 2024. Ele é escrito com 32 dígitos hexadecimais separados por hífens no arranjo 8-4-4-4-12, como 550e8400-e29b-41d4-a716-446655440000. Serve para dar nome único a registros, arquivos e mensagens em sistemas que não conversam entre si na hora de criar o identificador, como bancos distribuídos e aplicativos que funcionam sem conexão.

O que é UUID v4 e por que é o mais usado?

UUID v4 é o gerado por sorteio: dos 128 bits, 122 são aleatórios e 6 marcam a versão e a variante. A chance de dois saírem iguais é tão pequena que seria preciso gerar 2,71 quintilhões de UUIDs para ela chegar a 50%. É o mais usado porque qualquer programa gera o seu sem consultar ninguém, sem relógio e sem contador, e sem revelar quando nem onde o identificador foi criado.

Como funciona a geração de UUID nesta ferramenta?

A página usa crypto.randomUUID(), da Web Crypto API, que os navegadores atuais oferecem. Quando ele não existe, preenche os 16 bytes com crypto.getRandomValues() e grava à mão os bits de versão e de variante. As duas fontes são criptograficamente seguras. Se nenhuma estiver disponível, a página recusa gerar, em vez de cair no Math.random, que não serve para identificador. Nenhum UUID gerado aqui é transmitido ou guardado.

Qual é a diferença entre UUID e GUID?

GUID (Globally Unique Identifier) é o nome que a Microsoft dá ao mesmo tipo de identificador de 128 bits, escrito no mesmo formato de 32 dígitos hexadecimais e 4 hífens. UUID é o termo da norma (hoje a RFC 9562) e GUID é o termo do Windows e do .NET. A diferença aparece em binário: o Guid.ToByteArray do .NET inverte a ordem dos bytes dos três primeiros grupos, então o mesmo valor gravado em bytes não bate com a ordem da RFC. E alguns GUIDs de bases antigas usam a variante 2, que esta ferramenta identifica.

Os UUIDs gerados são seguros para uso em produção?

Para identificar registros, sim, desde que venham de fonte criptograficamente segura, como os daqui. Para dar acesso, não. A RFC 9562 diz na seção 8 que ninguém deve supor que um UUID é difícil de adivinhar e que ele não pode ser usado como capacidade de segurança, ou seja, como algo cuja simples posse libera acesso. Por isso UUID não substitui senha, token de sessão nem chave criptográfica.

Como validar se um UUID é válido?

Um UUID válido tem 36 caracteres no formato 8 hex, 4 hex, 4 hex, 4 hex e 12 hex, com 32 dígitos e 4 hífens. Esta ferramenta valida o formato e depois lê o que está escrito nos bits: o 13º caractere indica a versão e o 17º indica a variante. Num UUID v4 da variante usual, o 13º é "4" e o 17º é "8", "9", "a" ou "b". Só que versão e variante são informação, não filtro: um UUID de outra versão ou de outra variante continua sendo um UUID bem formado, e a ferramenta mostra qual é em vez de recusar.

Por que o UUID só de zeros e o só de letras f são válidos?

Porque a RFC 9562 define os dois nominalmente. O UUID nulo (00000000-0000-0000-0000-000000000000) está na seção 5.9 e é usado como valor vazio, equivalente a um identificador ainda não atribuído. O UUID máximo (ffffffff-ffff-ffff-ffff-ffffffffffff) está na seção 5.10 e serve como limite superior em ordenações e intervalos. Nenhum dos dois tem versão ou variante, porque todos os bits são iguais. Esta ferramenta recusava os dois até setembro de 2026, por exigir o dígito de variante entre 8 e b dentro da própria expressão de validação.

Quais versões de UUID existem e quais esta ferramenta reconhece?

A RFC 9562 define 8 versões: v1 (tempo e endereço de rede), v2 (segurança DCE), v3 (nome com hash MD5), v4 (aleatório), v5 (nome com hash SHA-1), v6 (tempo reordenado), v7 (tempo Unix em milissegundos, que a norma manda preferir à v1 e à v6) e v8 (uso próprio de cada sistema). A validação reconhece as 8. A geração produz só a v4: a v7 precisa de relógio e de contador monotônico, então use a biblioteca da sua linguagem.

O que é a variante de um UUID?

A variante diz a qual família de layout o identificador pertence, e está nos bits mais significativos do 17º caractere. A variante 1 é a da RFC 9562, usada em praticamente tudo hoje. A variante 0 é a do NCS, do sistema Apollo, anterior ao padrão. A variante 2 é o layout de GUID da Microsoft, que aparece em bases antigas do ecossistema Windows. A variante 3 está reservada para uso futuro. Esta ferramenta identifica as quatro.

Quantos caracteres tem um UUID?

Um UUID tem 36 caracteres na forma com hífens: 32 dígitos hexadecimais e 4 hífens, nas posições 9, 14, 19 e 24. Sem os hífens sobram 32 caracteres, e em binário são 128 bits, ou 16 bytes, que é como muitos bancos guardam o valor para economizar espaço. Pela seção 4 da RFC 9562, as letras podem vir maiúsculas, minúsculas ou misturadas, e esta página devolve o UUID validado em minúsculas.

UUID v4 pode se repetir?

Pode, mas a conta mostra quando. Com 122 bits sorteados existem 5,3 × 10³⁶ valores possíveis. Um sistema com 1 trilhão de UUIDs tem chance de 9,4 × 10⁻¹⁴ de guardar algum repetido, 1 em 10,6 trilhões. A chance só chega a 50% com 2,71 quintilhões de UUIDs, o que levaria 86 anos gerando 1 bilhão por segundo. Repetição real costuma vir de gerador fraco ou de semente copiada, e não do sorteio.

O que significa Versão não definida pela RFC 9562 no resultado?

Aparece quando o formato está certo, mas o 13º caractere, que guarda a versão, não é um número de 1 a 8. Acontece com identificador gerado por sistema próprio que só imita o formato, com texto aleatório escrito em 8-4-4-4-12 e com dígito digitado errado. O valor continua bem formado e a página diz qual é o dígito, para você conferir na origem. As exceções são o UUID nulo e o máximo, que a RFC define pelo nome e aparecem com o rótulo próprio.