Volume de sólidos: fórmulas e como calcular

Aprenda volume de sólidos no nível de uma aula particular: as fórmulas do cubo, paralelepípedo, cilindro, esfera, cone e pirâmide, a diferença entre volume e área, o passo a passo, exemplos resolvidos e exercícios de geometria espacial para o ENEM e concursos.

Revisado pela equipe editorial ValorFinalOBMEP / IMPA (matemática) / BNCC / geometria espacial

O volume de um sólido é a medida do espaço que ele ocupa, e calculá-lo é uma das tarefas mais úteis da geometria espacial. Saber o volume permite descobrir quanta água cabe em uma caixa, quanto concreto é preciso para uma laje, quanto ar há em uma sala ou quanto material foi usado em uma peça. Cada tipo de sólido tem a sua fórmula, mas todas seguem ideias comuns que, uma vez entendidas, tornam o assunto bem mais simples do que decorar fórmulas soltas. Este guia foi escrito como uma aula completa, do conceito de volume até as fórmulas do cubo, do paralelepípedo, do cilindro, da esfera, do cone e da pirâmide, passando pela diferença entre volume e área, pelo princípio de Cavalieri e por muitos exemplos resolvidos. O conteúdo serve para o ensino fundamental e médio, para quem retoma os estudos e, em especial, para quem se prepara para o ENEM e para concursos. Para conferir cada conta enquanto lê, use a calculadora de volume de sólidos. Ao final, você terá um método claro para reconhecer cada sólido, escolher a fórmula certa e resolver com segurança os problemas de volume e de capacidade que aparecem nas provas e no dia a dia.

O que são sólidos geométricos

Sólidos geométricos são figuras de três dimensões, que ocupam espaço, diferentes das figuras planas, que têm apenas duas. Eles se dividem em dois grandes grupos. Os poliedros são sólidos limitados por polígonos planos, chamados faces, como o cubo, o paralelepípedo e a pirâmide. Os corpos redondos, ou sólidos de revolução, têm superfícies curvas, como o cilindro, o cone e a esfera, e podem ser obtidos girando uma figura plana em torno de um eixo.

Em cada sólido, distinguimos duas grandezas importantes. O volume mede o espaço interno, em unidades cúbicas. A área total da superfície mede o tamanho da casca externa, em unidades quadradas. Por exemplo, para fabricar uma caixa, o volume diz quanto ela comporta, e a área diz quanto papelão é preciso para montá-la. As duas grandezas são diferentes e crescem de formas diferentes quando o sólido aumenta, um detalhe que tem consequências surpreendentes, como veremos.

Vale também esclarecer alguns termos que aparecem o tempo todo. A base de um sólido é a face sobre a qual ele se apoia, e a altura é a distância perpendicular entre a base e o topo, ou o vértice. No cilindro e no cone, o raio é a medida do círculo da base, e cuidado para não confundi-lo com o diâmetro, que é o dobro do raio. No cone e na pirâmide, ainda usamos a geratriz e o apótema, que são medidas inclinadas, diferentes da altura, que é sempre vertical. Reconhecer corretamente cada uma dessas medidas no enunciado é metade do caminho para acertar o cálculo, porque trocar uma pela outra é um dos erros mais frequentes em geometria espacial.

Volume dos prismas e do cilindro

O grupo mais simples de calcular é o dos prismas e do cilindro, porque todos seguem a mesma regra: o volume é a área da base multiplicada pela altura. A ideia é intuitiva, pois empilhar fatias iguais da base até a altura desejada preenche o sólido. O cubo é um prisma especial em que todas as arestas são iguais, então o seu volume é a aresta ao cubo. O paralelepípedo, ou bloco retangular, tem o volume igual ao produto das três arestas.

O cilindro segue exatamente a mesma lógica, com a diferença de que a base é um círculo. Como a área do círculo é pi vezes o raio ao quadrado, o volume do cilindro é pi vezes o raio ao quadrado vezes a altura. Por exemplo, um cilindro de raio 2 e altura 5 tem volume pi vezes 4 vezes 5, que dá 20 pi, aproximadamente 62,83. Repare como cubo, paralelepípedo e cilindro são, no fundo, variações da mesma ideia de área da base vezes altura, o que facilita muito a memorização.

A área total desses sólidos é a soma das áreas de todas as suas superfícies. No cubo, são seis faces quadradas iguais, então a área total é seis vezes a aresta ao quadrado. No paralelepípedo, são três pares de faces retangulares. No cilindro, são as duas bases circulares mais a superfície lateral, que, desenrolada, é um retângulo de altura igual à do cilindro e largura igual ao comprimento da circunferência da base.

Volume do cone e da pirâmide

O cone e a pirâmide formam o segundo grupo, o dos sólidos que terminam em ponta. Para eles, o volume é um terço da área da base multiplicada pela altura. Ou seja, com a mesma base e a mesma altura, o cone tem um terço do volume do cilindro, e a pirâmide tem um terço do volume do prisma correspondente. Esse fator de um terço não é arbitrário: ele pode ser comprovado enchendo um cone de água e despejando em um cilindro de mesma base e altura, quando são necessárias exatamente três cones para encher o cilindro.

No cone, como a base é um círculo, o volume é um terço de pi vezes o raio ao quadrado vezes a altura. Por exemplo, um cone de raio 3 e altura 4 tem volume um terço de pi vezes 9 vezes 4, que dá 12 pi, aproximadamente 37,70. Na pirâmide de base quadrada, o volume é um terço do lado ao quadrado vezes a altura. Uma pirâmide de base 6 e altura 4 tem volume um terço de 36 vezes 4, que dá 48.

Para a área total do cone e da pirâmide, precisamos de uma medida auxiliar. No cone, é a geratriz, que é a distância da borda da base até o vértice, calculada pelo teorema de Pitágoras como a raiz da soma dos quadrados do raio e da altura. Na pirâmide, é o apótema, a altura de cada face triangular. A área total é sempre a área da base mais a área lateral. Para revisar o teorema usado aqui, veja o guia de teorema de Pitágoras.

Volume e área da esfera

A esfera é um caso à parte, com fórmulas próprias e elegantes. O seu volume é quatro terços de pi vezes o raio ao cubo, e a área da sua superfície é quatro vezes pi vezes o raio ao quadrado. Por exemplo, uma esfera de raio 3 tem volume quatro terços de pi vezes 27, que dá 36 pi, aproximadamente 113,10, e área de superfície quatro vezes pi vezes 9, que também dá 36 pi nesse caso particular.

A esfera tem uma propriedade notável: entre todos os sólidos com a mesma área de superfície, ela é a que encerra o maior volume. É por isso que bolhas de sabão e gotas de água em queda livre tendem à forma esférica, minimizando a superfície para um dado volume. Essa mesma propriedade explica por que tanques e reservatórios que precisam suportar pressão costumam ter formatos arredondados, mais eficientes que os de cantos vivos.

O princípio de Cavalieri

Muitas fórmulas de volume podem ser entendidas com o princípio de Cavalieri, formulado pelo matemático italiano Bonaventura Cavalieri. Ele afirma que dois sólidos de mesma altura têm o mesmo volume se, em todos os níveis, as secções transversais, ou fatias, tiverem áreas iguais. É como dizer que duas pilhas de moedas da mesma altura têm o mesmo volume, mesmo que uma esteja torta e a outra reta, desde que as moedas sejam iguais.

Esse princípio tem consequências práticas importantes. A primeira é que um sólido inclinado, ou oblíquo, tem o mesmo volume que o reto correspondente, desde que tenham a mesma base e a mesma altura. Por isso, uma pilha de papéis empurrada de lado continua com o mesmo volume. A segunda é que o princípio permite deduzir fórmulas comparando sólidos conhecidos com desconhecidos, sendo uma ferramenta poderosa da geometria espacial, frequentemente cobrada em vestibulares mais exigentes.

Unidades e capacidade

No cálculo de volumes, a atenção às unidades é essencial. Use sempre a mesma unidade de comprimento para todas as dimensões. Se as medidas estão em centímetros, o volume sai em centímetros cúbicos; se estão em metros, sai em metros cúbicos. Misturar unidades é um dos erros mais comuns e leva a resultados completamente equivocados, então converta tudo para a mesma unidade antes de calcular.

Um ponto muito útil é a relação entre volume e capacidade, que é quanto líquido cabe em um recipiente. A equivalência básica é que 1 litro corresponde a 1000 centímetros cúbicos, ou a 1 decímetro cúbico, e que 1 metro cúbico corresponde a 1000 litros. Assim, um aquário de 50 por 30 por 20 centímetros tem volume de 30 mil centímetros cúbicos, equivalentes a 30 litros. Para converter entre unidades de comprimento e volume, use o conversor de unidades.

Exemplos resolvidos passo a passo

Primeiro exemplo: qual o volume de uma caixa de 2 por 3 por 4 metros? É um paralelepípedo, então o volume é o produto das arestas, 2 vezes 3 vezes 4, que dá 24 metros cúbicos. A área total é duas vezes a soma dos produtos das arestas duas a duas, ou seja, 2 vezes a soma de 6, 12 e 8, que dá 52 metros quadrados.

Segundo exemplo: um tanque cilíndrico tem raio 2 metros e altura 5 metros. Quanto comporta? O volume é pi vezes 4 vezes 5, que dá 20 pi, aproximadamente 62,83 metros cúbicos, equivalentes a cerca de 62.830 litros. Terceiro exemplo: uma pirâmide de base quadrada tem lado 6 e altura 4. O volume é um terço de 36 vezes 4, que dá 48. O apótema é a raiz de 4 ao quadrado mais 3 ao quadrado, ou seja, 5, e a área lateral é 2 vezes 6 vezes 5, igual a 60, então a área total é 36 mais 60, que dá 96.

Quarto exemplo: uma esfera de raio 3. O volume é quatro terços de pi vezes 27, que dá 36 pi, aproximadamente 113,10, e a área da superfície é quatro vezes pi vezes 9, igual a 36 pi. Repare como, em todos os exemplos, o caminho é identificar o sólido, escolher a fórmula certa e substituir as medidas com cuidado. Confira esses resultados na calculadora de volume de sólidos.

Aplicações no mundo real

O cálculo de volumes está presente em inúmeras situações práticas. Na construção civil, calcula-se o volume de concreto para lajes, vigas e pilares, e o de terra a ser removida em escavações. Na indústria, determina-se a capacidade de tanques, silos e embalagens. No comércio, o volume define quanto produto cabe em um recipiente e ajuda a precificar líquidos e granéis. Na cozinha, medidas de volume orientam receitas e porções.

O volume também aparece na ciência e na saúde. Em medicina, calcula-se o volume de órgãos e de doses de medicamentos. Na física, o volume é essencial para entender densidade, empuxo e pressão. Na logística, otimizar o volume ocupado em caminhões e contêineres reduz custos de transporte. Em todos esses casos, dominar as fórmulas de volume e saber escolher a unidade certa é uma habilidade prática valiosa, muito além da sala de aula.

Poliedros, faces, arestas e vértices

Antes de seguir, vale conhecer melhor os poliedros, que são os sólidos formados por faces planas. Todo poliedro tem três elementos: as faces, que são os polígonos que o limitam; as arestas, que são os segmentos onde duas faces se encontram; e os vértices, que são os pontos onde as arestas se cruzam. O cubo, por exemplo, tem seis faces, doze arestas e oito vértices. Saber identificar esses elementos ajuda a entender a estrutura dos sólidos e a calcular suas áreas.

Existe uma relação famosa entre esses elementos nos poliedros convexos, chamada relação de Euler: o número de vértices menos o número de arestas mais o número de faces é sempre igual a dois. No cubo, por exemplo, oito vértices menos doze arestas mais seis faces dá exatamente dois. Essa relação vale para todos os poliedros convexos e é uma das descobertas mais elegantes da geometria, útil para verificar se a contagem dos elementos de um sólido está correta.

Entre os poliedros, há cinco especialmente perfeitos, chamados sólidos de Platão, ou poliedros regulares: o tetraedro, o cubo, o octaedro, o dodecaedro e o icosaedro. Eles têm todas as faces iguais e o mesmo número de faces em cada vértice. Os gregos os associavam aos elementos da natureza, e até hoje eles fascinam por sua simetria. Embora suas fórmulas de volume sejam mais elaboradas, todos seguem os mesmos princípios gerais de área da base e altura que estudamos aqui.

Como o volume cresce com o tamanho

Uma das ideias mais surpreendentes da geometria espacial é como o volume e a área mudam quando ampliamos um sólido. Se dobrarmos todas as dimensões de um sólido, mantendo a forma, a área da superfície fica quatro vezes maior, porque a área depende do quadrado das dimensões, mas o volume fica oito vezes maior, porque depende do cubo. Se triplicarmos as dimensões, a área fica nove vezes maior e o volume vinte e sete vezes maior.

Essa relação tem consequências práticas profundas. Ela explica, por exemplo, por que animais muito grandes têm pernas proporcionalmente mais grossas: o peso, ligado ao volume, cresce mais rápido que a resistência dos ossos, ligada à área da secção. Também explica por que objetos pequenos esfriam mais rápido que grandes, pois têm mais área de superfície em relação ao volume. Entender essa diferença entre crescimento ao quadrado e ao cubo é uma das lições mais valiosas do estudo de volumes, com aplicações em biologia, engenharia e física.

Sólidos compostos e decomposição

Nem todo objeto do mundo real é um sólido geométrico puro. Muitas vezes, uma peça ou construção é a combinação de vários sólidos simples. Nesses casos, a estratégia é decompor o objeto em partes conhecidas, calcular o volume de cada uma e somar. Por exemplo, um pião pode ser visto como um cilindro com um cone na ponta, e o seu volume é a soma dos dois. Um silo costuma ser um cilindro encimado por um cone ou por uma meia esfera.

Em outros casos, calculamos o volume subtraindo partes. O volume de um tubo, por exemplo, é o volume do cilindro externo menos o do cilindro interno oco. O volume de uma peça com um furo é o volume do bloco menos o volume do furo. Saber decompor e recompor sólidos é uma habilidade essencial, porque transforma problemas complexos em somas e diferenças de volumes simples, todos calculáveis com as fórmulas básicas que vimos. Essa técnica aparece com frequência em provas e em projetos de engenharia.

Mais exercícios para fixar

Quinto exemplo, com cubo: uma caixa cúbica tem aresta de 10 centímetros. Qual o seu volume e capacidade? O volume é 10 ao cubo, igual a 1000 centímetros cúbicos. Como 1000 centímetros cúbicos equivalem a 1 litro, a caixa comporta exatamente 1 litro. A área total é seis vezes 100, igual a 600 centímetros quadrados, que seria a quantidade de material para montar a caixa.

Sexto exemplo, comparando cone e cilindro: um cilindro e um cone têm a mesma base, de raio 5, e a mesma altura, de 12. O volume do cilindro é pi vezes 25 vezes 12, que dá 300 pi. O volume do cone é um terço disso, ou seja, 100 pi. A diferença confirma, com números, que o cone tem exatamente um terço do volume do cilindro de mesma base e altura, um fato que vale a pena guardar para conferir resultados rapidamente.

Sétimo exemplo, sólido composto: um reservatório é formado por um cilindro de raio 2 e altura 6, com uma meia esfera de raio 2 no topo. O volume do cilindro é pi vezes 4 vezes 6, que dá 24 pi. O volume da meia esfera é metade de quatro terços de pi vezes 8, ou seja, dezesseis terços de pi, cerca de 16,76. O volume total é a soma, aproximadamente 75,40 mais 16,76, dando cerca de 92,15. Esse exemplo mostra como a decomposição resolve sólidos que não têm fórmula única.

Oitavo exemplo, com subtração de volumes: um cano de metal tem 50 centímetros de comprimento, raio externo de 4 centímetros e raio interno de 3 centímetros. Qual o volume de metal? O volume é o do cilindro externo menos o do cilindro interno. O externo é pi vezes 16 vezes 50, que dá 800 pi. O interno é pi vezes 9 vezes 50, que dá 450 pi. A diferença é 350 pi, aproximadamente 1099,56 centímetros cúbicos de metal. Esse tipo de cálculo por diferença é muito comum em peças ocas e tubulações.

Vale reforçar uma estratégia geral para qualquer problema de volume. Primeiro, identifique se o objeto é um sólido simples ou composto. Se for simples, escolha a fórmula direta. Se for composto, decomponha em partes e some, ou identifique se há um vazio a subtrair. Sempre confira as unidades e o que o problema pede: às vezes ele quer o volume, às vezes a capacidade em litros, às vezes a área de superfície. Ler o enunciado com atenção evita resolver corretamente a conta errada, um deslize frequente em provas.

Volume de sólidos no ENEM e em concursos

Nas provas, o volume de sólidos costuma aparecer em situações do cotidiano, e não como cálculo isolado. Um problema pode descrever uma caixa d'água, um tanque de combustível, uma embalagem ou uma peça e pedir o volume, a capacidade em litros ou quanto material é necessário. O segredo é traduzir o enunciado para o sólido geométrico correspondente e identificar quais medidas foram dadas, com atenção especial para não confundir raio com diâmetro nem altura com geratriz.

Outra cobrança comum envolve a relação entre volume e capacidade, exigindo converter centímetros cúbicos em litros ou metros cúbicos em litros. Vale ter na ponta da língua que 1 litro é 1000 centímetros cúbicos e que 1 metro cúbico é 1000 litros. Também aparecem questões de sólidos compostos, em que é preciso somar ou subtrair volumes, e problemas que exploram como o volume cresce com o cubo das dimensões, um conceito que distingue quem realmente entende a matéria de quem apenas decora fórmulas.

Uma dica valiosa para a prova é sempre estimar a ordem de grandeza do resultado antes de finalizar. Saber que uma caixa d'água de uso doméstico tem da ordem de mil litros, ou que uma lata de refrigerante tem cerca de 350 mililitros, ajuda a perceber rapidamente se a conta saiu absurda. Essa noção de grandeza, combinada com o cuidado nas unidades e na escolha da fórmula, garante a maioria dos pontos em questões de geometria espacial, que tendem a ser mais diretas do que parecem à primeira vista.

Um pouco de história

O estudo dos volumes é muito antigo. Os egípcios já calculavam volumes de pirâmides e tronco de pirâmides para suas construções monumentais, como registra o papiro de Moscou, de cerca de 1850 antes de Cristo. Na Grécia antiga, Arquimedes deu uma contribuição decisiva ao demonstrar a relação entre o volume da esfera, do cilindro e do cone, resultado do qual tanto se orgulhava que pediu para gravá-lo em seu túmulo. Foi também Arquimedes quem descobriu o método do deslocamento de água para medir volumes de objetos irregulares, na célebre história do eureca.

Séculos depois, Cavalieri sistematizou o método das fatias que leva o seu nome, e o desenvolvimento do cálculo integral, por Newton e Leibniz, deu ferramentas gerais para calcular o volume de praticamente qualquer sólido. Hoje, as fórmulas que aprendemos na escola são fruto dessa longa história, e continuam indispensáveis na engenharia, na arquitetura, na indústria e na ciência. Conhecer a origem dessas ideias ajuda a perceber que a geometria espacial não é um amontoado de fórmulas, mas uma construção humana para medir e compreender o espaço ao nosso redor, uma necessidade que acompanha a civilização desde os primeiros agrimensores e antigos construtores até os engenheiros e cientistas de hoje.

Erros comuns e dicas finais

O erro mais comum é misturar unidades, como usar metros em uma dimensão e centímetros em outra. Sempre padronize as unidades antes de calcular. Outro erro frequente é esquecer o fator de um terço no cone e na pirâmide, aplicando a fórmula do cilindro ou do prisma e obtendo o triplo do valor correto. Lembre que sólidos pontiagudos sempre levam o um terço. Também é comum confundir volume com área, entregando o resultado na unidade errada.

Uma boa dica é sempre verificar se o resultado faz sentido pela ordem de grandeza, e conferir se a unidade do volume está ao cubo. Desenhar o sólido e anotar as dimensões ajuda a não trocar raio por diâmetro, outra fonte comum de erro. Resolva primeiro no papel, identificando o sólido e a fórmula, e depois confira o resultado na calculadora de volume de sólidos, que mostra a memória de cálculo completa, com cada passo detalhado. Continue estudando pelo portal de matemática, e veja como garantimos a confiabilidade dos resultados em como validamos os cálculos. Bons estudos e boas contas com os sólidos geométricos, tanto no papel quanto na prova.

Calculadoras deste guia

Como validamos os cálculos

Os valores citados neste guia são estimativos e baseados em fontes oficiais (OBMEP / IMPA (matemática) / BNCC / geometria espacial). Eles podem variar conforme convenção coletiva, situação individual e atualizações da legislação. Entenda nossa metodologia em como validamos os cálculos.

Perguntas frequentes

Como calcular o volume de um cubo?
O volume do cubo é a aresta elevada ao cubo, ou seja, a aresta multiplicada por ela mesma três vezes. Se a aresta mede 3, o volume é 3 vezes 3 vezes 3, que dá 27. A unidade do volume é a unidade de comprimento ao cubo, como centímetros cúbicos ou metros cúbicos. O cubo é o sólido mais simples, porque todas as suas arestas têm exatamente o mesmo tamanho.
Qual é a fórmula do volume do cilindro?
O volume do cilindro é a área da base, que é um círculo, multiplicada pela altura. Como a área do círculo é pi vezes o raio ao quadrado, o volume é pi vezes o raio ao quadrado vezes a altura. Por exemplo, um cilindro de raio 2 e altura 5 tem volume pi vezes 4 vezes 5, que dá 20 pi, aproximadamente 62,83. Essa lógica de área da base vezes altura vale para qualquer prisma e para o cilindro.
Como calcular o volume de uma esfera?
O volume da esfera é quatro terços de pi vezes o raio ao cubo. Por exemplo, uma esfera de raio 3 tem volume quatro terços de pi vezes 27, que dá 36 pi, aproximadamente 113,10. A área da superfície da esfera é quatro vezes pi vezes o raio ao quadrado. A esfera é o sólido que, para uma dada área de superfície, encerra o maior volume possível, o que explica a forma de bolhas de sabão e gotas de água.
Qual a diferença entre volume e área total?
O volume mede o espaço interno que o sólido ocupa, em unidades cúbicas, como quanto líquido cabe dentro dele. A área total mede a superfície externa, em unidades quadradas, como quanto papel seria preciso para embrulhá-lo. São grandezas diferentes: o volume cresce com o cubo das dimensões, e a área cresce com o quadrado. Por isso, ao dobrar as dimensões de um sólido, a área quadruplica, mas o volume fica oito vezes maior.
Como calcular o volume do cone e da pirâmide?
Tanto o cone quanto a pirâmide têm volume igual a um terço da área da base multiplicada pela altura. No cone, a base é um círculo, então o volume é um terço de pi vezes o raio ao quadrado vezes a altura. Na pirâmide de base quadrada, a base é um quadrado, então o volume é um terço do lado ao quadrado vezes a altura. Esse fator de um terço aparece em todos os sólidos que terminam em ponta, chamados de sólidos pontiagudos.
Por que o cone tem um terço do volume do cilindro?
Porque, com a mesma base e a mesma altura, cabem exatamente três cones dentro de um cilindro. Esse resultado pode ser verificado experimentalmente, enchendo um cone de água e despejando em um cilindro de mesma base e altura: são necessárias três cones para encher o cilindro. O mesmo vale para a pirâmide em relação ao prisma. Por isso a fórmula do cone e da pirâmide tem o fator de um terço.
Que unidades usar no cálculo de volume?
Use a mesma unidade de comprimento para todas as dimensões. Se as medidas estão em centímetros, o volume sai em centímetros cúbicos e a área em centímetros quadrados. Se estão em metros, o volume sai em metros cúbicos. O importante é não misturar unidades. Se alguma medida estiver em unidade diferente, converta antes de calcular para evitar erros, lembrando que 1 metro cúbico equivale a 1000 litros.
O que é o princípio de Cavalieri?
O princípio de Cavalieri diz que dois sólidos com a mesma altura têm o mesmo volume se, em todos os níveis, as secções transversais tiverem a mesma área. Em palavras simples, se cortarmos dois sólidos por planos paralelos à base e as fatias correspondentes tiverem sempre a mesma área, os volumes são iguais. Esse princípio é a base para deduzir várias fórmulas de volume e explica por que sólidos inclinados têm o mesmo volume que os retos.
Como calcular o volume de um sólido irregular?
Para sólidos que não têm fórmula direta, há duas estratégias. A primeira é decompor o sólido em partes conhecidas, calcular o volume de cada uma e somar. A segunda, muito usada na prática, é o deslocamento de água: mergulha-se o objeto em um recipiente cheio e mede-se o volume de água que transborda, que é igual ao volume do objeto. Esse método, atribuído a Arquimedes, funciona para qualquer formato.
Quanto líquido cabe em um recipiente?
A capacidade de um recipiente é o seu volume interno. Para um recipiente cilíndrico, por exemplo, calcula-se pi vezes o raio ao quadrado vezes a altura. Para converter para litros, lembre que 1 litro equivale a 1000 centímetros cúbicos, ou a 1 decímetro cúbico. Assim, um aquário de 50 por 30 por 20 centímetros tem volume de 30 mil centímetros cúbicos, que equivalem a 30 litros de capacidade.
A fórmula da pirâmide serve para qualquer base?
Sim, o volume de qualquer pirâmide é um terço da área da base multiplicada pela altura, independentemente do formato da base, seja quadrada, triangular ou outra. O que muda é apenas como se calcula a área da base. Esta calculadora trata a pirâmide de base quadrada, mas o raciocínio do um terço da área da base vezes a altura vale para todas, bastando substituir a área da base correta.
Existe uma calculadora de volume de sólidos?
Sim. A calculadora de volume de sólidos do ValorFinal calcula o volume e a área total de cubo, paralelepípedo, cilindro, esfera, cone e pirâmide de base quadrada, a partir das dimensões, e mostra a memória de cálculo completa com as fórmulas. É gratuita, funciona direto no navegador, sem cadastro e sem instalar nada, e serve tanto para conferir exercícios de geometria espacial quanto para entender com calma o passo a passo de cada sólido, vendo cada etapa na tela.