No Brasileirão, três cartões amarelos tiram o jogador da partida seguinte do clube no campeonato, e o vermelho direto também. A contagem não zera no meio da competição: ela corre pelas 38 rodadas, e a suspensão volta a cada nova série de três. As regras de 2026 estão no Manual de Competições da CBF, publicado em 27 de janeiro de 2026 no lugar do antigo Regulamento Geral das Competições, e cada caso a seguir traz o item do Manual de onde a regra sai. A temporada em andamento, com classificação, próxima rodada e resultados, fica na Central do Brasileirão.
Resposta rápida
- Três amarelos: a cada série de três, em jogos seguidos ou não, o jogador fica fora da partida seguinte do clube na mesma competição.
- A conta não zera: o Manual não reinicia os amarelos no meio do Brasileirão, e as suspensões automáticas só se extinguem quando a competição termina.
- Vermelho direto: suspensão automática no jogo seguinte, sem esperar o STJD. Se o tribunal der pena maior, a partida já cumprida é descontada.
- Dois amarelos no mesmo jogo: não entram na série de três. O jogador cumpre a suspensão pela expulsão.
Quantos cartões amarelos suspendem no Brasileirão
São três. O item 2.5.1 do Manual de Competições da CBF 2026, chamado Das Suspensões Automáticas (p. 81 a 83), diz que ficam "automaticamente impedidos de serem relacionados para a partida subsequente da mesma competição o atleta ou o membro de Comissão Técnica advertido pelo árbitro a cada série de 3 (três) advertências, com cartões amarelos, de maneira consecutiva ou alternada".
Cada pedaço da frase responde a uma dúvida comum. "Consecutiva ou alternada" quer dizer que os amarelos não precisam sair em jogos seguidos. "Impedido de ser relacionado" é mais do que não jogar: o nome do atleta não pode constar da súmula daquele jogo, nem como reserva. Relacionar é a mesma operação em que vale o limite de 9 estrangeiros por partida, explicado no guia sobre o limite de estrangeiros no Brasileirão. E "partida subsequente da mesma competição" é o próximo jogo do clube naquele campeonato, e não o próximo jogo do clube em qualquer torneio.
Exemplo: um meia leva amarelo na 3ª, na 7ª e na 12ª rodada. Com o terceiro cartão, ele fica fora da partida seguinte do clube no Brasileirão. Entre o segundo e o terceiro amarelo, ele estava pendurado, como se diz no futebol: o próximo amarelo abriria a suspensão. Quem quer saber o que vem pela frente encontra os jogos da próxima rodada do Brasileirão, um a um, com a probabilidade de cada resultado.
A contagem de amarelos zera no Brasileirão?
Não zera no meio do campeonato. O Manual não tem regra que reinicie os amarelos durante a competição, nem na virada do turno. A única extinção prevista é a do fim: "As suspensões automáticas consideram-se extintas se findada a competição por pontos corridos". Num campeonato de 20 clubes em turno e returno, com 19 jogos de ida e 19 de volta (Regulamento Específico da Competição 2026, arts. 3º e 14), a série de cada jogador corre pelas 38 rodadas.
O que existe é o recomeço da série. Como a regra fala em "cada série de 3", o terceiro amarelo válido suspende, o sexto suspende de novo e o nono também, numa conta que sai direto da frase do Manual. Por isso quem cumpre a suspensão por três amarelos volta a campo sem amarelo pendente. Não há uma regra de zerar por trás disso: os três cartões anteriores já foram usados na suspensão.
Dois tipos de amarelo ficam fora da conta, e eles explicam boa parte das confusões. Os dois amarelos de uma expulsão por segundo amarelo não entram na série. E os amarelos de outra competição não se misturam com os do Brasileirão. Para ver quantos jogos faltam a cada clube e contra quem, o calendário restante de cada clube mostra os adversários até o fim.
Cartão vermelho direto: quantos jogos de suspensão
O vermelho direto tira o jogador da partida seguinte da mesma competição, de forma automática. O texto do Manual: "O atleta que for expulso de campo ou do banco de reservas ficará automaticamente impedido de ser relacionado para a partida subsequente da mesma competição, independentemente do mérito e da data da decisão em que a infração disciplinar for julgada pelo STJD."
Duas consequências saem daí. A primeira é que a regra vale para o banco: o reserva expulso sem ter entrado em campo cumpre o mesmo jogo de suspensão. A segunda é que ela não espera o tribunal. Como vale "independentemente do mérito e da data da decisão", o atleta fica fora do jogo seguinte mesmo que o julgamento ainda não tenha acontecido.
O julgamento vem depois. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julga a infração na forma do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) e pode fixar uma pena maior que um jogo, com desconto da partida já cumprida. A pena de cada tipo de jogada está no CBJD, e não no Manual.
Dois amarelos no mesmo jogo contam para a suspensão?
Não contam para a série de três. Quando o jogador leva o segundo amarelo na mesma partida e é expulso, o inciso III do item 2.5.1 diz que "tais cartões amarelos não serão considerados para o cômputo da série de 3 (três) cartões amarelos". A suspensão do jogo seguinte acontece do mesmo jeito, só que por causa da expulsão.
O efeito aparece no jogador pendurado. Um zagueiro chega à partida com dois amarelos e é expulso por dois amarelos naquele jogo. Ele fica fora da partida seguinte pela expulsão e, quando voltar, continua com os mesmos dois amarelos de antes na série, porque os dois cartões da expulsão foram descartados. Se ele tivesse levado um único amarelo naquele jogo, teria fechado a série e voltado da suspensão sem amarelo pendente.
Amarelo e depois vermelho direto: o caso dos dois jogos
A ordem dos cartões muda a conta. Se o atleta leva um amarelo e, depois, um vermelho direto no mesmo jogo, o amarelo não é descartado: pelo inciso I, ele continua valendo para a série de três. A expulsão gera a suspensão automática normal do jogo seguinte.
O caso que pega torcedor de surpresa é o do inciso II. Se aquele amarelo era o terceiro da série, o atleta recebe "2 (dois) impedimentos automáticos", um pela expulsão e outro pela série de três amarelos. Ele fica fora das duas partidas seguintes do clube na competição, e a expulsão ainda pode render pena maior no julgamento do STJD.
Com o mesmo jogador pendurado, a comparação fica clara. Dois amarelos no jogo dão uma partida de suspensão e mantêm os dois amarelos antigos. Um amarelo seguido de vermelho direto dá duas partidas de suspensão. O que separa os dois casos é só o segundo cartão: um amarelo, ou um vermelho direto.
Resumo: cada situação em campo e a consequência automática
A tabela junta os casos do item 2.5.1 do Manual de Competições da CBF 2026. A coluna do meio mostra só a consequência automática: nos casos de expulsão, o julgamento do STJD pode acrescentar pena.
| Situação em campo | Consequência automática | Base no Manual |
|---|---|---|
| Terceiro amarelo da série, em jogos seguidos ou não | Fora da partida seguinte do clube na mesma competição | Item 2.5.1 |
| Sexto, nono ou outro amarelo que fecha nova série | Nova suspensão de uma partida | Item 2.5.1 (a cada série de 3) |
| Vermelho direto, em campo ou no banco de reservas | Fora da partida seguinte, sem esperar o julgamento | Item 2.5.1 |
| Dois amarelos no mesmo jogo, com expulsão | Fora da partida seguinte pela expulsão; os dois amarelos não entram na série | Item 2.5.1, inciso III |
| Amarelo e depois vermelho direto no mesmo jogo | Fora da partida seguinte pela expulsão; o amarelo continua na série | Item 2.5.1, inciso I |
| Amarelo que fecha a série, seguido de vermelho direto no mesmo jogo | Dois impedimentos automáticos: fora das duas partidas seguintes | Item 2.5.1, inciso II |
| Suspensão automática pendente quando a competição acaba | Extinta | Item 2.5.1 |
O cartão vale só na competição em que saiu
O Manual amarra o cartão à competição. A suspensão por três amarelos ou por vermelho é cumprida na "partida subsequente da mesma competição", e não no próximo jogo do clube em outro torneio. Os amarelos de um campeonato também não se somam aos de outro para formar a série.
A mesma lógica aparece na transferência. O atleta que vai para um clube que disputa outra competição "não carrega para o novo Clube os cartões recebidos na competição de origem". Um jogador pendurado que troca de clube e passa a disputar outro campeonato chega, portanto, sem os amarelos do campeonato anterior.
Técnico e comissão técnica também são suspensos
A série de três amarelos vale, com todas as letras, para "o atleta ou o membro de Comissão Técnica advertido pelo árbitro". O técnico que soma três amarelos no campeonato fica fora da partida seguinte do clube, como um jogador.
No vermelho, a redação de 2026 tem um detalhe. A frase que abre a regra fala só em "O atleta que for expulso", mas os parágrafos seguintes do mesmo item tratam do "atleta ou membro de Comissão Técnica" que recebe "o cartão vermelho". O Regulamento Geral das Competições de 2025 era mais direto: o art. 98, § 4º, estendia a regra da expulsão a "qualquer membro da Comissão Técnica do Clube".
A própria CBF, ao anunciar o Manual, falou em "treinador e atleta suspenso". Lidos em conjunto, os parágrafos do item 2.5.1 tratam o técnico expulso como suspenso para o jogo seguinte, e o técnico suspenso segue a mesma regra de acesso ao estádio que vale para o jogador.
Suspenso pode ir ao estádio? O que mudou em 2026
Pode, pelas regras de 2026, desde que fique longe do campo. O Manual diz que o membro de comissão técnica e os atletas suspensos não podem acessar as "Zonas 1 (Campo de Jogo) e Zona 2 (área de competições, túnel e vestiário)". Ao divulgar o Manual, em 27 de janeiro de 2026, a CBF anunciou a "Permissão de acesso do treinador e atleta suspenso ao estádio, excluindo as áreas de competição e do campo de jogo".
Em 2025 a regra era outra, pelo menos para a comissão técnica. O art. 97, § 5º, do Regulamento Geral das Competições dizia que o membro de comissão técnica suspenso "não poderá acessar nenhuma parte do estádio". Em 2026, o técnico suspenso pode entrar, desde que fique fora do campo de jogo, da área de competições, do túnel e do vestiário. As regras de cartões em si continuaram as mesmas de um ano para o outro.
| Tema | 2025 (Regulamento Geral das Competições) | 2026 (Manual de Competições) |
|---|---|---|
| Onde está a regra | Arts. 97 e 98 do RGC 2025 | Item 2.5.1 do Manual; não existe RGC 2026 |
| Série de três amarelos | Fora da partida seguinte da mesma competição | Mesma regra |
| Vermelho direto | Fora da partida seguinte, sem esperar o STJD | Mesma regra |
| Comissão técnica expulsa | Regra da expulsão estendida a qualquer membro da comissão técnica (art. 98, § 4º) | Os parágrafos sobre o vermelho tratam do atleta ou membro de comissão técnica |
| Suspenso no estádio | Membro de comissão técnica suspenso não acessa nenhuma parte do estádio (art. 97, § 5º) | Acesso ao estádio permitido, fora das Zonas 1 e 2 (campo, área de competições, túnel e vestiário) |
Suspensão automática e julgamento no STJD
São duas etapas diferentes, e o Manual separa as duas. A suspensão automática sai do cartão e vale no jogo seguinte. O julgamento da infração é outra conversa: pelo item 2.5 (p. 81), "as infrações disciplinares serão processadas e julgadas na forma prevista no CBJD", o código que o STJD aplica.
Quando as duas se encontram, vale a regra da dedução. Se o julgamento acontece depois de o atleta já ter cumprido a suspensão automática e ele é punido, "deduzir-se-á da pena imposta a partida não disputada em consequência da expulsão". Com números redondos: o STJD fixa três partidas de suspensão para um atleta que já ficou fora de uma pela regra automática. Ele ainda cumpre duas.
O fim do campeonato também separa as duas punições. As suspensões automáticas pendentes se extinguem quando acaba a competição por pontos corridos. A pena do STJD, não: se ao fim da participação sobrar suspensão por partida a cumprir, ela passa para as partidas seguintes de "competições coordenadas pela CBF da mesma categoria" (item 2.5.2, p. 83). Um jogador expulso na última rodada não leva a suspensão automática adiante, mas pode ter de cumprir a pena que o tribunal aplicar em competições da CBF da mesma categoria.
Escalar jogador suspenso: o que diz o CBJD
O suspenso fica "impedido de ser relacionado", e as infrações são julgadas na forma do CBJD (item 2.5 do Manual). O artigo do CBJD sobre atleta em situação irregular é o 214, que pune quem "Incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente". Se um caso concreto se encaixa no artigo é decisão do STJD, no julgamento.
A pena do art. 214 é a "perda do número máximo de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição, independentemente do resultado da partida", mais multa de R$ 100,00 a R$ 100.000,00. O § 1º acrescenta que "não serão computados os pontos eventualmente obtidos pelo infrator". Com a vitória valendo 3 pontos e o empate 1 (Manual, item 2.1, p. 61), a conta fica assim: se o clube infrator venceu o jogo, perde os 3 pontos da partida e mais 3; se empatou, perde 1 e mais 3; se perdeu, perde 3.
O adversário não ganha pontos extras. Pelo § 2º, "O resultado da partida, prova ou equivalente será mantido", e ao infrator não se computam os critérios de desempate que o beneficiariam, como o registro da vitória. O § 3º prevê que o clube que ainda não tem pontos suficientes "ficará com pontos negativos". Como os pontos se somam na tabela está no guia de como funciona o Brasileirão por pontos corridos.
Time com menos de sete em campo
Expulsões em série podem decidir o placar por regra. O item 2.5.4 do Manual (p. 86) trata da equipe que fica com menos de 7 atletas depois do início do jogo: "O resultado da partida será mantido, se, no momento do seu encerramento, a equipe adversária estiver vencendo a partida por um placar igual ou superior a 3 (três) gols de diferença. Caso o contrário, o resultado considerado será de 3 a 0 (três a zero) a favor da equipe adversária."
A conta das expulsões é curta: com 11 em campo, a quinta expulsão deixa o time com 6. Na p. 87, o Manual acrescenta a perda da cota da renda e uma "multa administrativa de R$ 50.000,00 (cinquenta mil reais)" para a equipe reduzida. Antes do jogo, a lógica é parecida: com um clube ausente ou sem 7 atletas, depois de 30 minutos de espera "o clube regularmente presente será declarado vencedor por W.O., pelo placar de 3 a 0 (três a zero)".
Cartões como critério de desempate no Brasileirão
Cartão também pesa na tabela. O art. 15 do Regulamento Específico da Competição da Série A 2026 põe os cartões como quinto e sexto critérios de desempate entre clubes empatados em pontos: "1º) Maior número de vitórias; 2º) Maior saldo de gols; 3º) Maior número de gols pró; 4º) Confronto direto; 5º) Menor número de cartões vermelhos recebidos; 6º) Menor número de cartões amarelos recebidos; 7º) Sorteio."
O vermelho vem antes do amarelo. Se o empate chegar até ali, o clube com menos expulsões fica à frente, mesmo que tenha mais amarelos. E, pelo § 2º, quando mais de dois clubes estão empatados, o confronto direto não é considerado, e a disputa passa dos gols pró direto para os cartões. A ordem completa, com exemplos, está no guia de critérios de desempate no futebol.
Na classificação da Central do Brasileirão, os quatro primeiros critérios são aplicados. Os de cartões e o sorteio, não: a fonte de dados do ValorFinal publica placar, data e rodada de cada partida, e não a súmula com os cartões. Quando dois clubes chegam empatados em tudo até o confronto direto, a ordem entre eles sai de um desempate determinístico do modelo, descrito na metodologia do modelo do Brasileirão. Para ver lado a lado os clubes que disputam a mesma faixa, use o comparador de clubes do Brasileirão.
Como conferir se um jogador vai cumprir suspensão
Com as regras acima, a conferência cabe em seis passos, sempre dentro da mesma competição. Vale para jogador e para técnico.
- Conte os amarelos do jogador só no Brasileirão, sem os de outros torneios.
- Tire da conta os dois amarelos de cada expulsão por segundo amarelo.
- Veja se o último amarelo válido fechou uma série de três: o terceiro, o sexto, o nono.
- Veja se houve expulsão, em campo ou no banco, no último jogo do clube no campeonato.
- Se no mesmo jogo saiu o amarelo que fechou a série e depois um vermelho direto, são dois jogos de suspensão.
- Em caso de expulsão, lembre que o julgamento do STJD pode acrescentar partidas, descontada a que já foi cumprida.
Para ver como os resultados mexem na tabela, a projeção da classificação final é recalculada depois de cada rodada. Para testar os seus próprios placares, use o simulador do Brasileirão Série A.
Limitações deste guia
Este guia resume as regras de cartões e suspensões do Manual de Competições da CBF 2026 e os critérios de desempate do art. 15 do Regulamento Específico da Série A 2026. Ele não substitui os documentos, que tratam de casos que não estão aqui, e não diz qual pena o STJD aplica a cada tipo de infração: isso está no CBJD e é decidido caso a caso. Quando o Regulamento Específico e o Manual divergem, prevalecem as normas do Regulamento Específico. As regras podem mudar de uma temporada para a outra, e a comparação com 2025 usa o Regulamento Geral das Competições daquele ano. Para saber como o ValorFinal confere as regras e as contas que publica, veja como validamos os cálculos.
Ferramentas e guias deste tema
- Central do Brasileirão: classificação da temporada, próxima rodada e as chances de título, de vaga continental e de rebaixamento de cada clube.
- Próxima rodada do Brasileirão: os jogos da rodada, um a um, com a probabilidade de cada resultado.
- Resultados do Brasileirão: todos os placares da temporada.
- Metodologia do modelo: como a Central calcula as chances e qual desempate usa no lugar dos critérios de cartões.
- Simulador do Brasileirão Série A: preencha os seus próprios placares e veja como a tabela final muda.
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- Rebaixamento no Brasileirão: quem cai para a Série B e como funciona a Z4.
Fontes e referências
- CBF - Manual de Competições 2026: item 2.5 (julgamento das infrações pelo CBJD, p. 81), item 2.5.1, Das Suspensões Automáticas (p. 81 a 83), item 2.5.2 (pena do STJD pendente no fim da competição, p. 83), item 2.5.4 (W.O. e equipe com menos de 7 atletas, p. 86 e 87) e item 2.1 (pontos por vitória e por empate, p. 61).
- CBF - Notícia de divulgação do Manual de Competições 2026: a data de publicação (27/01/2026), a substituição do Regulamento Geral das Competições e a permissão de acesso do treinador e do atleta suspenso ao estádio, fora das áreas de competição e do campo de jogo.
- CBF - Regulamento Específico da Competição, Brasileirão Série A 2026: art. 15, critérios de desempate, com os cartões vermelhos e amarelos como 5º e 6º critérios, e arts. 3º e 14, número de clubes e turno e returno.
- CBF - Regulamento Geral das Competições 2025: arts. 97 e 98, as regras de cartões e de acesso do suspenso ao estádio em 2025, usadas na comparação com 2026.
- STJD - Código Brasileiro de Justiça Desportiva: art. 214, atleta em situação irregular, com a pena de perda de pontos e a multa.
Conclusão
A regra dos cartões no Brasileirão de 2026 cabe em poucas linhas. Três amarelos, em jogos seguidos ou não, suspendem por uma partida. O vermelho suspende por uma partida de forma automática e ainda pode render pena maior no STJD. Dois amarelos no mesmo jogo não entram na série, e as suspensões automáticas só se extinguem com o fim da competição. O que mudou de 2025 para 2026 foi o lugar do suspenso no dia do jogo: ele pode estar no estádio, longe do campo, do túnel e do vestiário. Para acompanhar a temporada em andamento, abra a Central do Brasileirão, veja os resultados de cada rodada e explore as demais ferramentas esportivas.