Como comparar frações: qual é maior, passo a passo

Aprenda a comparar frações no nível de uma aula particular: mesmo denominador, mesmo numerador, multiplicação cruzada, denominador comum, conversão em decimal, frações maiores que 1 e negativas, e como ordenar uma lista de frações, com exemplos resolvidos e exercícios.

Revisado pela equipe editorial ValorFinalOBMEP / IMPA (aritmética) / BNCC (matemática) / comparação de frações

Comparar frações, ou seja, decidir qual de duas frações é maior, é uma das habilidades mais básicas e ao mesmo tempo mais cobradas do estudo das frações. Ela aparece em problemas de proporção, em estatística, em receitas e em muitas questões de prova. O que confunde muita gente é que, ao contrário dos números inteiros, não dá para comparar frações só olhando os numeradores ou só os denominadores: é preciso considerar os dois juntos. A boa notícia é que existem métodos simples e rápidos para isso, e basta escolher o mais conveniente em cada situação. Este guia foi escrito como uma aula completa, pensada também para quem retoma os estudos no supletivo ou na educação de jovens e adultos, e para quem se prepara para o ENEM e para concursos. Vamos dos casos simples, de mesmo denominador e mesmo numerador, até a multiplicação cruzada, o denominador comum, a conversão em decimal, as frações maiores que 1 e negativas, e como ordenar uma lista de frações, sempre com exemplos resolvidos. Para conferir cada comparação, use a calculadora de comparação de frações.

Resposta rápida

  • Mesmo denominador: maior é a de maior numerador.
  • Mesmo numerador: maior é a de menor denominador.
  • Multiplicação cruzada: a/b é maior que c/d quando a x d é maior que c x b.
  • Denominador comum ou decimal: reescreve ou divide e compara.
  • Exemplo: três quartos é maior que dois terços, pois 9 é maior que 8.

Por que comparar frações exige cuidado

Com números inteiros, comparar é simples: 7 é maior que 5, e pronto. Com frações, a coisa muda, porque uma fração tem duas informações: o numerador, que diz quantas partes temos, e o denominador, que diz o tamanho de cada parte. Uma fração com numerador maior pode, na verdade, ser menor, se as suas partes forem muito menores. Por exemplo, três décimos parece maior que um meio por ter numerador maior, mas é menor, porque décimos são pedaços pequenos e um meio é metade do todo.

Por isso, comparar frações exige considerar o numerador e o denominador juntos. O segredo de todos os métodos que veremos é, de uma forma ou de outra, colocar as frações em uma base comum que permita uma comparação justa, seja igualando os denominadores, seja igualando os numeradores, seja transformando tudo em decimal. Entender essa ideia central, a de comparar em igualdade de condições, é o que torna a comparação de frações fácil e segura.

Caso 1: mesmo denominador

O caso mais simples é quando as duas frações têm o mesmo denominador. Como as partes têm o mesmo tamanho, basta ver quem tem mais partes: a fração de maior numerador é a maior. Entre cinco oitavos e três oitavos, por exemplo, cinco oitavos é maior, porque cinco pedaços de um oitavo são mais que três pedaços do mesmo tamanho.

Esse caso é tão direto que serve de objetivo para os outros métodos: a maioria das técnicas de comparação tenta reduzir o problema a este, igualando os denominadores. Por isso, dominar a ideia de que, com denominadores iguais, comparamos só os numeradores, é o ponto de partida de tudo. Vale notar que essa regra também explica por que frações com o mesmo denominador são fáceis de somar e subtrair, assunto da calculadora de frações.

Caso 2: mesmo numerador

O segundo caso simples é quando as duas frações têm o mesmo numerador, mas denominadores diferentes. Aqui vale uma regra que à primeira vista parece contraintuitiva: a fração maior é a de menor denominador. Isso acontece porque, quanto menor o denominador, em menos partes o todo é dividido, e cada parte fica maior.

Por exemplo, entre um terço e um quinto, um terço é maior, porque dividir um inteiro em três partes dá pedaços maiores do que dividir em cinco. Pense em dividir uma pizza entre três ou entre cinco pessoas: com três, cada fatia é maior. Esse atalho é muito útil e evita contas, bastando reconhecer que numeradores iguais transferem a decisão para os denominadores, de forma invertida. Reconhecer rapidamente os casos de mesmo denominador e de mesmo numerador resolve muitas comparações de imediato.

Caso geral: a multiplicação cruzada

Quando os numeradores e os denominadores são todos diferentes, usamos o método mais geral e rápido: a multiplicação cruzada. Multiplicamos o numerador de cada fração pelo denominador da outra, em cruz, e comparamos os dois produtos. A fração cujo produto cruzado é maior é a maior.

Vamos comparar três quartos e dois terços. Multiplicando em cruz, fazemos 3 vezes 3, que dá 9, ligando o numerador da primeira ao denominador da segunda, e 2 vezes 4, que dá 8, ligando o numerador da segunda ao denominador da primeira. Como 9 é maior que 8, concluímos que três quartos é maior que dois terços. A multiplicação cruzada funciona porque equivale a reescrever as duas frações com o mesmo denominador, o produto dos denominadores, e comparar os numeradores, só que sem precisar calcular o denominador comum. É um atalho elegante e exato, que a calculadora usa por padrão. Só é preciso cuidado com os sinais: a regra vale com os denominadores positivos, então frações negativas devem ter o sinal levado ao numerador antes de cruzar.

Caso geral: o denominador comum

Outro método geral, mais visual, é reescrever as duas frações com o mesmo denominador e comparar os numeradores, caindo no caso 1. O denominador comum mais conveniente é o mínimo múltiplo comum dos denominadores. Reescrevemos cada fração como uma fração equivalente com esse denominador e comparamos.

Por exemplo, para comparar um quarto e um sexto, achamos o MMC de 4 e 6, que é 12. Reescrevemos: um quarto vira três doze avos, multiplicando por 3 em cima e embaixo, e um sexto vira dois doze avos, multiplicando por 2. Agora, com o mesmo denominador, comparamos os numeradores: como 3 é maior que 2, um quarto é maior que um sexto. Esse método tem a vantagem de mostrar claramente o porquê da comparação, e é ótimo para entender o conceito, embora a multiplicação cruzada seja mais rápida na prática. Para achar o denominador comum, ajuda a calculadora de MMC e MDC, e para reescrever as frações, a de frações equivalentes. Esse mesmo denominador comum é o que usamos para somar e subtrair frações, então o esforço de encontrá-lo não é perdido: ele serve tanto para comparar quanto para operar com as frações, o que reforça a importância de dominar o mínimo múltiplo comum dos denominadores.

Comparando pela conversão em decimal

Um terceiro método geral é converter cada fração em decimal e comparar os números. Dividimos o numerador pelo denominador de cada fração e olhamos qual decimal é maior. Por exemplo, três quartos é 0,75 e dois terços é 0,666...; como 0,75 é maior, três quartos é maior.

Esse método é muito prático, especialmente quando já temos os decimais ou quando usamos uma calculadora. O cuidado é com as dízimas periódicas: ao comparar decimais próximos, é preciso considerar casas decimais suficientes para não inverter a ordem por um arredondamento apressado. Por exemplo, comparar 0,333 com um terço exige lembrar que um terço é 0,333... e continua, sendo ligeiramente maior. Para os casos comuns, porém, a conversão em decimal é uma forma rápida e intuitiva de comparar, e se apoia na conversão de fração para decimal.

Como a calculadora funciona

A calculadora de comparação de frações recebe duas frações e diz qual é a maior, a menor, ou se são iguais. Ela usa a multiplicação cruzada, que dá um resultado exato sem arredondamento, e ainda mostra as frações reescritas com o mesmo denominador e os valores em decimal, três formas de enxergar a mesma comparação. Tudo vem com a memória de cálculo.

A ferramenta trabalha com numerador e denominador inteiros, positivos ou negativos, e os denominadores não podem ser zero. Ela normaliza o sinal das frações negativas antes de comparar, garantindo o resultado correto. É uma forma rápida de conferir comparações e de visualizar os diferentes métodos, reforçando a ideia de que comparar frações é sempre colocá-las em uma base comum, seja pelo denominador, seja pelo decimal.

Exemplos resolvidos do simples ao avançado

Exemplo 1, mesmo denominador. Compare quatro sétimos e dois sétimos. Mesmo denominador, então o de maior numerador vence: quatro sétimos é maior.

Exemplo 2, mesmo numerador. Compare três oitavos e três quintos. Mesmo numerador, então o de menor denominador vence: três quintos é maior, pois quintos são maiores que oitavos.

Exemplo 3, cruzada. Compare cinco oitavos e dois terços. Cruzando, 5 vezes 3 é 15 e 2 vezes 8 é 16; como 16 é maior, dois terços é maior que cinco oitavos.

Exemplo 4, denominador comum. Compare dois quintos e três sétimos. O MMC de 5 e 7 é 35: dois quintos vira quatorze trinta e cinco avos e três sétimos vira quinze trinta e cinco avos; como 15 é maior, três sétimos é maior.

Exemplo 5, decimal. Compare cinco oitavos e sete onze avos. Em decimal, cinco oitavos é 0,625 e sete onze avos é cerca de 0,636; como 0,636 é maior, sete onze avos é maior.

Exemplo 6, negativas. Compare menos um terço e menos dois quintos. Em decimal, menos 0,333 e menos 0,4; como menos 0,333 está mais perto de zero, menos um terço é maior.

Exemplo 7, pela referência do meio. Compare cinco oitavos e três sétimos. O cinco oitavos é maior que um meio, pois 5 é mais que a metade de 8; já três sétimos é menor que um meio, pois 3 é menos que a metade de 7. Logo, sem mais contas, cinco oitavos é maior.

Exemplo 8, aproveitamento. Quem teve melhor desempenho, oito acertos em dez ou nove em doze? Comparando quatro quintos com três quartos pela cruzada, 4 vezes 4 é 16 e 3 vezes 5 é 15; como 16 é maior, quatro quintos, ou oito em dez, teve melhor aproveitamento. Esse tipo de comparação de razões aparece muito em esporte e em controle de qualidade, sempre que se quer comparar desempenhos com totais diferentes.

Frações maiores que 1 e números mistos

Quando as frações são maiores que 1, ou seja, impróprias, a comparação segue as mesmas regras, mas há um atalho útil: olhar a parte inteira. Por exemplo, sete meios é 3,5 e dez terços é cerca de 3,33; como a parte inteira de sete meios já leva vantagem nas casas decimais, sete meios é maior. Quando as partes inteiras são iguais, comparamos as partes fracionárias pelos métodos usuais.

Converter as frações impróprias em números mistos também ajuda a comparar. Sete meios é 3 e meio, e dez terços é 3 e um terço; como ambos têm 3 inteiros, comparamos um meio com um terço, e um meio é maior, confirmando que sete meios é maior. Pensar em parte inteira e parte fracionária torna a comparação de frações grandes mais intuitiva, e conecta este tema ao trabalho com números mistos. Quando a quantidade de frações é grande, porém, convém um método sistemático, como o do decimal, para não se perder.

Como ordenar uma lista de frações

Comparar duas frações é a base para ordenar uma lista inteira. Para colocar várias frações em ordem, há duas estratégias principais. A primeira é reescrever todas com o mesmo denominador comum, o MMC de todos os denominadores, e ordenar pelos numeradores. A segunda é converter todas em decimal e ordenar pelos valores decimais.

A escolha depende dos números. Quando os denominadores são pequenos e têm um MMC manejável, o denominador comum é prático e exato. Quando os denominadores são grandes ou muito diferentes, a conversão em decimal costuma ser mais rápida. Por exemplo, para ordenar um meio, dois quintos e três quartos, convertendo em decimal obtemos 0,5, 0,4 e 0,75, e a ordem crescente é dois quintos, um meio, três quartos. Ordenar frações é uma habilidade muito cobrada, e dominar a comparação de duas frações é o passo que a torna possível. A calculadora compara duas a duas, então você pode usá-la em cada passo da ordenação.

Erros comuns e como evitá-los

O erro mais comum é comparar só os numeradores ou só os denominadores, esquecendo que os dois importam. Lembre que uma fração de numerador maior pode ser menor se o denominador também for muito maior. Outro deslize é, na multiplicação cruzada, multiplicar numerador com numerador e denominador com denominador; o correto é cruzar, numerador de uma com denominador da outra.

Também é comum errar com frações negativas, esquecendo que o maior é o mais próximo de zero, ou cruzar com denominadores negativos sem ajustar o sinal. E há quem, ao comparar decimais de dízimas, arredonde cedo demais e inverta a ordem. Na dúvida, use mais de um método e confira na calculadora, que mostra a multiplicação cruzada, o denominador comum e o decimal ao mesmo tempo.

Dicas, atalhos e verificações de sanidade

Comece sempre verificando se as frações têm o mesmo denominador ou o mesmo numerador, porque nesses casos a comparação é imediata. Use a referência do meio, ou seja, um meio, como ponto de apoio: uma fração é maior que um meio quando o numerador é mais que a metade do denominador, o que ajuda a comparar rapidamente com essa marca.

Para conferir, lembre que duas frações equivalentes são iguais, então se a multiplicação cruzada dá produtos iguais, as frações representam o mesmo valor. E mantenha o senso de grandeza: frações próprias estão entre 0 e 1, e frações maiores que 1 são impróprias. Esses hábitos tornam a comparação rápida e segura, e reforçam a ligação com as frações equivalentes e com a conversão em decimal.

Por que a multiplicação cruzada funciona

Vale entender por que a multiplicação cruzada funciona, porque compreender o motivo transforma uma regra decorada em um raciocínio que você confia. Para comparar duas frações, a/b e c/d, o modo mais rigoroso é reescrevê-las com o mesmo denominador. O denominador comum mais simples, que sempre serve, é o produto dos dois denominadores, b vezes d. Com esse denominador, a primeira fração vira a vezes d sobre b vezes d, e a segunda vira c vezes b sobre b vezes d.

Agora as duas frações têm o mesmo denominador, b vezes d, que é positivo quando os denominadores originais são positivos. Comparar frações de mesmo denominador é comparar os numeradores, então basta comparar a vezes d com c vezes b. E esses são exatamente os produtos cruzados. Por isso, a fração de maior produto cruzado é a maior: a multiplicação cruzada nada mais é do que o método do denominador comum, com o denominador comum sendo o produto dos denominadores, mas economizando o passo de escrever esse denominador. Essa é a beleza do atalho: ele esconde o denominador comum, mas usa a mesma lógica.

Essa explicação também deixa claro o cuidado com os sinais. A comparação dos numeradores só vale diretamente quando o denominador comum é positivo. Se algum denominador original for negativo, o produto b vezes d pode ficar negativo, e comparar numeradores se inverteria. Por isso, antes de cruzar, levamos qualquer sinal negativo do denominador para o numerador, deixando os denominadores positivos. Compreendendo de onde vem a regra, você nunca mais a aplica de forma mecânica e sabe exatamente quando ela precisa de ajuste, o que evita erros em frações negativas.

A reta numérica e a comparação visual

Uma forma poderosa de entender a comparação de frações é a reta numérica. Cada fração ocupa um ponto na reta entre os inteiros, e comparar duas frações é simplesmente ver qual ponto está mais à direita, pois na reta numérica os números crescem da esquerda para a direita. Quem está mais à direita é maior.

Por exemplo, ao marcar um terço e um meio na reta entre 0 e 1, vemos que um meio está mais à direita, no centro do segmento, enquanto um terço fica antes; logo, um meio é maior. Frações equivalentes, por representarem o mesmo valor, ocupam exatamente o mesmo ponto na reta, o que explica visualmente por que são iguais. A reta numérica também ajuda a entender as frações maiores que 1, que ficam à direita do número 1, e as negativas, que ficam à esquerda do zero, onde o mais próximo de zero é o maior. Trabalhar com a reta numérica é uma ótima ponte para quem está começando, antes de partir para os métodos com contas, e dá uma intuição que torna os outros métodos mais naturais. Muitos livros didáticos introduzem a comparação justamente pela reta, porque ela transforma uma ideia abstrata em algo que se enxerga. Desenhar as frações na reta antes de comparar é um exercício simples que constrói uma intuição duradoura sobre o tamanho de cada fração.

Comparar usando referências

Um atalho muito útil para comparar frações rapidamente, sem contas, é usar números de referência, principalmente o meio e o inteiro. A pergunta-chave é: a fração é maior ou menor que um meio? Uma fração é maior que um meio quando o seu numerador é mais que a metade do denominador, e menor quando é menos da metade. Por exemplo, cinco oitavos é maior que um meio, porque 5 é mais que a metade de 8, que é 4; já três oitavos é menor que um meio.

Essa referência resolve muitas comparações de imediato. Se uma fração é maior que um meio e a outra é menor, já sabemos qual é a maior, sem precisar de multiplicação cruzada. Da mesma forma, comparar com o inteiro ajuda: frações próprias são menores que 1 e frações impróprias são maiores que 1, então uma imprópria é sempre maior que uma própria. Usar essas marcas, o zero, o meio e o inteiro, como pontos de apoio é uma estratégia de gente experiente, que estima antes de calcular. Ela dá agilidade nas provas e ajuda a perceber rapidamente quando um resultado de comparação está claramente errado, funcionando como uma verificação de sanidade. Com o tempo, estimar a posição de uma fração em relação ao meio e ao inteiro vira automático, e muitas comparações passam a ser resolvidas de cabeça, sem nenhuma conta, apenas pela percepção do tamanho relativo das frações, o que é um sinal claro de verdadeiro domínio do assunto.

Comparar frações no dia a dia

Comparar frações não é só conteúdo de prova; aparece em muitas decisões práticas. Ao escolher entre duas promoções, uma que dá um terço de desconto e outra que dá dois quintos, comparar as frações diz qual é a melhor: dois quintos, que é 0,4, é maior que um terço, que é cerca de 0,333, então a segunda promoção desconta mais. Em receitas, comparar frações de xícara ajuda a decidir qual medida usar. Em ferramentas e medidas, saber que três oitavos de polegada é maior que um quarto evita escolher a peça errada.

No esporte e nas estatísticas, comparar frações de aproveitamento, como acertos sobre tentativas, mostra quem teve melhor desempenho, mesmo quando os totais são diferentes. Por exemplo, comparar oito acertos em dez com nove acertos em doze é comparar quatro quintos com três quartos, ou 0,8 com 0,75, então o primeiro teve melhor aproveitamento. Em todos esses casos, a habilidade de comparar frações de denominadores diferentes, traduzindo-as para uma base comum, é o que permite uma decisão correta. Reconhecer a comparação de frações por trás dessas situações cotidianas mostra que essa habilidade vai muito além da sala de aula, sendo uma ferramenta de raciocínio para a vida.

Vale notar que, em muitas dessas situações, a comparação aparece disfarçada de razão ou proporção. Comparar o consumo de combustível de dois carros, dado em quilômetros por litro, ou o rendimento de dois investimentos, ou a concentração de dois produtos, é sempre comparar duas razões, que são frações. Quem domina a comparação de frações reconhece esse padrão e resolve com segurança problemas que, à primeira vista, pareceriam complicados, traduzindo cada situação para a pergunta simples de qual fração é maior. Por isso, treinar a comparação de frações é treinar, ao mesmo tempo, uma forma de pensar sobre proporções que serve para inúmeras decisões do cotidiano e do trabalho.

Conexões com outros tópicos

Comparar frações liga vários temas. Apoia-se nas frações equivalentes e no MMC para o denominador comum, na conversão em decimal para o método do decimal, e leva às operações da calculadora de frações. Dominar a comparação dá base para ordenar frações, entender proporções e interpretar probabilidades.

Exercícios propostos com gabarito

Resolva na mão e depois confira na calculadora de comparação de frações.

  1. Qual é maior, cinco nonos ou dois nonos?
  2. Qual é maior, um quarto ou um sétimo?
  3. Compare três quintos e cinco oitavos pela multiplicação cruzada.
  4. Compare dois terços e três quartos pelo denominador comum.
  5. Qual é maior, sete decimos ou três quartos?
  6. Compare menos um quinto e menos um terço.
  7. Coloque em ordem crescente: um meio, três oitavos e dois terços.

Gabarito. 1) cinco nonos, mesmo denominador. 2) um quarto, mesmo numerador e menor denominador. 3) 3 vezes 8 é 24 e 5 vezes 5 é 25, então cinco oitavos é maior. 4) com denominador 12, dois terços é oito doze avos e três quartos é nove doze avos, então três quartos é maior. 5) sete decimos é 0,7 e três quartos é 0,75, então três quartos é maior. 6) menos um quinto é maior, por estar mais perto de zero. 7) três oitavos (0,375), um meio (0,5), dois terços (0,666...).

Resumo e pontos-chave

Para comparar frações, comece pelos casos simples: com o mesmo denominador, vence o maior numerador; com o mesmo numerador, vence o menor denominador. No caso geral, use a multiplicação cruzada, que é exata e rápida, ou reescreva as frações com o denominador comum, ou converta em decimal. Todos os métodos colocam as frações em uma base comum para uma comparação justa.

Lembre que não dá para comparar só pelos numeradores, que com negativos o maior é o mais próximo de zero, e que ao cruzar é preciso ter os denominadores positivos. Comparar duas frações é a base para ordenar listas e para entender proporções. Com esses métodos bem dominados, comparar frações deixa de ser confuso, e a calculadora de comparação de frações serve de apoio para conferir cada comparação enquanto você ganha segurança.

Como hábito de estudo, ao ver duas frações, treine primeiro estimar pela referência do meio e depois confirmar pela multiplicação cruzada. Esse reflexo, que combina intuição e cálculo exato, deixa as comparações muito rápidas e prepara o caminho para ordenar frações e para interpretar proporções, que são habilidades cobradas em quase toda prova de matemática. Com a prática constante, você passa a escolher quase sem pensar o método mais rápido para cada par de frações, seja a referência do meio, a multiplicação cruzada ou o decimal, e isso traz agilidade e confiança em qualquer questão que envolva comparar quantidades fracionárias, dentro e fora da escola, em situações que vão de uma simples receita de cozinha a uma decisão financeira importante.

Calculadoras deste guia

Como validamos os cálculos

Os valores citados neste guia são estimativos e baseados em fontes oficiais (OBMEP / IMPA (aritmética) / BNCC (matemática) / comparação de frações). Eles podem variar conforme convenção coletiva, situação individual e atualizações da legislação. Entenda nossa metodologia em como validamos os cálculos.

Perguntas frequentes

Como saber qual fração é maior?
A forma mais rápida é a multiplicação cruzada: multiplique o numerador de uma pelo denominador da outra, cruzando, e compare os dois produtos. A fração de maior produto cruzado é a maior. Por exemplo, três quartos e dois terços dão 3 vezes 3 igual a 9 e 2 vezes 4 igual a 8; como 9 é maior, três quartos é maior que dois terços.
Como comparar frações de mesmo denominador?
Quando os denominadores são iguais, a fração maior é a de maior numerador, porque as partes têm o mesmo tamanho e basta ver quem tem mais partes. Entre cinco oitavos e três oitavos, cinco oitavos é maior. É o caso mais simples de comparação, e é para ele que tentamos reduzir os demais.
Como comparar frações de mesmo numerador?
Quando os numeradores são iguais, a fração maior é a de menor denominador, porque dividir o todo em menos partes deixa cada parte maior. Entre um terço e um quinto, um terço é maior, pois um terço é um pedaço maior que um quinto. É um atalho útil que evita contas.
O que é a multiplicação cruzada na comparação?
É multiplicar o numerador de cada fração pelo denominador da outra, em cruz, e comparar os resultados. Funciona porque equivale a reescrever as duas frações com o mesmo denominador, o produto dos denominadores, e comparar os numeradores, sem precisar calcular o denominador comum explicitamente.
Como comparar reescrevendo com denominador comum?
Achamos o mínimo múltiplo comum dos denominadores, reescrevemos cada fração com esse denominador usando frações equivalentes, e comparamos os numeradores. Para um quarto e um sexto, o denominador comum é 12: um quarto vira três doze avos e um sexto vira dois doze avos; como 3 é maior que 2, um quarto é maior.
Posso comparar frações pelo decimal?
Sim. Divida o numerador pelo denominador de cada fração e compare os decimais. Três quartos é 0,75 e dois terços é 0,666...; como 0,75 é maior, três quartos é maior. Esse método é prático, mas é preciso cuidado com dízimas próximas, considerando casas decimais suficientes para não inverter a ordem.
Como comparar frações maiores que 1?
Frações impróprias, maiores que 1, são comparadas pelas mesmas regras. Uma forma rápida é olhar a parte inteira: sete meios, que é 3,5, é maior que dez terços, que é cerca de 3,33, porque suas partes inteiras já indicam a ordem. Quando as partes inteiras empatam, comparamos as partes fracionárias.
Como comparar frações negativas?
Entre números negativos, o maior é o mais próximo de zero. Por exemplo, menos um quarto é maior que menos um meio, porque menos 0,25 está mais perto de zero que menos 0,5. A multiplicação cruzada continua funcionando, desde que os denominadores estejam com sinal positivo, o que a calculadora ajusta.
Como ordenar uma lista de frações?
Reescreva todas com o mesmo denominador comum e ordene pelos numeradores, ou converta todas em decimal e ordene pelos valores. Para frações com denominadores muito diferentes, o caminho do decimal costuma ser mais rápido. Comparar duas a duas pela multiplicação cruzada também funciona, mas é mais trabalhoso para listas grandes.
Por que não posso comparar só pelos numeradores?
Porque o tamanho de cada parte depende do denominador. Uma fração com numerador maior pode ser menor se o seu denominador também for muito maior. Por exemplo, três décimos é menor que um meio, mesmo tendo numerador maior, porque os décimos são pedaços pequenos. Por isso é preciso considerar os dois números.
Comparar frações cai em provas?
Sim, com frequência, tanto direto quanto dentro de problemas de proporção, estatística e probabilidade. Saber comparar frações rapidamente, escolhendo o melhor método para cada caso, economiza tempo e evita erros. Por isso é uma habilidade básica muito cobrada no ENEM e em concursos.
Existe uma calculadora para comparar frações?
Sim. A calculadora de comparação de frações do ValorFinal recebe duas frações e diz qual é maior, menor ou se são iguais, mostrando a multiplicação cruzada, as frações com o mesmo denominador e os decimais, com a memória de cálculo. Use para conferir seus exercícios e praticar, comparando frações de denominadores diferentes, frações maiores que 1 e até frações negativas.