Português para concursos: o que cai e como estudar

O que cai de português em concursos públicos e como estudar cada tópico: interpretação de texto, gramática, crase, concordância, regência e ortografia, com dicas para as principais bancas.

Revisado pela equipe editorial ValorFinalgov.br, Diário Oficial da União (in.gov.br) e Academia Brasileira de Letras
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Português para concurso cobra, antes de tudo, interpretação de texto, e só depois as regras de gramática. As bancas Cebraspe, FGV e FCC repetem um conjunto estável de tópicos em quase todo edital: interpretação, classes de palavras e verbos, crase, concordância verbal e nominal, regência, pontuação, ortografia e semântica. Este guia mostra o que cada tópico cobra, com exemplos, uma tabela de referência e dicas de estudo. Para estudar já mirando a prova certa, acompanhe os editais abertos no Radar de Concursos.

Resposta rápida

  • Interpretação de texto é o que mais cai; comece por ela.
  • A gramática se concentra em crase, concordância, regência e pontuação.
  • A banca cobra o que está no texto, nunca a sua opinião pessoal.
  • Resolver questões da sua banca vale tanto quanto estudar a teoria.

Interpretação de texto: o tópico que mais cai

Interpretação de texto é a maior fatia da prova e a que decide a aprovação. A banca dá um texto e pergunta a ideia central, o sentido de uma palavra no contexto, a intenção do autor e a relação entre trechos. A regra de ouro é responder pelo que está escrito ou pelo que se conclui dali, jamais pela sua opinião. Separe fato de opinião: fato é o que se comprova, opinião é o juízo de quem escreve. Preste atenção nas palavras que ligam ideias, porque elas mudam o sentido inteiro. Porém e contudo marcam oposição; portanto e logo marcam conclusão; embora e ainda que marcam concessão; porque e visto que marcam causa.

Um método que rende: leia o enunciado primeiro para saber o que a questão pede, depois volte ao texto e localize o ponto exato que responde. Cuidado com a pegadinha de trocar uma palavra por outra que parece sinônimo, mas muda o sentido, e com afirmações extremas (sempre, nunca, todo) que o texto não sustenta.

Gramática: classes de palavras e verbos

A gramática começa por reconhecer as classes de palavras e o que cada uma faz na frase. Substantivo nomeia; adjetivo caracteriza; verbo indica ação, estado ou fenômeno; advérbio modifica o verbo ou o adjetivo; preposição e conjunção ligam termos e orações. A banca cobra principalmente a função da palavra no contexto, não só o nome dela. O verbo é o campeão de questões: tempo (presente, pretérito, futuro), modo (indicativo, subjuntivo, imperativo) e as conjugações que fogem do padrão, como fez, pôs, trouxe e veio. Vale dominar o presente do subjuntivo (que eu faça, que ele venha), porque ele aparece muito em provas de escrita correta.

Crase: poucos casos, muita cobrança

A crase é a fusão da preposição a com o artigo a e só existe antes de palavra feminina que aceita artigo. Parece difícil, mas cabe em poucos casos. O teste mais rápido é trocar a palavra feminina por uma masculina: se aparecer ao, havia crase. Voltei à escola vira voltei ao colégio, logo o acento grave está correto. Guarde os casos proibidos, que a banca adora cobrar: não há crase antes de verbo (começou a estudar), antes de palavra masculina (andar a cavalo), antes de pronome pessoal (entreguei a ela) nem em expressão de plural sem artigo (referiu-se a pessoas). Há crase obrigatória em à medida que, à vista, à noite e na indicação de horas (às 14h).

Concordância verbal e nominal

Concordância é o ajuste das palavras entre si, e cai em quase toda prova. Na concordância verbal, o verbo concorda com o sujeito: os candidatos chegaram, e não chegou. Cuidado com o sujeito distante do verbo, uma pegadinha comum, e com o verbo haver no sentido de existir, que fica no singular (havia muitas vagas, nunca haviam). Na concordância nominal, o artigo, o adjetivo e o numeral concordam com o substantivo em gênero e número: aquelas duas provas difíceis. Preste atenção em palavras como anexo e obrigado, que variam conforme o gênero de quem fala ou do termo a que se referem (a nota fiscal segue anexa; a mulher disse obrigada).

Regência e pontuação

Regência é a relação entre o verbo e o termo que ele exige, muitas vezes com uma preposição fixa. Alguns verbos mudam de sentido conforme a preposição: assistir a um filme (ver) é diferente de assistir alguém (ajudar); aspirar ao cargo (desejar) difere de aspirar o ar (respirar). A banca cobra os verbos clássicos: obedecer a, esquecer-se de, preferir uma coisa a outra e chegar a um lugar (nunca chegar em). A pontuação segue lógica, não gosto pessoal. A vírgula separa itens de uma lista, isola o aposto e o vocativo, e marca o adjunto adverbial deslocado. A regra que mais cai: não se separa o sujeito do verbo por vírgula, e não se separa o verbo do seu complemento.

Ortografia e semântica

Ortografia é a escrita correta das palavras, e a semântica trata do sentido delas. As bancas cobram pares que confundem: mas (oposição) e mais (quantidade); mal (advérbio, contrário de bem) e mau (adjetivo, contrário de bom); a fim de (finalidade) e afim (semelhante); onde (lugar fixo) e aonde (movimento, com ideia de para onde). Na semântica, aparecem sinônimos, antônimos e o sentido de uma palavra dentro do texto, que pode ser diferente do sentido do dicionário. Sentido conotativo é o figurado (mãos de ferro); sentido denotativo é o literal (portão de ferro). Reconhecer essa diferença resolve muitas questões de interpretação.

O que cada tópico cobra, resumido

TópicoO que a banca cobraDica de estudo
InterpretaçãoIdeia central, inferência, sentido no contexto, intenção do autorResponder pelo texto, não pela opinião
Gramática e verbosClasses de palavras, tempos e modos verbais, subjuntivoFocar na função da palavra na frase
CraseQuando ocorre e casos proibidos antes de verbo e masculinoTeste do ao para confirmar o acento
ConcordânciaVerbo com sujeito, haver impessoal, anexo e obrigadoAchar o sujeito antes de decidir o verbo
Regência e pontuaçãoPreposição exigida pelo verbo, vírgula e seus usosDecorar os verbos clássicos de regência
Ortografia e semânticaPares como mas e mais, mal e mau; sentido no contextoListar os pares que você mais confunde

Como montar seu estudo

Comece pelo edital do concurso que você vai prestar e veja quais tópicos acima aparecem e com que peso. Dedique a maior parte do tempo à interpretação de texto, porque é a que mais cai e a que exige treino de leitura, não só decoreba. Para a gramática, estude a regra, entenda a lógica dela e resolva muitas questões da sua banca, já que cada uma tem manias próprias de cobrar o mesmo assunto. Ao errar, volte à teoria daquele ponto e refaça questões parecidas. Esse ciclo de ler, praticar e revisar o erro rende bem mais do que ler a gramática inteira uma vez só.

Antes de escolher o que estudar, veja os editais abertos do Diário Oficial no Radar de Concursos e mire a prova que você vai prestar. Assim você estuda português já pensando no estilo da banca do seu edital, em vez de espalhar esforço em tudo ao mesmo tempo.

Fontes

Conclusão

Português de concurso é interpretação de texto em primeiro lugar e, na sequência, as regras de gramática que mais caem: crase, concordância, regência, pontuação e ortografia. Estude a teoria, treine com muitas questões da sua banca e revise cada erro no tópico certo. Para estudar mirando a prova certa, acompanhe os editais abertos no Radar de Concursos e conheça todos os cursos gratuitos do ValorFinal.

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Como validamos os cálculos

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Perguntas frequentes

O que mais cai em português nos concursos públicos?
Interpretação de texto é o que mais cai, disparado. Quase toda prova começa com um texto e várias questões que pedem a ideia central, o sentido de uma palavra no contexto, a intenção do autor e a relação entre parágrafos. Depois vêm gramática (classes de palavras, verbos), crase, concordância verbal e nominal, regência, pontuação, ortografia e semântica. O peso muda de banca para banca, mas interpretação e as regras de crase e concordância aparecem em praticamente todo edital.
Como estudar interpretação de texto para concurso?
Leia o enunciado antes do texto para saber o que a questão quer, depois volte ao texto e localize a resposta na letra do autor, não no que você acha. A banca cobra o que está escrito ou o que se conclui dali, nunca sua opinião. Treine separar o que é fato do que é opinião, identificar o assunto de cada parágrafo e reconhecer palavras que ligam ideias, como porém, portanto e embora. Resolver muitas questões comentadas é o que mais fixa, porque você aprende o padrão de pegadinha de cada banca.
A regra da crase é difícil? Como não errar?
A crase parece difícil, mas se resume a poucos casos. Ela ocorre na fusão da preposição a com o artigo a, então só existe antes de palavra feminina que aceita o artigo. Um teste rápido: troque a palavra feminina por uma masculina; se aparecer ao, havia crase (voltei à escola vira voltei ao colégio). Não há crase antes de verbo, antes de palavra masculina, antes de pronome pessoal nem em expressão de plural sem artigo. Decore os casos certos e os proibidos e pratique com frases, porque a banca adora esse tema.
Qual banca é mais difícil em português: Cebraspe, FGV ou FCC?
Cada uma cobra de um jeito. O Cebraspe usa itens de certo ou errado, e um detalhe pequeno derruba o item inteiro, então exige precisão e leitura fina. A FGV tende a textos longos e interpretação exigente, com questões que pedem inferência. A FCC é conhecida por gramática detalhista, com crase, concordância e regência caindo bastante em múltipla escolha. Não existe banca fácil: o caminho é estudar o conteúdo e resolver muitas questões da banca do seu edital para pegar o estilo dela.
Preciso decorar toda a gramática para passar?
Não. Vale focar no que a banca repete em vez de decorar a gramática inteira. Concordância verbal e nominal, regência dos verbos mais comuns, crase, pontuação e as classes de palavras cobrem a maior parte das questões objetivas. Nomenclatura rebuscada sem aplicação prática cai pouco. Estude a regra, entenda por que ela funciona e treine em frases reais; assim você reconhece o erro na hora da prova sem precisar lembrar o nome técnico de cada figura.
Onde estudar português para concurso de graça e sem instalar nada?
Dá para estudar direto pelo navegador, sem instalar nada. Junte a leitura de bons materiais com muita resolução de questões, revisando o tópico sempre que errar. Acompanhe o Radar de Concursos, que lista editais abertos do Diário Oficial, para estudar já mirando a prova que você vai prestar, e conheça os cursos gratuitos do ValorFinal para reforçar os pontos em que você ainda tropeça.