Fatores de um número: divisores, primos e perfeitos

Aprenda os fatores de um número no nível de uma aula particular: o que é divisor, como listar todos os fatores, os pares de fatores, números primos e compostos, a soma dos divisores e os números perfeitos, abundantes e deficientes, com exemplos resolvidos e exercícios.

Revisado pela equipe editorial ValorFinalOBMEP / IMPA (aritmética) / BNCC (matemática) / teoria dos números elementar

Listar os fatores de um número parece um assunto pequeno, mas é uma das bases mais importantes de toda a aritmética. É a partir dos fatores que entendemos números primos, simplificamos frações, encontramos o máximo divisor comum e fatoramos expressões. Saber rapidamente quais números dividem outro é uma habilidade que economiza tempo em dezenas de situações, da escola às provas de concurso. Este guia foi escrito como uma aula completa, pensada também para quem retoma os estudos no supletivo ou na educação de jovens e adultos, e para quem revisa os fundamentos. Vamos do conceito de divisor até a listagem completa dos fatores, os pares de fatores, os números primos e compostos, a soma dos divisores e os curiosos números perfeitos, abundantes e deficientes, sempre com exemplos resolvidos. Para conferir cada lista, use a calculadora de fatores de um número.

Resposta rápida

  • Fator (divisor): número que divide outro sem deixar resto. O 1 e o próprio número sempre entram.
  • Atalho: teste até a raiz quadrada e use os pares de fatores.
  • Primo: exatamente dois fatores. Composto: mais de dois.
  • Perfeito: soma dos divisores próprios igual ao número (6, 28...).
  • Exemplo: os fatores de 12 são 1, 2, 3, 4, 6 e 12; ao todo seis.

O que é um fator ou divisor

Um fator, ou divisor, de um número é qualquer inteiro que o divide deixando resto zero. As palavras fator e divisor são usadas como sinônimos: dizer que 3 é fator de 12 é o mesmo que dizer que 3 é divisor de 12, e ambas significam que 12 dividido por 3 dá um resultado exato, no caso 4. Por isso os fatores aparecem sempre em pares: como 12 dividido por 3 é 4, tanto o 3 quanto o 4 são fatores de 12.

Todo número tem pelo menos dois fatores óbvios: o 1, que divide qualquer número, e o próprio número, que se divide por ele mesmo dando quociente 1. Esses dois fatores estão sempre presentes. Os fatores diferentes do próprio número são chamados de divisores próprios, e eles serão importantes mais adiante, quando classificarmos os números. Entender bem o que é um fator é o primeiro passo para listar todos eles com segurança e para compreender os conceitos que se apoiam nessa ideia.

Como listar todos os fatores

O método mais seguro para listar os fatores de um número é testar os inteiros de 1 em diante e verificar quais dividem sem deixar resto. No entanto, há um atalho que economiza muito trabalho: basta testar até a raiz quadrada do número. Isso funciona porque cada fator pequeno forma um par com um fator grande, e ao chegar à raiz quadrada já cobrimos todos os pares.

Vamos listar os fatores de 36. Sua raiz quadrada é 6, então testamos de 1 a 6. O 1 divide e faz par com 36; o 2 divide e faz par com 18; o 3 divide e faz par com 12; o 4 divide e faz par com 9; o 5 não divide; e o 6 divide e faz par consigo mesmo, por ser a raiz exata. Reunindo tudo em ordem, os fatores de 36 são 1, 2, 3, 4, 6, 9, 12, 18 e 36, nove ao todo. Repare como o atalho dos pares evita esquecer divisores, que é o erro mais comum. É exatamente esse procedimento que a calculadora executa internamente.

Os pares de fatores

Os pares de fatores são uma forma muito útil de organizar os divisores de um número. Cada par é formado por dois fatores que, multiplicados, dão o número. Para 12, os pares são 1 e 12, 2 e 6, e 3 e 4. Listar os fatores em pares tem duas vantagens. Primeiro, garante que nenhum divisor seja esquecido, porque ao achar um fator pequeno já registramos o seu par grande. Segundo, revela a estrutura do número, mostrando de quantas maneiras ele pode ser escrito como um produto de dois fatores.

Os pares de fatores aparecem em muitas aplicações práticas. Em problemas de área, por exemplo, os pares de fatores de um número indicam as possíveis dimensões inteiras de um retângulo com aquela área. Um retângulo de área 12 pode ter lados 1 e 12, 2 e 6, ou 3 e 4. Em fatoração de expressões algébricas, os pares de fatores ajudam a encontrar os números que decompõem um trinômio, como vimos no problema diamante. Por isso, pensar em pares não é apenas uma técnica de listagem, mas uma forma de enxergar a estrutura multiplicativa dos números.

Números primos e compostos

A quantidade de fatores de um número leva a uma das classificações mais importantes da matemática. Um número maior que 1 que tem exatamente dois fatores, o 1 e ele mesmo, é chamado de primo. Os primeiros primos são 2, 3, 5, 7, 11, 13 e assim por diante. Um número que tem mais de dois fatores é composto, como 4, 6, 8, 9 e 12. O número 1 é um caso especial: tem apenas um fator, ele mesmo, e por convenção não é considerado nem primo nem composto.

Os números primos são os tijolos fundamentais da aritmética, porque todo número composto pode ser escrito como um produto de primos de uma única forma. Para verificar se um número é primo, basta testar se ele é divisível por algum primo menor ou igual à sua raiz quadrada; se nenhum o dividir, ele é primo. Por exemplo, para testar 37, verificamos 2, 3 e 5, e como nenhum divide, concluímos que 37 é primo. Esse teste é rápido e se apoia justamente no atalho da raiz quadrada que usamos para listar fatores. A noção de primo é tão central que reaparece no MMC e MDC e na simplificação de frações.

A soma dos divisores

Uma propriedade interessante de um número é a soma de todos os seus divisores. Para 12, somamos 1, 2, 3, 4, 6 e 12, obtendo 28. Quando excluímos o próprio número da soma, temos a soma dos divisores próprios, que para 12 é 16. Essa soma dos divisores próprios é a chave para uma classificação clássica e curiosa dos números, que veremos a seguir.

A soma dos divisores tem aplicações e curiosidades próprias. Ela aparece em problemas de teoria dos números e em algumas questões de olimpíadas de matemática. Para números com muitos divisores, calcular essa soma à mão é trabalhoso, mas existe uma fórmula baseada na fatoração em primos que a torna mais simples. De todo modo, o importante aqui é entender o conceito: a soma dos divisores próprios mede, de certa forma, quão divisível é um número, e é com base nela que separamos os números em perfeitos, abundantes e deficientes. Vale notar que a soma de todos os divisores e a soma dos divisores próprios diferem exatamente pelo próprio número, então basta calcular uma delas para obter a outra somando ou subtraindo o número.

Números perfeitos, abundantes e deficientes

Comparando a soma dos divisores próprios de um número com o próprio número, surgem três classes. Quando a soma é exatamente igual ao número, ele é chamado de perfeito. O exemplo mais famoso é o 6, cujos divisores próprios são 1, 2 e 3, que somam 6. O segundo número perfeito é 28, com divisores próprios 1, 2, 4, 7 e 14, que somam 28. Os números perfeitos são raros e intrigam matemáticos desde a Grécia Antiga.

Quando a soma dos divisores próprios é maior que o número, ele é abundante. O menor número abundante é 12, cujos divisores próprios somam 16, mais que 12. Quando a soma é menor que o número, ele é deficiente, como o 8, cujos divisores próprios 1, 2 e 4 somam 7, menos que 8. Todo número primo é deficiente, porque seus únicos divisores próprios somam apenas 1. Essa classificação, embora pareça curiosidade, é um belo exemplo de como uma ideia simples, a soma dos divisores, gera padrões ricos e profundos. A calculadora indica automaticamente a qual dessas classes o número pertence.

Como a calculadora funciona

A calculadora de fatores de um número recebe um número inteiro positivo e lista todos os seus fatores em ordem crescente, usando o atalho dos pares até a raiz quadrada. Ela mostra também os pares de fatores, a quantidade de fatores, a soma de todos os divisores e a soma dos divisores próprios. Em seguida, classifica o número: diz se ele é primo ou composto e se é perfeito, abundante ou deficiente, tudo com a memória de cálculo.

A ferramenta trabalha com números de 1 até 10 milhões, faixa mais que suficiente para os exercícios da escola, do ENEM e de concursos. Ela considera apenas divisores positivos, que é a convenção do ensino básico. Para números muito grandes e compostos, a lista de fatores pode ficar longa, o que reflete a riqueza de divisores daquele número. É uma forma rápida de conferir listas, estudar primos e explorar as classes de números, reforçando a compreensão dos divisores.

Exemplos resolvidos do simples ao avançado

Exemplo 1. Fatores de 18. Testando até 4, encontramos 1 e 18, 2 e 9, 3 e 6. Os fatores são 1, 2, 3, 6, 9 e 18, seis ao todo.

Exemplo 2, primo. Fatores de 17. Testando até 4, nenhum divide além do 1 e do próprio 17. Logo, os fatores são apenas 1 e 17, e 17 é primo.

Exemplo 3, quadrado perfeito. Fatores de 25. Testando até 5, encontramos 1 e 25, e o 5 sozinho, por ser a raiz. Os fatores são 1, 5 e 25, um número ímpar de fatores, o que sempre acontece com quadrados perfeitos.

Exemplo 4, perfeito. Fatores de 6. São 1, 2, 3 e 6. Os divisores próprios 1, 2 e 3 somam 6, então 6 é um número perfeito.

Exemplo 5, abundante. Fatores de 24. São 1, 2, 3, 4, 6, 8, 12 e 24. Os divisores próprios somam 36, mais que 24, então 24 é abundante.

Exemplo 6, deficiente. Fatores de 10. São 1, 2, 5 e 10. Os divisores próprios 1, 2 e 5 somam 8, menos que 10, então 10 é deficiente. Repare que a maioria dos números do dia a dia é deficiente, sendo os abundantes e os perfeitos bem menos frequentes.

Exemplo 7, número com muitos fatores. Fatores de 60. Testando até 7, achamos 1 e 60, 2 e 30, 3 e 20, 4 e 15, 5 e 12, 6 e 10. Os fatores são 1, 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 15, 20, 30 e 60, doze ao todo. O 60 é abundante e é um bom exemplo de número escolhido como medida de tempo justamente por ter tantos divisores, o que facilita repartir a hora em partes iguais.

Exemplo 8, comparando dois números. Os fatores de 9 são 1, 3 e 9, três ao todo, número ímpar, pois 9 é quadrado perfeito; já os de 10 são 1, 2, 5 e 10, quatro ao todo. Comparar as listas mostra que números próximos podem ter quantidades bem diferentes de fatores, dependendo de como cada um se compõe em primos.

Por que quadrados perfeitos têm número ímpar de fatores

Há um padrão curioso que vale destacar: a maioria dos números tem uma quantidade par de fatores, porque eles vêm em pares. Mas os quadrados perfeitos, como 9, 16, 25 e 36, têm uma quantidade ímpar de fatores. Isso acontece porque, num quadrado perfeito, a raiz quadrada faz par consigo mesma, contando apenas uma vez.

Veja o caso de 16. Seus pares de fatores são 1 e 16, 2 e 8, e 4 e 4. Como o 4 é a raiz de 16, ele aparece sozinho, e por isso os fatores de 16 são 1, 2, 4, 8 e 16, cinco ao todo, uma quantidade ímpar. Em todos os outros números, que não são quadrados perfeitos, os fatores se emparelham perfeitamente, dando sempre um número par de divisores. Esse fato é a base de um problema clássico, o das lâmpadas ou dos armários, em que apenas as posições correspondentes a quadrados perfeitos terminam em um estado diferente, justamente por terem um número ímpar de divisores. É um belo exemplo de como a contagem de fatores revela padrões inesperados. Por isso, ao listar os fatores de um número, observar se a quantidade é par ou ímpar já indica de imediato se ele é ou não um quadrado perfeito, uma verificação rápida que pode ajudar em várias questões de prova e em problemas de raciocínio lógico.

Casos especiais e situações-limite

Alguns casos merecem atenção. O número 1 tem um único fator, ele mesmo, e não é primo nem composto; é também deficiente, pois não tem divisores próprios além de nenhum, somando zero. Os números primos têm sempre exatamente dois fatores e são todos deficientes. Os quadrados perfeitos têm um número ímpar de fatores, como vimos.

Vale lembrar que estamos sempre falando de divisores positivos, conforme a convenção escolar. Em contextos mais avançados, considera-se também os divisores negativos, mas no ensino básico e nas calculadoras usuais trabalhamos só com os positivos. Outro ponto é que números muito grandes podem ter muitos fatores, o que é normal e reflete a sua composição; números altamente compostos, usados até em medidas como as horas do dia, são escolhidos justamente por terem muitos divisores.

Erros comuns e como evitá-los

O erro mais frequente é esquecer divisores ao montar a lista, especialmente os do meio. O atalho dos pares resolve isso: a cada fator pequeno encontrado, anote logo o seu par grande, e nenhum escapa. Outro deslize é incluir o próprio número entre os divisores próprios ao classificar; lembre que os divisores próprios excluem o próprio número.

Também é comum confundir fator com múltiplo, procurando números maiores quando se deveria procurar divisores. Fator é o que divide, múltiplo é o que é dividido. E há quem ache que o 1 é primo; ele não é, por ter um único divisor. Na dúvida sobre a lista ou a classificação, confira na calculadora, que mostra os fatores e a classe do número.

Dicas, atalhos e verificações de sanidade

Use os critérios de divisibilidade para varrer rápido os divisores pequenos: comece testando 2, 3 e 5, que cobrem a maioria dos casos. Lembre do atalho da raiz quadrada para não testar números demais. E confira a quantidade de fatores pela fatoração em primos, somando 1 a cada expoente e multiplicando, o que pega rapidamente uma lista incompleta.

Uma boa verificação de sanidade é checar se cada fator realmente divide o número e se os pares multiplicam para ele. Se algum não bate, há erro na lista. Lembre também que números primos têm só dois fatores, então se você achou mais, ou o número não é primo, ou houve engano. Esses hábitos tornam a listagem de fatores rápida e segura, e preparam para frações, MMC, MDC e fatoração.

A história dos números perfeitos e dos primos

Os fatores de um número e, em especial, os números perfeitos têm uma história longa e fascinante. Já na Grécia Antiga, matemáticos como Euclides estudavam os números perfeitos e descobriram uma relação entre eles e certos números primos. Os pitagóricos atribuíam a esses números um significado quase místico, justamente pela rara propriedade de serem iguais à soma de seus divisores próprios, o que parecia revelar uma harmonia escondida nos números.

Até hoje os números perfeitos guardam mistérios não resolvidos. Conhecem-se apenas alguns deles, e todos os conhecidos são pares; ninguém sabe se existe algum número perfeito ímpar, uma das perguntas em aberto mais antigas da matemática. Os números primos, por sua vez, são o coração da teoria dos números, e a busca por primos cada vez maiores mobiliza matemáticos e computadores no mundo todo. Essa busca não é apenas curiosidade: os primos grandes são a base da criptografia moderna, que protege senhas, transações bancárias e mensagens. A segurança desses sistemas se apoia no fato de que, embora seja fácil multiplicar dois primos enormes, é extremamente difícil fazer o caminho inverso e fatorar o produto de volta nos primos originais. Assim, um assunto que começa com a simples pergunta quais números dividem este aqui chega às fronteiras da matemática e da tecnologia, mostrando que os fatores de um número estão longe de ser um tema apenas elementar. Estudar os fatores é, portanto, entrar em contato com ideias que atravessam milênios e que continuam vivas na ciência atual.

A fórmula da quantidade e da soma dos divisores

Para números grandes, listar todos os fatores um a um dá trabalho, mas a fatoração em primos oferece atalhos poderosos. O primeiro deles permite contar quantos fatores um número tem sem listá-los. Fatoramos o número em primos, somamos 1 a cada expoente e multiplicamos os resultados. Por exemplo, 12 é 2 ao quadrado vezes 3, então tem (2 mais 1) vezes (1 mais 1), igual a 6 fatores, exatamente os que listamos. Para 36, que é 2 ao quadrado vezes 3 ao quadrado, são (2 mais 1) vezes (2 mais 1), igual a 9 fatores.

Existe também uma fórmula para a soma dos divisores, baseada na mesma fatoração. Para cada primo elevado a um expoente, somamos as potências daquele primo, de zero até o expoente, e multiplicamos esses resultados. Para 12, que é 2 ao quadrado vezes 3, fazemos a soma 1 mais 2 mais 4, que é 7, vezes a soma 1 mais 3, que é 4, dando 28, exatamente a soma dos divisores de 12 que encontramos antes. Essas fórmulas são muito úteis em olimpíadas e em provas mais avançadas, porque transformam um trabalho de listagem em uma conta rápida. Elas também explicam por que os quadrados perfeitos têm um número ímpar de divisores: como seus expoentes na fatoração são todos pares, somar 1 a cada um dá números ímpares, cujo produto é ímpar. Conhecer esses atalhos é um sinal de domínio real do tema dos divisores, e a calculadora de potência e raiz ajuda a trabalhar com as potências envolvidas.

Onde os fatores aparecem no dia a dia

Os fatores de um número não são apenas conteúdo escolar; eles aparecem em muitas situações práticas, sempre que precisamos dividir ou organizar quantidades em grupos iguais. Para distribuir 24 cadeiras em fileiras iguais, as opções de número de fileiras são exatamente os fatores de 24: 1, 2, 3, 4, 6, 8, 12 ou 24 fileiras, cada uma com a quantidade correspondente de cadeiras. Conhecer os fatores diz de quantas maneiras a organização é possível, e o número de opções é exatamente a quantidade de divisores daquele número.

Esse raciocínio aparece em embalagens, em layouts e até em escolhas históricas de medidas. O dia tem 24 horas e a hora tem 60 minutos justamente porque 24 e 60 têm muitos divisores, o que facilita dividir o tempo em partes iguais, como meia hora, um terço de hora ou um quarto de hora. Números com muitos fatores, chamados de altamente compostos, são preferidos para medidas e contagens porque oferecem mais formas de repartição. Em informática, os fatores e os primos estão por trás da criptografia, que protege senhas e transações usando a dificuldade de fatorar números enormes. Assim, da organização de uma sala à segurança de um pagamento online, a ideia simples de fator de um número está presente, o que mostra como esse conceito básico tem alcance muito além da sala de aula. Para os fatores comuns a mais de um número, a calculadora de fatores comuns complementa este tema.

Conexões com outros tópicos

Os fatores de um número são uma engrenagem central da aritmética. Eles vêm da divisão e da ideia de resto, levam aos fatores comuns de dois números e ao MMC e ao MDC, e são a base da fatoração em primos, que sustenta a potência e a raiz. Quem domina os fatores de um número ganha velocidade em quase toda a matemática dos números inteiros, e constrói uma base sólida e duradoura para os assuntos mais avançados que virão depois, da teoria dos números à álgebra.

Exercícios propostos com gabarito

Resolva na mão e depois confira na calculadora de fatores de um número.

  1. Liste os fatores de 20.
  2. Liste os fatores de 30.
  3. O número 23 é primo? Liste seus fatores.
  4. Quantos fatores tem 16?
  5. O número 12 é abundante, deficiente ou perfeito?
  6. O número 28 é perfeito? Mostre a soma dos divisores próprios.
  7. Liste os pares de fatores de 18.

Gabarito. 1) 1, 2, 4, 5, 10, 20. 2) 1, 2, 3, 5, 6, 10, 15, 30. 3) sim, 23 é primo, seus fatores são 1 e 23. 4) 16 tem cinco fatores: 1, 2, 4, 8 e 16. 5) os divisores próprios de 12 somam 16, maior que 12, então 12 é abundante. 6) sim, os divisores próprios de 28, que são 1, 2, 4, 7 e 14, somam 28. 7) os pares de fatores de 18 são 1 e 18, 2 e 9, e 3 e 6.

Resumo e pontos-chave

Os fatores, ou divisores, de um número são os inteiros que o dividem sem deixar resto. Para listá-los, teste até a raiz quadrada e use os pares de fatores, que garantem que nenhum divisor seja esquecido. Um número com exatamente dois fatores é primo; com mais de dois, é composto; e o 1 não é nem um nem outro. A soma dos divisores próprios classifica o número como perfeito, abundante ou deficiente.

Guarde que o 1 e o próprio número são sempre fatores, que os quadrados perfeitos têm um número ímpar de fatores, e que a quantidade de fatores sai da fatoração em primos. Os fatores de um número são a base para frações, MMC, MDC e fatoração, então dominá-los facilita muito o resto da aritmética. A calculadora de fatores de um número serve de apoio para conferir cada lista e classificação enquanto você ganha segurança.

Como hábito de estudo, ao encontrar um número, treine listar de cabeça os seus primeiros fatores e perguntar se ele é primo. Esse reflexo simples acelera a simplificação de frações e a busca por divisores comuns, que são tarefas constantes em provas, e aprofunda a sua intuição sobre como os números se compõem. Com o tempo, reconhecer rapidamente os fatores e os primos passa a ser quase automático, e isso facilita uma quantidade enorme de contas, da aritmética básica até os problemas mais elaborados de olimpíadas e concursos.

Calculadoras deste guia

Como validamos os cálculos

Os valores citados neste guia são estimativos e baseados em fontes oficiais (OBMEP / IMPA (aritmética) / BNCC (matemática) / teoria dos números elementar). Eles podem variar conforme convenção coletiva, situação individual e atualizações da legislação. Entenda nossa metodologia em como validamos os cálculos.

Perguntas frequentes

O que são os fatores de um número?
São todos os números inteiros que dividem aquele número sem deixar resto. Fator e divisor são, na prática, a mesma coisa. Os fatores de 12 são 1, 2, 3, 4, 6 e 12, porque cada um divide o 12 de forma exata. O 1 e o próprio número estão sempre na lista, pois dividem qualquer número e a si mesmos.
Qual a diferença entre fator e múltiplo?
São ideias opostas. Um fator de 12 cabe dentro dele de forma exata, como 3, pois 12 dividido por 3 é 4. Um múltiplo de 12 contém o 12 várias vezes, como 24, 36 ou 48. Os fatores são finitos e menores ou iguais ao número; os múltiplos são infinitos e maiores ou iguais a ele.
Como listar todos os fatores de um número?
Teste os divisores de 1 em diante, anotando os que dividem sem resto. Um atalho é testar só até a raiz quadrada do número, porque cada fator pequeno forma um par com um fator grande. Para 36, testando até 6, encontramos 1 e 36, 2 e 18, 3 e 12, 4 e 9, e o 6 sozinho, que faz par consigo mesmo.
O que são pares de fatores?
São duas parcelas que, multiplicadas, dão o número. Para 12, os pares de fatores são 1 e 12, 2 e 6, e 3 e 4, já que cada par multiplica para 12. Pensar em pares ajuda a não esquecer nenhum divisor, porque a cada divisor pequeno encontrado já anotamos o seu par grande de uma vez.
O que é um número primo?
É um número maior que 1 que tem exatamente dois fatores: o 1 e ele mesmo. Por exemplo, 7 e 13 são primos. Números com mais de dois fatores são compostos, como o 12. O número 1 é um caso à parte: ele tem só um fator, ele mesmo, e por convenção não é considerado primo nem composto.
Como saber rápido se um número é primo?
Verifique se ele é divisível por algum primo menor ou igual à sua raiz quadrada. Se nenhum desses primos o dividir, ele é primo. Por exemplo, para testar 37, basta verificar 2, 3 e 5, pois a raiz de 37 é menor que 7; como nenhum divide, 37 é primo. Os critérios de divisibilidade aceleram essa checagem.
O que é a soma dos divisores?
É o total obtido somando todos os fatores de um número. Para 12, somamos 1, 2, 3, 4, 6 e 12, chegando a 28. Quando excluímos o próprio número, temos a soma dos divisores próprios, que para 12 é 16. Essa soma é usada para classificar o número como perfeito, abundante ou deficiente.
O que é um número perfeito?
É um número cuja soma dos divisores próprios é igual a ele mesmo. O 6 é perfeito, pois seus divisores próprios 1, 2 e 3 somam 6. O 28 também é, pois 1, 2, 4, 7 e 14 somam 28. Números perfeitos são raros e fascinam matemáticos desde a Antiguidade, sendo um tema clássico da teoria dos números.
O que são números abundantes e deficientes?
São as outras duas classes pela soma dos divisores próprios. Um número é abundante quando essa soma é maior que ele, como o 12, cujos divisores próprios somam 16. É deficiente quando a soma é menor, como o 8, cujos divisores próprios somam 7. Todo primo é deficiente, pois seus divisores próprios somam apenas 1.
Quantos fatores um número tem?
Depende da sua fatoração em primos. Se fatoramos o número e somamos 1 a cada expoente, o produto desses resultados dá a quantidade de fatores. Por exemplo, 12 é 2 ao quadrado vezes 3, então tem (2 mais 1) vezes (1 mais 1), igual a 6 fatores. Essa fórmula é ótima para conferir se a lista está completa.
Por que o 1 e o próprio número são sempre fatores?
Porque o 1 divide qualquer número um número inteiro de vezes, e todo número se divide por ele mesmo, dando quociente 1. Por isso a lista de fatores sempre começa no 1 e termina no próprio número. Os fatores diferentes desses dois são chamados de divisores próprios ou fatores próprios.
Existe uma calculadora de fatores de um número?
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