Juros simples e juros compostos são a base de quase todo cálculo financeiro: rendimento de aplicação, parcela de empréstimo, correção de dívida. A diferença entre eles parece pequena no começo, mas muda completamente o resultado em prazos longos. Neste guia você entende a lógica de cada um, vê as fórmulas e compara R$ 1.000 ao longo de 12 meses. Para simular o seu caso, use a calculadora de juros compostos ou a calculadora de juros simples.
Juros simples: crescimento linear
Nos juros simples, os juros incidem sempre sobre o capital inicial. Cada período rende exatamente o mesmo valor, então o montante cresce em linha reta. A fórmula é:
- M = C × (1 + i × t)
- C: capital inicial
- i: taxa de juros por período
- t: número de períodos
Com R$ 1.000 a 1% ao mês, cada mês rende sempre R$ 10. Em 12 meses, são R$ 120 de juros e o montante chega a R$ 1.120.
Juros compostos: crescimento acumulado
Nos juros compostos, os juros de cada período se somam ao capital e passam a render também. É o famoso juro sobre juro. A fórmula é:
- M = C × (1 + i) elevado a t
Com os mesmos R$ 1.000 a 1% ao mês, o primeiro mês rende R$ 10, mas o segundo já rende sobre R$ 1.010, e assim por diante. Em 12 meses o montante chega a aproximadamente R$ 1.126,83, ou seja, R$ 126,83 de juros.
Exemplo lado a lado: R$ 1.000 por 12 meses a 1% ao mês
- Juros simples: R$ 1.120,00 (R$ 120 de juros)
- Juros compostos: R$ 1.126,83 (R$ 126,83 de juros)
A diferença em 12 meses é de menos de R$ 7. Parece pouco, mas o efeito explode com o tempo. A 1% ao mês por 10 anos (120 meses), os juros simples levam R$ 1.000 a R$ 2.200, enquanto os compostos chegam a cerca de R$ 3.300. Quanto maior o prazo e a taxa, maior a distância entre as duas curvas.
Quando cada tipo aparece na prática
Os juros compostos dominam o mercado: financiamentos, cartão de crédito, cheque especial, poupança, CDB, Tesouro e a maioria dos investimentos. É por isso que dívidas de cartão crescem tão rápido e por que investir cedo faz tanta diferença. Os juros simples aparecem em casos pontuais, como algumas multas e juros de mora previstos em contrato, e em cálculos didáticos de curto prazo.
Cuidados com a taxa e o prazo
O erro mais comum é misturar unidades. Taxa mensal exige prazo em meses; taxa anual exige prazo em anos. E atenção: em juros compostos, 2% ao mês não viram 24% ao ano. O correto é (1 + 0,02) elevado a 12, que resulta em cerca de 26,8% ao ano. Para converter taxas com segurança, use a calculadora de taxa equivalente. Para ver o efeito dos juros compostos em parcelas, a calculadora de parcelas e a calculadora de empréstimo pessoal ajudam a enxergar quanto se paga de juros ao longo do tempo.
Limitações deste guia
Os valores aqui são estimativos e didáticos, com taxas constantes e sem considerar inflação, impostos ou tarifas. Na vida real, taxas variam, há Imposto de Renda sobre rendimentos e custos embutidos nos contratos. Use as calculadoras para simular o seu caso e veja como validamos os cálculos.