Aglomerado aberto
Aglomerado do Pato Selvagem
Um aglomerado aberto denso cuja forma em V, vista em telescópios antigos, lembrava patos em voo.

- Tipo
- Aglomerado abertoSIMBAD: OpC
- Distância
- 6.000 anos-luz
- Constelação
- EscudoSct
- Tamanho no céu
- 8,9 minutos de arco
- Observado por
- MPG/ESO 2.2-metre telescope
- Imagem publicada
- outubro de 2014
- Original do acervo
- 8.966 × 6.473 px58 megapixels
Messier 11 é um dos aglomerados abertos mais ricos e mais compactos conhecidos, com milhares de estrelas. O apelido de Pato Selvagem vem de uma descrição do século 19: a disposição das estrelas mais brilhantes formava um V, como um bando de patos migrando.
Ele é denso o bastante para às vezes ser confundido com um aglomerado globular fraco, mas a estrutura e a idade são de aglomerado aberto: algumas centenas de milhões de anos, contra os mais de dez bilhões de um globular.
Fica na constelação do Escudo, numa das regiões mais densas da Via Láctea, e é um alvo excelente para binóculos.
Aglomerados abertos densos como este são incomuns porque a densidade acelera a própria dissolução: encontros gravitacionais frequentes entre as estrelas vão ejetando membros aos poucos. Quanto mais compacto o aglomerado, mais rápido ele se desmancha, o que faz de Messier 11 uma configuração que não vai durar.
O que reparar nesta imagem
- A densidade incomumMuito mais compacto que um aglomerado aberto típico, o que gera a confusão com globulares.
- As gigantes amarelasEstrelas que já saíram da sequência principal, indicando a idade do conjunto.
Que tamanho é isso, de verdade
Este recorte do céu tem quase o mesmo tamanho aparente da Lua cheia. O recorte fotografado mede 36 minutos de arco de largura no céu, e a Lua cheia mede cerca de 31 minutos de arco.
Levando a distância em conta, o objeto tem cerca de 15,5 anos-luz de ponta a ponta. Para comparar: a Via Láctea inteira tem por volta de 100 mil anos-luz de diâmetro.
A luz desta imagem levou 6.000 anos para chegar até o telescópio. Você não está vendo o objeto como ele é hoje, e sim como ele era por volta da época em que a escrita foi inventada na Mesopotâmia.
Dá para ver isso daqui?
Agora este objeto está acima do horizonte de São Paulo, SP, em boa altura, a 33° de altura, na direção L.
Deste lugar, o ponto mais alto que ele alcança no céu é 73 graus acima do horizonte.
Este objeto não é visível a olho nu. A imagem existe porque um telescópio acumulou luz por muito tempo, com instrumentos que enxergam faixas que o olho humano não alcança.
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Créditos das imagens desta página
Todas as imagens deste acervo são publicadas sob licença Creative Commons Attribution 4.0 pelos observatórios que as produziram, e o crédito exigido por cada uma vem abaixo, na íntegra.
- Caixa de Joias
- Westerlund 1
Crédito ESA/Webb, NASA & CSA, M. Zamani (ESA/Webb), M. G. Guarcello (INAF-OAPA) and the EWOCS team ESA/Webb CC BY 4.0
- Westerlund 2
Crédito NASA, ESA, the Hubble Heritage Team (STScI/AURA), A. Nota (ESA/STScI), and the Westerlund 2 Science Team The original observations of Westerlund 2 were obtained by the science team: Antonella Nota (ESA/STScI), Elena Sabbi (STScI), Eva Grebel and Peter Zeidler (Astronomisches Rechen-Institut Heidelberg), Monica Tosi (INAF, Osservatorio Astronomico di Bologna), Alceste Bonanos (National Observatory of Athens, Astronomical Institute), Carol Christian (STScI/AURA) and Selma de Mink (University of Amsterdam). Follow-up observations were made by the Hubble Heritage team: Zoltan Levay (STScI), Max Mutchler, Jennifer Mack, Lisa Frattare, Shelly Meyett, Mario Livio, Carol Christian (STScI/AURA), and Keith Noll (NASA/GSFC). ESA/Hubble CC BY 4.0
- Aglomerado NGC 3293
- Aglomerado NGC 3532
- Aglomerado NGC 6604
Fontes oficiais
- ESA/Hubble: Condições de uso das imagens do Hubble: licença Creative Commons Attribution 4.0, que permite uso comercial desde que o crédito completo apareça visível e com link ativo.
- ESA/Webb: Mesmas condições para as imagens do James Webb, com o crédito exigido informado imagem por imagem no metadado.
- ESO, Observatório Europeu do Sul: Condições de uso das imagens dos telescópios do ESO no Chile, também sob Creative Commons Attribution 4.0.
- SIMBAD, Centro de Dados Astronômicos de Estrasburgo: Identificação canônica de cada objeto, tipo, coordenadas equatoriais e tamanho aparente. Base operada pelo Observatório Astronômico de Estrasburgo, França.
- Fronteiras das constelações da IAU (Roman 1987): Tabela oficial de fronteiras que define em que constelação cai cada coordenada, usada aqui após precessão para o equinócio B1875,0.
- Astronomy Visualization Metadata (AVM): Padrão que define os campos de comprimento de onda, cor atribuída, escala e coordenada que este acervo lê de cada imagem.
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Como citar esta página
ValorFinal. Aglomerado do Pato Selvagem. Disponível em: https://valorfinal.com.br/astronomia/universo/aglomerado-do-pato-selvagem. Consultado em: 23/08/2026.





