CDB e CDI estão entre os termos mais ouvidos por quem começa a investir, e também entre os mais mal explicados. Entender o que cada um significa, o que muda entre rendimento bruto e líquido e quais proteções existem ajuda a comparar aplicações com clareza. Neste guia você vê esses conceitos de forma direta, com um exemplo estimado. Para simular, use a calculadora de CDB e CDI.
O que é CDI
O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa das operações de empréstimo entre bancos, que anda praticamente colada na taxa Selic. Ele virou a régua da renda fixa no Brasil: a maioria dos títulos é divulgada como um percentual do CDI.
O que é CDB
O CDB é um título emitido por um banco. Na prática, você empresta dinheiro ao banco e recebe juros em troca. Existem três formas comuns de remuneração:
- Pós-fixado: um percentual do CDI (ex.: 100% do CDI).
- Prefixado: uma taxa fixa definida na aplicação.
- Híbrido: um índice (como o IPCA) mais uma taxa fixa.
Render 100% do CDI: o que quer dizer
Render 100% do CDI é acompanhar integralmente a taxa de referência. Acima de 100% (como 110%) é melhor; abaixo (como 90%) é pior. Como o CDI segue a Selic, um CDB de 100% do CDI rende aproximadamente a Selic do período, antes dos impostos.
Rentabilidade bruta e líquida
O rendimento bruto é o que o título rende antes do imposto. O rendimento líquido é o que sobra depois do IR regressivo, que incide apenas sobre o lucro e diminui com o prazo:
- Até 180 dias: 22,5%
- 181 a 360 dias: 20%
- 361 a 720 dias: 17,5%
- Acima de 720 dias: 15%
Exemplo de rendimento estimado
Suponha R$ 10.000 em um CDB de 100% do CDI, com CDI hipotético de 10,5% ao ano, mantido por 2 anos (acima de 720 dias, IR de 15%). Em juros compostos, o bruto em 2 anos seria de aproximadamente R$ 2.210. Com IR de 15% sobre o rendimento (cerca de R$ 332), o líquido fica em torno de R$ 1.878, levando o saldo a aproximadamente R$ 11.878. Os valores são ilustrativos: o CDI real varia ao longo do tempo. Para enxergar o efeito dos juros compostos, veja a calculadora de juros compostos.
Liquidez, risco e FGC
A liquidez é a facilidade de resgatar: há CDBs de liquidez diária e outros que só pagam no vencimento. O principal risco é de crédito (o banco emissor quebrar). Para mitigar isso existe o FGC, que cobre aplicações até um limite por CPF e por instituição (referência de R$ 250.000), com teto global. É uma proteção importante, mas tem regras: confirme os limites vigentes no site do FGC. Para comparar com um título público, veja o guia Tesouro Selic ou CDB.
Limitações deste guia
Este conteúdo é educativo e não constitui recomendação de investimento. As taxas, o CDI e as regras do FGC mudam com o tempo, e rentabilidade passada não garante resultado futuro. Use a calculadora de CDB e CDI para estimar o seu caso e veja como validamos os cálculos.