Lei dos senos e dos cossenos: como resolver triângulos

Aprenda a lei dos senos e a lei dos cossenos no nível de uma aula particular: as fórmulas, quando usar cada uma, como resolver triângulos quaisquer, o caso ambíguo, a área pela fórmula de Heron, exemplos resolvidos e exercícios de ENEM e concursos.

Revisado pela equipe editorial ValorFinalOBMEP / IMPA (matemática) / BNCC / trigonometria

A lei dos senos e a lei dos cossenos são as duas ferramentas que estendem a trigonometria para triângulos que não têm ângulo reto. Enquanto o seno, o cosseno e a tangente resolvem o triângulo retângulo, essas duas leis resolvem qualquer triângulo, desde que conheçamos alguns de seus lados e ângulos. Com elas, é possível medir distâncias inacessíveis, mapear terrenos, calcular rotas e somar forças na física. Este guia foi escrito como uma aula completa: vamos entender cada lei, suas fórmulas, quando usar uma ou outra, o famoso caso ambíguo, o cálculo da área e muitos exemplos resolvidos. O conteúdo serve para o ensino médio, para quem retoma os estudos e, em especial, para quem se prepara para o ENEM e para concursos, onde essas leis aparecem com frequência. Para conferir cada conta enquanto lê, use a calculadora de lei dos senos e dos cossenos. Ao final, você terá um método claro para enfrentar qualquer triângulo, com ou sem ângulo reto, e saberá reconhecer de imediato qual das duas leis aplicar em cada situação.

Por que precisamos de novas leis

No triângulo retângulo, o ângulo de 90 graus nos dá um ponto de apoio: o teorema de Pitágoras liga os três lados, e as razões trigonométricas ligam os lados aos ângulos agudos. Mas a maioria dos triângulos do mundo real não tem ângulo reto. Pense em um terreno irregular, na trajetória de um avião que muda de direção ou em três cidades ligadas por estradas. Para esses triângulos quaisquer, precisamos de relações mais gerais, que funcionem com qualquer ângulo. É exatamente isso que a lei dos senos e a lei dos cossenos oferecem.

Antes de mergulhar nas fórmulas, vale fixar uma convenção que organiza tudo. Em um triângulo, cada lado fica oposto a um ângulo. Costumamos chamar os lados de a, b e c, e os ângulos opostos a eles de A, B e C, respectivamente. Assim, o lado a está sempre de frente para o ângulo A, e assim por diante. Essa correspondência entre lado e ângulo oposto é a chave para aplicar as duas leis sem se perder, e é a mesma que a nossa calculadora utiliza nos resultados.

A lei dos senos

A lei dos senos afirma que, em qualquer triângulo, a razão entre um lado e o seno do ângulo oposto a ele é a mesma para os três lados. Em palavras, o lado a dividido pelo seno de A é igual ao lado b dividido pelo seno de B, que é igual ao lado c dividido pelo seno de C. Isso significa que lados maiores ficam opostos a ângulos maiores, de forma proporcional ao seno desses ângulos, uma relação elegante e muito útil.

Essa lei tem uma interpretação geométrica bonita: a razão constante é igual ao diâmetro da circunferência que passa pelos três vértices do triângulo, chamada de circunferência circunscrita. Para deduzir a lei, traçamos uma altura do triângulo e observamos que ela pode ser escrita de duas maneiras, usando o seno de dois ângulos diferentes. Igualando essas duas expressões, chegamos à proporção entre lados e senos. Não é preciso decorar a dedução, mas entendê-la ajuda a confiar na fórmula.

A lei dos senos é ideal quando conhecemos um lado e o ângulo oposto a ele, formando um par completo, mais algum outro dado. Os casos típicos são dois ângulos e um lado, em que achamos o terceiro ângulo pela soma 180 graus e depois os lados pela proporção, e dois lados e um ângulo oposto, que é o caso ambíguo que veremos adiante. Sempre que houver um lado com o seu ângulo oposto entre os dados, a lei dos senos costuma ser o caminho mais curto.

A lei dos cossenos

A lei dos cossenos relaciona os três lados de um triângulo com um de seus ângulos. Ela diz que o quadrado de um lado é igual à soma dos quadrados dos outros dois, menos duas vezes o produto desses dois lados pelo cosseno do ângulo entre eles. Por exemplo, o quadrado do lado a é igual ao quadrado de b mais o quadrado de c, menos duas vezes b vezes c vezes o cosseno do ângulo A, que é o ângulo entre os lados b e c.

A grande sacada é perceber que essa lei generaliza o teorema de Pitágoras. Quando o ângulo entre os dois lados vale 90 graus, o cosseno é zero, e o termo que o acompanha desaparece, restando apenas o quadrado de um lado igual à soma dos quadrados dos outros dois, exatamente Pitágoras. Quando o ângulo é agudo, o cosseno é positivo e subtraímos algo; quando é obtuso, o cosseno é negativo e na prática somamos, o que faz o lado oposto crescer, como esperado para ângulos maiores.

A lei dos cossenos é ideal em dois casos. No primeiro, conhecemos dois lados e o ângulo entre eles, e queremos o terceiro lado: basta substituir na fórmula. No segundo, conhecemos os três lados e queremos um ângulo: isolamos o cosseno na fórmula e aplicamos a função inversa. Como ela usa o cosseno, que distingue ângulos agudos de obtusos pelo sinal, a lei dos cossenos não sofre da ambiguidade que afeta a lei dos senos, o que a torna mais segura nesses casos. Para revisar o teorema de Pitágoras que está por trás dela, veja o guia de teorema de Pitágoras.

Qual lei usar em cada caso

Para escolher a lei certa, observe quais elementos você tem. Se conhece os três lados, use a lei dos cossenos para achar os ângulos. Se conhece dois lados e o ângulo entre eles, use a lei dos cossenos para achar o terceiro lado e depois os outros ângulos. Se conhece dois ângulos e um lado, primeiro ache o terceiro ângulo pela soma 180 graus e depois use a lei dos senos para os lados. E se conhece dois lados e um ângulo oposto a um deles, use a lei dos senos, atento ao caso ambíguo.

Uma forma rápida de lembrar é olhar a posição do ângulo conhecido. Se ele está entre os dois lados conhecidos, a lei dos cossenos é o caminho natural. Se ele está oposto a um lado conhecido, a lei dos senos costuma resolver. Os professores usam siglas para esses casos: LLL para três lados, LAL para lado, ângulo, lado, ALA para ângulo, lado, ângulo, e LLA para lado, lado, ângulo. A nossa calculadora organiza os modos exatamente segundo essas combinações, para que você escolha o que tem em mãos.

O caso ambíguo em detalhe

O caso lado, lado, ângulo merece atenção especial, porque é o único que pode ter mais de uma resposta. Imagine que você conhece dois lados e o ângulo oposto a um deles. Ao aplicar a lei dos senos para achar outro ângulo, você obtém o valor do seno desse ângulo. O detalhe é que dois ângulos diferentes, um agudo e o seu suplementar obtuso, têm o mesmo seno. Por isso, pode haver dois triângulos válidos.

Para decidir quantas soluções existem, siga um roteiro. Se o seno calculado for maior que 1, não existe triângulo, pois o seno nunca passa de 1. Se for exatamente 1, há um único triângulo, e ele é retângulo. Se for menor que 1, considere os dois candidatos, o ângulo agudo e o obtuso. Cada candidato só é válido se, somado ao ângulo já conhecido, ainda deixar espaço para o terceiro ângulo, ou seja, se a soma ficar abaixo de 180 graus. Quando o lado oposto ao ângulo dado é menor que o outro lado, é justamente quando os dois triângulos costumam aparecer. A calculadora faz toda essa análise e mostra as duas soluções quando elas existem, evitando que você perca uma resposta válida na prova.

Calculando a área do triângulo

Resolver um triângulo costuma vir acompanhado do cálculo da sua área. Há duas fórmulas muito úteis. Quando conhecemos dois lados e o ângulo entre eles, a área é metade do produto desses dois lados pelo seno do ângulo. Essa fórmula é direta e combina perfeitamente com a lei dos cossenos no caso LAL. Quando conhecemos os três lados, usamos a fórmula de Heron, que parte do semiperímetro, a metade da soma dos lados, e calcula a raiz do produto do semiperímetro por suas diferenças com cada lado.

As duas fórmulas dão o mesmo resultado para o mesmo triângulo, e a calculadora escolhe a mais conveniente conforme os dados. Saber calcular a área amplia muito as aplicações: é assim que se mede a extensão de um terreno triangular, a superfície de uma peça ou a região delimitada por três pontos em um mapa. Para áreas de outras figuras planas, vale conhecer o guia de área e perímetro de figuras planas.

Exercícios resolvidos passo a passo

Primeiro exemplo, com a lei dos cossenos: um triângulo tem lados de 5 e 8, com um ângulo de 60 graus entre eles. Qual é o terceiro lado? Aplicamos a fórmula: o terceiro lado ao quadrado é 5 ao quadrado mais 8 ao quadrado menos duas vezes 5 vezes 8 vezes o cosseno de 60 graus. Isso dá 25 mais 64 menos 80 vezes 0,5, ou seja, 89 menos 40, igual a 49. A raiz de 49 é 7, então o terceiro lado mede 7.

Segundo exemplo, com a lei dos senos: em um triângulo, um ângulo mede 40 graus, o lado oposto a ele mede 10, e queremos o lado oposto a um ângulo de 75 graus. Pela lei dos senos, esse lado é 10 vezes o seno de 75 graus dividido pelo seno de 40 graus, o que dá aproximadamente 10 vezes 0,9659 dividido por 0,6428, cerca de 15,03. Repare como conhecer um par completo de lado e ângulo oposto destrava o cálculo dos demais lados.

Terceiro exemplo, achando um ângulo com a lei dos cossenos: um triângulo tem lados 6, 7 e 9. Qual é o maior ângulo? O maior ângulo fica oposto ao maior lado, que é 9. Isolando o cosseno na lei dos cossenos, o cosseno desse ângulo é 6 ao quadrado mais 7 ao quadrado menos 9 ao quadrado, dividido por duas vezes 6 vezes 7. Isso dá 36 mais 49 menos 81, igual a 4, dividido por 84, ou seja, cerca de 0,0476. O arco-cosseno disso é aproximadamente 87,27 graus, um ângulo quase reto.

Quarto exemplo, o caso ambíguo: conhecemos os lados 6 e 8 e um ângulo de 30 graus oposto ao lado 6. Pela lei dos senos, o seno do ângulo oposto ao lado 8 é 8 vezes o seno de 30 graus dividido por 6, que dá 0,667. Como esse valor é menor que 1 e o lado 6 é menor que o lado 8, há dois triângulos: um com esse ângulo valendo cerca de 41,8 graus e outro com o suplementar, cerca de 138,2 graus. Esse é o tipo de situação em que esquecer a segunda solução custa pontos na prova.

Aplicações no mundo real

A lei dos senos e a lei dos cossenos são as estrelas da topografia, a ciência de medir terrenos. A técnica da triangulação divide uma região em triângulos e, medindo alguns ângulos e distâncias, calcula todas as demais por meio dessas leis. Foi assim que se mapearam países inteiros antes do GPS, e o próprio GPS, no fundo, resolve triângulos para localizar o seu aparelho a partir de satélites.

Na navegação marítima e aérea, calcular a rota entre dois pontos, considerando ventos e correntes, envolve resolver triângulos de velocidades. Na física, somar duas forças que agem em direções diferentes resulta em um triângulo, e a lei dos cossenos dá a intensidade da força resultante. Na astronomia, distâncias até estrelas próximas são estimadas por paralaxe, que é pura trigonometria de triângulos. Até na engenharia de estruturas, ao analisar treliças e telhados, essas leis aparecem o tempo todo. Dominar esses conceitos abre a porta para entender boa parte da ciência aplicada.

Vale destacar um exemplo cotidiano que quase ninguém percebe: o seu celular. Para estimar a sua posição, o aparelho mede distâncias até vários satélites ou antenas e resolve, em frações de segundo, um conjunto de triângulos no espaço. As mesmas leis que você usa para um exercício de prova estão rodando ali, em escala muito maior e com altíssima precisão. Esportes também usam triângulos: no futebol, o ângulo de chute em relação ao gol, e nas transmissões, o cálculo de distâncias entre jogadores a partir de câmeras, tudo isso passa por trigonometria de triângulos quaisquer. Perceber essa presença escondida da matemática no dia a dia costuma motivar bastante o estudo, porque mostra que esses conteúdos não ficam restritos ao papel da prova.

Mais exercícios para fixar

Quinto exemplo, com dois ângulos e um lado: um triângulo tem ângulos de 45 e 60 graus, e o lado entre eles mede 10. Qual é o terceiro ângulo e os outros lados? O terceiro ângulo é 180 menos 45 menos 60, ou seja, 75 graus. O lado dado, de 10, fica oposto a esse ângulo de 75 graus. Pela lei dos senos, o lado oposto ao ângulo de 45 graus é 10 vezes o seno de 45 dividido pelo seno de 75, cerca de 7,32, e o lado oposto ao ângulo de 60 graus é 10 vezes o seno de 60 dividido pelo seno de 75, cerca de 8,97.

Sexto exemplo, calculando a área pela lei dos cossenos combinada com Heron: um triângulo tem lados 7, 8 e 9. O semiperímetro é a metade de 7 mais 8 mais 9, ou seja, 12. A área é a raiz de 12 vezes a diferença de 12 com cada lado, isto é, raiz de 12 vezes 5 vezes 4 vezes 3, que dá raiz de 720, cerca de 26,83. Esse mesmo triângulo poderia ter sua área calculada achando um ângulo pela lei dos cossenos e usando metade do produto de dois lados pelo seno desse ângulo, com o mesmo resultado.

Sétimo exemplo, uma aplicação prática de distância: dois observadores estão a 500 metros um do outro e avistam um barco. O primeiro mede um ângulo de 60 graus entre a linha que liga os dois observadores e a direção do barco, e o segundo mede 50 graus. A que distância o barco está do primeiro observador? O ângulo no vértice do barco é 180 menos 60 menos 50, igual a 70 graus. Pela lei dos senos, a distância procurada é 500 vezes o seno de 50 dividido pelo seno de 70, aproximadamente 407,6 metros. Esse é o coração da triangulação usada na prática.

Relações derivadas e outras fórmulas

A partir das duas leis principais surgem várias relações úteis. Uma delas é a fórmula da projeção, que expressa cada lado como a soma das projeções dos outros dois sobre ele. Outra é a lei das tangentes, que relaciona a diferença e a soma de dois lados com as tangentes da metade da diferença e da metade da soma dos ângulos opostos. Embora menos usada no dia a dia, ela já foi importante quando os cálculos eram feitos com tábuas de logaritmos, antes das calculadoras eletrônicas.

Há também as fórmulas que dão os ângulos a partir dos lados de forma direta, úteis em programação e em topografia. O ponto central é que todas essas relações descendem das mesmas ideias: a proporção entre lados e senos dos ângulos opostos, e a generalização do teorema de Pitágoras pela lei dos cossenos. Conhecer a existência dessas fórmulas extras ajuda quando um problema parece pedir um atalho, mas para a maioria das questões de ENEM e concursos, dominar bem a lei dos senos e a lei dos cossenos já é suficiente para chegar à resposta com segurança.

Vale ainda registrar uma observação prática sobre precisão. Ao achar um ângulo pela lei dos senos em um triângulo muito alongado, pequenos erros de arredondamento nos lados podem se ampliar no ângulo. Nesses casos, a lei dos cossenos tende a ser mais estável, porque o cosseno varia de forma mais suave perto dos extremos. Por isso, quando possível e quando os dados permitem, muitos preferem achar ângulos pela lei dos cossenos e reservar a lei dos senos para encontrar lados, uma escolha que reduz a propagação de erros e deixa o resultado final mais confiável.

Para fixar a escolha entre as leis, compare dois problemas parecidos. No primeiro, conhecemos os lados 4 e 6 e o ângulo de 50 graus entre eles e queremos o terceiro lado: como o ângulo está entre os lados, usamos a lei dos cossenos, e o terceiro lado é a raiz de 4 ao quadrado mais 6 ao quadrado menos duas vezes 4 vezes 6 vezes o cosseno de 50 graus, cerca de 4,62. No segundo, conhecemos o lado 6, o ângulo de 50 graus oposto a ele e outro ângulo de 70 graus: como temos um lado com o ângulo oposto, usamos a lei dos senos, e o lado oposto ao ângulo de 70 graus é 6 vezes o seno de 70 dividido pelo seno de 50, cerca de 7,36. Repare que a única diferença entre os dois problemas é a posição do ângulo conhecido, e é justamente ela que decide a lei a usar.

Triangulação, história e a circunferência circunscrita

A ideia de resolver triângulos para medir o mundo é antiga e poderosa. A triangulação consiste em cobrir uma região com uma rede de triângulos, medir cuidadosamente uma única distância de referência, chamada base, e alguns ângulos, e então calcular todas as outras distâncias usando a lei dos senos e a lei dos cossenos. Foi com essa técnica que cartógrafos mapearam continentes inteiros nos séculos passados, e ela continua na base de tecnologias modernas de posicionamento.

A lei dos senos também revela um fato geométrico elegante. A razão constante entre cada lado e o seno do ângulo oposto não é um número qualquer: ela é igual ao diâmetro da circunferência que passa pelos três vértices do triângulo, a circunferência circunscrita. Isso significa que, conhecendo um lado e o seu ângulo oposto, conseguimos descobrir o raio dessa circunferência, o que conecta a trigonometria à geometria dos círculos. Esse tipo de ponte entre áreas diferentes da matemática é o que torna o assunto tão rico e, ao mesmo tempo, tão útil em aplicações variadas.

Resumo das fórmulas e estratégia de prova

Para fechar, vale resumir a estratégia. Diante de um triângulo qualquer, identifique primeiro quais elementos você tem e use a correspondência entre cada lado e o ângulo oposto. Se houver um ângulo entre dois lados conhecidos, ou se os três lados forem dados, comece pela lei dos cossenos. Se houver um lado com o seu ângulo oposto entre os dados, use a lei dos senos. Sempre que terminar de achar dois ângulos, encontre o terceiro pela soma 180 graus, o que costuma simplificar o restante das contas.

Mantenha o olho aberto para o caso ambíguo, exclusivo da situação lado, lado, ângulo, e verifique se existe uma segunda solução. Confira o resultado com bom senso: o maior lado deve ficar oposto ao maior ângulo, e a soma dos ângulos precisa dar 180 graus. Com essa rotina e um pouco de prática, resolver triângulos quaisquer deixa de ser intimidante e passa a ser quase mecânico, liberando a sua atenção para a interpretação do problema, que é o que realmente importa nas provas.

Um último conselho de estudo: desenhe sempre o triângulo, mesmo que de forma aproximada, e anote em cada lado e em cada ângulo o que você conhece e o que precisa achar. Esse desenho transforma o enunciado em algo visual e quase sempre revela, de imediato, qual das duas leis se aplica. Muitos erros nascem de tentar resolver tudo de cabeça, sem o apoio de uma figura. Com o desenho na frente, a escolha da lei e a montagem das equações ficam naturais, e a calculadora serve apenas para confirmar o que você já entendeu, e não para substituir o raciocínio. Bons estudos e mãos à obra com os triângulos.

Erros comuns e dicas finais

O erro mais clássico é esquecer a segunda solução do caso ambíguo, entregando apenas um triângulo quando existem dois. Sempre que o problema for do tipo lado, lado, ângulo, verifique se o ângulo suplementar também gera um triângulo válido. Outro erro comum é aplicar a lei dos senos quando o dado conhecido é o ângulo entre dois lados, situação em que a lei dos cossenos é a correta. Confira sempre se o ângulo está entre os lados ou oposto a um lado.

Também é frequente trocar o sinal na lei dos cossenos ou esquecer de tirar a raiz quadrada no final. Faça as contas com calma e lembre-se de que o resultado de um lado precisa ser positivo e menor que a soma dos outros dois. Por fim, confira sempre se a soma dos três ângulos dá 180 graus; se não der, há um erro em algum passo. Resolva primeiro no papel, entendendo cada etapa, e depois confirme na calculadora de lei dos senos e dos cossenos, que mostra a memória de cálculo completa. Continue estudando pelo portal de matemática, e veja como garantimos a confiabilidade dos resultados em como validamos os cálculos.

Calculadoras deste guia

Como validamos os cálculos

Os valores citados neste guia são estimativos e baseados em fontes oficiais (OBMEP / IMPA (matemática) / BNCC / trigonometria). Eles podem variar conforme convenção coletiva, situação individual e atualizações da legislação. Entenda nossa metodologia em como validamos os cálculos.

Perguntas frequentes

Quando usar a lei dos senos e quando usar a lei dos cossenos?
Use a lei dos cossenos quando você tem os três lados ou dois lados e o ângulo entre eles. Use a lei dos senos quando você tem um lado e o ângulo oposto a ele, mais um outro dado, como em dois ângulos e um lado, ou dois lados e um ângulo oposto. Uma regra prática é: se o ângulo conhecido está entre os dois lados conhecidos, comece pela lei dos cossenos; caso contrário, costuma ser a lei dos senos.
Qual é a fórmula da lei dos senos?
A lei dos senos diz que, em qualquer triângulo, a razão entre cada lado e o seno do ângulo oposto a ele é constante. Em símbolos, o lado a sobre o seno de A é igual ao lado b sobre o seno de B, igual ao lado c sobre o seno de C. Essa razão constante vale exatamente o diâmetro da circunferência que passa pelos três vértices do triângulo, chamada circunferência circunscrita.
Qual é a fórmula da lei dos cossenos?
A lei dos cossenos afirma que o quadrado de um lado é igual à soma dos quadrados dos outros dois, menos duas vezes o produto deles pelo cosseno do ângulo entre eles. Em símbolos, a ao quadrado é igual a b ao quadrado mais c ao quadrado menos 2 vezes b vezes c vezes o cosseno do ângulo A. Existem versões análogas para os lados b e c, trocando o ângulo correspondente.
A lei dos cossenos é o teorema de Pitágoras?
A lei dos cossenos é uma generalização do teorema de Pitágoras. Quando o ângulo entre os dois lados vale 90 graus, o cosseno desse ângulo é zero, então o termo que multiplica o cosseno desaparece e a fórmula vira o quadrado da hipotenusa igual à soma dos quadrados dos catetos. Ou seja, o teorema de Pitágoras é o caso particular da lei dos cossenos para o ângulo reto.
O que é o caso ambíguo da lei dos senos?
O caso ambíguo ocorre quando conhecemos dois lados e um ângulo oposto a um deles, a situação conhecida como lado, lado, ângulo. Dependendo dos valores, pode haver nenhum, um ou dois triângulos diferentes que satisfazem os dados. Isso acontece porque um seno positivo corresponde a dois ângulos possíveis, um agudo e um obtuso, que são suplementares. A calculadora detecta e mostra as duas soluções quando ambas existem.
Como saber quantas soluções tem o caso ambíguo?
Calcule o seno do ângulo desconhecido pela lei dos senos. Se o resultado for maior que 1, não existe triângulo. Se for exatamente 1, há um único triângulo retângulo. Se for menor que 1, há um ângulo agudo e seu suplementar como candidatos; ambos valem se a soma com o ângulo conhecido ainda ficar abaixo de 180 graus. Em geral, quando o lado oposto ao ângulo dado é menor que o outro lado, surge a possibilidade de duas soluções.
Como calcular a área de um triângulo qualquer?
Há duas formas práticas. Com os três lados, use a fórmula de Heron: calcule o semiperímetro, que é metade da soma dos lados, e a área é a raiz do produto do semiperímetro pelas suas diferenças com cada lado. Com dois lados e o ângulo entre eles, a área é metade do produto dos dois lados pelo seno do ângulo. As duas fórmulas dão o mesmo resultado para o mesmo triângulo.
A lei dos senos serve para achar a área?
A lei dos senos em si relaciona lados e ângulos, mas a partir dela chegamos à área. Conhecendo dois ângulos e um lado, encontramos os outros lados pela lei dos senos e depois aplicamos a fórmula da área com dois lados e o ângulo entre eles. A calculadora faz esse encadeamento automaticamente e mostra a área em todos os modos, junto com o perímetro do triângulo resolvido.
Para que servem essas leis no mundo real?
Elas são fundamentais em topografia, navegação, astronomia, engenharia e física. Topógrafos usam ângulos e distâncias para mapear terrenos com a técnica de triangulação. Na navegação e no GPS, posições são determinadas resolvendo triângulos. Na física, decompomos e somamos forças e velocidades que formam triângulos. Sempre que há triângulos que não são retângulos, a lei dos senos e a lei dos cossenos entram em ação.
Posso usar essas leis em triângulo retângulo?
Pode, mas geralmente não é necessário. No triângulo retângulo, as razões seno, cosseno e tangente já resolvem tudo de forma mais direta. Ainda assim, a lei dos cossenos funciona e se reduz ao teorema de Pitágoras quando o ângulo é reto, e a lei dos senos continua válida. Para o triângulo retângulo, recomendamos a calculadora de trigonometria, que é mais simples para esse caso específico.
Os ângulos devem estar em graus ou radianos?
Nesta calculadora, os ângulos são informados em graus, que é a unidade mais comum na escola e nas provas brasileiras. Internamente, o programa converte para radianos antes de aplicar as funções seno e cosseno, porque é assim que as funções matemáticas trabalham. Se o seu problema estiver em radianos, basta converter multiplicando por 180 e dividindo por pi antes de digitar.
Existe uma calculadora de lei dos senos e dos cossenos?
Sim. A calculadora de lei dos senos e dos cossenos do ValorFinal resolve triângulos quaisquer a partir de quatro tipos de dados: três lados, dois lados e o ângulo entre eles, dois ângulos e um lado, ou dois lados e um ângulo oposto. Ela mostra todos os lados, ângulos, a área e o perímetro, avisa o caso ambíguo e exibe a memória de cálculo passo a passo. É gratuita, funciona direto no navegador, sem cadastro e sem instalação, e serve tanto para conferir exercícios quanto para aprender o método com calma.