Portabilidade de Financiamento Imobiliário: Vale a Pena?
Simule a portabilidade do seu financiamento imobiliário para outro banco: economia de juros, alívio na parcela, custos de avaliação e cartório e em quanto tempo a troca se paga.
Esta calculadora mostra se vale a pena portar seu financiamento imobiliário para outro banco: a economia de juros com a taxa menor, os custos de avaliação e cartório, e em quantos meses a troca se paga (payback).
Como funciona este cálculo
A simulação mantém o mesmo saldo devedor e o mesmo prazo restante, trocando só a taxa, e percorre o cronograma mês a mês (SAC ou PRICE) para medir a economia de cada parcela. Dos ganhos, ela subtrai os custos de portar (avaliação do imóvel + registro da nova garantia em cartório, sem ITBI) e calcula o payback.
Compare também o CET das duas propostas na calculadora de CET, simule o contrato completo na calculadora de financiamento imobiliário e acelere a quitação com a amortização pelo FGTS.
Fórmula
Economia total = total das parcelas no banco atual − (total no novo banco + custos de portar)
Payback = meses até a economia acumulada cobrir os custos
Base: Resolução CMN 4.292/2013 (portabilidade de operações de crédito) e matemática financeira (PRICE/SAC). Taxa de referência: Banco Central, SGS 20772 (financiamento imobiliário PF).
Limitações
- O banco atual pode fazer contraproposta (retenção), reduzindo a taxa sem custo de cartório.
- Custos de avaliação e registro variam por estado e instituição; informe os valores reais da sua proposta.
- Não inclui diferença de seguros MIP/DFI entre os bancos nem eventual TR do contrato.
- Estimativa educativa; o custo efetivo real é o CET de cada proposta.
Calculadoras relacionadas
Cálculo auditável, com fórmula e fontes transparentes
Atualizado em . Fontes: Banco Central - portabilidade de crédito (Resolução CMN 4.292/2013).
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Perguntas frequentes
O que é a portabilidade de financiamento imobiliário?
É a transferência do seu financiamento de um banco para outro que ofereça uma taxa de juros menor. O novo banco quita o saldo devedor no banco antigo e assume a dívida, mantendo o mesmo saldo e, em geral, o mesmo prazo restante. É um direito garantido pela Resolução CMN 4.292/2013 do Banco Central, e nenhum banco pode recusar a portabilidade de saída.
Quanto custa portar o financiamento? Tem ITBI?
Não há ITBI nem nova escritura, porque a portabilidade troca apenas o credor, não o proprietário do imóvel. Os custos são a avaliação do imóvel pelo novo banco (em torno de R$ 3.000) e o registro da nova alienação fiduciária (garantia) no cartório de registro de imóveis, cujo valor varia por estado. Alguns bancos absorvem parte desses custos para atrair o cliente. A calculadora soma esses custos e mostra em quanto tempo a economia os cobre.
Vale a pena portar mesmo com os custos de cartório?
Depende da diferença de taxa e do saldo devedor. Como regra geral, uma redução de 1 ponto percentual ao ano ou mais, com saldo devedor alto e muitos anos pela frente, costuma compensar os custos rapidamente. A calculadora mostra o payback: o número de meses até a economia das parcelas pagar os custos de portar. Se o payback for curto em relação ao prazo restante, vale a pena.
O banco atual pode impedir a portabilidade?
Não pode impedir, mas a lei dá a ele o direito de fazer uma contraproposta (retenção) em até alguns dias úteis após o pedido. Muitas vezes o próprio banco atual iguala ou chega perto da taxa do concorrente para manter o cliente, e aí você reduz os juros sem pagar custo de cartório. Use a simulação como base para negociar nos dois bancos.
A portabilidade muda o sistema de amortização (SAC ou PRICE)?
Em geral, o novo contrato mantém o mesmo sistema do original (SAC ou PRICE) e o mesmo prazo restante; o que muda é a taxa. Esta calculadora simula a portabilidade mantendo o sistema e o prazo, isolando o efeito da taxa menor. Se o novo banco propuser mudar prazo ou sistema, simule também na calculadora de financiamento imobiliário.
Posso usar o FGTS junto com a portabilidade?
Sim. Depois de portar (ou mesmo no banco atual), você pode usar o FGTS para amortizar o saldo devedor a cada 2 anos, dentro das regras do SFH. Combinar a taxa menor da portabilidade com a amortização pelo FGTS acelera bastante a quitação. Veja o efeito na calculadora de amortização com FGTS.