Função do segundo grau: parábola, vértice e gráfico

Aprenda a função do segundo grau no nível de uma aula particular: a parábola, a concavidade, o vértice como máximo ou mínimo, o eixo de simetria, as raízes, o conjunto imagem, problemas de otimização, a diferença entre função e equação, exemplos resolvidos e exercícios de ENEM e concursos.

Revisado pela equipe editorial ValorFinalOBMEP / IMPA (matemática) / BNCC / função quadrática

A função do segundo grau, também chamada de função quadrática, é uma das mais importantes do ensino médio, porque modela inúmeras situações do mundo real, da trajetória de uma bola ao lucro de uma empresa. Seu gráfico é a parábola, uma curva elegante e cheia de propriedades úteis. É fundamental distinguir a função da equação do segundo grau: a equação busca apenas os valores que zeram a expressão, enquanto a função estuda o comportamento completo, com vértice, concavidade, eixo de simetria e imagem. Este guia foi escrito como uma aula completa, da definição até os problemas de otimização, passando pelo vértice, pelas raízes, pelo gráfico e por muitos exemplos resolvidos. O conteúdo serve para o ensino médio, para quem retoma os estudos e, em especial, para quem se prepara para o ENEM e para concursos. Para conferir cada conta enquanto lê, use a calculadora de função do segundo grau.

O que é a função do segundo grau

A função do segundo grau tem a forma f de x igual a a vezes x ao quadrado, mais b vezes x, mais c, em que a, b e c são números reais e, crucialmente, a é diferente de zero. Se a fosse zero, o termo do quadrado desapareceria e teríamos uma função do primeiro grau, uma reta. É o termo com x ao quadrado que dá à função o seu caráter quadrático e faz o gráfico ser uma parábola, e não uma reta.

Vale desde já reforçar a diferença entre função e equação, fonte de muita confusão. A equação do segundo grau é a igualdade a x ao quadrado mais b x mais c igual a zero, cuja solução são as raízes. A função associa a cada valor de x um valor de saída f de x, formando uma curva. As raízes da função são os pontos em que a curva cruza o eixo x, ou seja, onde f de x é zero, e por isso coincidem com as soluções da equação. Mas a função vai muito além disso. Para resolver apenas a equação, veja a equação do segundo grau por Bhaskara.

Os coeficientes a, b e c

Cada coeficiente da função do segundo grau tem um papel no formato e na posição da parábola. O coeficiente a, que acompanha o x ao quadrado, controla a concavidade e a abertura. Se a é positivo, a parábola abre para cima, como uma tigela; se é negativo, abre para baixo, como uma cúpula. Além disso, quanto maior o valor absoluto de a, mais fechada e estreita é a parábola; quanto menor, mais aberta.

O coeficiente c é o termo independente e indica onde a parábola corta o eixo y, pois f de zero é igual a c. É o ponto de partida vertical da curva. O coeficiente b, junto com a, determina a posição horizontal do vértice e influencia a inclinação da parábola ao cruzar o eixo y. Entender o papel de cada coeficiente permite prever o formato geral do gráfico apenas olhando a expressão, antes de qualquer cálculo detalhado, o que é uma habilidade muito útil.

O vértice da parábola

O vértice é o ponto mais importante da parábola, pois representa o seu ponto de máximo ou de mínimo. As coordenadas do vértice são calculadas por fórmulas simples: a coordenada x é menos b dividido por duas vezes a, e a coordenada y é menos o discriminante dividido por quatro vezes a. O discriminante é b ao quadrado menos quatro a c, o mesmo da fórmula de Bhaskara. Alternativamente, a coordenada y do vértice é apenas o valor da função na coordenada x do vértice.

O tipo de extremo depende da concavidade. Quando a é positivo, a parábola abre para cima, e o vértice é o ponto mais baixo, ou seja, o mínimo da função. Quando a é negativo, a parábola abre para baixo, e o vértice é o ponto mais alto, o máximo. Por exemplo, na função x ao quadrado menos 5 x mais 6, o vértice tem x igual a 2,5 e y igual a menos 0,25, e como a é positivo, esse é o valor mínimo da função. Saber achar o vértice rapidamente é a chave para resolver problemas de otimização.

Raízes, interseções e o discriminante

As raízes da função são os valores de x para os quais f de x é zero, ou seja, os pontos em que a parábola corta o eixo x. Elas são calculadas pela fórmula de Bhaskara, e a quantidade de raízes reais depende do discriminante. Se o discriminante é positivo, há duas raízes distintas, e a parábola cruza o eixo x em dois pontos. Se é zero, há uma raiz dupla, e a parábola apenas toca o eixo x no vértice. Se é negativo, não há raízes reais, e a parábola não toca o eixo x.

Já a interseção com o eixo y é mais simples: basta calcular f de zero, que dá exatamente o coeficiente c. Esse é o ponto em que a curva corta o eixo vertical. Com as raízes, o ponto de corte em y e o vértice, temos os pontos essenciais para esboçar a parábola com precisão. Note que, mesmo sem raízes reais, a função existe normalmente; apenas o seu gráfico não cruza o eixo x, ficando inteiramente acima ou abaixo dele, conforme a concavidade.

Eixo de simetria e conjunto imagem

A parábola é uma curva perfeitamente simétrica em relação a uma reta vertical chamada eixo de simetria, que passa pelo vértice. Sua equação é x igual à coordenada x do vértice. Por causa dessa simetria, pontos da parábola que estão à mesma distância horizontal do eixo têm exatamente o mesmo valor de y. Essa propriedade facilita muito o esboço do gráfico, pois basta conhecer um lado para refletir no outro.

O conjunto imagem da função é o conjunto de todos os valores de y que ela assume. Como a parábola tem um ponto extremo no vértice, a imagem é limitada por esse valor. Se a concavidade é para cima, a função tem um mínimo, e a imagem vai do valor do vértice até mais infinito. Se a concavidade é para baixo, a função tem um máximo, e a imagem vai de menos infinito até o valor do vértice. Determinar a imagem corretamente é uma habilidade frequentemente cobrada e que depende diretamente do vértice e da concavidade.

O gráfico da parábola

Esboçar o gráfico de uma função do segundo grau é simples quando conhecemos os pontos-chave. Primeiro, olhamos o sinal de a para saber se a parábola abre para cima ou para baixo. Depois, marcamos o vértice, que é o ponto mais alto ou mais baixo. Em seguida, marcamos as raízes, se existirem, e o ponto de corte no eixo y. Com esses pontos e a simetria, traçamos a curva suave da parábola.

O gráfico revela visualmente todas as propriedades que estudamos. A concavidade aparece no formato, o vértice no ponto extremo, as raízes nos cruzamentos com o eixo x, e a imagem na faixa de valores que a curva ocupa verticalmente. Por isso, saber ler e desenhar a parábola é tão importante quanto fazer as contas, e as provas frequentemente apresentam gráficos para que o candidato extraia informações ou identifique a função correta. Para a função do primeiro grau, cujo gráfico é uma reta, veja o guia de função do primeiro grau.

Problemas de máximo e mínimo

Uma das aplicações mais poderosas da função do segundo grau são os problemas de otimização, em que se busca o valor máximo ou mínimo de uma grandeza. Como o vértice é o ponto extremo da parábola, sempre que uma grandeza é modelada por uma função quadrática, o seu máximo ou mínimo está no vértice. Isso transforma problemas aparentemente complicados em um simples cálculo de vértice.

Um exemplo clássico é o da área máxima. Com uma quantidade fixa de cerca, qual retângulo tem a maior área? A área, em função de um dos lados, é uma quadrática com concavidade para baixo, e o seu máximo está no vértice, que corresponde ao quadrado. Outro exemplo é o lucro de uma empresa em função do preço ou da quantidade, também quadrático, cujo máximo dá o lucro ideal. Na física, a altura de um projétil lançado é uma quadrática no tempo, e a altura máxima ocorre no vértice. Em todos esses casos, achar o vértice resolve o problema, o que mostra a enorme utilidade prática desse conceito.

Exemplos resolvidos passo a passo

Primeiro exemplo: estude a função f de x igual a x ao quadrado menos 5 x mais 6. Como a é 1, positivo, a concavidade é para cima e o vértice é mínimo. O discriminante é 25 menos 24, igual a 1. O vértice tem x igual a 2,5 e y igual a menos 0,25. As raízes, por Bhaskara, são 2 e 3, então a parábola corta o eixo x nesses pontos. A interseção com o eixo y é 6, e a imagem vai de menos 0,25 até mais infinito.

Segundo exemplo: a função f de x igual a menos x ao quadrado mais 2 x mais 3. Como a é menos 1, negativo, a concavidade é para baixo e o vértice é máximo. O discriminante é 4 mais 12, igual a 16. O vértice tem x igual a 1 e y igual a 4, então o valor máximo da função é 4. As raízes são menos 1 e 3, e a imagem vai de menos infinito até 4.

Terceiro exemplo: a função f de x igual a x ao quadrado mais 1. O discriminante é zero menos quatro, igual a menos 4, negativo, então não há raízes reais e a parábola não corta o eixo x. O vértice está em x igual a zero e y igual a 1, e como a é positivo, a função tem mínimo 1 e fica sempre acima do eixo x. Confira esses estudos na calculadora de função do segundo grau.

A forma canônica e as transformações da parábola

Além da forma f de x igual a a x ao quadrado mais b x mais c, chamada forma geral, a função do segundo grau pode ser escrita na forma canônica, que destaca o vértice. Nela, a função aparece como a vezes o quadrado de x menos a coordenada x do vértice, mais a coordenada y do vértice. A grande vantagem é que o vértice fica visível diretamente na expressão, sem precisar calcular pelas fórmulas.

A forma canônica revela que toda parábola é uma transformação da parábola mais simples, a do x ao quadrado. O coeficiente a estica ou comprime a curva e define a concavidade, enquanto as coordenadas do vértice deslocam a parábola horizontalmente e verticalmente. Pensar assim, em termos de transformações, dá uma compreensão mais profunda do gráfico e ajuda a esboçá-lo rapidamente, pois basta partir da parábola básica e aplicar os deslocamentos e a abertura indicados pela expressão. Essa visão é especialmente útil em questões que pedem para relacionar funções com seus gráficos.

Soma e produto das raízes

Quando a função tem raízes reais, existe uma relação elegante entre elas e os coeficientes, conhecida como relações de Girard. A soma das raízes é igual a menos b dividido por a, e o produto das raízes é igual a c dividido por a. Essas relações permitem, por exemplo, encontrar as raízes mentalmente em muitos casos, ou conferir um resultado obtido por Bhaskara, somando e multiplicando as raízes encontradas.

Por exemplo, na função x ao quadrado menos 5 x mais 6, a soma das raízes deve ser 5 e o produto deve ser 6. Os números 2 e 3 satisfazem isso, pois somam 5 e multiplicam 6, e de fato são as raízes. Essas relações também são úteis para montar uma função do segundo grau a partir das raízes desejadas, ou para resolver problemas em que se conhece a soma e o produto, mas não as raízes individualmente. Conhecer as relações de Girard amplia bastante as ferramentas para lidar com funções quadráticas.

Mais exercícios de otimização

Quarto exemplo, área máxima: um agricultor tem 40 metros de cerca para fazer um cercado retangular. Quais dimensões dão a maior área? Se um lado mede x, o outro mede 20 menos x, e a área é x vezes 20 menos x, ou seja, menos x ao quadrado mais 20 x. Essa quadrática tem concavidade para baixo, e o vértice, em x igual a 10, dá a área máxima. Logo, o cercado de maior área é um quadrado de 10 por 10, com 100 metros quadrados.

Quinto exemplo, altura de projétil: uma bola é lançada e sua altura em metros, em função do tempo em segundos, é dada por menos 5 t ao quadrado mais 20 t. Qual a altura máxima? A função tem concavidade para baixo, e o vértice ocorre em t igual a 2 segundos, com altura igual a 20 metros. Assim, a bola atinge 20 metros de altura aos 2 segundos. Esse tipo de problema, muito comum em física e nas provas, mostra como o vértice resolve diretamente a questão da altura máxima.

Sexto exemplo, lucro máximo: o lucro de uma empresa, em função do preço de venda, é dado por menos 2 p ao quadrado mais 80 p menos 600. Qual o preço que maximiza o lucro? Como a concavidade é para baixo, o máximo está no vértice, em p igual a menos 80 dividido por menos 4, ou seja, p igual a 20. O preço ideal é 20, e o lucro máximo é o valor da função nesse ponto. Esse é um exemplo típico de aplicação econômica da função do segundo grau.

Função do segundo grau no ENEM e em concursos

A função do segundo grau é um dos tópicos de função mais cobrados nas provas, justamente por sua riqueza de aplicações. As questões pedem desde o cálculo do vértice e das raízes até a interpretação de gráficos e a resolução de problemas de otimização, como área máxima, lucro máximo e altura de projéteis. Também aparecem questões que relacionam os coeficientes ao formato da parábola, exigindo leitura cuidadosa do gráfico.

Para se sair bem, vale memorizar as fórmulas do vértice e do discriminante, treinar a identificação da concavidade pelo sinal de a e praticar a montagem de funções a partir de situações descritas em texto. Um cuidado importante é distinguir quando o problema pede as raízes, ou seja, a equação igual a zero, e quando pede o vértice ou a imagem, que envolvem a função como um todo. Essa distinção, frequentemente explorada, separa quem entende o conceito de quem apenas decora a fórmula de Bhaskara. Praticar com gráficos e problemas reais é o melhor preparo.

Um pouco de história

Os problemas que hoje resolvemos com funções do segundo grau são estudados há milênios. Babilônios, há cerca de 4 mil anos, já resolviam problemas equivalentes a equações quadráticas, ligados a áreas de terrenos. Matemáticos gregos, indianos e árabes desenvolveram métodos geométricos e algébricos para lidar com essas relações, e foi o matemático persa al-Khwarizmi, no século 9, quem sistematizou a resolução de equações do segundo grau, em uma obra que deu origem à palavra álgebra.

Com o desenvolvimento da geometria analítica, por Descartes e Fermat no século 17, a expressão quadrática ganhou uma representação gráfica, a parábola, unindo a álgebra à geometria. A partir daí, a função do segundo grau passou a ser entendida não apenas como uma equação a resolver, mas como uma curva que descreve fenômenos. Hoje, ela modela trajetórias, otimizações, estruturas como pontes e antenas parabólicas, e muito mais. Essa longa história mostra como um conceito aparentemente escolar está no centro de aplicações práticas que moldam a tecnologia e a ciência.

Como esboçar o gráfico passo a passo

Esboçar a parábola fica simples quando você segue uma rotina. Primeiro, olhe o sinal do coeficiente a para saber se a concavidade é para cima, quando a é positivo, ou para baixo, quando a é negativo. Em seguida, marque o ponto onde a curva cruza o eixo vertical, que é o valor de c, pois a parábola sempre passa pelo ponto cuja altura é o termo independente. Esse ponto já dá uma referência inicial para o desenho.

Depois, calcule o vértice usando as fórmulas e marque esse ponto, que é o mais baixo ou o mais alto da curva. Calcule também o discriminante para saber se existem raízes reais. Se existirem, marque os pontos onde a parábola cruza o eixo horizontal. Com o vértice, o ponto de corte no eixo vertical e as raízes, você já tem pontos suficientes para traçar uma parábola simétrica em relação ao eixo vertical que passa pelo vértice. Lembre que, pela simetria, o ponto refletido do corte em c em relação ao eixo do vértice também pertence à curva, o que ajuda a fechar o desenho com precisão.

Resumo prático para revisar antes da prova

Guarde alguns pontos essenciais. A função do segundo grau tem a forma a x ao quadrado mais b x mais c, com a diferente de zero, e seu gráfico é sempre uma parábola. O sinal de a define a concavidade, o termo c indica onde a curva corta o eixo vertical, e o discriminante b ao quadrado menos quatro a c diz quantas raízes reais existem. O vértice, calculado por menos b sobre dois a na horizontal e por menos delta sobre quatro a na vertical, é o ponto de máximo ou de mínimo e resolve a maioria dos problemas de otimização.

Na hora de resolver, identifique primeiro o que o problema pede. Se pede as raízes, use Bhaskara ou a soma e o produto. Se pede o valor máximo ou mínimo, vá direto ao vértice. Se pede a imagem, parta da coordenada vertical do vértice e do sentido da concavidade. Com essa organização, a função do segundo grau deixa de ser um amontoado de fórmulas e passa a ser uma ferramenta clara para descrever curvas e resolver situações reais do dia a dia, da física à economia.

Erros comuns e dicas finais

Um erro muito comum é confundir a função com a equação, tentando apenas achar as raízes quando o problema pede o vértice, o máximo ou a imagem. Leia com atenção o que se pede. Outro erro frequente é trocar o sinal na fórmula do vértice, ou esquecer que a coordenada x do vértice tem o menos antes do b. Também é comum achar que a função não existe quando não há raízes reais, quando na verdade ela existe normalmente, apenas não cruza o eixo x. Por fim, muita gente esquece de dividir por dois a na fórmula do vértice, ou aplica Bhaskara com o sinal trocado no discriminante, o que leva a raízes erradas mesmo com a conta certa no restante. Conferir a soma e o produto das raízes encontradas é uma forma rápida de flagrar esse tipo de engano antes de fechar a resposta.

Uma boa dica é sempre começar pelo sinal de a, que já revela a concavidade e se o extremo é máximo ou mínimo, e depois calcular o vértice, que é o coração da análise. Marque alguns pontos e use a simetria para esboçar o gráfico com confiança. Resolva no papel e depois confira na calculadora de função do segundo grau, que mostra a memória de cálculo completa. Continue estudando pelo portal de matemática, e veja como garantimos a confiabilidade dos resultados em como validamos os cálculos.

Calculadoras deste guia

Como validamos os cálculos

Os valores citados neste guia são estimativos e baseados em fontes oficiais (OBMEP / IMPA (matemática) / BNCC / função quadrática). Eles podem variar conforme convenção coletiva, situação individual e atualizações da legislação. Entenda nossa metodologia em como validamos os cálculos.

Perguntas frequentes

O que é a função do segundo grau?
É a função no formato f de x igual a a vezes x ao quadrado, mais b vezes x, mais c, com a diferente de zero. O seu gráfico é uma parábola. Diferente da equação do segundo grau, que busca apenas os valores de x que zeram a expressão, a função estuda o comportamento completo: a concavidade, o vértice, o eixo de simetria, as raízes, as interseções e o conjunto imagem. Por isso ela é tão usada para modelar fenômenos do mundo real.
Qual a diferença entre função e equação do segundo grau?
A equação do segundo grau é a igualdade a x ao quadrado mais b x mais c igual a zero, e resolvê-la significa achar os valores de x que a satisfazem, ou seja, as raízes. A função do segundo grau é a expressão f de x igual a a x ao quadrado mais b x mais c, que associa a cada x um valor f de x, gerando uma parábola. As raízes da função são justamente as soluções da equação, mas a função traz muito mais informação, como o vértice e a imagem. Na prática, a equação é um caso particular da função: é o que acontece quando você iguala a função a zero para descobrir onde a parábola cruza o eixo horizontal. Por isso, todo problema de equação do segundo grau pode ser pensado como uma pergunta sobre a função correspondente.
Como achar o vértice da parábola?
O vértice é o ponto de máximo ou de mínimo da parábola. Sua coordenada x é menos b dividido por duas vezes a, e sua coordenada y é menos o discriminante dividido por quatro vezes a, ou simplesmente o valor da função nesse x. Por exemplo, na função x ao quadrado menos 5 x mais 6, o vértice tem x igual a 2,5 e y igual a menos 0,25. O vértice é fundamental para achar o valor máximo ou mínimo em problemas de otimização.
Quando a parábola tem concavidade para cima ou para baixo?
A concavidade depende do sinal do coeficiente a. Se a é positivo, a parábola tem concavidade para cima, com formato de tigela, e o vértice é o ponto de mínimo. Se a é negativo, a concavidade é para baixo, com formato de cúpula, e o vértice é o ponto de máximo. Esse simples olhar para o sinal de a já diz se a função tem valor mínimo ou máximo, antes mesmo de qualquer cálculo, e é a primeira coisa a observar. Vale lembrar que o coeficiente a também controla a abertura da parábola: quanto maior o valor absoluto de a, mais fechada e estreita é a curva, e quanto menor, mais aberta ela fica.
Como o vértice ajuda em problemas de máximo e mínimo?
Muitos problemas pedem o valor que maximiza ou minimiza uma grandeza, como o lucro máximo, a área máxima de um terreno ou a altura máxima de um projétil. Quando a grandeza é descrita por uma função do segundo grau, o ponto de máximo ou mínimo é exatamente o vértice da parábola. Assim, basta achar o vértice para resolver o problema de otimização, o que torna a função do segundo grau uma ferramenta poderosa em aplicações práticas. O segredo é montar a função que descreve a grandeza em função de uma variável, simplificar até o formato do segundo grau e então calcular o vértice, que entrega de uma vez o ponto ótimo e o valor máximo ou mínimo procurado.
Como achar as raízes e as interseções com os eixos?
As raízes são os pontos onde a parábola corta o eixo x, e saem da fórmula de Bhaskara, existindo quando o discriminante é maior ou igual a zero. A interseção com o eixo y é simplesmente o valor de f de zero, que é igual ao coeficiente c. Assim, com poucos cálculos, conseguimos os principais pontos para esboçar o gráfico: as raízes, o ponto de corte no eixo y e o vértice, que juntos definem bem a parábola.
O que o discriminante diz sobre a parábola?
O discriminante, igual a b ao quadrado menos quatro a c, indica quantas vezes a parábola corta o eixo x. Se for positivo, há duas raízes reais distintas, e a parábola corta o eixo x em dois pontos. Se for zero, há uma raiz dupla, e a parábola toca o eixo x em um único ponto, o próprio vértice. Se for negativo, não há raízes reais, e a parábola não toca o eixo x, ficando inteiramente acima ou abaixo dele. Olhar o discriminante antes de aplicar Bhaskara economiza tempo, porque você já sabe de antemão quantas soluções esperar e evita procurar raízes que não existem no conjunto dos números reais.
O que é o eixo de simetria da parábola?
O eixo de simetria é a reta vertical que passa pelo vértice e divide a parábola em duas metades espelhadas. Sua equação é x igual à coordenada x do vértice, ou seja, x igual a menos b sobre duas vezes a. Por causa dessa simetria, pontos da parábola que estão à mesma distância horizontal do eixo têm o mesmo valor de y. Essa propriedade ajuda a esboçar o gráfico e a entender o comportamento simétrico da função, pois cada ponto à esquerda do eixo tem um espelho à direita, o que reduz pela metade o trabalho de marcar pontos no desenho e torna o esboço da parábola mais rápido e confiável na prova.
O que é o conjunto imagem da função do segundo grau?
O conjunto imagem é o conjunto de todos os valores que a função pode assumir, ou seja, todos os valores de y do gráfico. Se a concavidade é para cima, a função tem um valor mínimo no vértice e cresce dali para cima, então a imagem vai do valor do vértice até mais infinito. Se a concavidade é para baixo, a função tem um valor máximo no vértice, e a imagem vai de menos infinito até o valor do vértice.
O que é a forma canônica da função do segundo grau?
A forma canônica escreve a função em termos do vértice, como f de x igual a a vezes o quadrado de x menos a coordenada x do vértice, mais a coordenada y do vértice. Ela é útil porque deixa o vértice visível diretamente, sem precisar calcular. A partir dela, fica fácil entender que a parábola é uma transformação da parábola básica, deslocada e esticada, o que dá uma visão mais profunda do seu comportamento.
A função do segundo grau cai no ENEM e em concursos?
Sim, com muita frequência. Aparecem questões sobre o gráfico da parábola, o cálculo do vértice, problemas de máximo e mínimo, como lucro máximo, área máxima e altura de projéteis, e interpretação de coeficientes. Dominar o vértice, a concavidade e as raízes resolve a maioria dessas questões. É um dos tópicos de função mais cobrados, justamente por modelar tantas situações reais de otimização e movimento.
Existe uma calculadora de função do segundo grau?
Sim. A calculadora de função do segundo grau do ValorFinal estuda a parábola f de x igual a a x ao quadrado mais b x mais c: informa a concavidade, o vértice como ponto de máximo ou mínimo, o eixo de simetria, as raízes, a interseção com o eixo y e o conjunto imagem, com a memória de cálculo passo a passo. É gratuita, funciona direto no navegador, sem cadastro, e serve para conferir exercícios e entender a função com clareza.